quinta-feira, 31 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «O POEMA» E «EN 267 - ESTRADA NACIONAL PARA CASA»

Chegámos ao fim do mês de março. Como prometido, publicámos diariamente, ao longo do mês, um poema sugerido por um aluno.

Para encerrar o mês, duas das professoras responsáveis pela atividade fizeram também o trabalho proposto aos alunos e partilham, agora, com os leitores deste blogue, as suas sugestões.

POEMA 31/31

Sem Título, Amadeo de Souza-Cardoso (1887 - 1918)

Data de consulta: 10 de março de 2022.

O POEMA

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne.
Sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.

E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as casas deitadas nas noites
e as luzes e as trevas em volta da mesa
e a força sustida das coisas,
e a redonda e livre harmonia do mundo.
- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.

- E o poema faz-se contra a carne e o tempo.

Herberto Helder (1930 - 2015)

Fonte: Helder, Herberto (2014). Poemas Completos. 1.ª edição, Porto Editora. Porto. P.28.
Data de consulta: 10 de março de 2022.

Poema sugerido e lido pela professora Natividade Lemos.

POEMA 31(+1)/31

Tem Cabeça, Mãos, Pés e Coração, Paul Klee (1879 - 1940)


EN 267 - ESTRADA NACIONAL PARA CASA

Um nome sinuoso numa placa.

É no perfil dele que meço

As dimensões do meu tamanho.

Sempre que lá me apanho

De regresso,

É nele que se estaca

O meu destino.

De tal modo,

Que quando volto para onde estou,

Pareço aquele menino

Ansioso que passou

Todo o caminho

A perguntar ao pai,

Vencido cada metro de alcatrão:

«Já estamos onde aqueles que somos estão?»

«Já vai, já vai,

Já falta muito pouco para se chegar ao coração.»


Eduardo Jorge Duarte (1982 - )



Fonte: Duarte, E.J.(2021). Gralhas. On y va. p. 39.

Poema sugerido e lido pela professora Ana Paula Almeida.

MARCH 2022: A DASH OF POETRY - «AT A DINNER PARTY»

AT A DINNER PARTY

With fruit and flowers the board is decked,

The wine and laughter flow;
I'll not complain—could one expect
So dull a world to know?
 
You look across the fruit and flowers,
My glance your glances find.—
It is our secret, only ours,
Since all the world is blind.

Amy Levy

Fonte: https://poets.org/poem/dinner-party

Poema sugerido e lido por: Margarida Duarte, 7.º A.



quarta-feira, 30 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! « MÃE»

 POEMA 30/31

Madonna and Child, Peter Paul Rubens (1577 -1640)
Data de consulta: 27 de fevereiro de 2022.

MÃE


Conheço a tua força, mãe, e a tua fragilidade.
Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital.
Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta.
Estou contigo na tua simplicidade e nos teus gestos generosos.
Vejo-te menina e noiva, vejo-te mãe mulher de trabalho
Sempre frágil e forte. Quantos problemas enfrentaste,
Quantas aflições! Sempre uma força te erguia vertical,
sempre o alento da tua fé, o prodigioso alento
a que se chama Deus. Que existe porque tu o amas,
tu o desejas. Deus alimenta-te e inunda a tua fragilidade.
E assim estás no meio do amor como o centro da rosa.
Essa ânsia de amor de toda a tua vida é uma onda incandescente.
Com o teu amor humano e divino
quero fundir o diamante do fogo universal.


António Ramos Rosa (1924 . 2013)

Data de consulta: 27 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: Martim Teixeira, 9.º C, n.º 9.
Leitura do poema: Martim Teixeira.

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO: A DISCRIMINAÇÃO NO SÉCULO XXI E O JUDEU NA OBRA DE GIL VICENTE

António Mongiello, «Exclusão», in Concurso Europeu de Cartoon «Desigualdades, Discriminações e Preconceitos», Museu Nacional da Imprensa/Afrontamento, 2007.

TEXTO DE OPINIÃO 

A DISCRIMINAÇÃO NO SÉCULO XXI E O JUDEU NA OBRA DE GIL VICENTE 

(...) Eu tenho um sonho, de que um dia esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: «Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos os homens são criados iguais». (...)
Tenho um sonho: que os meus quatro filhos viverão, um dia, numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele (...).
Quando deixarmos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as palavras do antigo espiritual negro: «Livres, enfim. Livres, enfim». (...)

Martin Luther King, Jr.

(28 de agosto de 1963 Washington, D.C.)

            Hoje em dia, o respeito pelas diferenças étnicas, religiosas, políticas e sociais é um tema muito falado. Porque desde sempre tem gerado confusões, já que, infelizmente, as pessoas nem sempre se respeitam umas às outras.
Na minha opinião, nós devemo-nos respeitar uns aos outros e aceitar as nossa diferenças. Eu não acho que faça sentido maltratar, desrespeitar ou excluir alguém por causa da sua religião, tom de voz, partido político, etc.
Como aconteceu no «Auto da Barca do Inferno», de Gil Vicente, no julgamento do Judeu, em que o mesmo foi condenado a ir para o Inferno, porque tinha uma religião diferente. Infelizmente, nessa época, as coisas ainda eram piores do que hoje. No século XVI, os judeus eram completamente excluídos da sociedade. No Auto, essa exclusão é representada pelo facto de o Judeu não ter direito a ir na Barca do Diabo, com os maiores pecadores, tendo mesmo de viajar a reboque.
Mais recentemente, têm sido feitos protestos a favor dos negros, já que os mesmos sofrem bastante devido ao preconceito, desde sempre. Mas agora, com a morte de algumas pessoas negras, até às mãos da polícia, o movimento intensificou-se, o que revela boa consciência cívica.
Resumindo, devemos respeitar as diferenças que temos, sejam elas a cor da pele, a maneira de vestir, a religião, ou outra qualquer.

 David Nobre, 9.º B, n.º 7.

MARCH 2022: A DASH OF POETRY «DREAMS»

 DREAMS

Hold fast to dreams

For if dreams die
Life is a broken-winged bird
That cannot fly.
 
Hold fast to dreams
For when dreams go
Life is a barren field
Frozen with snow.

Langston Hughes

Fonte: https://poets.org/poem/dreams

Poema lido e sugerido por um aluno do 7.º A, que pretende manter o anonimato.


terça-feira, 29 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «OBRIGADO»

 POEMA 29/31

Agonia no Horto, Paula Rego (1935 - )
Data de consulta: 18 de fevereiro de 2022.

OBRIGADO

Por teu sorriso anónimo, discreto,
(O meu país é um reino sossegado…)
 
Pela ausência da carne em teu afeto,
Obrigado!
 
Pelo perdão que o teu olhar resume,
Por tua formosura sem pecado,
Por teu amor sem ódio e sem ciúme,
Obrigado!
 
Por no jardim da noite, a horas más,
A tua aparição não ter faltado,
Pelo teu braço de silêncio e paz,
Obrigado!
 
Por não passar um dia em que eu não diga
— Existo, sem futuro e sem passado.
Por toda a sonolência que me abriga…
Obrigado!
 
E tu, que hoje és meu íntimo contraste,
Ó mão que beijo por me haver cegado!
Ai! Pelo sonho intato que salvaste,
Obrigado! Obrigado! Obrigado!


Pedro Homem de Melo (1904 - 1984)

Data de consulta: 18 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: Catarina Águas, 9.º B, n.º 5.
Leitura do poema: Catarina Águas.


VIAGEM A LISBOA: UMA VISITA DE ESTUD0 INESQUECÍVEL

         No passado dia 15 de março, os alunos do 9.º ano deslocaram-se a Lisboa, acompanhados por três professores, para uma visita guiada ao Museu Nacional da Arte Antiga  e assistência à representação teatral da peça  Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente. 


     Havia dois anos que estas visitas de estudo estavam suspensas e, por isso, foi com alegria e alguma expectativa que professores e alunos retomaram uma atividade que era habitual no nosso agrupamento de escolas.


Desdobrável com o programa da visita

            
            TESTEMUNHOS DOS ALUNOS

          No dia quinze de março, fui a Lisboa, ao Museu Nacional de Arte Antiga e ver a peça «Auto da Barca do Inferno», de Gil Vicente, no teatro da companhia «O Sonho».
Saímos às sete da manhã e parámos em Grândola para tomar o pequeno-almoço. Eu comi uma sandes de bife panado e bebi água; em seguida, fui à casa de banho e seguimos logo viagem para Lisboa.
Chegámos por volta das onze horas ao Museu e aí ficámos um pouco à espera de poder entrar. Lá dentro, uma guia disse:
- Não podem tirar fotos ou apontamentos.
Mas a nossa professora tinha-nos pedido isso, para fazermos uma boa reflexão sobre o que víamos... O certo é que nunca tinha entrado num museu, confesso. Gostei de ver quadros (muito valiosos) e uma obra de Gil Vicente em filigrana. O escritor era ourives! Ficámos lá até à hora do almoço e depois tirei algumas fotografias para ter de recordação dos meus colegas e desta visita inesquecível nas nossa vidas.

Joel José, n.º 8, 9.º A.


No Museu, houve uma separação das turmas e a senhora Rita (guia do 9.º C) mostrou-nos as peças de arte que vimos na sala de aula, antes. Vimos uma tapeçaria comissionada pelo rei de Portugal, que mostra a conquista dos animais e dos terrenos. Vimos a obra famosa «O Inferno» que, evidentemente, apresenta o Inferno. O professor João Cristina colocou muitas questões, algumas a que a Dona Rita não sabia responder. Depois, estudámos a restauração dos Painéis de São Vicente e aprendemos que uma restauração como aquela pode levar mais de três anos. Vimos, finalmente, a Custódia de Belém, feita por Gil Vicente.
Comemos e entrámos no autocarro, para ver a peça «Auto da Barca do Inferno». Ri muito, com os meus amigos do 9.º B. Foi a minha primeira peça, nunca antes tinha visto uma.

Mayan Goller, n.º 10, 9.º C.

 

Fomos ao Museu ver os quadros. São espetaculares, incríveis! A parte que eu gostei mais do Museu foi quando vimos as pessoas a restaurarem os Painéis, a trabalharem o brilho dos quadros, eram uns seis painéis, se não me engano. Foi o que eu gostei mais. Não gostei nada de um quadro, aquele em que as pessoas estão nuas e umas dentro de um caldeirão, outras de cabeça para baixo e com uma corda ao pescoço.

Na parte da tarde fomos ao teatro ver o «Auto da Barca do Inferno». Eu adorei, porque eles interagiam com o público, fazendo rir. Eu prefiro o teatro à leitura, o teatro é mais engraçado.

Daniela Fernandes, n.º 6, 9.º B.

 

Fomos almoçar num jardim logo ao lado do Museu. Em menos de nada acabei com as minhas duas sandes de panado e sumo de laranja do Algarve, com as batatas fritas para acompanhamento das sandes de panado.

Em seguida, fomos até ao teatro da companhia «O Sonho», ainda em Lisboa. Chegámos e fomos preenchendo as cadeiras no auditório, cada escola no seu lado.
Quando íamos de volta para Monchique, parámos de novo na estação de serviço de Grândola. Comprei um sumo de laranja natural e um «muffin». Gostei desta viagem em contexto escolar! Nunca me vou esquecer deste dia.

Joel José, n.º 8, 9.º A.

 

E vimos muitas mais obras. Quando saímos do Museu, fomos almoçar, o que foi incrível, pois rimos e conversámos. E no final da hora do almoço, a nossa professora entregou a cada turma uma caixa de madeira com umas perguntas. A nossa turma fez quase todas, só deixámos quatro, senão estariam erradas, mas foi super fácil!

Depois fomos para o autocarro, para a segunda atividade, que era a peça de teatro. Chegámos e entrámos no estúdio, fomos logo à máquina de doces e refrigerantes! E então entrámos para dentro da sala onde aconteceu a peça de teatro. Foi fabuloso e engraçado. E assim acabou rapidamente a visita de estudo.
A minha opinião sobre a visita de estudo é que nós, alunos e professores, já precisávamos, porque há dois anos que não saíamos da escola. Correu tudo bem. Eu gostei mais da peça de teatro, porque foi mais engraçado. Espero que, não demorando, tenhamos outra visita de estudo!

Rafael Ramos, n.º 11, 9.º C.


 
Fomos almoçar, fizemos um quiz relativo ao que vimos no Museu e voltámos a partir, agora para o teatro, ver o «Auto da Barca do Inferno», com uma encenação ótima.
Dada a saída do teatro, hora de voltar a Monchique. Parámos ainda numa última estação de serviço, na qual comprei muitos chocolates! A volta não poderia ter sido mais épica!
Às 20h30, chegámos ao heliporto, onde todos saíram com felizes lembranças. Será uma viagem que, sem dúvida, será recordada por muito tempo.

Rodrigo Valério, n.º 13, 9.º C. 

MARCH 2022: A DASH OF POETRY - «AT THE ZOO»

 AT THE ZOO

First I saw the white bear, then I saw the black;
Then I saw the camel with a hump upon his back;
Then I saw the grey wolf, with mutton in his maw;
Then I saw the wombat waddle in the straw;
Then I saw the elephant a-waving of his trunk;
Then I saw the monkeys—mercy, how unpleasantly they smelt!

William Makepeace Thackeray

Fonte: https://poets.org/poem/zoo

Poema recomendado e lido por: Roberto Rodrigues, 7.º B.


segunda-feira, 28 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «OS MORTOS»

POEMA 28/31

O Grito, Edvard Munch (1863 - 1944)
Data de consulta: 26 de fevereiro de 2022.

OS MORTOS

Não há mortos que morram tanto como os nossos.
Se um daqueles que nos pertence morre sete
ou setenta vezes no coração,
de quem apenas ouvimos falar morre uma vez, na sua data,
e os que sempre viveram longe
morrem-nos metade ou um oitavo. E metade
de uma morte é quase nada, são casas
decimais no sofrimento. (Que digo? Milésimas, milésimas!)

Gonçalo M. Tavares ( 1970 - )

Fonte: https://casadospoetas.blogs.sapo.pt/38543.html 
Data de consulta: 26 de fevereiro de 2022

Poema e pintura sugeridos por: Francisco Jesus, 9.º B, n.º 8.
Leitura do poema: Francisco Jesus.


MARCH 2022: A DASH OF POETRY - «MARY'S LAMB»

 MARY'S LAMB

Mary had a little lamb,
Its fleece was white as snow,
And every where that Mary went
The lamb was sure to go;
He followed her to school one day—
That was against the rule,
It made the children laugh and play, 
To see a lamb at school.

And so the Teacher turned him out,
But still he lingered near,
And waited patiently about,
Till Mary did appear;
And then he ran to her, and laid
His head upon her arm,
As if he said—"I'm not afraid—
You'll keep me from all harm."

"What makes the lamb love Mary so?"
The eager children cry—
"O, Mary loves the lamb, you know,"
The Teacher did reply;—
"And you each gentle animal
In confidence may bind,
And make them follow at your call,
If you are always kind."

  Sarah Joseph Hale

Fonte: https://poets.org/poem/marys-lamb

Poema sugerido e lido por: Alícia Duarte, 7.º B.

domingo, 27 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «O MOSTRENGO»

 POEMA 27/31

O Mostrengo, Carlos Alberto Santos ( 1933 - 2016)
Fonte:  
Data de consulta: 13 de março de 2022.

                                               O MOSTRENGO


O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,

 «Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
 
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo;
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

Fernando Pessoa (1888 - 1935) 

Data de consulta: 27 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: Gil Matos, 9.º A, n.º 6.
Leitura do poema: Gil Matos.

EU, LEITOR(A), SUGIRO «O SENHOR DOS PÁSSAROS»


Eu, leitor, sugiro o livro O Senhor Dos Pássaros, de Álvaro Magalhães. Este livro conta a história do Sr. Saraiva, que tinha medo de ser enterrado vivo, por isso levava sempre consigo o seu telemóvel.
No dia do seu funeral, inesperadamente, o seu telemóvel começou a tocar. Então a sua esposa, D. Edite, decide atender, mas do outro lado da linha, o silêncio era absoluto. Mais tarde, a D. Edite decide ligar para o número do seu falecido marido e, desta vez, atenderam e ela ouviu alguém a dizer para não atenderem o telemóvel.
Então, impressionados com aquele mistério, Joel, sobrinho da D. Edite, e os seus amigos decidem ir atrás de pistas e descobrem um cientista que foi Grande-Mestre da Ordem dos Sete Raios, que era uma seita que sonhava com a imortalidade. Os jovens decidem procurá-lo e, quando o encontram, têm uma luta intensa para decidir quem ficava com o misterioso documento que todos pensavam ser o segredo da vida eterna, mas na verdade era a cura para a doença de Sérgio, um dos amigos de Joel. Será que os amigos conseguem vencer esta luta?
Eu gostei deste livro, pois a história é uma aventura emocionante e porque gosto de livros de aventuras.
Dinis Messias, 8.º A

sábado, 26 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «GOTA DE ÁGUA»

POEMA 26/31

O Sono, Salvador Dali (1904 - 1989)

Data de consulta: 13 de março de 2022.

 GOTA DE ÁGUA

Eu, quando choro,
não choro eu.
Chora aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu.

António Gedeão (1906 - 1997)

Fonte: https://www.escritas.org/pt/t/1490/gota-de-agua
Data de consulta: 27 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: Manuel Rosa, 9.º C, n.º 7.
Leitura do poema: Manuel Rosa.


sexta-feira, 25 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «CISNE»

 POEMA 25/31

Les Amoureaux de Vence, Marc Chagal (1887 - 1985)
Fonte: 
Data de consulta: 27 de fevereiro de 2022.

                                                               CISNE

Amei-te? Sim. Doidamente!
Amei-te com esse amor
Que traz vida e foi doente…


À beira de ti, as horas
Não eram horas: paravam.
E, longe de ti, o tempo
Era tempo, infelizmente…


Ai! esse amor que traz vida,
Cor, saúde… e foi doente!


Porém, voltavas e, então,
Os cardos davam camélias,
Os alecrins, açucenas,
As aves, brancos lilases,
E as ruas, todas morenas,
Eram tapetes de flores
Onde havia musgo, apenas…


E, enquanto subia a Lua,
Nas asas do vento brando,
O meu sangue ia passando
Da minha mão para a tua!


Por que te amei?
— Ninguém sabe
A causa daquele amor
Que traz vida e foi doente.


Talvez viesse da terra,
Quando a terra lembra a carne.
Talvez viesse da carne
Quando a carne lembra a alma!
Talvez viesse da noite
Quando a noite lembra o dia.


— Talvez viesse de mim.
E da minha poesia…


Pedro Homem de Melo (1904 - 1984)


Data de consulta: 27 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: Afonso Pinto, 9.º A, n.º 1.
Leitura do poema: Afonso Pinto.

MARCH 2022: A DASH OF POETRY - «ROUND AND ROUND»

 ROUND AND ROUND

Round and round the playground,

Marching in a line,
I’ll hold your hand.
You hold mine.
 
Round and round the playground
Skipping in a ring
Everybody loves it
When we all sing.
 
Round and round the playground 
That’s what we like:
Climbing on the climbing frame,
Riding on the bike.
 
Round and round the playground,
All together friends.
We’re sad, sad, sad
When the school day ends.
John Kitching ​

Fonte: https://www.panmacmillan.com/blogs/books-for-children/poems-about-school-first-day-at-school-poem

Poema sugerido e lido por: Joana Dimas, 6.º B.

quinta-feira, 24 de março de 2022

ESTÃO ELEITOS OS «LIVROS MAIS FIXES« DOS ALUNOS DE MONCHIQUE

Como já referimos neste blogue, ontem foi dia de eleições de «Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?». Os nossos alunos votaram e revelaram-nos os seus livros preferidos, ou seja, os livros que consideram mais fixes.

ESCOLA EB1 N.º 1 DE MONCHIQUE

Número de eleitores: 66
Número de votantes: 62
Votos válidos: 62
Votos brancos: 0
Votos nulos: 0


ESCOLA EB1 N.º 2 DE MONCHIQUE

Número de eleitores: 61
Número de votantes: 58
Votos válidos: 58
Votos brancos: 0
Votos nulos: 0


ESCOLA EB1 DE MARMELETE

Número de eleitores: 14
Número de votantes: 14
Votos válidos: 14
Votos brancos: 0
Votos nulos: 0


ESCOLA BÁSICA MANUEL DO NASCIMENTO

2.º CICLO

Número de eleitores: 76
Número de votantes: 66
Votos válidos: 65
Votos brancos: 0
Votos nulos: 1


3.º CICLO

Número de eleitores: 130
Número de votantes: 114
Votos válidos: 111
Votos brancos: 1
Votos nulos: 2