terça-feira, 27 de novembro de 2018

VOLTAR À ESCOLA PARA APRESENTAR UM LIVRO

Foi um sábado chuvoso, o dia 24 de novembro.
Contrariamente ao que é habitual, as portas da Escola Básica Manuel do Nascimento estiveram abertas nesse dia e o polivalente vestiu-se a preceito para receber uma «coruja» muito especial.
Falamos de Uma Coruja nas Ruínas, o segundo livro do escritor monchiquense Eduardo Jorge Duarte, cuja apresentação esteve a cargo da Professora Doutora Adriana Freire Nogueira da Universidade do Algarve.
Numa sala repleta de muitos amigos e bons leitores, a conversa à volta do livro foi emotiva, instrutiva, animada, e a Escola encheu-se de orgulho por ter ali, de novo, aquele menino que, há vinte anos, mal sonhava que um dia encheria o polivalente com a sua escrita.



quinta-feira, 22 de novembro de 2018

FERNANDA BOTELHO COMPARTILHA PAIXÃO PELAS PLANTAS

A escritora Fernanda Botelho esteve em Monchique, nos dias 19 e 20 de novembro, para encontros com adultos e com várias turmas do 1.º e 2.º ciclos.
As histórias que escreve juntaram-se aos aromas, formas e cores das plantas que trouxe para a biblioteca escolar, e a escritora foi compartilhando uma enorme paixão e um imenso conhecimento sobre plantas, apelando continuadamente ao respeito pelo ambiente e pelo planeta Terra.


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

«UM LIVRO POR SEMANA»: DESAFIO SUPERADO!

A ida à Rádio Foia é, por vezes, muito mais do que um exercício de leitura e de apresentação oral. É uma experiência diferente que mexe com as emoções e o nervosismo dos nossos alunos, que se desafiam a si próprios, numa tentativa de dar o seu melhor.
No passado dia 15, a Iara Cabangaje, da turma A do 6.º ano, ultrapassou os seus receios e participou individualmente, pela primeira vez, na rubrica «Um livro por semana», com a obra A viúva e o papagaio, de Virginia Woolf.
A nossa leitora fez uma divertida e animada apresentação do livro e partilhou com os ouvintes uma excelente leitura de um excerto da obra, deixando bem claro que a rapidez e a fluência da leitura não a intimidam.
No fim, a Iara agradeceu a todos os que a apoiaram e incentivaram a participar nesta aventura, mas agradeceu também a si própria. E tem razão! Às vezes, também temos que reconhecer o nosso próprio mérito, principalmente quando lutamos para superar dificuldade e inibições e conseguimos fazer uma coisa bem feita.


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

FINAL FELIZ para um VIOLINO: TEXTO A DUAS MÃOS


«Os braços caíram-lhe para os lados do corpo. Numa das mãos segurava o arco, na outra o violino. E, muito esguio, macilento, Mestre Finezas curvou a cabeça branca, devagar, como a agradecer os aplausos de um público invisível.»
Manuel da Fonseca, «Mestre Finezas»
in Aldeia Nova, Porto, Forja, 1975.

Mestre Finezas sentia-se ainda poderoso a tocar o seu violino, apesar da sua idade, já avançada… Só eu conseguia compreender bem o que lhe ia na alma, já que, pela vila, só se ouviam comentários negativos sobre Ilídio Finezas.
Antigos admiradores seus eram aqueles que mais o criticavam e lhe viravam as costas, pois diziam que ele já não tinha idade para trabalhar…
Passados alguns dias, Mestre Ilídio Finezas ficou muito doente e faleceu. Chorei de tristeza por perder um grande amigo, mas prometi a mim mesmo fazer alguma coisa na vila que perpetuasse a sua memória, para sempre.
Com a ajuda de um grande amigo, construímos na antiga barbearia de Mestre Finezas um museu de artes e ofícios.
Ali estão expostos todos os utensílios utilizados por Mestre Finezas e nas paredes coloridas foram colocados quadros relacionados com o dia a dia de uma barbearia. Bem no centro, à frente da velha cadeira de barbeiro, está em destaque, para todos verem, o violino de Mestre Finezas.
O Museu de Artes e Ofícios é agora o maior ponto de interesse da vila e eu (mais Carlos e menos Carlinhos) sou agora, como diretor, responsável pela sua divulgação nacional e internacional e assim, aos poucos, vão chegando à nossa vila pessoas de todo o mundo para admirar o museu.
Catarina Correia, 7.ºA,
Monchique, outubro de 2018.


Marc Chagall, «O Violinista Azul», 1947

 Marc Chagall, «O Violinista Verde», 1923

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA 2018/19 - 1.ª FASE: NA ESCOLA

Já estão abertas as inscrições para a 1.ª Fase do Concurso Nacional de Leitura 2018/2019.
As provas desta 1.ª Fase estão marcadas para o dia 11 de dezembro e centrar-se-ão na fábula «A Ursa e o Mensageiro dos Deuses» in Três Fábulas de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (2.º ciclo) e «História da Gata Borralheira» in Histórias da Terra e do Mar de Sophia de Mello Breyner Andresen (3.º ciclo). 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

«NEWTON GOSTAVA DE LER!» TESTA CAPACIDADE DE RACIOCÍNIO DOS ALUNOS

Será possível resumir uma história com uma expressão numérica?

À partida, esta é uma tarefa que não parece nada fácil, mas os alunos das duas turmas do 5.º ano não se atrapalharam com o desafio apresentado pela Biblioteca Escolar e pela professora de Matemática e chegaram rapidamente à solução.

Tudo começou com uma leitura interativa da história «Passei com mais dois» de Gianni Rodari, que conta a história de um dez que, depois de ter sido mutilado pela subtração, se vê atacado pela divisão, mas que é posteriormente ajudado pela multiplicação, transformando-se num doze. Ou seja, resumindo: (10-2):2x3=12

Superado este desafio, a capacidade de raciocínio dos nossos alunos continuou a ser posta à prova com três atividades propostas no módulo ENIGMATEMÁTICO, do projeto «Newton gostava de ler!». Quantos dias leva o caracol a percorrer os 10 metros caracol? De que cor é a casa número dois? Quanto pesa cada uma das tartarugas?
Os três enigmas pareciam difíceis, mas os grupos concentraram-se na leitura de cada uma das situações problemáticas, trocaram ideias e opiniões, testaram as várias hipóteses e as respostas corretas foram surgindo sem grandes dificuldades.

No final, sentia-se no ar um discreto sentimento de orgulho. Orgulho de missão cumprida, de capacidade provada.








terça-feira, 13 de novembro de 2018

WORKSHOP «UMA FARMÁCIA NA COZINHA»

A escritora Fernanda Botelho estará de visita  ao nosso agrupamento de escolas nos próximos dias 19 e 20 de novembro para encontros com os alunos dos 5.º e 6.º anos da Escola Básica Manuel do Nascimento e do 3.º ano da Escola EB1 N.º 2.
Aproveitando a sua presença no concelho, as bibliotecas escolar e pública agendaram um interessante Worhshop com a escritora subordinado ao tema «Uma Farmácia na Cozinha», que está aberto a toda a comunidade educativa.
A participação no workshop está sujeita a inscrição na biblioteca escolar.


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

NOVA TEMPORADA DE «UM LIVRO POR SEMANA» NA RÁDIO FOIA

A rubrica «Um Livro por Semana» está de volta à Rádio Foia e continua a oferecer leituras aos ouvintes da estação local todas as quintas-feiras, a partir das 15 horas.
A primeira edição desta nova temporada foi para o ar no passado dia 8 de novembro e esteve a cargo da Leonor Valério, da turma A do 6.º ano. Leitora assídua e fã assumida das obras de Sophia de Mello Breyner Andresen, a Leonor partilhou com os ouvintes a leitura de dois magníficos excertos da obra A Menina do Mar, transportando-nos para um mundo onde a amizade não conhece barreiras nem diferenças.
Questionada pela jornalista Idalete Marques, a jovem leitora fez um pequeno resumo da história e explicou o seu fascínio por esta obra, destacando o sentimento de amizade que surge entre dois seres diferentes: uma menina do mar, que não conhecia nada da terra, e um rapaz da terra, que não podia viver debaixo de água.
A espontaneidade e a graciosidade do discurso associaram-se à fluência da leitura e a Leonor fez-nos recordar a pertinência desta rubrica semanal de leitura.


terça-feira, 30 de outubro de 2018

MIÚDOS A VOTOS: QUAIS OS LIVROS MAIS FIXES?

A Rede de Bibliotecas Escolares e a VISÃO Júnior voltam a organizar, pela terceira vez consecutiva, a eleição dos livros preferidos das crianças e jovens portugueses, através da iniciativa «Miúdos a votos: quais os livros mais fixes?», um projeto que cruza leitura e cidadania, valorizando a responsabilidade do ato de votar.

As escolas de Monchique já estão todas recenseadas e os alunos dos diferentes anos de escolaridade já começaram a apresentar os livros que candidatam à eleição, através do preenchimento de um formulário online.


domingo, 28 de outubro de 2018

VAMOS AJUDAR A FAZER ESTA MANTA!

São necessárias 112.225 rosetas com 40 cm de lado para fazer a «maior manta de crochet do mundo» e colocar Monchique no Livro dos Recordes do Guinness.

Esta ideia, lançada pela associação Espiral de Vontades, está a mobilizar a comunidade e o vício do crochet vai-se instalando, sem género nem idade, revitalizando uma arte e um saber tradicional.

Em outubro, Mês Internacional da Biblioteca Escolar, a nossa biblioteca aderiu à iniciativa e os livros e os computadores passaram a conviver com linhas, agulhas, rosetas, muita arte, muita cor e muita vontade. Vontade de aprender, vontade de ajudar a fazer a maior manta do mundo, num projeto que é também uma iniciativa solidária, já que, depois de feita e avaliada pelos juízes do Guinness, a manta gigante será dividida em pequenas mantas que serão entregues a associações do Algarve e a famílias e pessoas carenciadas.

Guiadas pela sabedoria experiente da D. Elisabete Rufino, as mãos de rapazes e raparigas da nossa escola ensaiaram o manuseamento da linha e da agulha de crochet, sem tabus nem preconceitos, e o cordão foi aparecendo e as rosetas começaram a compor-se numa profusão de cor, alegria, partilha e colaboração.









Houve, no entanto, quem preferisse a leitura e as duas atividades conviveram em harmonia, sem competições nem atropelos.


sexta-feira, 26 de outubro de 2018

«EXPLORADORES DE ROCHAS E SOLOS» POR UM DIA

No dia 24 de outubro, o Centro de Ciência Viva do Lousal (CCVL) trouxe à biblioteca escolar o projeto MINA VAI À BIBLIOTECA e transformou o espaço num laboratório de geologia com a atividade «Exploradores de rochas e solos».

Desenvolvido com o intuito de proporcionar aos utilizadores das bibliotecas um conjunto de atividades experimentais de caráter lúdico e pedagógico, o projeto MINA VAI À BIBLIOTECA procura fomentar a interação e a experimentação enquanto ferramentas indispensáveis ao desenvolvimento do pensamento científico e criativo.

Com a atividade «Exploradores de rochas e solos», os monitores do CCVL souberam estimular a curiosidade científica e o desejo de aprender dos alunos das duas turmas do 5.º ano e levaram-nos a descobrir como se identificam as rochas, como se distinguem os solos e para que servem as rochas, complementando o trabalho desenvolvido na disciplina de Ciências Naturais..





terça-feira, 23 de outubro de 2018

HISTÓRIAS DA AJUDARIS' 18

Os oito volumes das «Historias da Ajudaris’ 18», apresentados no passado dia 20 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, são constituídos por histórias surpreendentes sobre a «Natureza» criadas por crianças e jovens do país inteiro, orientados pelos seus professores, e incluem magníficas ilustrações de artistas solidários conceituados.

Lançado pela Ajudaris em 2009, este projeto, que promove a leitura, a escrita e a cidadania, conta com a adesão do Agrupamento de Escolas de Monchique que, no corrente ano, se vê representado nas páginas 48 e 50 do volume VIII, com os textos «Os Guardiões da Natureza», da autoria de um grupo de crianças da AAAF – Espiral de Vontades do Jardim de Infância, e «Esta Serra de Monchique», produzido pelos alunos da turma B do 6.º ano da Escola Básica Manuel do Nascimento (atualmente no 7.º ano) sob a orientação da professora Manuel Ponte.

Por coincidência (ou não), a ceramista Clara Vicente, radicada em Monchique há já largos anos, é a artista solidária que assina a ilustração do texto «Esta Serra de Monchique».

Uma delegação dos jovens autores monchiquenses, acompanhados pelos pais e pela professora bibliotecária, deslocou-se à Gulbenkian, no passado dia 20, e assistiu, em direto, ao lançamento das «Histórias da Ajudaris», podendo comprovar a surpreendente dimensão deste projeto cuja finalidade é apoiar crianças e famílias carenciadas sinalizadas, na sua maioria, pelas escolas.

Para ajudar, basta adquirir um exemplar!




quinta-feira, 11 de outubro de 2018

«LER+ PARA VENCER»: UM ESTÍMULO À LEITURA COM DEZ ANOS!

Há já dez anos que a atividade «Ler+ para Vencer» faz chegar um livro novo a todos os meninos e meninas que entram para o 1.º e para o 5.º ano no Agrupamento de Escolas de Monchique. Lançada em 2008 pelo Plano Nacional de Leitura, com o objetivo de promover o prazer de ler na entrada de um novo ciclo de escolaridade, esta iniciativa mantém-se nas nossas escolas, graças a uma parceria  com a Junta de Freguesia de Monchique, que financia a aquisição de todos os exemplares.

No corrente ano letivo, o estímulo à leitura parece ter sido imediato e os livros, todos eles de autores conceituados recomendados pelo Plano Nacional de Leitura, ganharam vida nas mãos dos meninos mais pequeninos, que tentavam adivinhar os textos nas magníficas ilustrações.


Nas turmas do 5.º ano, bastou um subtil incentivo para que os poemas de Luísa Ducla Soares ganhassem voz e o tempo da leitura, que se repetiu melodiosa e ritmada, soube a pouco.



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

CONCURSO MIBE

No Mês Internacional da Biblioteca Escolar, lançamos-te o seguinte desafio: 

terça-feira, 2 de outubro de 2018

terça-feira, 25 de setembro de 2018

QUEM ÉS?



«Quem és?»
Digo o teu nome vezes sem conta.
Passo pela tua casa quase todos os dias.
Dás nome à minha escola.
Vejo-te na biblioteca. (Às vezes não dou por ti, confesso.)
Ofereceram aos meus pais os teus livros (quando eu era mais pequeno).

E, ainda assim, não sei quem és:
Manuel do Nascimento.

Comecei o ano de forma estranha. Apresentei-me. Os meus colegas apresentaram-se. A professora apresentou-se. E tu, tu juntaste-te a nós. Sabes, há trabalhos de casa que valem mesmo a pena, se servem para conhecermos melhor os escritores da nossa terra. Sei que em Portimão há uma escola que rima porque tem nome de poeta: António Aleixo. E que em Loulé a biblioteca municipal cheira a mar, porque leva o nome da escritora Sophia de Mello Breyner. Da nossa escola vê-se a serra porque tu existes nela. Imagino a tua alegria ao saber que és o seu patrono, mas o orgulho é verdadeiramente nosso, acredita. Doeu um pouco quando comecei a ler tudo o que havia sobre ti na biblioteca (primeiro T.P.C. do ano, a tua biografia!), nunca pensei que tivesses passado por tantas dificuldades: o desemprego, a censura, a doença, enfim... Mas gostei tanto de saber que voltaste a casa, que escreveste tantos livros, que fizeste tantas coisas importantes, que (d)escrevias o que vias, que sonhavas com um mundo melhor, mais justo, mais igual.
Mas sabes quando me aproximei mesmo de ti? Quando te li. Não acreditas? Ora escuta: «Era quase noite quando o pobre da gravata preta apareceu ao fundo da estrada.» Diz-te alguma coisa? Nunca pensei que um conto tão curto pudesse levar a um debate tão animado! «Sapo e Lagarto», até eu participei na discussão! Acabámos a falar de «bullying» nas escolas de hoje, vê lá tu ao que nos levou o teu texto. E já lá vão setenta anos desde que o escreveste! Sabes ... um dia vou falar de ti aos meus netos. Para que não te esqueçam.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

MONCHIQUE NAS PÁGINAS DO «LE MONDE DIPLOMATIQUE» PELA PENA DE EDUARDO DUARTE

O escritor monchiquense Eduardo Jorge Duarte volta a estar em destaque na última página da edição portuguesa do «Le Monde Diplomatique», no mês de setembro.
Desta vez, a narrativa cedeu lugar à poesia e a catástrofe dos incêndios marca a melodia de um poema feito das emoções de um geógrafo escritor que traz os «marcos existenciais» esculpidos na Serra de Monchique cujas fragas são, citando o autor no poema «Perfil», «sangue a correr-(lhe) nas artérias».

O poema agora publicado é um grito de esperança, que profetiza «Um reino onde haverá pomares/ Sempre em flor» e um «futuro já em fruto», a fazer esquecer «A noite espalhada pelos lugares», «Hectares e hectares/De escuridão e dor».


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

PAIS VOLTAM À ESCOLA NO 1.º DIA DE AULAS

O primeiro dia de aulas, no Agrupamento de Escolas de Monchique, foi dia de receção a pais e encarregados de educação dos alunos do 1.º e do 5.º ano.
A Biblioteca Escolar foi um dos espaços visitados pelos pais, que ficaram a conhecer os recursos e os serviços disponibilizados e algumas das atividades desenvolvidas. 
Num ambiente informal e descontraído, animado por um «chazinho» e uma fatia de bolo, muitos dos pais recuaram à adolescência, recordaram os seus tempos de escola e as comparações foram inevitáveis.




A leitura marcou presença neste encontro e os pais foram convidados a conhecer a obra de Manuel do Nascimento, patrono da escola dos 2.º e 3.º ciclos, recebendo um dos dois títulos que foram reeditados.



quinta-feira, 13 de setembro de 2018

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

PAIS E FILHOS NO 1.º DIA DE AULAS

O ano letivo 2018/2019 começa a 14 de setembro no Agrupamento de Escolas de Monchique.
No primeiro dia de aulas, os alunos do 5.º ano vêm acompanhados pelos pais/encarregados de educação e a escola abre-se à comunidade, dando a conhecer o seu espaço, os serviços, os recursos e a organização.
A Biblioteca Escola aderiu a esta iniciativa da Direção do Agrupamento e o encontro com os pais está marcado para as 10h00.


sexta-feira, 22 de junho de 2018

À RODA DOS LIVROS: ESTÓRIA DE UMA ESPIRAL SEM FIM À VISTA

«Acontece um big bang invisível, muito discreto, sem consequências dignas de nota, ninguém deu por nada. Vai haver um entardecer e uma manhã; o senhor Swann há-de vir jantar nessa noite, está um dia magnífico, é tempo de férias, e, apesar de tudo, houve qualquer coisa que falou.
Então, é o fim de tudo o resto? Claro que não; é só um regresso à clandestinidade, a uma forma de selvajaria, no sentido em que Claudel dizia que Rimbaud era «um místico em estado selvagem». Às vezes acontece-nos cruzarmo-nos com jovens vagabundos como estes, ainda incendiados por uma palavra nascida nas profundezas de uma biblioteca. Quem lhes falou? Que livro foi esse? A quem pertencem essas palavras espantosas? Não há resposta.»[1]
Ou talvez haja. Não uma. Dezenas: Catalina, Uruguai, «O Principezinho», Antoine de Saint-Exupéry e o segredo da raposa, antiquíssimo, mas - juro-te - só o ouvirás muito depois (escuta bem, «O essencial é invisível para os olhos...»); Mariana, Cidadã do Mundo, «Se isto é um Homem», Primo Levi, lembra-te, sim tu, lembra-te, lembra-te, «acontece facilmente, a quem tudo perdeu, perder-se de si próprio»; Tomás, Portugal, Monchique, «O conto da ilha desconhecida», José Saramago «acordou» - imagine-se! -  «abraçado à mulher da limpeza, e ela a ele, confundidos os corpos, confundidos os beliches, que não se sabe se este é o de bombordo ou o de estibordo.»

Há ainda o Leonardo, a Mein, a Catarina e o «Fantasma de Canterville», que levaram a professora (literalmente!) a correr para a livraria mais próxima ao encontro de Oscar Wilde só para aprender isto, que afinal tínhamos todos razão: «Pobre Sir Simon! Devo-lhe muito. Sim, não te rias, devo mesmo. Ele fez-me ver o que é a Vida, e o que significa a Morte, e porque razão o Amor é mais forte do que ambos.» E o Rafael, na sua primeira vez, com «A arte subtil de saber dizer...» coisas bonitas, inchado de orgulho por ter comprado o livro naquela livraria famosa «onde a professora vai» (e sorri amorosamente, o espertinho, eu sorrio depois, às escondidas). A Sara que chora abraçada ao «Rapaz de pijama às riscas». O Bruno que carrega «35 quilos de esperança». O Gonçalo a iluminar-se «Numa escuridão bonita». O Bernardo a saltitar no «Montanário» e eu, de asas abertas, ao encontro do corvo no sobreiro. Agustina Bessa-Luís, «A mãe de um rio» e de todos nós, a doirar os dedos do segundo Rafael. Carolina, fortíssima no seu casaco vermelho, a passar para o outro lado de nós só porque disse: «Bom dia. O meu nome é Veronika e decidi morrer». O João que trocou o Senhor Henri (escolheu o cérebro) pelo Velho que Lia Romances de Amor (falou o coração). A Patrícia, a aclarar muito bem por que motivo não achou graça ao Segredo da Tribo Perdida, talvez o mesmo não tivesse sido lá muito bem contado pelos Primos na Nova Zelândia, o certo é que o fez com bastante elevação, quem sabe por ter ouvido dizer que tem todo o direito de não gostar de um livro! (Seria esse o segredo maori?) A Joana que habitou em todos os minutos e mais alguns apenas porque viu bem demais «A cor do céu» e, por essa razão, quase cegou de espanto e paixão. O Mário, digníssimo, a explicar que o Livro era, efetivamente, melhor do que o Filme porque «mais suave». O Ibrahima, a atropelar-se nas palavras,  com a ternura africana de quem chama sempre a lentidão, colocando-se mais à frente, levando a professora atrás, na emoção claro, «porrrrrque o Fernando Pessoa é muita coisa». Sabes? Tens toda a razão.
E Ela. A dizer que não tinha lido porque lhe faltava coragem. Quase. Quase dá vontade de citar Daniel Pennac e dizer (para dentro, baixinho, um sussurro apenas) pois sim, pois sim, «o verbo ler não suporta o imperativo»[2].
E a mim faltam-me as páginas. O espaço. Para contar. Para vos Contar.
Digo-vos: no que ao ensino da língua portuguesa, e à formação cívica, diz respeito, deve haver poucas atividades tão completas e enriquecedoras como «À Roda dos Livros». É simples, trata-se disto: ler um livro e apresentá-lo à turma, introduzindo no discurso uma «palavra-mistério». Desejavelmente, muito desejavelmente, de forma continuada, uma apresentação por período. A imagem é esta: um bater de asas (pensemos numa borboleta) a multiplicar-se em todas as direções. Saber ouvir; saber expressar-se; saber sintetizar; saber argumentar; saber criticar; saber avaliar; saber avaliar-se; ser responsável; ser criativo; refletir; rir, chorar, poder errar. Crescer.
Agradecer. À professora bibliotecária da Escola Básica Manuel do Nascimento, pela sua saudável teimosia, pela sua infinita paciência. Por dizer que recebe tão mais do que dá.

«Mas a literatura é algo de transversal à nossa sociedade. Diz respeito aos escritores que a escrevem e, por isso, nos escrevem. Diz respeito às instituições e aos mecanismos sociais que a ela estão indissociavelmente ligados – editores, bibliotecas, jornalismo e imprensa em geral, escolas e universidades. Diz respeito a uma responsabilidade pedagógica e social que ultrapassa e conjuga os diferentes tipos de saberes e formas de conhecimento. E diz respeito, em primeira e também última instância, aos leitores, aqueles que fazem das obras algo que nunca se encontra irremediavelmente passado, mas se faz a cada momento presente e aponta, afinal, para a imprevisibilidade do futuro.»[3]

Livros, o teu peso, o teu cheiro, sim, deixem-me ser romântica só esta vez, livros, o teu peso, o teu cheiro, o teu corpo, nós à tua volta. Menos um círculo fechado. Mais um degrau numa porta aberta. Uma Roda em jeito de Espiral.
Na era do ruído, uma biblioteca: também o Silêncio.
Na era da imagem, que desliza fácil e veloz ao sabor dos dedos, uma biblioteca: espaço de Rigor e Análise.
Na era dos sentimentos repetidos até à exaustão, uma biblioteca: proposta nua de Verdade.
Na era da Técnica, uma biblioteca, nasce um lugar para o Imprevisível. Nasce um lugar para o Tempo morar. Talvez a Génese: no início era o Verbo. A suspensão do Tempo: o Intervalo existe. Um lugar, enfim, para a Flor que não vai abrir hoje, só uma, duas, três Madrugadas depois de acharmos que agora sim. Afinal, a Raíz (que a suporta) raramente se vê. Tinha razão a Catalina, digo Saint-Exupéry. Ou terá sido a Raposa? Talvez o Principezinho? A quem pertencem, afinal, essas palavras espantosas?



[1] Michel Crépu, «Esse vício ainda impune» in George Steiner, «O Silêncio dos Livros», Lisboa, Gradiva, 2007, p.71.
[2] Daniel Pennac, «Como um romance», 14ª edição, Porto, Asa Editores, 2002, p.11.
[3] Helena Carvalhão  Buescu in A.A.V.V., «Presente e Futuro: A Urgência da Literatura», 1º Encontro no CCB, Lisboa, Deca, 2014, p.17.
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Autora do texto: Professora de Português do 8.º ano






terça-feira, 19 de junho de 2018

«UM LIVRO POR SEMANA» FECHA COM CHAVE DE OURO

A Culpa é das Estrelas, de John Green, foi o livro mais votado, a nível nacional, pelos alunos do 3.º ciclo na iniciativa «Miúdos a votos: quais os livros mais fixes?», promovida pela RBE e pela Visão Júnior.
Na nossa escola, esta obra passou despercebida e obteve apenas dois votos.
No entanto, a Ana Catarina Valério, da turma A do 7.º ano, conseguiu provar, na última edição da rubrica «Um livro por semana», que foi para o ar no passado dia 14, por que razão é um livro tão apreciado pelos jovens da sua idade.
Profunda conhecedora da obra, que folheia de trás para a frente com uma familiaridade surpreendente, deixando perceber um significativo conjunto de frases sublinhadas a cor de laranja, a Ana fez uma leitura fluente, escorreita e determinada de uma das suas partes preferidas, envolveu-nos na trama, deixou-nos emocionados com a situação clínica dos dois jovens  e despertou-nos o prazer pela leitura do livro.
Desafiada a comparar o livro com o filme (que admitiu também ter visto), a Ana não hesitou ao optar pelo livro, explicando que muitas partes do livro que não são abordadas no filme. 



quinta-feira, 14 de junho de 2018

POMBAL ACOLHEU A FINAL DO CONCURSO NACIONAL DE LEITURA E MONCHIQUE ESTEVE LÁ!

A grande final da 12.ª edição do Concurso Nacional de Leitura decorreu em Pombal, no passado dia 10 de junho, e Monchique esteve lá, representado pela Beatriz Morales dos Reis, a vencedora da fase intermunicipal do distrito de Faro, na categoria do 2.º ciclo.



A Beatriz não foi selecionada para a prova de palco, mas foi uma digna representante do concelho e do distrito e continuou a investir na leitura e na preparação da sua intervenção oral até ao último minuto.
No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a Beatriz posou junto a uma estátua viva de Camões, envergando uma camisola onde se podia ler «Li, concorri, venci», e prestou uma excelente homenagem à língua portuguesa com o seu gosto pela leitura.


Os pais e a irmã apoiaram incondicionalmente a Beatriz nessa odisseia pelos caminhos da leitura e a viagem até Pombal, na companhia da professora bibliotecária e da bibliotecária municipal, Dra. Isabel Louro, transformou-se numa agradável viagem cultural, recreativa e literária, que passará a ser um marco no percurso escolar da nossa aluna. 


terça-feira, 12 de junho de 2018

ALUNOS DO 4.º ANO LEVAM HANS CHRISTIAN ANDERSEN À RÁDIO FOIA

Há mais de um século que as histórias de Hans Christian Andersen cativam leitores de todas as idades. E foi isso, precisamente, que quatro alunos do 4.º ano da Escola EB1 N.º 2 provaram aos microfones da Rádio Foia, no passado dia 7.
«A Princesa e a Ervilha» e «O Soldadinho de Chumbo» foram os contos recordados pelo Tiago Águas e pela Clara Jorge, que nos ofereceram leituras irrepreensíveis de duas das mais conhecidas histórias de Andersen, deliciando as crianças da sua idade e transportando, seguramente, os ouvintes mais crescidos para o tempo da sua infância.
Antes disso, porém, a Clara Furtado e a Anastácia Azarova, que traziam a lição muito bem preparada, recordaram quem é Hans Christian Andersen, partilhando com os ouvintes uma pormenorizada biografia deste escritor dinamarquês cujo dia de nascimento (2 de abril) foi escolhido para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil.