sábado, 27 de novembro de 2021

A ARTE DE RECONTAR CONTOS ATRAVÉS DA ILUSTRAÇÃO

No âmbito do Mês Internacional da Biblioteca Escolar, que se assinalou em outubro, os alunos do Agrupamento de Escolas de Monchique foram desafiados a selecionar um conto de fadas ou um conto tradicional de qualquer parte do mundo e a recontá-lo através da ilustração. 

Além das seis turmas da educação pré-escolar, que apresentaram surpreendentes trabalhos coletivos, recorrendo a diferentes técnicas de ilustração, participaram individualmente neste concurso 85 alunos dos três ciclos de escolaridade: 56 do 1.º ciclo; 1 do 2.º ciclo e 28 do 3.º ciclo. Os prémios não atribuídos no 2.º ciclo, por ausência de concorrentes, reverteram, por decisão do júri, para o 1.º ciclo, tendo sido premiados cinco trabalhos neste nível de ensino. 

 Depois de um moroso trabalho de apreciação das ilustrações a concurso, que implicou, inclusivamente, a releitura de contos, o júri, constituído pela professora bibliotecária e por dois docentes de Educação Visual (a professora Madalena Teixeira e o professor João Cristina), selecionou como vencedores os trabalhos dos seguintes alunos: 

1.º ciclo: Lia Jade (4.º ano, Escola EB1 N.º 1); Amélia Jorge (2.º ano, Escola EB1 N.º 1); Nádia Francisco (2.º ano, Escola EB1 N.º 2); José Duarte (3.º ano, Escola EB1 N.º 2) e Marline Alexandre (1.º ano, Escola EB1 N.º 2). 

2.º ciclo: Matilde Messia (5.º ano, turma B). 

3.º ciclo: Maria Inês Costa (7.º ano, turma C); Roberto Rodrigue (7.º ano, turma B); Beatriz Petreques (7.º ano, turma A).

domingo, 21 de novembro de 2021

5.º DESAFIO DE ESCRITA REATIVADO PELOS ALUNOS DO 5.º ANO

Os alunos das turmas A e B do 5.º ano reativaram o 5.º Desafio de Escrita, lançado neste blogue no dia 5 de maio de 2020 (Ver aqui) e, depois de visualizarem a curta animação «A Ponte» (Rever aqui), produziram os interessantes diálogos publicados no Genially que a seguir se apresenta.

sábado, 20 de novembro de 2021

ESCRIT@TOP.COM: MONCHIQUE E OS SEUS LUGARES AMADOS III

 

Fotografia; @N. Lemos

«No outono, é um deslumbramento. Pelas encostas da serra alastram rios de lava – a derradeira beleza das folhas quando os castanheiros se despem. Os medronhos, em tons de amarelo e vermelho, ardem em cachos ao lado da brancura perfumada do candeio. Surgem os cogumelos e as castanhas, os diospiros e as romãs. Por vezes, a bruma passeia-se pelas ruas e pelos vales, envolvendo a vila e a serra num arrepio de nostalgia e mistério e incendiando-se, à noite, na luz amarela dos lampiões.»

(António da Silva Carriço, «Memória das Coisas», 2.ª ed.,
s/l, «O Monchiqueiro», [2008], p.167.)

O SOFÁ
Fotografia; @Riana Venda

No Pico do Algarve, acima dos 900 metros de altitude, quase no cimo daquele monte de pedras na Foia, encontram-se umas pedras misteriosas. Não são misteriosas como a pedra filosofal de Harry Potter, mas têm muito para contar.

Deram o nome de sofá a estas pedras, alguns também a chamam de «Pedra Lisa», mas é mais utilizado o nome «Sofá». Mas porque é que foram dar este nome a umas pedras? Ninguém sabe ao certo, mas é porque a sua forma é completamente lisa como um livro requisitado numa biblioteca e as pedras em volta, dando privacidade aos jovens e adultos que lá vão, também são confortáveis como o berço de um recém-nascido.

 E o que torna este sítio ainda mais belo é a paisagem azul da serra, da cidade e mais à frente do mar. Faz lembrar os livros escritos por Sophia de Mello Breyner devido à nitidez com a qual se vê a água…

Estas pedras misteriosas têm muito para contar. Muitos jovens de Monchique passam por acontecimentos interessantes naquele sofá, como o seu primeiro beijo, passar uma noite de cinema com os seus amigos, cantar com uma guitarra, numa roda, uma canção que os anime, e muito mais. O sofá está sempre a fazer a sua magia, a dar recordações às pessoas que lá vão, a trazer encantamento às suas vidas.

O segredo por trás daquela pedra ninguém o conhece muito bem, mas tem que haver algum!

Riana Venda,  9.º C, N.º 12.

FORNALHA

Fonte da imagem: https://blog.algarveholidaylets.com/fonte-santa-da-fornalhe-thermal-springs/

Com vista para a costa algarvia, a Fornalha é uma das sete maravilhas de Monchique, na minha opinião.

Fornalha é uma pequena e humilde aldeia. Tem o privilégio de ter uma das fontes mais belas e conhecidas de Monchique, a Fonte Santa, um ponto turístico bastante conhecido por lá. Os residentes da Fornalha têm uma vista espetacular para praticamente o Algarve todo, tendo também uma das maiores barragens algarvias: a barragem de Odelouca.

Um outro ponto turístico da Fornalha, este não tão conhecido, é o Castelo de Alferce. Apesar de ter esse nome, penso que se situa lá na Fornalha... Nesse castelo, habitam os maiores veados da serra de Monchique… e já foram vistos muitas vezes!

Lourenço Rio, 9.º C, N.º 4.

A VARANDA

Fotografia; @Manuel Rosa

Quando entro na minha varanda, bate o sol! Ouve-se o vizinho de baixo a tocar flauta, os pássaros a cantar, tudo em sintonia. Quando se olha para a frente, vê-se a fachada da Picota, com uns pontos brancos espalhados, são as casas! Quando fecho os olhos, vem-me à cabeça verde e mais verde, porque aquilo é muito bonito e respiro o ar puro da floresta… Os pássaros a passarem à minha frente … é extraordinário! Também sinto o poder que a Natureza tem.

Manuel Rosa, 9.º C, N.º 7.


quarta-feira, 17 de novembro de 2021

SELO CURIOSO 26 - LITERATURA (LUÍS DE CAMÕES)

 

Este selo, emitido em 1969 pela ex-colónia portuguesa de Moçambique para assinalar o 4.º centenário da passagem de Luís de Camões pela Ilha de Moçambique, mereceu a atenção da aluna Inês Calapez Duarte, da turma B do 8.º ano, que nos fez chegar o texto que se segue.

Luís Vaz de Camões, nascido em 1524, era oriundo de uma família da pequena nobreza. Era filho de Simão Vaz de Camões e de Ana Sá e Macedo.

Camões foi poeta e soldado, autor do famoso livro Os Lusíadas, que conta a viagem de Vasco da Gama até à Índia. Numa batalha ocorrida em Ceuta, Marrocos, perdeu o olho direito.

Em 1552, em Lisboa, foi preso devido a um desentendimento com um funcionário da Corte. Um ano depois foi perdoado pelo rei. Partiu em 1553 para Goa, Índia, e participou em várias expedições militares.

Em 1556, Camões voltou para Goa, mas a sua embarcação naufragou na foz do rio Mekong. Conseguiu salvar-se, nadando e levando consigo o livro original de Os Lusíadas. Em Goa, foi preso novamente em consequência de novas intrigas.

Em 1569, Camões voltou a Portugal na nau Santa Fé. Dezasseis anos depois, estava de volta a Portugal. Chegou a Cascais no dia 7 de abril de 1570. Publicou Os Lusíadas em 1572.

Luís Vaz de Camões morreu em Lisboa a 10 de junho de 1580. Alguns biógrafos dizem que morreu na pobreza. Em 1594, D. Gonçalo Coutinho mandou fazer-lhe uma lápide com a inscrição “Aqui jaz Luís de Camões, Príncipe dos Poetas do seu tempo. Viveu pobre, assim morreu”.

                                                Trabalho realizado por: Inês Calapez Duarte 8.º B, N.º 8

Fontes consultadas:

https://observador.pt/2015/06/10/camoes-historia-cinco-duvidas/ 

https://bit.ly/31Lxw6M

SELO CURIOSO 25 - HISTÓRIA (PEDRO ÁLVARES CABRAL)

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Emitido em 1969, para assinalar o V Centenário de Pedro Álvares Cabral, o selo que hoje se publica despertou o interesse da aluna Elisa Mira Mendes, da turma B do 8.º ano que, depois de uma cuidada pesquisa, produziu o texto que se segue.

Pedro Álvares Cabral nasceu em Belmonte, em 1467 ou 1468. Era filho de Fernão Cabral e de Isabel de Gouveia.

Aos 10 anos foi para a corte de D. Afonso V, em Lisboa. Estudou Literatura, História, Cosmografia e aprendeu a usar as armas.

D. João II concedeu-lhe o título de moço fidalgo quando tinha 17 anos. Em 1497, D. Manuel I dá-lhe o título de Fidalgo Conselheiro do Rei e é nomeado Cavaleiro da Ordem de Cristo. 

Embora não se conheçam experiências marítimas anteriores, foi nomeado pelo Rei D. Manuel I para comandar uma frota que faria a segunda expedição à Índia. Álvares Cabral seguia então com a missão diplomática para propor a paz e amizade e estabelecer uma via de comércio de especiarias a partir de Calecute. A sua armada tinha 13 navios, militarmente fortes e tripulados por 1500 homens.

No dia 9 de março de 1500 saiu rumo à Índia. Passou pelas Canárias e Cabo Verde e afastou-se da costa africana. Ao passar pelo equador, deparou-se com sinais de terra e, no dia 22 de abril, a armada atingiu a costa num local a que chamou Porto Seguro. No dia 26 de abril, foi aí realizada a primeira missa e foram organizadas diversas excursões para conhecer melhor o lugar. No dia 1 de maio de 1500, Pedro Álvares Cabral enviou a D Manuel I uma carta a relatar o seu achado (o Brasil) e seguiu viagem rumo à Índia.

A armada chegou a Calecute enfraquecida porque tinha perdido 4 naus ao passar o Cabo da Boa Esperança. Encontrou uma terra cheia de gentios, não cristãos. O comércio era dominado por muçulmanos. Pedro Álvares Cabral não conseguiu manter uma relação amigável com a população e sofreu um ataque dos muçulmanos. Estava aberto o caminho para as hostilidades. Cabral, para se vingar, tomou todas as embarcações que estavam no porto e bombardeou a cidade. Conseguiu, depois, estabelecer uma feitoria e celebrar um tratado de Paz. Abasteceu os seus navios de especiarias e regressou a Portugal, onde foi recebido em festa, no dia 21 de julho de 1501.

Em 1503 casou-se com D. Isabel de Castro, filha de D. Fernando de Noronha e Constança de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque, com quem teve seis filhos.

Cabral foi nomeado para o comando de uma nova expedição, mas, depois de oito meses de preparativos, houve um desentendimento com o rei e foi substituído por Vasco da Gama.

Em 1509, retirou-se para sua propriedade perto de Santarém. Aí faleceu, no ano de 1520.

Trabalho realizado por: Elisa Mira Mendes, 8.º B, N.º 6 

terça-feira, 16 de novembro de 2021

LÍNGUA APURADA: CONSELHO OU CONCELHO?

 

Os vocábulos conselho ou concelho podem suscitar muitas dúvidas nos falantes de língua portuguesa. Ambas as palavras fazem parte do léxico do português, contudo, existem diferenças evidentes de utilização e de significado.

Conselho concelho são palavras homófonas, ou seja, palavras que se leem da mesma forma, mas que possuem grafia e significado diferentes. Certamente, já te deparaste com outros exemplos de palavras homófonas: acento (acento gráfico) e assento (da cadeira); cem (número) e sem (preposição).

Verifica, então, quando se deve usar.

Conselho

A palavra conselho tem a sua origem no étimo latino “consilium”, que diz respeito a uma reunião para deliberar sobre determinados assuntos ou temas, como por exemplo um “conselho de administração”. Paralelamente, significa também uma opinião dada, um aviso, uma advertência ou até um ensinamento. Nestes casos, escreve-se com “s”.

  Ex.:

          Devias seguir o meu conselho e fazer o que te indiquei.
          O conselho de turma decidiu dar um louvor ao aluno, pelo seu espírito cívico.

É a partir desta palavra que se formou o verbo aconselhar.

Ex.: Os pais aconselham-nos sempre bem.

         Aconselho-te a fazer essa pesquisa de forma cuidada .

Concelho

Concelho” tem a sua origem no étimo latino “concilium” e refere-se a uma divisão administrativa de um território, a uma subdivisão de distrito, sendo sinónimo de “município”. Neste caso, escreve-se com “c”, tal como a palavra que lhe deu origem.

    Ex.: O distrito de Faro tem 16 concelhos, entre eles Albufeira, Portimão e Monchique.


Queres testar se compreendeste bem?

Realiza o quiz em anexo. Clica aqui.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

ESCRIT@TOP.COM - CRÓNICA IV «A VELHICE»

                                          A VELHICE

Aprendi com um velho! Pobre do velho sofrido e perdido, sem saber o que fazia, só sofria. As pessoas ignoravam-no e quando suspirava ainda diziam:

- Do que reclama?

Mas não eram elas que viviam solitárias, era apenas ele e o mundo. Levantava, andava e pensava. Que vida tinha o pobre velho, um único sentido do caminho o acompanhava, um caminho frágil, de cerâmica. Se ele escolhesse e não fosse o certo, ficaria partido, até virar caco.

Ensinou-me que a vida tem o seu destino, se parte é só colar, se molha é só secar e se perdemos um dia iremos ganhar no outro.

Pequenos conselhos que se tornaram grandes aliados contra a vida, digo, a favor da vida.

Agora sei que o Velho de voz rouca e serena não era uma pessoa, nem era um animal, e que tudo isso acontecia na minha cabeça. O meu pensamento era o Velho, eu aprendia com o que vivia e aquilo que mais nos ensina é a velhice, pois o tempo dá pernas ao pensamento.

Jéssica Ramos, 9.º C, N.º 1.

IMAGEM: @N. Lemos


sexta-feira, 12 de novembro de 2021

PROBLEMATIK 11 - OS MÁGICOS DA CIDADE

Numa cidade todos os habitantes são figuras geométricas.

Os 37 mágicos da cidade são seres geométricos muito estranhos, uns são quadrados, outros são círculos.

Sabendo que há mais cinco quadrados do que círculos, quantos mágicos são quadrados?

Deixa a tua resposta no formulário em anexo. Clica aqui.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

SELO CURIOSO 24 - HISTÓRIA (DAMIÃO DE GÓIS)

Publicado em 1974, numa emissão comemorativa do Centenário de Damião de Góis, o selo selecionado pelo aluno Gustavo Casaca, da turma C do 8.º ano, deu origem a um proveitoso trabalho de pesquisa e, posteriormente, à produção do texto que a seguir se apresenta.

Damião de Góis nasceu a 2 de fevereiro de 1502 na vila de Alenquer, onde também veio a falecer, a 30 de janeiro de 1574. 

Filho de Isabel Gomes de Limi, neta paterna de um fidalgo flamengo que se estabeleceu em Portugal, e do Duque de Aveiro, sendo Isabel a sua quarta mulher. Casou com Johanna van Hargen.

Pensador humanista, escritor, historiador, foi julgado pela inquisição por defender e dar a sua opinião sobre o pensamento religioso e filosófico da Europa e de Portugal. 

Foi nomeado para a feitoria de Flandres, em Antuérpia, no ano de 1523. Aí, ocupou os cargos de secretário e de escrivão, mérito que fez com que lhe fossem atribuídas importantes tarefas na Holanda e nos Países Bálticos, com as quais passou a cumprir um destino de muitas viagens, por mais vinte anos. Nas mesmas conseguiu conviver com os grandes humanistas da época, como Lutero e Alberto Dürer. Apesar de ter recusado o cargo de tesoureiro da Casa da Índia que o rei D. João III lhe concedeu, foi obrigado a regressar a Portugal, em 1545, perante as determinações do rei, para ocupar o cargo de guarda-mor da Torre do Tombo, em 1548. 

Também foi escolhido para escrever a Crónica do Felicíssimo Rei Manuel, que faltava no conjunto destinado aos reis de Portugal. Alguns anos antes, tinha escrito a Crónica do Príncipe D. João. Publicou várias obras historiográficas e humanistas, inúmeras vezes em latim.

   Gustavo Casaca 8.º C;  N.º 10 

Fontes consultadas:
https://bit.ly/31AItYC

 

                                                                              

A ARTE DE RECONTAR CONTOS PELOS MAIS PEQUENINOS

 A Biblioteca Escolar da Escola Básica Manuel do Nascimento apresenta, a partir de hoje e até ao final do mês de novembro, uma interessante exposição de contos (tradicionais, de fadas e de autor) recontados pelas crianças da educação pré-escolar do Agrupamento de Escolas de Monchique, com recurso a diferentes técnicas de ilustração.









Resultando da adesão deste nível de ensino à proposta lançada pela RBE, no âmbito do MIBE, os trabalhos produzidos pelas crianças surpreendem e cativam os visitantes, que se dividem nas suas preferências.


domingo, 7 de novembro de 2021

SELO CURIOSO 23 - HISTÓRIA (VASCO DA GAMA)

 A rubrica «Selo Curioso» está de volta, numa parceria com os professores de História dos 2.º e 3.º ciclos, envolvendo os alunos na produção de conteúdos alusivos a selos antigos de uma coleção que está à guarda da biblioteca escolar.

O selo selecionado pelo aluno António Duarte, da turma A do 8.º ano, apresenta-nos Vasco da Gama e faz parte da emissão «Navegadores Portugueses», publicada em 1945.

Biografia de Vasco da Gama

Vasco da Gama nasceu em Sines, cidade portuguesa da região do Alentejo, ao que tudo indica no ano de 1469.

Era filho ilegítimo do navegador Estevão da Gama e de Dona Maria Isabel Sodré. Casado com D. Catarina de Ataíde, teve sete filhos. Viveu a sua infância rodeada de marinheiros e histórias de viagens.

Vasco da Gama foi um navegador português, comandante e responsável pela grande expedição que partiu de Lisboa e abriu o novo caminho marítimo para a Índia, importante centro produtor de especiarias, tecidos e pedras preciosas.

Em 1487, o Rei D. João II designou Vasco da Gama para comandar a tão sonhada expedição para a Índia. Em 1488, após Bartolomeu Dias ultrapassar o Cabo da Boa Esperança, D. João II intensificou os  preparativos para a expedição.

No dia 8 de julho de 1497, já no reinado de D. Manuel, os portugueses iniciaram a grande expedição que partiu de Lisboa com quatro embarcações. A nau “São Gabriel” era comandada por Vasco da Gama; a “São Rafael” era comandada por Paulo da Gama, seu irmão; a caravela “Berrio” foi entregue a Nicolau Coelho; a nau “São Miguel”, carregada de alimentos e munições, foi comandada por Gonçalo Nunes.

Chegaram a Calecute, na Índia, a 20 de maio de 1498, tendo sido entregue ao soberano de Malabar uma carta do Rei de Portugal em que era solicitada liberdade de comércio para os portugueses. Vasco da Gama regressou a Portugal a 29 de agosto de 1498 com os barcos cheios de especiarias, tecidos e pedras preciosas.

Vasco da Gama fez ainda mais duas viagens à Índia, uma em 1502 e outra em 1524, já com o título de Vice-Rei da Índia.

As suas viagens ficaram para sempre imortalizadas por Luís de Camões no épico livro “Os Lusíadas”.

Vasco da Gama morreu a 24 de dezembro de 1524, em Cochim, e os seus restos mortais encontram-se desde 1880 em Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, ao lado do túmulo de Luís Vaz e Camões. 


António Duarte, 8.º A, N.º 3 - 31/10/2021

Fontes consultadas:
https://www.ebiografia.com/vasco_da_gama/
https://www.infoescola.com/biografias/vasco-da-gama/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_da_Gama
https://expresso.pt/cultura/2016-05-15-Quem-foi--realmente--Vasco-da-Gama-

+ CIÊNCIA ON - QUESTÃO 14

 NOTA PRÉVIA

Os resíduos de plástico estão a poluir cada vez mais os oceanos. Este facto tem contribuído para a ingestão de plástico por animais marinhos de várias espécies.

QUESTÃO


A - Um anfípode, com o comprimento aproximado de 5 cm, capturado na fossa das Marianas, entre a Indonésia e a Austrália.

B - Um anfípode, com o comprimento aproximado de 5 cm, capturado na fossa de Tonga, entre a Indonésia e a Austrália.

C - Um anfípode, com o comprimento aproximado de 5 cm, capturado na fossa das Marianas, entre o Japão e as Filipinas.

D - Um anfípode, com o comprimento aproximado de 5 cm, capturado na fossa de Tonga, entre o Japão e as Filipinas.

PRESTA ATENÇÃO

Faz uma pesquisa sobre o assunto, de acordo com as indicações que constam do tutorial «Como pesquisar na Web», disponibilizado na pasta dos Tutoriais ("Serviço de Referência da Biblioteca Escolar", coluna da direita deste blogue).

Responde à questão no formulário que se segue.

👉 Clica aqui.


sábado, 6 de novembro de 2021

MIÚDOS A VOTOS 2021 - APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS


Já está a decorrer, desde o dia 2 de novembro e até ao dia 30 de novembro, a primeira fase de «Miúdos a Votos», designada «Apresentação de Candidaturas».

Nesta fase, os alunos indicam os livros que querem candidatar às eleições, através do preenchimento de um formulário disponível em:

(Clicar sobre o link para aceder ao formulário)
.

Cada aluno poderá indicar um único livro como candidato. A sua escolha deve ser individual e livre. Pode apresentar qualquer tipo de livro: prosa, poesia, banda desenhada, teatro.


Ao preencher o formulário, o aluno deve indicar o título completo do livro e o nome do seu autor e, também, o nome completo da escola que frequenta (Escola EB1 n.º 1 de Monchique ou Escola EB1 n.º 2 de Monchique ou Escola EB1 de Marmelete, Monchique ou Escola Básica Manuel do Nascimento, Monchique).


 O que deve ser nomeado é uma obra individual e não uma coleção.


Os livros que vão figurar nos boletins de voto para as eleições nacionais serão aqueles que reunirem maior número de nomeações. A partir de todos os títulos indicados pelos alunos, e com o apoio da Pordata, será constituída a lista final nacional, por cada ciclo/nível de ensino, que será revelada até 6 de janeiro de 2022, na VISÃO Júnior e no portal da RBE.


sexta-feira, 5 de novembro de 2021

«ADIVINHA QUEM ESTÁ A LER!» ESTÁ DE VOLTA

Quase dois anos depois, a atividade «Adivinha quem está a ler!» está de volta às escolas do 1.º ciclo. É sempre com alegria e expectativa que os meninos aguardam pelo sorteio, depois de terem participado no concurso que os desafia a adivinhar a identidade de um leitor mistério.

No final, há alunos (muitos) deslumbrados com os seus prémios. Outros, porém, não conseguem esconder a deceção por não terem visto o seu boletim de participante sair da caixinha. Fica, no entanto, logo combinado que haverá novo concurso no mês seguinte e, aí, as expectativas veem-se renovadas.







quarta-feira, 3 de novembro de 2021

«LER+ PARA VENCER» 2021

Depois de vários adiamentos associados a atrasos na entrega dos livros por parte das editoras, a atividade «Ler+ para Vencer» chegou, finalmente, no passado dia 28 de outubro, a todas as escolas básicas da Freguesia de Monchique.

Resultando de uma parceria entre a biblioteca escolar e a Junta de Freguesia de Monchique, esta atividade consiste na oferta de um livro a todas as crianças que entram para o 1.º e para o 5.º ano, tendo como objetivo a promoção de hábitos de leitura na entrada de um novo ciclo.

Aos alunos do 1.º ano foi oferecida a obra A Flor Vai Ver o Mar, de Alves Redol, e aos alunos do 5.º ano, A Cavalo no Tempo, de Luísa Ducla Soares. 

Os treinos de leitura tiveram início imediato nas turmas do 5.º ano e até o Presidente da Junta de Freguesia se prontificou para ler um poema.




terça-feira, 2 de novembro de 2021

ESCRIT@TOP.COM - A BRUXA NÉVOA

 A Bruxa Névoa

Autor do desenho: Martim Duarte . 5.º B

Dias antes do Halloween, alguns monstros decidiram fazer uma festa de arromba para irem todos os outros monstros.

Um dia depois, já todos os monstros falavam da festa, bem… todos não! A bruxa  Névoa não tinha recebido nenhum convite, por isso não sabia nada da festa.

Então, sentindo-se de parte, a Névoa começou a planear uma poção que fazia os monstros não conseguirem parar de rir e de se coçar.

No dia da festa, sorrateiramente, antes que os monstros chegassem, a Névoa foi meter a sua poção nas bebidas que lá estavam.

Quando lá estavam todos, os organizadores propuseram um brinde. Então, como as bebidas tinham a poção, assim que a beberam, começaram a rir e a coçar-se sem parar.

Aproveitando o momento, a Névoa entrou por uma janela na sua vassoura e começou a rir da figura tão cómica que os monstros estavam a fazer.

De repente, um dos organizadores perguntou se fora ela que lhes tinha feito aquilo e ela respondeu que sim. Outro monstro perguntou-lhe porquê e ela disse que tinha sido porque não recebera nenhum convite. Um outro organizador disse que devia ter havido um erro porque lhe enviaram um.

Então, percebendo o erro, a Névoa preparou uma nova poção, que parava a anterior. E, assim, a festa continuou com a Névoa a dançar e feliz.

Martim Duarte, 5.º B, N.º 17

sábado, 30 de outubro de 2021

ESCRIT@TOP.COM - MONCHIQUE E OS SEUS LUGARES AMADOS II

   MONCHIQUE E OS SEUS LUGARES AMADOS

«Vale a pena atravessar o largo e o passeio, junto à estrada, para se descobrir o que, na vila, há de mais bonito.

Só debruçados do muro se poderá admirar o vale, a geometria dos canteiros, a mancha líquida do tanque, a mistura dos verdes, as sombras avolumando a luz, a araucária como impressão digital identificando a vila, e a serra ao fundo, mudando de cor a todas as horas, ora vestida de cinzentos-esverdeados, ora de verdes-azulados. E a Picota coroada de pedra, de granitos faiscantes, como rainha e senhora da paisagem, quase logo ali, ao estender da mão ou ao erguer dos olhos.»

(António da Silva Carriço, «Memória das Coisas», 2.ª ed.,

s/l, «O Monchiqueiro», [2008], p.19.)

CALDAS DE MONCHIQUE

Fotografia: @N. Lemos

O tom esverdeado, o som das águas, os inúmeros pequenos bancos, que facilmente são encontrados espalhados pelo lindo terreno.

Os diferentes tipos de carros estacionados por quase todo o local, o vento que bate no rosto enquanto damos voltas, ao explorar o bonito lugar que são as Caldas de Monchique.

Muita natureza envolvida, o que nos oferece uma paz imensa e inexplicável. Somente uma pessoa de grande sorte tem o enorme privilégio de ser de Monchique e a belíssima oportunidade de visitar o Paraíso: as Caldas.

 Ana Laura Marques 9.º A, N.º 3


A VILA

Fotografia; @N. Lemos

Caminhando ou pedalando muito, chego a um lindo lugar: o centro da vila de Monchique. Não tenho sítio fixo, pois lá encontramos um campo, espaço livre, a piscina, e o espaço net, entre outros. À frente do espaço net, posso andar de bicicleta. Depois, posso deixar a bicicleta de lado, dar cinco passos pela descida e ir até à piscina. Ou dar dois passos para o lado e chegar ao campo ou ter acesso a um computador. Ou ir até ao jardim! Em alternativa, posso manter-me à frente do espaço net e olhar para a Picota, São Roque, o Miradouro, a piscina … E tudo isto são paisagens! Sítios lindos para admirar.

Posso até comparar isto com a famosa Foia ou com a histórica Alferce. Mas prefiro ficar aqui. Em tempos de verão normais, como em 2019, é divertido, pois vê-se muita gente e bastantes amigos! Fico feliz por saber que vêm muitos turistas para admirar e provar a nossa água.


Lauro Dinis Vicente, 9.º A, N.º.9

A FOIA
Na guardada serra de Monchique, que em tempos já foi mais verde, antes do fogo que arrasou a serra, podíamos encontrar muitos eucaliptos, pinheiros e medronheiros, azevinhos e adelfeiras. Quando subimos, começamos a sentir o sabor do vento, e já no topo, às vezes, quase parece que vamos levantar voo! No caminho, podemos encontrar medronhos, com os seus tons de amarelo, laranja e vermelho. No outono, a serra fica toda em tons de verde, amarelo, encarnado e castanho. Vemos cogumelos aos milhares, alguns mais brancos, outros castanhos e alguns com picos e bolas!

No verão, começam a estar prontos para serem colhidos os orégãos, e não de plantações, mas todos naturais, selvagens, crescendo livres pelos campos sem a mão do homem a ajudar.

Se formos pelos caminhos certos, podemos encontrar as lindíssimas cameleiras, que todos os anos participam no Festival das Camélias. Na primavera, as árvores abrem em flor e proporcionam passeios muito relaxantes.

No inverno, quando respiramos, os nossos pulmões enchem-se de ar puro e fresco. E dependendo das condições climatéricas e da sorte, até podemos ver neve. Hoje em dia, ainda podemos ver as águas límpidas, que raramente congelam.

E é assim, o segredo mais bem guardado do Algarve.

Mariele Garcia Venda, 9.º A, N.º 12 

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

UM LIVRO É...

As bibliotecas são hoje muito mais do que um espaço físico repleto de estantes com livros devidamente organizados. São, sobretudo, espaços físicos e digitais dinâmicos, que promovem atividades diversificadas promotoras do desenvolvimento de literacias variadas, com a finalidade de preparar os seus utilizadores para os novos desafios que a sociedade impõe.

O livro, no entanto, continua a ser a essência da biblioteca e o suporte do desenvolvimento da competência leitora, essencial a todo o conhecimento.

Mas, afinal, o que é o livro na opinião dos nossos alunos do 7.º ano?

Para eles, um livro é…

7.º A

  • Uma história contada ou escrita por uma pessoa que dá asas à imaginação.
  • Entrar num mundo de fantasia.
  • Uma porta aberta para a criatividade e imaginação.
  • É uma chave para a abertura da imaginação.
  • Uma aventura sem fim que nos leva a desenvolver a imaginação.
  • Uma porta aberta para a imaginação.
  • Um portal para um mundo de fantasia e felicidade.
  • Um refúgio da sociedade.
  • Uma porta aberta para o mundo da criatividade.
  • Uma fonte de imaginação e adrenalina para mente.
  • Um passarinho que nos leva a passear.
  • Um amigo que vai comigo para todo o lado.
  • Uma fonte de poder que eu receba energia.
  • Um mundo que nos transporta para outras realidades.
  • Um conjunto de páginas de criatividade e imaginação.
  • Uma forma de esquecer os problemas.
  • Uma fonte de vocabulário.
  • Uma fonte de inspiração.
  • Um sítio que dá asas à imaginação.
  • O meio de transporte que nos pode levar a mais destinos.
7.º B

  • Um amigo, um companheiro.
  • Um contador de histórias.
  • Uma viagem.
  • Um universo bonito por descobrir.
  • O despertar dos sentimentos no leitor.
  • Um amigo que nos ajuda a desenvolver a imaginação.
  • Um amigo imaginativo.
  • Uma porta para os sonhos.
  • Uma fonte de imaginação que abre a nossa mente e o coração.
  • Muito entusiasmante quando acabamos de ler a história.
  • Uma forma de navegar na imaginação.
  • Uma porta aberta para a imaginação.
  • Um objeto para se ler, para as pessoas se divertirem. O resto do tempo fica exposto na prateleira.
  •  Uma aventura cheia de mistérios e palavras maravilhosas.
7.º C

  • Os livros levam-nos para o mundo da imaginação.
  • Um amigo com várias histórias para contar.
  • Uma viagem ao mundo do conhecimento.
  • Um portal par outros mundos.
  • Uma memória.
  • Uma fonte de imaginação.
  • Um instrumento para aumentar a cultura geral.
  • Outra realidade.
  • A chave que abre a fechadura da incerteza (a inspiração).