sábado, 12 de outubro de 2019

ANTÓNIO MANUEL VENDA LANÇA SEGUNDO LIVRO DA SÉRIE «PEQUENO TUKIE»


O escritor monchiquense António Manuel Venda apresentou hoje, na Galeria Santo António, em Monchique, o seu segundo livro da série «Pequeno Tukie», intitulado Uma serpente de luzes na planície. 
Dez anos depois da edição de O sorriso enigmático do javali, o pequeno Tukie volta ao convívio com os leitores de António Manuel Venda, esperando-se, novamente, um conjunto de histórias «feitas de espanto» e, como afirmava então Inês Fonseca Santos, «uma narrativa para partilhar e ler devagarinho».

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

«MIÚDOS A VOTOS: QUAIS OS LIVROS MAIS FIXES?» ESTÁ DE REGRESSO

Depois de os adultos terem votado para a Assembleia da República, os alunos do país inteiro vão ser chamados às urnas para elegerem os livros de que mais gostam.
Esta é uma iniciativa da VISÃO Júnior e da Rede de Bibliotecas Escolares, que já vai na 4.ª edição e que cruza leitura com cidadania.


As escolas do Agrupamento de Escolas de Monchique já estão recenseadas e os alunos já podem começar a apresentar as candidaturas dos seus livros preferidos.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

«LEITURA EM LINHA» ESTÁ DE VOLTA COM «A VIÚVA E O PAPAGAIO»

A leitura «anda na linha» nas turmas do 5.º ano. Isso foi muito fácil de comprovar, no passado dia 8 de outubro, quando os alunos das duas turmas se deslocaram à Biblioteca Escolar para jogar o «4 em linha». Em primeiro lugar, os alunos tiveram de conquistar cada uma das peças que foram colocando no jogo, respondendo acertadamente, e de forma alternada, a questões de escolha múltipla sobre a obra A viúva e o papagaio, de Virginia Woolf, cuja leitura fora trabalhada nas aulas de Português. Depois, foi imprescindível alguma concentração e perspicácia para que cada peça conquistada fosse colocada no local mais conveniente, com o objetivo de alinhar quatro peças na horizontal, na vertical ou na diagonal. 
Não foi fácil atingir o objetivo, pois muitos dos alunos responderam acertadamente à maioria das questões, e as jogadas iam sendo alternadamente anuladas. Houve alguns vencedores, no entanto, todos os alunos saíram a ganhar: testaram os seus conhecimentos sobre a obra, a sua capacidade de concentração, o seu desempenho relativamente ao respeito pelos outros e a sua capacidade de gerir contratempos e adversidades. Esperamos que tenham compreendido que vencer nem sempre é o mais importante. O que importa mesmo é descobrir o prazer da leitura e perceber que o jogo pode ser uma forma de aprender e de crescer.


segunda-feira, 30 de setembro de 2019

«LER+ PARA VENCER» FAZ CHEGAR LIVROS AOS NOVOS ALUNOS

A atividade «Ler+ para Vencer» continua a fazer chegar um livro a todos os meninos e meninas que ingressam no 1.º e no 5.º ano no Agrupamento de Escolas de Monchique, graças a uma parceria da Biblioteca Escolar com a Junta de Freguesia de Monchique, que se mantém há já largos anos.
Tal como no ano anterior, A Cavalo no Tempo, de Luísa Ducla Soares, foi o livro selecionado para oferta aos novos alunos da Escola Básica Manuel do Nascimento. No 1.º ciclo, a escolha voltou a incidir em títulos de conceituados autores e ilustradores de literatura infantil editados pela Associação para a Promoção Cultural da Criança, com o objetivo de «estimular o gosto pela leitura transmitindo, em simultâneo, princípios/valores como sejam os da solidariedade, igualdade, defesa do ambiente, justiça e participação».
O Cão e o Gato (texto de António Torrado e ilustração de André Letria), O Voo do Golfinho (texto de Ondjaki e ilustração de Danuta Wojciechowska) e Parece um Pássaro (texto de David Machado e ilustração de Gonçalo Viana) estão, agora, nas mãos dos nossos alunos mais pequeninos, esperando-se que neles descubram o fascinante mundo da leitura.


sábado, 28 de setembro de 2019

SESSÃO DO CLUBE DE LEITURA DE MONCHIQUE NA BIBLIOTECA ESCOLAR


A Biblioteca da Escola Básica Manuel do Nascimento recebeu, no passado dia 26 de setembro, o Clube de Leitura de Monchique para a sua 8.ª sessão, que se centrou na obra A Pérola, de John Steinbeck. Curiosamente, esta sessão juntou, no mesmo espaço, mas em diferentes dimensões, três dos mais conceituados escritores monchiquenses: Manuel do Nascimento, que dá nome à escola, fez-se notar nos exemplares das obras que preenchiam o expositor da entrada; António Manuel Venda, que é um membro assíduo do clube, foi um dos participantes; Eduardo Jorge Duarte, que reside atualmente em Viseu, acompanhou toda a sessão via telemóvel e foi interagindo com o grupo, dando um excelente contributo para uma profícua troca de opiniões que envolveu todos os presentes. Com efeito, nenhum dos leitores ficou indiferente à triste história de Coyotito, mas a discussão foi mais longe e conduziu a uma abordagem da própria vida, dos riscos, das crenças, dos desequilíbrios sociais,  da ambição... Cada intervenção acrescentava sempre mais qualquer coisa: um pormenor, uma reflexão, uma dúvida, uma chamada de atenção... No final, todas as leituras saíram reforçadas e havia uma certeza: é tão bom falar de livros e de leituras com quem gosta de ler!

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

MANUEL DO NASCIMENTO: UM ESCRITOR POR CONHECER

O ano letivo está a começar, há professores que ficaram, outros que voltaram e alguns (há sempre alguns ou muitos) que vêm pela primeira vez.
A escola apresenta-se. Tem nome... nome de escritor, de jornalista, de editor. Mas, afinal, quem é, quem foi Manuel do Nascimento? 
Só se conhece verdadeiramente um escritor quando o lemos. No entanto, há biografias que são apelativas, que estimulam o interesse pela leitura, que nos dão a conhecer o homem e que nos fazem querer conhecer a obra.
Descobrimos, há pouco, por mero acaso, uma cuidada e rigorosa biografia de Manuel do Nascimento. Partilhamo-la, aqui, com os nossos leitores, esperando que a sua leitura desperte o interesse pela obra.



MANUEL DO NASCIMENTO (1912-1966)*

Manuel do Nascimento Correia, de seu nome completo, nasceu em Monchique a 27 de dezembro de 1912 e faleceu em Lisboa em 30 de dezembro de 1966. Filho de proprietários e comerciantes desta vila serrana, frequentou na capital a Escola Académica e depois o Instituto Industrial de Lisboa, tendo aí tirado o curso de Técnico Superior de Minas.
Nesta profissão, trabalhou nas minas de Jales, onde travou conhecimento com Soeiro Pereira Gomes e a literatura de teor social, enquanto acompanhava e convivia com o trabalho árduo e mal pago dos mineiros, situação que depois retrataria nos seus livros. Nas minas, veio a contrair uma lesão pulmonar, que o levaria a abandonar esta atividade e a dedicar-se ao jornalismo, à literatura e à atividade editorial.
No jornalismo, trabalhou para diversas publicações, nomeadamente O Primeiro de Janeiro, Eva, Ver e Crer, Mundo, A Cooperação, Portugal Ilustrado, etc., onde assinou excelentes reportagens, entrevistas e artigos de fundo. A fotografia foi igualmente uma das suas paixões.
Como escritor, Manuel do Nascimento foi, em Portugal, um dos ficcionistas da primeira hora neorrealista, tendo-se estreado, em 1943, com o romance Eu Queria Viver! (reeditado em 1958), obra que foi considerada pelo crítico literário João Gaspar Simões uma das «mais humanas e originais que a nova geração nos tem dado» (Critica III, 2.ª ed.1998).
Neste livro, Manuel do Nascimento retrata a mulher presa nos condicionalismos sociais, mas também o operário que vem a morrer encerrado dentro dos muros do sanatório.
Em 1944, publica Mineiros, romance que escrevera em Monchique durante a convalescença e que ficara na gaveta aguardando melhor oportunidade. Nele debruça-se sobre a condição miserável dos mineiros, em companhia dos quais desceu às profundezas da terra. Desta obra, dirá Maria de Lourdes Belchior: «(…) a mina é o herói; aos homens que lá trabalham repugna serem explorados pelos outros homens e não querem ser roda dentada (isto é, sem pensamento) de uma engrenagem qualquer» (Os Homens e os Livros, vol. II, 1980, pp.155-56).
Cidade, o livro que escreveu a seguiu, não seria publicado devido a mutilações e imposições da censura salazarista. A obra abordava o proletariado industrial, mais uma vez retratado em largas pinceladas neorrealistas.
Manuel do Nascimento não desarma, nem abandona a luta em situações tão adversas, mesmo quando seria de esperar um certo período de castração intelectual que lhe coibisse o espírito e lhe limitasse a capacidade de escrever.
O quarto título, O Aço Mudou de Têmpera, editado em 1946 pela Livraria Latina Editora, do Porto, seria a obra que mais o marcaria como escritor, não sem que daí lhe viessem também alguns dissabores e perseguições por parte da polícia política do regime salazarista.
Em 1954, a censura permite-lhe publicar o romance Agonia, embora nesta obra seja evidente o desgaste ideológico sofrido pelos cortes e pressões daquela tenebrosa instituição.
O livro teve edição na Catalunha, onde parece ter tido bom acolhimento, e em cujo prefácio Manuel do Nascimento é apresentado como «una de les figures més importants de la literatura portuguesa actual». Ainda em catalão sairiam dois dos seus contos integrados em antologias.
Segue-se o volume de contos intitulado O Último Espectáculo (1955), género em que se mostra bastante à vontade. Pelo meio publicou ainda dois pequenos livros de coleção, acessíveis às pequenas bolsas: Nada de Importância e Suspeita, este último na colecção «Mosaico», de que foi diretor literário e onde insere algumas das novelas e contos já anteriormente publicados.
Finalmente, é tempo para uma reedição de Eu Queria Viver!, saído em 1958 pela mão da Arcádia, onde trabalhava. Nesta editora publicará ainda Histórias de Mineiros (1960), livro onde regressa ao tema da mina que tanto o marcou, assumindo- -se como um verdadeiro cronista dos mineiros e denunciando, mais uma vez, a sua situação miserável e pouco dignificante.
Atormentado pela doença, mas tendo concretizado o seu sonho de escritor, apenas publicará mais um livro, Encontros, um primeiro volume de entrevistas a figuras cimeiras da vida intelectual, fruto da sua atividade de jornalista.
             
  (*) Biografia partilhada no Grupo Fascismo Nunca Mais por Mário Ribeiro Caiado.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

ANO LETIVO COMEÇA COM RECEÇÃO A PAIS E ALUNOS

O ano letivo 2019-2020 teve início, no Agrupamento de Escolas de Monchique, no passado dia 13 de setembro, com receção a pais e alunos de todos os anos de escolaridade.
A Biblioteca Escolar associou-se a esta iniciativa da Direção do Agrupamento e deu uma atenção especial aos alunos do 5.º ano e aos seus encarregados de educação, que ficaram conhecer o espaço, os recursos, os serviços que são disponibilizados e algumas das atividades mais relevantes.



Os pais/encarregados de educação foram convidados a colaborar com a biblioteca na sua missão de promover o gosto pela leitura e cada um dos presentes recebeu um exemplar de uma obra do patrono da escola: o escritor Manuel do Nascimento.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

E POR FIM ... DESAFIAMOS-TE, LEITOR!

Nós explicamos.
Escuta, a situação é, basicamente, esta: na última aula de Português, surgiu de repente na sala, melhor, surgiu inesperadamente na sala, uma misteriosa caixa azul.
Lá dentro, dezenas de títulos inventados, em pequenos papéis dobrados em três! Cada um de nós, alunos do 7.º B, tirou da caixa aquele papel que a Sorte determinou. E a partir daí, pois, voltámos a vestir a pele de escritores... Tínhamos agora dez minutos para escrever os dois primeiros parágrafos de um livro. Qual o título dessa obra maestra? O que tinha lançado âncora nas nossas mãos...
E tu, leitor, em quantos minutos consegues acabar as nossas histórias? Vá, escolhe uma, e deixa-te levar pelo barca do tempo ... rumo ao verão ...


O ESTRANHO CASO
DO MÚSICO AZUL

Estava ali, sentado no banco de um agradável jardim. Ouvia o canto dos pássaros que pareciam pairar no ar e que, às vezes, pousavam nas árvores. Descansava. Claro, como não? Acho que não teria aguentado mais um minuto naquela loja, com a minha mãe a gritar comigo, por qualquer coisa. Tinha, pois, saído a correr e sentara-me ali, no parque. Que belos, os pássaros!
Então, enquanto pensava no que diria à minha mãe quando voltasse, ouvi uma música. Parecia jazz e ouvia-se ao longe. Curioso, comecei a caminhar em direção ao som e, quando lá cheguei, surpreendi-me com o que encontrei: era um homem, todo vestido de azul, a tocar música. As mãos também azuis. Era uma música muito bela e, por momentos, esqueci-me de todos os meus problemas.
Beatriz Vaze, 7.º B

O JOGO DOS ESPELHOS

Numa tarde, quase noite, um certo grupo de amigos celebrava o “Dia dos Jogos”. Havia de tudo: jogos de tabuleiro, videojogos, cartas, berlindes, entre tantos outros. Mas, na verdade, fartaram-se rapidamente desse tipo de brincadeiras! Até que um deles se lembrou, então, de um velho mito que corria pela cidade: “Vive aqui um tesouro, muito bem escondido, entre espelhos entrelaçados, tenta ...”. Aqui acaba o dito, o resto não se sabe. Eles, lá pesquisar, pesquisaram, muito, mas nada encontraram.
Uma única coisa, importante, eles vieram porém a saber. Esse, digamos, labirinto de espelhos, estava localizado num circo abandonado, muito assustador, de nome “Majestic”. Assim, lá foram eles em busca de diversão! Andaram, andaram, até que chegaram. Aquilo era horrível de ver, tinha caído tudo, menos o labirinto de espelhos, que, assustadoramente, refletia mil vezes um palhaço com a roupa rasgada, coberto de sangue. Parecia estar à porta, à espera deles.
Beatriz Francisco, 7.º B

A CAIXA NO FUNDO DA RIBEIRA DO LADO

muito, muito tempo, um miúdo chamado Gonçalo foi à procura de um livro na biblioteca. Mas, quando aí viu a rapariga de quem gostava, escondeu-se atrás de um arbusto! Quando ela, finalmente, se foi embora, entrou muito rapidamente e parou num sítio estranhamente frio e escuro, onde há anos não limpavam.
A olhar, cheio de medo, foi precisamente aí que Gonçalo encontrou o livro ideal para ele. Mas, quando deu por si, estava a passar as mãos sobre um mapa que o livro trazia colado na capa, com uma frase muito bizarra (talvez uma pista para algo), que era esta: “A frescura é muito líquida.” Assim que saiu, foi à procura não sabia muito bem de quê. Pensou numa ribeira, pois vivia num sítio muito seco, e quando lá chegou, depois de muito caminhar, encontrou um baú que dizia “Lado”, precisamente, o título do livro que tinha trazido da biblioteca ...
Manuel Correia, 7.º B

A TERRA DAS PROMESSAS

Vou-vos contar uma história que nunca ouviram antes. Passa-se num universo paralelo, onde três amigos – Anne, Joaquim, Carolina – exploravam uma ilha abandonada. Esta era muito semelhante a uma tartaruga, por isso, logo de início, deixou-os intrigados. A cada movimento um pouco mais brusco, da ilha, evidentemente, Anne dava um pulo, e ficava amuada por os amigos começarem logo a gozar.
No centro exato daquela ilha existia uma casa, abandonada. Por curiosidade, os três amigos entraram e apanharam logo um grande susto. Nem queriam acreditar no que viam. Lá dentro, estava uma fada a mexer um caldeirão. Anne quis logo ir embora, mas Joaquim não deixou, queria saber o que se passava, até porque de uma fada se tratava, não de uma bruxa, como era ... habitual. Carolina, a mais corajosa, enfrentou a fada e perguntou-lhe, de queixo levantado, o que ela estava a fazer ali. A resposta deixou todos de boca aberta...
Carolina Morais, 7.º B

MUNDO DE LÁ
QUE AINDA NÃO VI

Josué era um velho senhor. Habitava na Beira Baixa, numa aldeota perdida para esses lados. Desde pequeno, tinha os cabelos brancos. Ainda assim, tinha tido uma infância muito feliz. Naquela aldeia, há muito tempo tinha existido uma escola, bastante grande até, com cerca de trezentos alunos, e ele tinha sempre brincado com os seus colegas, como uma criança normal. Apesar da sua “deficiência”, nunca tinham gozado com ele.
Nos tempos de hoje, já quase todos os seus antigos amigos tinham morrido ou tinham partido para as cidades. Agora, a antiga aldeia, que dantes era um lugar recheado de vida, estava praticamente “morta”. Restava ele, um ou outro velhote, e o raro jovem que tinha decidido continuar a sua vida ali. Desde pequeno, Josué tinha a grande ambição de visitar a capital, mas nunca tinha conseguido concretizá-la. E parecia que assim iria continuar, sem ver o mundo do lado de lá. Até que ...
Rafael Mendes, 7.º B

O  PAÍS DAS PESSOAS
DE CABEÇA PARA BAIXO

muito, muito tempo,  existia um país muito silencioso, onde as pessoas andavam de cabeça para baixo. Um dia, ao amanhecer, uma mulher chegou àquele país e a única coisa que encontrou foram pessoas absolutamente sós. E mais, viradas ao contrário. A única pessoa com a cabeça em pé era ela.
Então, nesse dia, procurou uma estalagem para ficar (sim, tinha decidido ficar) e, quando encontrou o lugar que procurava (parecia que este estava já à sua espera) entrou e dirigiu-se logo à receção. Um homem sozinho. Ela sorriu, para o rececionista, e quase morreu de desilusão ao perceber que ele não tinha sorrido de volta. Naquele país, ninguém sorria. Dirigiu-se para o seu quarto, levando, com coragem, o seu sorriso no bolso.
Filipa Alves, 7.º B

O  HOMEM QUE
SÓ SABIA SONHAR

Havia um homem muito sonhador que vivia numa montanha coberta de verde e solitária, à exceção de Alberto, o homem que só sabia sonhar.
Passava dias inteiros sentado numa pedra, perto do rio, e então imaginava que estava em Londres, no meio de uma enorme multidão ou no Big Ben; em Paris, a apreciar a Torre Eiffel; em Itália, a comer as melhores pizas do mundo; no Hawai, a explorar as florestas tropicais ou a nadar num mar cristalino. Até que um dia, por alguma razão inexplicável, o “piu piu” de um pássaro trouxe-o de volta à realidade e foi então que Alberto observou com particular atenção.
Maria Laura, 7.º B

MISTÉRIO NO
RAMELAU

Havia no Ramelau, a mais alta montanha de Timor Leste, uma família cujo pai provinha de Macau. Homem de poucas palavras, este. A mãe, essa era escurinha, filha da natureza, provinha do Ramelau. Um dia, tiveram uma filha a quem deram o nome de Crescência. Parecia uma chinesinha, a menina, escurinha e baixinha, como até hoje é.
Mas quem diria, o mistério ainda estava por chegar. Um soldado português, de seu nome Manuel, envolveu-se com a “Chinesinha”, que conheceu por alturas da guerra colonial, e por lá ficou. Tiveram filhos. Belos filhos, que um dia viriam a ser a minha família.
O mistério maior foi quando quiseram vir para Portugal. Já antes, o pai de Crescência tinha tido o sonho de conhecer a metrópole, mas já a mãe não queria sair da ilha onde tinha nascido e criado os seus filhos. Na altura de partirem, a família recebeu a triste notícia que o pai não tinha aguentado a dor e viera a falecer. Crescência e Manuel partiram de barco com os seus filhos, abalados pela saudade. Dois anos depois, já nesta linda vila de Monchique, tiveram um filho que, de entre todos os sete que tiveram, viria a ser o meu pai. Pedro, foi o nome que recebeu.
Martim Cereja Amaro, 7.º B

sábado, 22 de junho de 2019

«RECADOS DA MÃE»: UMA EXCELENTE SUGESTÃO DE LEITURA


Antes de partir para férias, a rubrica «Um Livro por Semana», na Rádio Foia, deixou no ar uma excelente sugestão de leitura, feita pela Inês Isabel Inácio, da turma A do 7.º ano.

A jovem leitora escolheu a obra Recados da Mãe, de Maria Teresa Maia Gonzalez, para partilhar com os ouvintes da estação local e deu-lhes a conhecer a história de duas irmãs, Clara e Leonor, que, aos dez e seis anos, respetivamente, perdem a mãe num acidente de viação, o que as obriga a uma mudança radical nas suas vidas. Filhas de pais separados, as duas irmãs vão, então, viver com a avó materna, situação que não agrada a Clara, uma vez que a avó se tinha incompatibilizado com a mãe havia muitos anos.

A cumplicidade entre as duas irmãs foi um dos aspetos destacados pela Inês, que acabou por explicar o título da obra: muito protetora em relação à irmã mais nova, Clara dizia-lhe que, em sonhos, falava com a mãe e transmitia-lhe os seus recados como forma de minimizar as saudades.

À sua conversa espontânea, fluente e emotiva, a Inês juntou uma cuidada leitura de um excerto da obra, provando que este é um livro que pode agradar a leitores de todas as idades.



terça-feira, 18 de junho de 2019

POESIA, ASTRONOMIA E ENGENHARIA AEROESPACIAL NA RECEÇÃO AO 4.º ANO

Os alunos do 4.º ano das escolas do concelho de Monchique vieram conhecer a escola que os vai acolher no próximo ano letivo e, como não podia deixar de ser, a biblioteca escolar fez parte do roteiro da visita.
Aqui, porém, esperava-os uma tarefa inimaginável: projetar e construir um sistema de aterragem para uma frágil e delicada sonda espacial (um magnífico ovo de galinha), que a protegesse do embate com o solo, ao ser lançada de uma altura de dois metros.

Tudo começou, calma e descontraidamente, com a reconstituição dos poemas «O Astrónomo» e «Vaivém», de Jorge Sousa Braga (in Pó de Estrelas) e, depois de uma curiosa troca de ideias sobre astronomia, seguiu-se uma animada leitura a várias vozes de cada um dos poemas.

Os alunos assumiram, então, o papel de engenheiros aeroespaciais e os grupos, orientados por um colega do 7.º ano, dedicaram-se à construção de um «sólido e consistente» projeto, dispondo de uma verba de 50 milhões de euros para aquisição dos mais «requintados» materiais: algodão em bolas, esferovite, copos de plástico, paus para espetada, balões, folhas de papel, sacos de lixo, papel de alumínio...









Infelizmente, a maioria das sondas não resistiu ao embate no solo. Registaram-se, no entanto, duas aterragens perfeitas, sem qualquer dano nas sondas, e ligeiros prejuízos numa terceira sonda.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

CONCURSO «NAS MINHAS MÃOS... UM LIVRO» JÁ TEM VENCEDORES!

Os 88 trabalhos apresentados no âmbito do concurso «Nas minhas mãos... um livro» estiveram a votação ao longo de todo o mês de maio.
Encerradas as votações, os votos foram contados e os resultados foram conferidos pelo júri do concurso. Identificaram-se os seguintes vencedores:

ESCALÃO A - CRIANÇAS DO PRÉ-ESCOLAR
Não houve concorrentes

ESCALÃO B - ALUNOS DO 1.º CICLO
1.º Lugar - Duarte Morais, 4.º ano (trabalho n.º 8 - 76 votos)
2.º Lugar - Suzanne Ricchini, 3.º ano (trabalho n.º 14 - 18 votos)
3.º Lugar - Joana Santos, 3.º ano (trabalho n.º 12 - 11 votos)

ESCALÃO C - ALUNOS DO 2.º CICLO
1.º Lugar - Gil Matos, 6.º ano (trabalho n.º 5 - 31 votos)
2.º Lugar - Daniela Dimas, 5.º ano (trabalho n.º 21 - 25 votos)
3.º Lugar - Mariele Venda, 6.º ano (trabalho n.º 3 - 16 votos)

ESCALÃO D - ALUNOS DO 3.º CICLO
1.º Lugar -  Dia Boonen, 9.º ano (trabalho n.º 2 - 83 votos)
2.º Lugar -  Carolina Morais, 7.º ano (trabalho n.º 1 - 61 votos)
3.º Lugar -  Filipa Marques, 7.º ano (trabalho n.º 3 - 23 votos)

ESCALÃO E - ADULTOS
1.º Lugar -  Joana Rio - Encarregada de Educação (trabalho n.º 2 - 97 votos)
2.º Lugar -  Celina Gonçalves - Professora (trabalho n.º 3 - 35 votos)
3.º Lugar -  Ana Filipa Gonçalves - Assistente Operacional (trabalho n.º 4 - 26 votos)
  

terça-feira, 11 de junho de 2019

ALUNOS DE MARMELETE ADEREM À RUBRICA «UM LIVRO POR SEMANA»

A rubrica semanal de leitura na Rádio Foia, «Um Livro por Semana», recebeu, pela primeira vez, no passado dia seis, alunos da Escola EB1 de Marmelete, que aqui vieram fazer leituras dos seus textos preferidos.


A Lotta Mönch, de sete anos de idade, que frequenta o 1.º ano de escolaridade e que veio para Portugal há cerca de um ano, partilhou  com os ouvintes um excerto da obra Corre, Corre, Cabacinha, de Alice Vieira, deixando-nos encantados com a fluência da leitura e com o seu leve sotaque alemão. Surpreendida com o domínio da língua portuguesa evidenciado pela menina, a jornalista Idalete Marques questionou-a sobre a sua adaptação a uma nova língua e a um país diferente e ficou a saber que a jovem leitora adora viver em Portugal.
O Gabriel Gonçalves e o Gonçalo Duarte, ambos com nove anos e que frequentam o 3.º ano de escolaridade, optaram por uma obra de poesia, As Fadas Verdes, de Matilde Rosa Araújo, e brindaram a audiência com deliciosas leituras dos poemas «A amiga da China» e «Alegre Menina».
No final do programa, os três leitores estavam entusiasmados com esta nova experiência e mostraram-se disponíveis para voltar no próximo ano letivo.

sábado, 8 de junho de 2019

QUANDO A ESCOLA NÃO VAI AO TEATRO, VEM O TEATRO À ESCOLA!

No passado dia 21 de maio, a Companhia Profissional de Teatro EDUCA deslocou-se à Escola Básica Manuel do Nascimneto para a representação das peças O Príncipe Nabo, de Ilse Losa, e Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor, de Manuel António Pina, obras que constam  das Aprendizagens Essenciais de Português do 5.º e do 8.º ano, respetivamente.


Às 10h30, foi a vez de os alunos do 5.º ano descobrirem se o Príncipe Nabo tinha muitas pretendentes. Com uma adaptação que tornou a compreensão da obra mais acessível sem a desvirtuar, esta encenação foi uma prova de que a diversão e a pedagogia podem andar de mãos dadas.

Às 13h25, os alunos do 8.º ano foram transportados para o ambiente da peça Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor, cuja ação decorre em 1501, a bordo de uma caravela de Pedro Álvares Cabral, perto do Cabo das Tormentas, onde o náufrago Manuel conta a história fantástica do seu “encontro” com o temível Adamastor. Realidade ou ilusão? As gargalhadas que se fizeram ouvir no auditório foram bem reais e genuínas. À saída da peça, um dos comentários mais ouvidos foi “Nunca pensei que fosse rir tanto!”. Os alunos destacaram a mestria dos atores, a interação com a assistência e a excelente adaptação da peça, que incluiu diálogos hilariantes e danças atuais.

Estas atividades, planeadas pela Biblioteca Escolar em parceria com os professores de Português e que contam com o patrocínio da Câmara Municipal de Monchique, são essenciais à formação dos jovens, não só por contribuírem para uma melhor compreensão das obras, mas principalmente por suscitarem novos hábitos e interesses culturais, neste caso, o gosto pelo teatro.
 
                                                                      Autoria do texto: Professora Marília Alfredo

sexta-feira, 31 de maio de 2019

FALAR DE LEITURA COMO GENTE GRANDE

Às vezes, é difícil escolher apenas um livro para apresentar na Rádio Foia.
Este problema só se coloca, obviamente, aos nossos melhores leitores e, nesta situação, o melhor, mesmo, é falar de todos os livros que nos deixaram indecisos. E foi precisamente isso que se passou com a Beatriz Morales. Compreende-se porquê: foi a nossa finalista do 3.º ciclo na fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura, cuja participação implicava a leitura da obra Os da Minha Rua, de Ondjaki; foi a nossa representante no Concurso «Momentos de Leitura», onde fez a leitura expressiva de um excerto da obra Os Vagabundos dos Telhados, de Katherine Rundel; ficou deslumbrada com duas obras que leu para a atividade «À Roda dos Livros»: A Cidades dos Deuses Selvagens, de Isabel Allende, e O Mandarim, de Eça de Queirós. 
A preferência por estas duas últimas obras foi bem evidente ao longo da apresentação: a emoção com que abordou as vivências de Alexandre Cold na sua expedição à Amazónia estava também presente na referência ao enigmático toque de campainha que ditou a morte de um velho, mas riquíssimo, mandarim chinês.
A leitura, no entanto, voltou a centrar-se na obra de Katherine Rundel, e a Beatriz presenteou os ouvintes com uma excelente leitura do excerto que lera no concurso, comprovando que foi uma candidata à altura do desafio.





sexta-feira, 24 de maio de 2019

QUANDO UM LIVRO GANHA CORPO E OS OLHARES SE MULTIPLICAM: HISTÓRIA(S) DE UMA VISITA

Acordei bem cedo, pela manhã, ainda o sol não raiava. Chateado por ter saído do mundo dos sonhos, onde podemos nadar no mais fundo dos oceanos ou sobrevoar a mais alta de todas as montanhas, barafustei.
De repente, oiço uns pequenos passos. Abro os olhos e vejo uns longos bigodes, ao mesmo tempo, oiço um suave miado, e logo uma leve pata, com umas pequenas e delicadas almofadinhas, pisa a minha cara. É a minha gata, Cal! Assim que viro os meus pensamentos para o dia, percebo que é tempo de viajar de outra forma. Apenas me levanto pela motivação que a viagem me dá, desço as escadas velozmente e, num abrir e fechar de olhos, estou vestido.
Num ápice, encontro-me na cozinha e já os meus pais estão a preparar o pequeno-almoço. Rapidamente, devoro a minha taça de cereais e, noutro instante, estou na casa de banho. Lavo os dentes com movimentos regulares.
Pego na bagagem, equipo-me e o meu pai leva-me ao heliporto. Descemos a Fóia rapidamente pois àquela hora não havia trânsito... Chegados ao heliporto, o meu pai deixa-me e eu entro no autocarro.
Rafael Mira Mendes, 7.º B

A maior parte da viagem, fui a observar a paisagem, os pássaros a voarem no céu como aviões, os carros vizinhos que andavam na autoestrada com destinos desconhecidos e o rio Tejo, que baloiçava de um lado para o outro, calmamente, como os caracóis que levam uma eternidade a viajar de um prado para o outro. Além disso, também ouvi música.
Quando chegámos a Lisboa, senti um bafo de calor na minha cara, como se uma bola de fogo me tivesse atingido. Depois ...
Inês Isabel Duarte Inácio , 7.º A

Parámos num jardim muito bonito, com muitos bancos espalhados pelo espaço, muitas plantas e uma espécie de lago com um canal de água que atravessava o jardim de uma ponta à outra. Aí, dividimo-nos em grupos e fizemos uma atividade que consistia em ler um capítulo da obra «Leandro, Rei da Helíria», de Alice Vieira, e depois contar aos restantes ... No meu grupo, fui eu a porta-voz!
Inês Silva Inácio , 7.º A

De seguida, tivemos de arranjar um par, da outra turma, para imaginarmos e escrevermos o final da história, pois só tínhamos lido o primeiro ato!
Caminhámos, depois, todos juntos ao longo do rio Tejo, no Parque das Nações, para almoçarmos. Tem uma vista lindíssima! Quando acabámos de comer, apanhámos o autocarro e fomos assistir à peça de teatro no auditório do Colégio Pedro Arrupe. O objetivo da visita era mesmo esse! Ao chegarmos, entrámos, sentámo-nos e ofereceram-nos uns cartões para o telemóvel. Então, assistimos à peça, foi muito divertido!
Rita Nobre Gonçalves , 7.º B

A história falava de um rei que tinha três filhas e queria dividir o reino por elas. Para isso,  pediu às filhas que lhe dissessem quanto o amavam. Amarílis disse que o amava tanto como ao sol; a Hortênsia disse que o amava tanto como ao ar que respirava e a Violeta disse que o amava tanto como a comida precisa de sal. E assim continuou a história ...
Filipa Reis Marques , 7.º B

Eu achei que a sala era grande e confortável. O teatro, por sua vez, teve muitos pontos positivos e poucos negativos. Quando nós chegámos, os senhores que lá estavam certificaram-se que ninguém tinha pastilhas e isso foi bom porque contribuiu para a higiene do teatro. Outro ponto positivo foi a boa atuação dos atores, pareciam muito profissionais. Como ponto negativo, só achei o facto de o teatro ter sido um pouco curto...
Miguel Ramos , 7.º A

A única coisa de que não gostei foi a parte em que o suposto marido da Violeta estava a cantar falsete, mas, na realidade, nem sabia o que isso era! De resto, gostei muito e gostei do pormenor de estarmos a falar por “skype” com William Shakespeare. Isso foi muito engraçado, porque ele até teve de fingir que estava a dormir para a mulher o deixar ver o teatro!
Guilherme Carvalho, 7.º B

Terminado o teatro, voltámos para o autocarro. Seguimos viagem e as raparigas começaram a pôr música, depois parámos a meio do caminho para lanchar. Comemos muito, especialmente as bolachas e «palmiers» que os professores tinham levado! Depois seguimos viagem, já estávamos cansados!
Beatriz Francisco , 7.º B

Durante a viagem de regresso a Monchique, refleti um pouco sobre os ensinamentos que a peça de teatro me transmitiu. Que devemos ser sempre nós mesmos, como Violeta, que não seguiu o mau exemplo das irmãs; também que não devemos forçar as coisas para que aconteçam, pois tudo tem um momento certo para acontecer, como com o rei de Helíria, que só descobriu que as palavras de Violeta não tinham sido um insulto muito tempo depois...
Inês Isabel Duarte Inácio , 7.º A

Mal cheguei a casa, vesti o pijama e fui «amalhar-me». Foram poucos os minutos que fiquei na cama acordada...
Carolina Morais , 7.º B

Eu gostei muito da visita de estudo, o teatro foi muito giro e engraçado, mas tenho pena que tenha sido tão curto. Espero que tenhamos mais visitas de estudo assim, talvez já não este ano, pois está quase a terminar, mas para o próximo!
Beatriz Vaze , 7.º B









(Fotografias: Professora Natividade Lemos)

quinta-feira, 23 de maio de 2019

UMA MALA ASSOMBRADA NA RÁDIO FOIA

A Mala Assombrada, de David Machado, tem um título bem assustador e a história até pode causar grandes arrepios a quem tem medo de fantasmas.
No entanto, este é um livro cheio de humor, que aborda, de uma forma muito divertida, o medo na infância e as traquinices entre dois irmãos: um de nove anos com medo de tudo e um de cinco anos que não tem medo de nada.
Para o António Duarte, da turma B do 5.º ano, este é um livro muito especial, que lhe foi oferecido pelo tio, o escritor Eduardo Duarte, e que o tem acompanhado ao longo da sua vida.
A história foi-lhe lida pelos pais, dezenas de vezes, quando ainda era bebé. Agora, é ele que a lê, com entusiasmo e fascínio e com a compreensível malícia de quem conhece o desfecho. 
Mal a leitura começou, o suspense apoderou-se do estúdio da Rádio Foia, o suposto fantasma saltou da mala e fomos envolvidos no enredo criado pelo irmão mais novo que, sem dó nem piedade, explorava, ao limite, o medo do seu irmão mais velho.
A leitura fluía agradável, rápida e cativante, e os olhos do nosso leitor brilhavam, satisfeitos com o ambiente de mistério e a curiosidade dos presentes.
Era impensável deixar a leitura a meio! O António fez-nos a vontade. Leu a história toda e deixou-nos encantados com esta obra de David Machado.



domingo, 12 de maio de 2019

quarta-feira, 8 de maio de 2019

PARES DA LEITURA 2018-19: UMA FINAL ANIMADA E DIVERTIDA

Eram 20 horas do dia 7 de maio de 2019 e o auditório da Escola Básica Manuel do Nascimento já estava preparado para receber a final do Concurso «Pares da Leitura»: a 11.ª final deste concurso, que começou no ano letivo 2008-2009.
Ao fundo, dez cadeiras aguardavam pelos concorrentes: primeiro dez alunos, depois dez adultos, que iriam responder alternadamente a três séries distintas de questões (verdadeiro/falso; escolha múltipla; frase lacunar).


E o auditório encheu para assistir à prova e celebrar a leitura.


Depois de ouvir atentamente as questões sobre a obra O Mistério do Colar Desaparecido, de Enid Blyton, os alunos foram registando as suas opções e recolhendo uma valiosa «moeda de oiro» por cada resposta certa.





No final de cada série, os alunos cediam os lugares aos seus pares, os adultos, e as questões centravam-se, então, na obra A Lua de Joana, de Maria Teresa Maia Gonzalez.


Para relaxar e fazer lembrar que a leitura é mesmo o mais importante neste concurso, no final de cada série, a Carolina Morais e a Beatriz Reis presentearam a assistência com excelentes leituras de alguns dos seus poemas preferidos.



Um dos momentos mais animados da noite foi a apresentação de uma canção da autoria da turma A do 6.º ano,composta no âmbito das Histórias da Ajudaris 19, sob a orientação das professoras Carla Travessa e Velma Costa.


No final, fizeram-se contas às moedas arrecadadas.
Verificado um empate no 1.º lugar, com duas equipas a totalizarem 28 pontos (num conjunto de 30 questões), os alunos de cada par responderam a mais três questões (uma de cada tipo). Mantendo-se o empate, recorreu-se à estratégia de «morte súbita». Lançados os dados, o aluno com valor superior, o Gil Matos, optou por responder, sem qualquer hesitação. A resposta certa valeu-lhe o 1.º lugar, tendo revalidado «o título» do ano anterior.




Os cinco primeiros lugares foram ocupados pelas seguintes equipas:
1.º lugar - Gil Matos (6.º A) / Carla Alfarrobinha (mãe);
2.º lugar - Maria Gonçalves Nunes (5.º A) / Sónia Nunes (mãe);
3.º lugar - Inês Calapez Duarte (5.º A) / Paula Calapez (mãe);
4.º lugar - Anita Marques (5.º B) / Teresa Campos (mãe);
5.º lugar - Rodrigo Simões (5.º A) / Sónia Martinho (mãe).

No entanto, todas as equipas foram premiadas com vales oferecidos pelo Presidente da Junta de Freguesia de Monchique.

Esta sessão contou também com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Monchique, que premiou os alunos monchiquenses que representaram o concelho na fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura: Alícia Costa Duarte e Daniela Reis (1.º ciclo), Anita Marques e Gil Matos (2.º ciclo), Beatriz Reis e Carolina Morais (3.º ciclo).
O Presidente da Câmara premiou, ainda, os finalistas de Monchique que participaram na final do Concurso «Momentos de Leitura»: Simão Correia (1.º ciclo), Mariele Venda (2.º ciclo) e Beatriz Reis (3.º ciclo).