domingo, 26 de julho de 2020

SEGURAS-TE NA NET?

«Seguras-te na Net?» é uma nova rubrica da biblioteca escolar, criada a partir de tiras de banda desenhada disponibilizadas pela SeguraNet (www.seguranet.pt), que visa trabalhar as literacia da informação e dos media, numa estreita ligação com a literacia digital.
A proteção de dados, as mensagens desconhecidas, o plágio e a veracidade do que se encontra na Net foram temas abordados nesta rubrica, propondo-se aos alunos a concretização de atividades diversificadas.

Numa das edições, depois de ter sido apresentada uma breve informação sobre «Plágio», os alunos foram convidados a completar uma tira de banda desenhada, recriando o conteúdo de três balões de fala propositadamente apagado.
Setenta e um alunos corresponderam ao solicitado, apresentando propostas muito divertidas, que evidenciaram a compreensão da mensagem e, acima de tudo, a sua criatividade e o seu sentido crítico. 
Aqui ficam algumas delas.

1. — Estou tramado!
2. — Ainda bem que não o ouvi!
3. — Já me safei!
             Ricardo Mira – 7.º A

1. — Que medo! A professora vai descobrir que copiei o poema do livro!
2. — Bem feito! Não quiseste trabalhar…
3. — Agora, vais ser apanhado! Ih, ih, ih!
             Afonso Pinto – 7.º A

1. — Não devíamos ter copiado.
2. — Não devia ter ido na tua conversa…
3. — Copiar não é certo!
                Vasco Santos – 5.º B

1. — Ai! Já estou tramado…
2. — Ainda bem que não fiz o que aquele cromo tinha dito!
3. — Eh, eh, eh, agora está tramado!
               Daniela Dimas – 6.º B

1. — Meu Deus, mas foi esse que eu copiei! O que faço?
2. — Ainda bem que não fiz batota! Pelo menos, fiz o meu próprio poema.
3. — Até fiquei com pena dele, mas agora aprende a não fazer batota.
               Anastácia – 6.º B

1. — Ups! O que eu fui fazer! Estou tramado!
2. — Ainda bem que não fiz o que ele disse, ia-me meter em maus lençóis.
3. — Nunca irei copiar os trabalhos dos outros, mesmo que seja muito difícil.
                 Clara Furtado – 6.º B

1. — Pronto, estou em sarilhos!
2. — Ah, ele pensava mesmo que eu ia copiar…
3. — Cada pessoa deve ter imaginação. Agora vê-se quem é que está aflitinho!
                  Pedro Alves – 7.º A

1. — Ai, mãezinha, que agora vou ser apanhado!
2. — Ainda bem que não segui o conselho do Rafael!
3. — Vou-me safar! 
                    Gustavo Casaca – 6.º A 

Com um total de 192 participações nas quatro edições, esta será, seguramente, uma atividade que estará de volta no próximo ano letivo.



Para aceder ao infográfico, clique aqui.

«LÍNGUA APURADA» VAI VOLTAR EM SETEMBRO

A «Língua Apurada», rubrica deste blogue criada durante o período do E@D com o objetivo de trabalhar dificuldades evidenciadas sistematicamente pelos alunos no uso da Língua Portuguesa, suplantou todas as expectativas iniciais, levando os alunos e outros elementos da comunidade educativa a investir de forma autónoma e/ou orientada na sua autoaprendizagem.

As atividades letivas terminaram no dia 26 de junho, mas há alunos que, no mês de julho, continuaram a participar nos quizzes e que já apelaram à continuidade da atividade.

Com um total de 395 participações, registadas até à presente data, esta é, de facto, uma atividade que merece ter continuidade e, por isso, aqui fica o compromisso de regressarmos em setembro com novos desafios.


Para aceder ao infográfico, clique aqui.


sexta-feira, 3 de julho de 2020

A QUE SABEM AS FÉRIAS?

Depois de um 3.º período terrivelmente atípico, os alunos do 2.º ciclo da Escola Básica Manuel do Nascimento deixaram-nos uma nuvem de expectativas para as suas férias, num interessante trabalho proposto pela professora Filipa Batista.
Aproveitando as palavras dos nossos meninos, desejamos a todos os leitores deste blogue umas excelentes férias.
Clique sobre a imagem para a ver melhor.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

À RODA DOS LIVROS: ATIVIDADE REINVENTADA PARA A MODALIDADE DE ENSINO A DISTÂNCIA

A atividade «À Roda dos Livros» é, provavelmente, uma das principais estratégias para promover a leitura junto dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos no Agrupamento de Escolas de Monchique, contribuindo, também, inquestionavelmente, para o desenvolvimento das competências associadas ao domínio da oralidade.


Com o encerramento das escolas, esta atividade, que reúne todos os alunos de uma turma na biblioteca escolar para aí partilharem as suas leituras, tornou-se, obviamente, inexequível.
No entanto, os professores demonstraram, ao longo do 3.º período, uma capacidade extraordinária para se adaptarem a uma nova modalidade de ensino a distância e souberam ultrapassar barreiras, adequar estratégias e reinventar atividades. «À Roda dos Livros» viu-se também reinventada, com surpreendente sucesso, pelas professoras Filipa Batista e Marília Alfredo, que convidaram os alunos a dar continuidade à atividade, gravando a apresentação de um livro, a qual pode, posteriormente, ser partilhada com a turma, nomeadamente com recurso a QR Code.

Para ouvir a apresentação da Mariana Santos, da turma C do 9.º ano, sobre a obra O Tatuador de Auschwitzclique aqui.


quinta-feira, 25 de junho de 2020

LIVRO DA SEMANA - «O VELHO QUE LIA ROMANCES DE AMOR», LUIS SEPÚLVEDA


Já aqui falamos, várias vezes, desta obra de Luis Sepúlveda, talvez por ser um dos nossos livros preferidos, pela fluidez deliciosa da escrita e, sobretudo, pela forte mensagem de respeito pela floresta amazónica que nos passa..
Além disso, é um livro que aborda o prazer da leitura de uma forma surpreendente: um velho (António José Bolívar Proaño) descobre, por acaso e com alguma surpresa, que sabe ler e apaixona-se por romances de amor, particularmente aqueles que falam de «sofrimentos, amores infelizes e desfechos felizes».

Nesta última semana de aulas, convidamos os alunos do 3.º ciclo e a comunidade em geral a ler esta magnífica obra de Luís Sepúlveda. Será, seguramente, uma boa forma de ocupar os tempos livres, numa fase da nossa vida em que o recolhimento e o distanciamento social é, ainda, um dever.

Concluída a leitura, cada leitor poderá testar o seu desempenho sobre o conhecimento da obra, realizando o quiz que a seguir se disponibiliza. Mal o submeta, terá acesso à sua pontuação e à correção das questões. Poderá, inclusivamente, usar um pseudónimo, para manter o anonimato.


quarta-feira, 24 de junho de 2020

TEXTOS EM DESTAQUE - «MARIA DE FÁTIMA, UMA CAMPONESA COM FÉ»

E já são três os prémios conquistados por alunas da Escola Básica Manuel do Nascimento no concurso Uma Aventura... Literária 2020, na modalidade de «Texto Original».
Depois da Catarina Correia, que ganhou o 2.º prémio, e da Leonor Valério, que recebeu uma Menção Honrosa, chega-nos, agora, a notícia de outra Menção Honrosa, atribuída à aluna Inês Duarte Inácio, da turma A do 8.º ano.


Com tantas distinções, a tarefa até pode parecer fácil. Engana-se quem pensar assim, pois, de acordo com informação divulgada pelo Grupo Leya, na edição deste ano chegaram à Editorial Caminho «mais de 14 mil trabalhos, individuais e de grupo de alunos de escolas de todo o país, incluindo Açores e Madeira e também escolas de França, Suíça, Macau, Cabo Verde e Brasil».

Por isso, mas principalmente pela excelente qualidade dos textos, redobramos os nossos PARABÉNS às três alunas e à sua professora de Português, a docente Graça Peixoto, e convidamos os nossos leitores a apreciarem o bonito texto da Inês.

Maria de Fátima, uma camponesa com fé
  
  Há muito tempo, vivia numa pequena vila uma camponesa infeliz.
 A camponesa chamava-se Maria de Fátima, tinha um filho ainda bebé, o José Pedro. O marido saía de casa todos os dias às cinco horas da manhã para ir trabalhar nas terras e só regressava quando o sol já se tinha posto há muito.
A pobre mulher vivia desalentada, pois não tinha uma vida fácil. Enquanto o seu marido estava fora a ganhar o sustento, a pobre mulher cuidava do filho, arrumava a sua casa, dava comida aos animais da quinta, regava a horta, fazia as refeições e ainda tinha tempo para dar sopa aos mais necessitados, pois os tempos não eram fáceis e ela gostava de ajudar quem mais precisava.
Maria de Fátima levava a vida a trabalhar, forte e duro. Quando o marido chegava, cansado, jantava e dormia.
A pobre mulher não falava praticamente com ninguém senão com deus e estava constantemente a pedir-lhe:
— Meu deus, trabalho tanto e recebo tão pouco!  O meu marido chega cansado a casa e acaba por nem me falar, por isso, peço-lhe que me dê uma vida melhor e à minha família
Deus respondia-lhe sempre o mesmo:
            — Continua trabalhando e dando mais aos outros do que a ti mesma. Não te esqueças de que os que têm bom coração serão recompensados.
 Iam-se passando os anos, e Maria de Fátima ia ficando cada vez mais cansada, mas nunca perdeu a fé.
Até que um dia, numa manhã quente de agosto, ao nascerem os primeiros raios de sol, apareceu um arauto do reino que disse:
— Venho anunciar um recado enviado pelo excelentíssimo rei. Foi comprovado, segundo os anais do nosso reino, que a senhora pertence a uma família nobre muito antiga da nossa monarquia. Por isso, poderá habitar o castelo que pertencia aos seus antepassados, assim como herdará todas as terras adjacentes e os dobrões de ouro que também lhe pertencem por direito.
Ao ouvir aquilo, a pobre camponesa nem queria acreditar. Depois, lembrou-se do que deus lhe respondia sempre que se queixava.
            Mais tarde, Maria de Fátima contou ao marido o que se tinha passado e disse-lhe quais seriam os planos para a fortuna que iriam receber.
O marido concordou com as decisões da camponesa. Ficaram com uma pequena quantia da herança e a restante foi dada aos camponeses mais pobres e sozinhos.
Depois disto, Maria de Fátima nunca mais se queixou a deus, agradecendo tudo o que tinha.
Agora que era dono das terras, o marido da camponesa passou a chegar mais cedo a casa e Maria de Fátima tinha tudo o que sempre desejou: companhia, alguém com quem conversar e ajudar a criar o filho.
A camponesa também percebeu que todas as boas ações que se fazem aos outros são recompensadas. Maria de Fátima compreendeu a mensagem que deus lhe dirigia quando a ele se queixava da vida que levava.

Inês Inácio, 8.º A – Escola Básica Manuel do Nascimento, Monchique

terça-feira, 23 de junho de 2020

TEXTOS EM DESTAQUE: «UM BELO DIA NA FOIA»

Mais um prémio para uma aluna da Escola Básica Manuel do Nascimento, no concurso Uma Aventura... Literária 2020, na modalidade de texto original. Desta vez a distinção, uma Menção Honrosa, é para a Leonor Valério, da turma A do 7.º ano, na modalidade de «Texto Original».



Parabéns à Leonor e também à sua professora de Português, a professora Graça Peixoto, que a incentivou a participar com o bonito texto que se segue.

Um belo dia na Foia

Estava um dia agradável, saltei da cama, arranjei-me e fui dar uma volta até à Foia com o meu cão, o Cometa. Somos amigos inseparáveis, vamos para todo o lado juntos, menos à escola, infelizmente. 
            Íamos, então, numa das nossas conversas, quando reparei numa placa que nunca tinha visto por ali. Achei estranho. Que indicação nos estava a dar? Andámos mais um pouco e vimos outra placa e assim por diante fomos seguindo as várias placas mistério que nos iam surgindo.
            Estávamos os dois cada vez mais curiosos. Quando seria que tudo aquilo iria terminar? Em breve, ficámos a saber. A última placa apontava para uma casinha que nunca tinha visto. Estava coberta de musgo e não tinha telhado nem janelas, só uma porta de carvalho. Pensei que numa casa daquelas ninguém moraria.
Íamos sair dali quando ouvimos uns passos. Eu e o Cometa fugimos e escondemo-nos atrás do primeiro arbusto que encontrámos. Ouvimos uma voz. Espreitei cuidadosamente e vi uma velhinha. A velhinha perguntou quem estava ali.  Eu e o Cometa não respondemos. Ficámos calados à espera que ela se fosse embora.
A velhinha era baixa, de cabelos cinzentos e tinha uns olhos grandes e pretos. Estava vestida de preto da cabeça aos pés. Parecia uma bruxa. Misteriosamente desapareceu. Eu e o Cometa aguardámos mais um pouco e, quando nos pareceu seguro, dirigimo-nos para a estranha casinha.
Entrámos e ficámos numa sala pequena onde havia, em cima de uma mesa, um livro rodeado de frascos que continham uns pós estranhos. Peguei no livro sacudi o pó e li-o. Naquelas páginas estava escrito aquilo que parecia serem as instruções de uma poção. Em cada página dizia que frascos se usariam para a fazer.
- Será que é mesmo uma bruxa? - sussurrei ao Cometa.
Deixei de ler. Pousei o livro e tentámos sair, mas, do nada, aparece a velhinha. Conseguimos esconder-nos.  Vimos a velhinha a ler o livro e a preparar aquilo que nos parecia uma poção mágica.  Depois, pega num vaso cheio de flores e… surpresa! Aparecem vasos atrás de vasos cheios de flores. Será que ela estava a tentar criar um exército de flores?! Nisto o Cometa começa a rosnar, pois viu uma abelha e depois outra e outra, mas não nos faziam mal.
A velhinha vira-se e vê-nos. E agora? É o nosso fim!
Mas, afinal, não tínhamos nada a recear. A velhinha tinha uma voz doce como o mel. Tranquilizou-nos e disse-nos o que estava a fazer.  Querem saber? Estava a fazer réplicas de várias flores para alimentar as abelhas.
Depois, mais tranquilos e a beber um chá de camomila, a velhinha explicou-nos tudo. Era urgente salvar as abelhas e uma das formas era plantar uma variedade de flores com as quais as abelhas se alimentassem. Como o processo natural demora o seu tempo, ela tinha inventado uma poção mágica que reproduzia em segundos vários tipos de plantas.
            Eu e o Cometa ficámos felizes por saber que alguém se preocupa com a extinção das abelhas e que procura encontrar soluções rápidas, pois sem a polinização das abelhas o mundo ficaria mais pobre. Ficámos ambos a saber, também, que não devemos julgar as pessoas pelas aparências. Aprendemos a lição naquele dia, na Foia.

Leonor Valério, 7.º A – Escola Básica Manuel do Nascimento, Monchique 

segunda-feira, 22 de junho de 2020

POESIA PARA LER E OUVIR - «VERÃO», EUGÉNIO DE ANDRADE

O poema de hoje é dedicado aos meninos do 1.º ano, que estão a estudar, nesta última semana de aulas, a obra Aquela nuvem e outras, de Eugénio de Andrade (pseudónimo de José Fontinhas).



PROBLEMATIK 4 - O CUSTO DO OBJETO

Pronto(a) para mais um desafio?
Então, vamos lá!

Qual é o valor em euros do tambor?

Clica sobre a imagem para a veres melhor.

Para apresentares a tua resposta, clica aqui.

sábado, 20 de junho de 2020

SELO CURIOSO 8 - CAMPANHA MUNDIAL CONTRA A FOME

O selo que hoje se publica, emitido em 1963, apelava à mobilização da sociedade e à participação numa campanha que pretendia combater a fome no mundo.


Cinquenta e sete anos depois, o problema não foi erradicado e tende a atingir proporções catastróficas.

Segundo o PAM (Programa Alimentar Mundial da Organização das Nações Unidas), a pandemia de Covid-19 pode fazer duplicar o número de pessoas que passa fome no mundo, subindo para os 265 milhões em 2020, um aumento de 135 milhões de pessoas face a 2019.
Arif Husain, responsável pela área económica do PAM alerta que a Covid-19 «é potencialmente catastrófica para milhões que já estão no limite. É um golpe para muitos outros milhões que apenas se podem alimentar se ganharem um ordenado».
        Fonte consultada: https://www.publico.pt/2020/04/21/mundo/noticia/numero-pessoas-fome-mundo-duplicar-alerta-onu-1913188

SEGURAS-TE NA NET? - «A VERACIDADE DO QUE SE ENCONTRA NA NET»

A Internet disponibiliza-nos uma quantidade impressionante de informação sobre os mais variados temas.
No entanto, quando realizamos uma pesquisa, temos de ter o cuidado de procurar sítios Web credíveis, pois nem toda a informação que encontramos na Internet  é verdadeira.
Muitas vezes, são divulgadas informações falsas, que podem ter consequências terríveis, nomeadamente, causar prejuízos financeiros ou difamar pessoas, organizações e empresas.
Assim, e conforme nos alerta a SeguraNet, «É importante que a informação recolhida num sítio possa ser confirmada noutros sítios como forma de lhe dar consistência e maior credibilidade».

Lê, atentamente, a tira de banda desenhada disponibilizada no sítio da SeguraNet e realiza, a seguir, o Gameshow quiz que te propomos.

Clica sobre a imagem para a veres melhor.


Depois de concluíres o quiz, podes, se quiseres, partilhar connosco a tua pontuação. Para isso, usa o espaço «comentários».

quinta-feira, 18 de junho de 2020

LÍNGUA APURADA - COZER OU COSER?


Às vezes, as palavras homófonas confundem-nos, pois, embora se pronunciem (se digam) de forma igual, escrevem-se de maneira diferente, tendo, obviamente, significados diferentes.

Cozer significa cozinhar, preparar alimentos ao fogo ou ao calor.
Também se escrevem com z todas as palavras derivadas de cozer, como, por exemplo, cozido, cozedura, cozimento.

Exemplos: Deves cozer as batatas à parte.
                  O cozido à portuguesa é um prato tradicional português.

Coser significa costurar, unir com pontos de agulha.

Exemplos: Pedi à minha mãe para coser a bainha das minhas calças.
                  Este vestido foi todo cosido à mão.

Para facilitar o uso adequado destas palavras, inventámos uma espécie de lengalenga, que talvez possa ajudar:
                  Com z, na cozinha, coze a cozinheira.
                  Com s de costura cose a costureira.


Queres confirmar se sabes usar devidamente estas palavras?

quarta-feira, 17 de junho de 2020

LIVRO DA SEMANA - «CORRE, CORRE, CABACINHA», ALICE VIEIRA


Num tempo em que as leituras dos meninos do 1.º ano se fazem em casa, provavelmente acompanhados pela família, há histórias intemporais que cativam as crianças e transportam os adultos para os tempos já longínquos da sua infância.

E foi precisamente a pensar nos meninos do 1.º ano que escolhemos Corre, corre, cabacinha, de Alice Vieira, para livro desta semana.

Neste livro, Alice Vieira recupera uma narrativa oral tradicional e, sem fugir à sua essência, reconta-a, magistralmente, entremeando a prosa de textos em verso, que nos ficam na memória.
          Não vi velha nem velhinha
          Não vi velha nem velhão
          Corre, corre, cabacinha
          Corre, corre, cabação.

Depois da leitura da obra, convidamos os meninos a visualizarem a animação que se segue, cuja reprodução nos foi autorizada pela professora Gracinda Silva, do «Castelo dos Livros», a quem queremos agradecer e dar os parabéns pelo magnífico trabalho.



E, agora, os meninos estão preparadíssimos para realizarem uma ficha de leitura muito divertida.



segunda-feira, 15 de junho de 2020

PROBLEMATIK 3: JOGO DE CARTAS «3 SETES»

A quantidade de Matemática que há num baralho de cartas é IMPRESSIONANTE! E não é só nas probabilidades. 

Vamos a um problema de LÓGICA?

Oito amigos de Monchique resolveram organizar um campeonato de «3 setes». Cada equipa, de dois jogadores, era mista: um rapaz e uma rapariga. 
Como é das regras, em cada jogo participaram duas equipas com os respetivos elementos sentados frente a frente, mas em linha cruzada. Assim, foram necessárias duas mesas retangulares de quatro lugares.


No primeiro dia verificou-se que:
➧ A Ana e o Gil não eram parceiros.
➧ A Beatriz e o Hélder sentaram-se lado a lado.
➧ A Célia e o Francisco estavam em mesas diferentes.
➧ O Francisco e o Gil ficaram na mesma mesa.

1. Quem fez equipa com a Cristina?

2. Quem estava na mesa do João?

Para apresentares a tua resposta, Clica aqui.

sábado, 13 de junho de 2020

POESIA PARA LER E OUVIR - «ALTERIDADE», EDUARDO JORGE DUARTE

Na semana em que se comemorou o Dia de Camões, damos voz, na rubrica «Poesia para ler e ouvir», aos poetas e aos músicos da nossa terra, Monchique, com um poema de Eduardo Jorge Duarte na voz de Ariana Ferreira, dois ex-alunos do Agrupamento de Escolas de Monchique.


Para ouvires o poema na voz da Ariana Ferreira, clica aqui.

Alteridade

Deixa tocar o poema.
Dá-lhe o tom e a voz que entenderes.
Se for coisa de saudades ou problema
De amigos ou mulheres,
Ouve-o, deixa-o falar sossegado,
Até que o sentimento mais limpo se revele
E saibas então entrar na pele
Daquele que não vês do outro lado.

            Eduardo Jorge Duarte, O Intervalo entre o Raio e o Trovão, On y va, 2019, p. 28

quarta-feira, 10 de junho de 2020

SELO CURIOSO 7 - COMEMORAÇÕES: DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS


Celebra-se, hoje, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
A data, que assinala o dia da morte de Camões (10 de junho de 1580*), foi comemorada, pela primeira vez, em 1880, por decreto do rei D. Luís I, aquando dos 300 anos da morte do poeta, declarando este dia como «Dia de Festa Nacional e de Grande Gala».

Poderá parecer estranho o facto de ter sido escolhido o dia da morte do poeta em vez do dia do seu nascimento para celebrar o atual feriado nacional. Recordamos, no entanto, que não se conhece a data exata em que em que Camões nasceu, crendo-se que foi no ano de 1524.

O selo de hoje, publicado em 1980, só poderia levar-nos ao encontro de Luís Vaz de Camões, um dos maiores poetas portugueses, autor do poema épico Os Lusíadas, uma das mais importantes obras da literatura portuguesa, que celebra, de forma magistral e inigualável, os feitos gloriosos de Portugal até ao reinado de D. Sebastião.

* (ou 1579, como é apontado por alguns autores)

Selos emitidos pelas antigas colónias portuguesas.

terça-feira, 9 de junho de 2020

LÍNGUA APURADA - TRAZ OU TRÁS?


Estamos perante duas palavras que os alunos confundem com muita frequência.
Ambas existem na Língua Portuguesa, mas têm significados muito diferentes.

Traz é uma forma verbal, ou melhor, é uma forma do verbo TRAZER no presente do indicativo, 3.ª pessoa do singular, e também no imperativo (2.ª pessoa do singular).
Esta forma verbal escreve-se com «z» tal como todas as outras formas verbais do verbo TRAZER, em que se ouve o som [z'e] (ex.: trazes, trazemos, trazia, trazíamos, traziam).

Exemplos: O Francisco nunca traz o telemóvel para a escola.
                   Rita, traz essa cadeira, por favor.

Trás é uma preposição que significa «na parte posterior». Aparece, normalmente, antecedida das preposições «de», «para», «por».
Também se escrevem com «s» todas as palavras derivadas desta (ex.: atrás, detrás, traseiro, atrasar, atrasado).

Queres confirmar se sabes usar devidamente estas palavras?



segunda-feira, 8 de junho de 2020

PROBLEMATIK 2 - O SALTO DO CANGURU

Por vezes, é necessário dar cinco passos para trás para dar sete para a frente e vice-versa.
E que tal um novo desafio saltitante, proposto pela professora Anabela Andrez?


Uma pista está dividida em casas iguais, numeradas de 0 a 15.
No início a pista, na casa 0, está um canguru que só consegue dar saltos de comprimentos iguais a 5 ou a 7 casas.
Se quisesse ir até à casa 2 era fácil. Dava um salto de 7 para a direita e depois outro de 5 para a esquerda.

Sem sair da pista, qual é o número mínimo de saltos para chegar à casa 13?

Para apresentares a tua resposta, clica aqui.


SEGURAS-TE NA NET? - «PLÁGIO»

Sabes o que é o plágio?

O plágio acontece quando alguém se apropria de um trabalho produzido por outra pessoa (um texto, uma música, um desenho, uma fotografia, um filme...), sem referir a fonte original, apresentando-o como se fosse um trabalho da sua autoria.

A produção literária e artística está protegida pelo Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos e as infrações à lei são consideradas crime e podem ser punidas com multas ou com uma pena de prisão até 3 anos.

Por isso, sempre que um professor te pedir para elaborares um trabalho, deves ter o cuidado de produzir um documento original, pessoal. Se recorreres a documentos produzidos por outras pessoas, terás de referir as fontes consultadas. 

Agora, que já sabes o que é o plágio, observa e lê atentamente a tira de BD disponibilizada pela SeguraNet
Clica sobre a imagem para a veres melhor.

Reparaste, certamente, que foi retirado o conteúdo dos três balões de pensamento.
Como poderemos preenchê-los?
Apresenta as tuas sugestões no formulário que se segue.


sábado, 6 de junho de 2020

LIVRO DA SEMANA - «A PÉROLA», JOHN STEINBECK

Há alguns anos, uma aluna do 9.º ano deixava-nos aqui, no blogue da biblioteca, uma excelente sugestão de leitura. O texto que connosco partilhou foi o seguinte:

A Pérola, de John Steinbeck, fala-nos de uma família de índios, constituída por Kino, o pai, Juana, a mãe, e Coyotito, o filho.
Como eram uma família de índios, ligavam muito ao estado de espírito, ao bem, ao mal, à música e, ao longo da obra, cada estado de espírito, cada forma de sentir, dava origem a uma música. 
A certa altura, Coyotito é picado por um escorpião e fica muito doente. Os pais, desesperados, procuram um médico, mas, como eram uma família pobre, sem muitas posses, o médico não ajudou o pequeno índio. 
Bem… não vos vou contar toda a história porque perdia a piada, mas aconselho-vos, verdadeiramente, a leitura de A Pérola, porque é um livro excelente!  
                                                         
                                                                               Beatriz Olivença – 9.º A (janeiro 2013)



Hoje, esta obra de Steinbeck volta a estar em destaque como «Livro da Semana» e a sua leitura poderá ser uma boa opção num tempo em que o desconfinamento ainda requer muitas cautelas.
Depois da leitura, se quiseres avaliar o teu desempenho em relação à compreensão da obra, poderás realizar o quiz que a seguir se disponibiliza. Mal o submetas, terás acesso imediato à tua pontuação e à correção das questões.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

SELO CURIOSO 6 - INSTITUIÇÕES: CRUZ VERMELHA PORTUGUESA

O nosso baú dos selos continua a revelar-nos preciosidades, que, sendo tão antigas, se mantêm muito atuais na sociedade de hoje.
O selo que a seguir se publica data de 1965 e assinala o primeiro centenário da Cruz Vermelha Portuguesa.


A Cruz Vermelha Portuguesa foi criada pelo médico militar José António Marques, a 11 de fevereiro de 1865, tendo, então, o nome de Comissão Portuguesa de Socorros a Feridos e Doentes Militares em  Tempo de Guerra.

De acordo com informação pesquisada no sítio desta instituição ( https://www.cruzvermelha.pt/), a «Cruz Vermelha Portuguesa esforça-se para prevenir e aliviar o sofrimento humano, em Portugal e no mundo», tendo como missão «prestar assistência humanitária e social, em especial aos mais vulneráveis, prevenindo e reparando o sofrimento e contribuindo para a defesa da vida, da saúde e da dignidade humana».

quarta-feira, 3 de junho de 2020

TEXTOS EM DESTAQUE: «POSTAL DE UM OUTRO ALGARVE»

A Catarina Correia, da turma A do 8.º ano, foi uma das grandes vencedoras do concurso Uma Aventura Literária 2020, promovido pela Editorial Caminho, classificando-se em 2.º lugar na modalidade de «Texto Original».


É com um orgulho gigante que aqui deixamos os nossos PARABÉNS à Catarina e que partilhamos com os leitores deste blogue o texto que construiu, graças ao incentivo da professora Graça Peixoto.

Os nossos PARABÉNS vão ainda para o Afonso Pinto (7.º A), para a Leonor Valério (7.º A) e para a Inês Duarte Inácio (8.º A), que também participaram neste concurso com textos muito interessantes.

Postal de um outro Algarve

Olá, estou a escrever-vos do Algarve. Mas, não, não é desse Algarve onde existem praias com areal resplandecente e água do mar quentinha como normalmente é conhecido. Estou a escrever de um local que fica para lá da faixa costeira algarvia mundialmente conhecida pela sua beleza. Estou a escrever-vos de um outro Algarve puro e que convida a ser visitado. Querem?

No chamado interior do Algarve há serras que formam fronteira com o baixo Alentejo e dão um colorido diferente à paisagem, exemplo disto é a serra de Monchique onde se situa o miradouro de São Sebastião, de onde se avista uma paisagem deslumbrante.

A vila de Monchique, a minha terra, fica situada entre as duas serras mais altas do Algarve:  a da Foia e a da Picota. Aqui estamos rodeados de verdes paisagens, que convidam a caminhar por montes e vales e a observar de perto a fauna e a flora. É relaxante caminhar por estas terras observando não só o verde da natureza como também as cascatas, como é o caso da cascata do Barbelote, uma maravilhosa queda de água, e a do Penedo do Buraco.

É frequente encontrarmos por aqui muitos turistas caminhando pela serra.  Alguns são meros curiosos que ficam fascinados por toda a beleza que os circunda, outros são estudiosos da fauna e da flora, pois Monchique é um jardim com uma flora única no panorama algarvio de onde se destaca na paisagem os medronheiros, pinheiros, castanheiros e carvalhos. É também conhecida pelo saboroso mel e pelo medronho.

Poetas e outros artistas, que por aqui têm passado, inspiram-se tanto no verde da paisagem como no branco casario que se espalha pela encosta e que, ao longe, nos faz lembrar um anfiteatro. Querem cá vir visitar-nos? De certeza que encontrarão uma musa inspiradora. O interior do Algarve vale a pena ser visitado!

Espero ter-vos convencido a vir visitá-lo. Este outro Algarve é aquele onde vivo e sou feliz.

Cumprimentos do Algarve serrano,

Catarina Correia, 8.º A – Escola Básica Manuel do Nascimento, Monchique.

terça-feira, 2 de junho de 2020

LIVROS FALADOS - «O MEU AVÔ CONSEGUE VOAR!», POR PEDRO SEROMENHO


Para ouvires a história, contada pelo seu autor, Pedro Seromenho, clica aqui.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

PROBLEMATIK 1 - CARTAZ INFORMATIVO

Os desafios de Matemática obrigam-nos a pensar, fortalecem a nossa capacidade de raciocínio e tornam-nos mais perspicazes.

São estas as razões que nos levam a desafiar os leitores deste blogue para um conjunto de quatro PROBLEMATIK, que serão publicados semanalmente ao longo do mês de junho, numa parceria com a professora Anabela Andrez.

E aqui está o primeiro.

CARTAZ INFORMATIVO

Boletim de números... Que números colocar nos espaços?



⟹ Completa os dois espaços em branco deste cartaz com números, de modo a que as afirmações das duas últimas linhas sejam verdadeiras.


Presta atenção:
1) Os números têm de estar escritos na forma decimal (por ex.: 5 ou 21);
2) Os números que escreveres passam a fazer parte do cartaz e a contar;
3) Todos os algarismos contam ainda que se repitam.


Para responderes, clica aqui.
Dessa forma, só tu e a tua professora terão acesso à tua resposta.

POESIA PARA LER E OUVIR - «O MOSTRENGO», FERNANDO PESSOA

Fernando Pessoa (1888-1935), um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, deixou-nos uma vasta obra poética com poemas surpreendentes que cativam leitores no mundo inteiro. Um dos seus poemas mais conhecidos, «O Mostrengo», é hoje  especialmente dedicado aos alunos dos 8.º e 9.º anos, que o estão a estudar, na sequência da análise da obra Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor, de Manuel Antonio Pina, e do episódio «O Adamastor» de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões.

Adamastor
Painel de azulejos no Palácio do Buçaco
Para ouvires o poema numa excelente leitura de Sinde Filipe, clica aqui.
Para o ouvires numa declamação do saudoso João Villaret, clica aqui.

Que versão preferes? Porquê?

O MOSTRENGO

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tetos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

                                        Fernando Pessoa, Mensagem, Lisboa, Ática, 1997, pp.64-65