sexta-feira, 22 de março de 2019

POESIA NA ESCOLA, NA RUA, NA RÁDIO...

Nos últimos dias, os livros de poesia saltaram das estantes da biblioteca e colocaram-se a jeito, que é como quem diz... puseram-se ali, à mão de semear, acessíveis a uma boa leitura, na esperança de que a aproximação da primavera lhes trouxesse uma outra rotina.
Lidos, relidos, remexidos, copiados, fotocopiados, os poemas foram ficando entusiasmados e, de repente, viram-se transcritos em coloridos retângulos de papel, harmoniosamente transformados em delicados rolinhos poéticos.
Tornaram-se independente, os poemas. Ganharam asas e voaram para as mesas dos cafés e das pastelarias da vila para darem um sabor especial às bebidas quentes. Outros desfilaram alegremente pelas ruas, nas mãos dos alunos mais pequeninos, até serem oferecidos a um(a) leitor(a) cujo dia ficou, seguramente, muito mais colorido. 
Na escola, o frenesim poético deu-se no bar, exponenciado pelo gostoso sabor do chocolate. E os poemas foram poucos! E os chocolates também.








Mas, num dia tão especial, a poesia chegaria ainda mais longe, muito longe, nas vozes melodiosas de nove alunas do 5.º ano que levaram a poesia à Rádio Foia e aos seus ouvintes espalhados pelos quatro cantos do mundo. Almeida Garrett, Luísa Ducla Soares, José Jorge Letria, Jorge Sousa Braga e João de Deus foram os poetas escolhidos pela Ana Maria Sampaio, pela Anastácia Azarova, pela Anita Marques, pela Carolina Correia, pela Clara Furtado, pela Clara Jorge, pela Daniela Dimas, pela Inês Calapez e pela Maria Nunes para celebrarem, em grande, o  Dia Mundial a Poesia.











quinta-feira, 21 de março de 2019

DIA MUNDIAL DA POESIA


Hoje, dia 21 de março, comemora-se o Dia Mundial da Poesia.

Criado em 1999 pela UNESCO, este dia enfatiza a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação e tem como principais objetivos apoiar e celebrar a diversidade linguística através da expressão poética.

Celebremos, pois, a criatividade, a diversidade e a arte com um poema construído por uma aluna do 9.º ano, na aula de Inglês, na sequência do estudo de algumas expressões idiomáticas.

Every day, every morning,
My alarm says to me:
Wake up, darling.
Why do I have to go to school?
Because, darling,
That’s our country’s rule.

Today I have to be
As cool as a cucumber,
It’s today that finally
I will ask his number.

I hope you don’t get cold feet,
My alarm said to me,
And if you need shelter
Just come back to bed
That’s your cup of tea.


Dia Boonen,
 9.º ano / Turma A

quarta-feira, 20 de março de 2019

MOTIVAR PARA LER

A campanha eleitoral de «Miúdos a votos: quais os livros mais fixes?» tem um objetivo fundamental: convencer os colegas a votar num determinado livro. No entanto, a campanha que a turma B do 8.º ano desenvolveu em defesa de O Rapaz do Pijama às Riscas, de John Boyne, foi duplamente eficaz. Por um lado, os defensores desta obra conseguiram colocá-la no topo das votações do 3.º ciclo; por outro lado, tiveram a capacidade de motivar colegas, funcionários e professores para a sua leitura.  
O uso de um pijama às riscas e um discurso bem estruturado aquando da passagem pelas diferentes turmas revelaram-se estratégias muito adequadas e até havia alunos do 2.º ciclo a querer votar nesta obra.
Na rádio, o discurso fluente e convincente do Francisco Nunes foi reforçado por uma boa leitura do António Vieira e o sucesso da intervenção foi inquestionável.





terça-feira, 19 de março de 2019

PROBLEMA DO MÊS - MARÇO DE 2019

Seis galinhas põem seis ovos em seis dias.
Quantos ovos põem doze galinhas em doze dias?




Envia a tua resposta para o email bibescolaeb23monchique@gmail.com e habilita-te a prémios.

segunda-feira, 18 de março de 2019

«RIMAS» DE UMA VISITA A LISBOA

No âmbito do estudo da obra Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, os alunos das duas turmas do 9.º ano realizaram, no passado mês de fevereiro, uma viagem de estudo a Lisboa, que incluiu uma visita ao Museu Nacional da Arte Antiga e a assistência à representação do auto vicentino pela companhia de teatro «O Sonho».

Dois alunos da turma B do 9.º ano contam-nos em verso tudo aquilo que se passou.

Os alunos do 9.º ano 
saíram a passear!
Foram ver teatro,
e o museu visitar.

O autocarro ia cheio
e era grande o Carnaval!
Até logo, Monchique,
olá capital!

O primeiro ponto da rota
foi o Museu de Arte Antiga.
No Tejo o piar da gaivota
acompanhado de voz amiga.

Professores eram os nossos guias
que nos orientaram a dividir.
Cada um ficou num ponto,
Onde os alunos deveriam ir.

É difícil de sentir
o que um quadro tem para dar,
com ele temos de nos medir
para a sua essência captar.

Tivemos a oportunidade de ver
três pinturas a fundo:
algumas deste,
outras de outro mundo!

Os nossos olhos  viram “O Inferno”,
pecados pagos
em sofrimento eterno:
mais fogueiras, menos lagos. 

Nas “Tentações de Santo Antão”,
abriram-se os mistérios da perdição.
Afinal, nem tudo o que parece é,
pois a vela acesa é sinal de fé.

“Os Painéis de São Vicente”
já admirados  por tanta gente,
58 rostos oficiais
a dar voz às classes sociais!

O fim deste vai e vem
foi uma peça diferente:
a “Custódia de Belém”,
criada por Gil Vicente!

A barriga já dava horas,
quando fomos almoçar,
apreciamos a brisa fresca
e a alegria no ar!

Seguimos para o teatro,
curiosos e entusiasmados
para (vi)ver a Barca do Inferno,
neste tempo tão moderno!

O teatro foi fiel à obra
e ao destino daquelas almas.
Gargalhadas foram de sobra,
A“O Sonho” uma salva de palmas!

Foi um dia especial
é grande a gratidão,
por mais história de Portugal,
agradecemos de coração.
Anita Páscoa, 9.º B
Leonardo Silva, 9.º B





domingo, 17 de março de 2019

«CONTOS COM REFLEXÃO»: UMA FORMA DIFERENTE DE LER NA SEMANA DA LEITURA

- Quando é que vem cá outra vez? - perguntou o aluno ao psicólogo Alfredo Leite, no final de uma sessão sobre o conto «Mestre Finezas», de Manuel da Fonseca.

O conto já tinha sido estudado na aula e os alunos conheciam-no bem, mas as sessões de «Contos com Reflexão» propõem uma leitura diferente, estimulando a reflexão sobre temáticas paralelas ligadas ao domínio dos valores. São sessões intimistas, mas interativas e dinâmicas, que envolvem os alunos e que conquistam os docentes de diferentes áreas, também eles conduzidos a ler a obra de uma perspetiva diferente.

A Fada Oriana, de Sophia de Mello Breyner Andresen, Os Piratas, de Manuel António Pina, «Mestre Finezas» in Aldeia Nova, de Manuel da Fonseca, Mar me quer, de Mia Couto, e Os Lusíadas, de Luís de Camões, foram as propostas do corrente ano letivo e todas elas deixaram o desejo de voltar a repetir a experiência.





sábado, 16 de março de 2019

PARA TUDO E TOCA A LER!

O Agrupamento de Escolas de Monchique aceitou o desafio do Plano Nacional de Leitura e, no passado dia 14 de março, entre as 10h00 e as 10h10 deu cumprimento ao que estava combinado: «Para tudo e toca a ler!». 
Alunos, professores e funcionários interromperam as suas atividades durante dez minutos e dedicaram-se à leitura. A iniciativa, que visa a promoção da leitura junto da população discente através do exemplo, contou com o envolvimento de quase toda a comunidade escolar e poucos foram os que passaram à margem do evento.



sexta-feira, 15 de março de 2019

LIVROS A VOTOS EM TODO O PAÍS

A iniciativa «Miúdos a votos: quais os livros mais fixes?» levou, hoje, às urnas alunos de mais de 700 escolas em todo o país.
No Agrupamento de Escolas de Monchique, as eleições decorreram em todas as escolas do 1.º ciclo e na Escola Básica Manuel do Nascimento. Nesta escola, as mesas de voto foram asseguradas por dois grupos de alunos do 9.º ano, que seguiram todos os procedimentos de uma eleição política, incluindo a contagem dos votos, a confirmação com «os cadernos eleitorais» e o registo e afixação dos resultados.







Avozinha Gângster, de David Walliams, foi, pelo terceiro ano consecutivo, o livro mais votado pelos alunos do 2.º ciclo, com 37 votos, seguido de Ali Babá e os 40 Ladrões, com 17 votos, e Pedro Alecrim, com 12 votos.


O rapaz de pijama às riscas, de John Boyne, conquistou, pela primeira vez, a preferência dos alunos do 3.º ciclo, com 32 votos, seguido de O Diário de Anne Frank e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a voar, ambos com 9 votos.


No 1.º ciclo, as preferências variaram de escola para escola: na EB1 N.º 1, o primeiro lugar foi ocupado pela obra A Flor vai ver o mar, de Alves Redol; na EB1 N.º 2, O Cuquedo, de Clara Cunha, obteve a maioria dos votos e, na EB1 de Marmelete, Porque é que os animais não conduzem?, de Pedro Seromenho, foi o grande vencedor.





Neste nível de ensino, as mesas de voto também foram asseguradas por alunos com a supervisão de um adulto.

quarta-feira, 13 de março de 2019

TODOS A LER!

Amanhã, às 10 horas, a campainha vai tocar na Escola Básica Manuel do Nascimento e, durante 10 minutos, vamos todos ler.
Nas escolas do 1.º ciclo e nos jardins de infância de Monchique e Marmelete, não há toque, mas o lema é o mesmo: «Para tudo e toca a ler!».


domingo, 10 de março de 2019

«O DIÁRIO DE ANNE FRANK» SOMA APOIANTES

Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, revelando ao mundo o dia a dia de uma adolescente judia forçada a viver escondida num pequeno anexo secreto, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão.

Setenta e dois anos depois, O Diário de Anne Frank continua a cativar leitores em todos o mundo, sendo um testemunho incomparável do terror vivido durante a Segunda Guerra Mundial.


Este livro, que irá a votos já no próximo dia 15 de março, no âmbito da iniciativa «Miúdos a votos: quais os livros mais fixes?», conta com um número significativo de apoiantes no Agrupamento de Escolas de Monchique. Sete desses alunos (a Jaya, a Mariana, o Pedro, o Ricardo, o Rodrigo, o Tomás e o Valentin) estiveram na Rádio Foia, no passado dia 7 de março, e partilharam a leitura de algumas páginas do diário da jovem judia com os ouvintes da estação local.








Confrontada a sua realidade com as vivências de Anne, os alunos referiram-se às problemáticas associadas à guerra e manifestaram o seu apreço pelo clima de paz e liberdade em que estão inseridos.