quinta-feira, 9 de junho de 2022

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO « QUEM SERÃO OS VERDADEIROS HERÓIS DOS DESCOBRIMENTOS: OS MARINHEIROS QUE PARTIRAM? OS FAMILIARES QUE FICARAM? (Texto II)

 

Ó doce e amado esposo,/ Sem quem não quis Amor que viver possa,/
Porque is aventurar ao mar iroso/ Essa vida que é minha e não é vossa?
 (in «Os Lusíadas», Luís Vaz de Camões.)

 QUEM SERÃO OS VERDADEIROS HERÓIS DOS DESCOBRIMENTOS:
     OS MARINHEIROS QUE PARTIRAM? OS FAMILIARES QUE FICARAM?         

         «Os Lusíadas» é uma obra épica que foi escrita por Luís Vaz de Camões. Nesta obra, os portugueses são glorificados, principalmente através dos marinheiros. Mas para mim, os verdadeiros heróis desta história são as suas famílias.
No episódio das «Despedidas em Belém», é possível verificar que os familiares dos marinheiros ficam com saudades e com muita tristeza pela sua partida. Isso dá-nos a entender que eles têm uma grande ligação emocional, sendo possível deduzir que os marinheiros foram bem instruídos, tendo aprendido grandes valores para contribuírem de forma benéfica para a sua Pátria.
Além disso, os marinheiros sabiam que as suas famílias estavam a aguardar a sua chegada. Então, eles deram o seu melhor para a viagem correr bem e para regressarem da forma mais rápida a casa. Mas os que ficaram em terra, esses viviam em constante ansiedade e preocupação.
Hoje em dia, arrisco dizer que os familiares, maioritariamente os pais, têm o papel mais importante na nossa sociedade, porque os ensinamentos e as lições de moral que nos são passados e a forma como somos criados definem a nossa pessoa. Por exemplo, se uma criança sofrer maus-tratos, as possibilidades de quando ela crescer se tornar mais agressiva são maiores. No entanto, se os pais criarem os seus filhos de forma saudável, por norma, a criança vai ser mais pacífica e respeitosa, podendo desempenhar um grande papel na nossa sociedade.
Por todos os motivos mencionados acima, eu acho que os familiares são grandes heróis, tanto n’«Os Lusíadas», como na sociedade contemporânea.

 André Sampaio, 9.º B, n.º 2

PINTURA: «Miranda e a Tempestade», John William Waterhouse, 1916.

FONTE DA IMAGEM: https://pt.wikipedia.org/wiki/Miranda_-_A_Tempestade


quarta-feira, 8 de junho de 2022

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO: QUEM SERÃO OS VERDADEIROS HERÓIS DOS DESCOBRIMENTOS: OS MARINHEIROS QUE PARTIRAM? OS FAMILIARES QUE FICARAM? (TEXTO I)

 

 Cesse tudo o que a Musa antiga canta,/
Que outro valor mais alto se alevanta.
 (in «Os Lusíadas», Luís Vaz de Camões.)

QUEM SÃO OS VERDADEIROS HERÓIS DOS DESCOBRIMENTOS:
OS MARINHEIROS QUE PARTIRAM? OS FAMILIARES QUE FICARAM?

O conceito de «heroicidade» é bastante complicado, visto que depende muito do ponto de vista de cada indivíduo. É raro o caso em que se vê a cem por cento quem é bom e quem é mau.
Na minha opinião, nem sempre há o lado bom e o lado mau, há diferentes modos de ver as coisas. N’«Os Lusíadas», eu acho que os heróis são os marinheiros, porque arriscam as suas vidas e abdicam de tudo o que têm por algo maior que eles próprios, a nação, e, do meu ponto de vista, isso é um ato heroico, bondoso e nobre.
Outro motivo para eu achar os marinheiros os heróis é que apesar de os familiares não concordarem com a ida deles, eles vão. Porque têm um objetivo a cumprir e mesmo que custe, eles sabem que é o melhor.
Para mim, o herói que escolhi tem correspondência nos dias de hoje e encontra-se nas pessoas que abdicam do conforto e da companhia dos seus entes queridos para cumprirem objetivos que têm na sua vida, o que pode significar, por exemplo, emigrar.
Concluindo, eu considero os marinheiros os heróis da história, porque são os que mais se sacrificaram pelo bem dos outros.

David Nobre, 9.º B, n.º 7

PINTURA: «A Partida de Vasco da Gama para a Índia em 1497», Alfredo Roque Gameiro, c.1900.

Fonte da imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:A_partida_de_Vasco_da_Gama_para_a_%C3%8Dndia_em_1497.jpg


EU, LEITOR(A), SUGIRO «MARIA, OS SEGREDOS DA IRMÃ MAIS VELHA

 

Na minha opinião, e tendo em conta os livros que já li, o meu favorito é «Maria, os Segredos da Irmã Mais Velha», da coleção dos Sete Irmãos. É escrito por Maria João Lopo de Carvalho e Margarida Fonseca Santos.

Gostei bastante deste livro, porque ela, Maria, apaixonou-se por um rapaz novo na escola, o João Pedro, mas não sabe se terá sido «mesmo a valer». Além disso, há Hugo, um outro rapaz que os quer separar. Maria era uma rapariga insegura, achava-se feia e, por isso, pensava que um rapaz daqueles nunca iria olhar para ela da mesma forma que ela olhava para ele… Eu acabei por me identificar com esta personagem, pois, na adolescência, todos, ou quase todos, temos esses problemas, ambos os sexos, masculino e feminino. E o amor é uma coisa que nos pode ajudar. Ou não.
Por outro lado, a história pode tornar-se um pouco confusa, com a Maria e os segredos da irmã (ou então, fui eu que a li da forma errada). Li-o quando era muito mais nova e achei-a um pouco complicada, o que pode ser uma desvantagem para o leitor. No entanto, e apesar disso, é um livro rápido de ler e as páginas têm uma textura áspera e rugosa, o que acaba por ser diferente. A capa podia ser aperfeiçoada, mas o que conta é o conteúdo, não a aparência.
Li este livro nas férias do natal, andava no 5.º ano, estava na casa da minha tia, em Portimão. Lembrei-me de indicar este livro, porque eu não queria ler, mas a minha tia disse que se o lesse, me levava às compras. Como sempre, adorei ir às compras. Mas a verdade é que também li o livro e o mesmo acabou por superar as minhas expectativas!

 Margarida Gaio, 9.º C, n.º 8


terça-feira, 7 de junho de 2022

A SÉTIMA ARTE NA ESCOLA! - «A TRILOGIA DA INFÂNCIA» DE REGINA PESSOA

 «O que torna as minhas histórias universais é o meu amor e compreensão pelas personagens.»

(Regina Pessoa) 

No terceiro período, teve continuidade o projeto de cinema «A Sétima Arte na Escola!», domínio de articulação curricular do 3.º ciclo entre as disciplinas de Línguas e a Biblioteca Escolar, desta vez, à volta de três curtas-metragens da realizadora portuguesa Regina Pessoa, às quais, no seu conjunto, chamou «Trilogia da Infância».

Convidamos-te a ler três poemas escritos por alunos do 9.º ano, após a visualização dos filmes, um poema para cada curta!

 A NOITE,
de Regina Pessoa.
(1999)


PEQUENA MENINA, PORQUE CHORAS?

O latir de um cão que a noite teme.
Uma escura cidade que por detrás das árvores se esconde.
A falta de afeto que em mim navega como um leme.
A interna mágoa que no meu coração se esconde.

E a mãe intriga-se: «Pequena menina, porque choras?»
Talvez uma criança para dormir precise de histórias!
Grito.

O olhar triste imagina para além da realidade…
Chegam os pesadelos, com monstros e ilusões,
que ninguém merece ver com tão tenra idade…

Fechar os olhos não posso,
pois o sentimento de abandono se liberta!
Porém, passo a passo,
uma harmonia doce o meu ouvido interpreta…

Mas o que será tudo isto?
Um rosto e uma voz surgem à luz de uma vela.
Aí o meu coração ficou mudo e morno.
Será carinho aquilo que se revela?

Já de coração cheio,
Sentir-me melhor creio.
Assim adormeço,
com o afeto e o amor que bem mereço.

Riana Venda, 9.º C, n.º 12


HISTÓRIA TRÁGICA COM FINAL FELIZ,
de Regina Pessoa.
(2005)


SOU APENAS EU

Sou apenas eu, aqui tão sozinha.
Sinto-me mal pelo barulho que faço,
Queria apenas dormir até de manhãzinha,
Sem incomodar ninguém, nem o seu espaço.
 
O meu diferenciado coração de pássaro
Bate como algo inexplicável…
Sinto que isto é tão raro,
Que nem é sequer comunicável…
 
Eu fujo como se não houvesse amanhã.
Só me quero esquecer de mim,
Até voltar no outro dia de manhã
Para de novo não enlouquecer!
 
Finalmente hoje vou partir
Para uma vida mais alegre e nova.
Agora já posso sorrir
E voar para a quem me chamava de louca
Poder
Servir
De
Prova.
 
Marília António, 9.º B, n.º 10.

KALI, O PEQUENO VAMPIRO,
de Regina Pessoa.
(2012)

CRIATURA DO MAL CRIATURA DO BEM

Ver as crianças brincar alegremente
deixa-me com diversas coisas em mente. 
Porque é que não posso ser como elas?
Porque é que não posso aproveitar as tardes belas?
Queria poder sentir o calor,
mas o que sinto é apenas dor.
Faria tudo para ser uma criatura normal,
mas sou, para muitos, uma criatura do mal.
 
O sol eu queria ser,
mas isso nunca vai acontecer.
Não nasci para brilhar,
mas sim para o sangue sugar.
Vejo os pequenos sorrir,
Será que um dia vou conseguir?
E se eu disso nunca for capaz,
Espero um dia encontrar a minha paz.
 
Ana Marques, 9.º A, n.º 3 

SELO CURIOSO 28 - CIÊNCIA (ALBERT EINSTEIN)

         Na coleção de selos antigos da biblioteca escolar fomos descobrir, imaginem, um selo suíço de Albert Einstein, emitido em 1972, que conduziu um grupo de alunos da turma A do 6.º ano, orientados pela professora Débora Boto, a um  trabalho de pesquisa sobre este cientista, que a seguir se apresenta.

 Albert Einstein nasceu no dia 14 de março de 1879, na cidade de Ulm, na Alemanha, tendo ficado com a nacionalidade alemã. Morreu a 18 de abril de 1955, aos 76 anos, devido a um aneurisma da aorta abdominal.

 A sua família era judia e os seus pais chamavam-se Hermamn Einstein e Pauline Einstein.

Estudou na escola Luitpold-Gymnasium em 1888-1894, na escola de Alte Kantonsschule Aarau, em 1895-1996. Einstein estudou também na ETHZ em 1897-1900 e formou-se na Universidade de Zurique na Suíça, em 1905. Durante todo o seu percurso académico, Einstein sempre se destacou no estudo de física, matemática e filosofia. 

Quando acabou o seu doutoramento em 1905, decidiu divulgar quatro dos seus ensaios científicos, um deles fundamental para o desenvolvimento da física. No seu primeiro ensaio publicado, fez uma análise teórica do movimento browniano; o segundo abordava uma nova teoria da luz; no terceiro expôs a formulação inicial da teoria da relatividade e no quarto propôs uma fórmula para a equivalência entre a massa e energia.

A partir do ano de 1919, ficou famoso no mundo todo porque a sua teoria foi confirmada. Dois anos depois, ganhou o prémio Nobel da Física.

Em 1993 casou-se pela primeira vez com Mileva Marić, mãe dos seus três filhos: Lieserl Einstein, Hans Albert Einstein e Eduard Einstein. Em 1919, Albert Einstein casa-se pela segunda vez com Elsa Einstein.

         Trabalho elaborado por:  Darlene Vicente, 6.º A, n.º 4; João Martins, 6.º A, n.º 8;  Lia Marques, 6.º A, n.º 11 e Sofia Duarte, 6.º A, n.º 19.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO: SERÁ IMPORTANTE APOSTAR NA EXPLORAÇÃO DO UNIVERSO? (TRXTO II)

 

«Em algum lugar, alguma coisa incrível está à espera de ser conhecida.»

(Carl Sagan)

 SERÁ IMPORTANTE APOSTAR NA EXPLORAÇÃO DO UNIVERSO?

          
         Do certo ponto de vista, parece-me bom e importante apostar na exploração do universo, mesmo que exija muitos recursos financeiros. Por outro lado, penso que não.
         Podemos encontrar outros seres vivos com a exploração espacial, e isso seria bom, pois teríamos mais reconhecimento fora do planeta Terra e tecnologias novas. Ou poderíamos ficar com um planeta secundário, se realmente encontrássemos vida fora da Terra.
Mas nestas descobertas todas também existem vários «senão». Sim, seria giro e bonito viver noutro mundo e fazer viagens de planeta em planeta. Mas, se olharmos para a Terra, o nosso planeta atual, e virmos o que nós, seres humanos que nela habitamos, lhe estamos a fazer, já não é nada bonito. Por exemplo: a poluição, que é o que está a afetar mais o mundo; a extinção de várias espécies animais; o aquecimento global… É isso que nós lhe estamos a fazer e tudo isso já não é assim tão bonitinho! Se fizemos isso ao nosso planeta atual, certamente faremos o mesmo a outro planeta ou até ao Universo inteiro, que é matá-lo e, ao longo do tempo, matar tudo o que está à nossa volta, o sistema solar e a via láctea. Por estes motivos é que é bom pensarmos muito bem no futuro.
Em suma, sim, é bom investir no futuro, na exploração do universo, mas com muito cuidado e pensamento, porque podemos acabar com tudo à nossa volta.

Manuel Rosa, 9.º C, n.º 7.

Fonte da imagem: https://inspirationfeed.com/spaceship-designs/ 

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO: SERÁ IMPORTANTE APOSTAR NA EXPLORAÇÃO DO UNIVERSO? (TEXTO I)

 

«Há menos grãos de areia na Terra, do que estrelas no espaço.»

(Paul Verlaine)

SERÁ IMPORTANTE APOSTAR NA EXPLORAÇÃO DO UNVERSO?

            Na minha opinião, o ser humano deve apostar na exploração do universo.
Do meu ponto de vista, isso é desejável, porque podemos encontrar planetas habitáveis com diversos recursos que na Terra não existem, como por exemplo, o facto de haver água potável noutros planetas, e os humanos não saberem. Este é um argumento para explorar o espaço.
Outro argumento é o facto de poder haver vida noutros planetas. Pode haver planetas habitados por outras espécies, ou até mesmo por humanos de outra natureza, e as pessoas da Terra não fazerem, absolutamente, a mínima ideia de que existem.  O simples facto de se poder viver noutro planeta pode ser bastante bom para todos nós, porque aí podem existir muitas matérias primas, muitas mais formas de aceder a outros recursos, para viver, e até mais população e oportunidades para fazermos coisas que na Terra ainda não foram criadas.
Em resumo, eu acho que deveríamos continuar a explorar o universo, por muitas razões, algumas das quais já referi. Pode ser bom para o desenvolvimento da raça humana e também para a nossa expansão por outros espaços. Isso seria excelente para os habitantes da Terra, porque teríamos uma nova vida!

 Francisco Jesus, 9.º B, n.º 8

Fonte da imagem: 

EU, LEITOR(A), SUGIRO «SEXTA-FEIRA OU A VIDA SELVAGEM»

  

            O livro que eu mais gostei de ler até hoje foi «Sexta-feira ou a Vida Selvagem», de Michel Tournier, autor que já faleceu, em 2016. Comecei a ler este livro para a atividade «À Roda dos Livros», quando andava no 8.º ano, como sugestão da professora Paula, Coordenadora da biblioteca da escola de Monchique.

            «Sexta-feira ou a Vida Selvagem» é um livro muito bom, que se lê bem, porque fala de uma «nova vida», protagonizada por Robinson Crusoe, numa ilha deserta. Ou quase deserta. Aí, começa tudo do zero, e é interessante ver como a personagem principal, Robinson, se consegue manter tanto tempo vivo (porque ele estava sozinho).
            Neste livro de aventura, a natureza é o pano de fundo, mantendo-nos ligados à história, página após página. Um dos melhores momentos é quando Robinson encontra outra pessoa na ilha, um nativo, ao qual chamou de «Sexta-feira», e desenvolve com ele uma amizade que os põe à prova, pois têm que se ajudar um ao outro.
Resumindo, é um livro de fácil leitura e compreensão. Uma história de ficção agradável e interessante para nós, jovens que gostam de aventuras. Se tivesse que comprar algum livro para oferecer, certamente, «Sexta-feira ou a Vida Selvagem» seria um deles.

           Tomás Albano, 9.º C, n.º 14 

sábado, 4 de junho de 2022

PROBLEMATIK 18 - FÉRIAS COM OS PRIMOS

O ano letivo está quase a chegar ao fim.

Esta será, portanto, a última oportunidade para participar nos nossos desafios, apelando à concentração e à capacidade de raciocínio.

Vamos a isso?


Achas que o teu palpite está correto?

Então, deixa a tua resposta no formulário em anexo. Clica aqui.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

EU, LEITOR(A), SUGIRO «UM PERITO EM BUSCA DA VERDADE»

 

            De todos os livros que eu li (que não foram muitos, pois sou um leitor muito pouco ativo), tenho o meu preferido: «Um perito em Busca da Verdade», de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

            É um livro que aborda uma história e um tema de que eu gosto: investigações de roubos, neste caso, obras de arte valiosas. Tem aproximadamente duzentas páginas, mas não nos devemos deixar enganar, pois apesar de ter muitas páginas é um livro rápido de ler e tem um vocabulário simples. Às vezes, os livros pequenos são os mais difíceis de ler!
            Uma das personagens de que mais gostei foi o Diogo, que ajudou muito no final, pois é um miúdo especial e muito inteligente, que sabe espiar na perfeição toda a gente, com recurso a câmaras.
            O livro em si não transmite uma mensagem particular ou sequer uma moral, é um simples livro de mistério e desenho animado. A capa é muito bonita e as páginas, que contêm marcas de cada capítulo, também. A letra é bem fácil de se ver e está bem construído verbalmente.
            Na minha opinião, o livro é adequado para quem tem interesse em temas de mistério. Eu sou uma dessas pessoas. Recomendo esta leitura para, por exemplo, uma apresentação na escola ou mesmo para ler por conta própria, pois é fácil, divertido e está bem estruturado.

 André Revés, 9.º A, n.º 4

quinta-feira, 2 de junho de 2022

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO: SERÁ A MÚSICA ESSENCIAL PARA AS NOSSAS VIDAS?


 Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível 
é a música.
 (Aldous Huxley)

SERÁ A MÚSICA ESSENCIAL PARA AS NOSSAS VIDAS? 

            Chamo-me Mayan, estou no 9.º ano e adoro música. Acho que a música é alguma coisa de fundamental na vida dos homens. Mas isso é uma opinião nova. Há um ano, não gostava tanto de música. Nunca pensava: «Ah! Agora é um bom momento para ouvir música.» E era assim, porque ainda não tinha descoberto os tipos de música que me faziam sentir alguma coisa.
Recentemente, descobri que gosto muito de música clássica, de Metal e também de «reggae». De Pop, ou música popular, é difícil de gostar, porque, na minha opinião, utiliza tanto «auto-tune» que dá às vozes alguns aspetos de eletrónica que são horríveis.
O caso mais comum é ouvir música com amigos, quando andamos de bicicleta ou a pé, ou quando estou a fazer alguma coisa com as mãos que é repetitiva.
Há pessoas que podem ouvir música e fazer trabalho da escola ao mesmo tempo, mas eu não consigo fazê-lo. Acho que a música é muito importante, porque nos facilita expressar as nossas emoções, o que na vida real é considerado uma coisa estranha e anormal.
A música é uma coisa quase espiritual, que pode criar uma conexão entre jovens em todo o mundo. Espero que nunca percamos a diversidade de música que temos e nunca percamos a cultura de ouvir música. 

Mayan Goller, 9.º A, n.º 10

 Fonte da imagem:: https://www.portalc3.net/dia-internacional-da-musica/


terça-feira, 31 de maio de 2022

FILMES DE ANIMAÇÃO: DESTAQUE - «PRINCESA MONONOKE»

Ficha técnica:

Realização: Hayao Miyazaki

Título original: Mononoke Hime

Género: Fantasia, Animação

Ano: 1997

País de origem: Japão

Princesa Mononoke é um filme de animação japonês realizado pelo famoso Hayao Miyazaki e que foi produzido pelo estúdio Ghibli. Estreou no Japão em 1997, mas o resto do mundo só o veio a conhecer em 1999, tendo arrecadado muitos prémios.

Dos prémios acima referidos para os quais foi nomeado, venceu-os todos, com exceção de dois: Annie e Golden Satéllite.

Sinopse

No Japão, no tempo em que as pessoas conviviam com animais e deuses, a paz é quebrada quando um demónio deixa a floresta e tenta entrar numa vila do povo Emishi. O príncipe Ashitaka, é então encarregue de o impedir e evitar que o povoado seja destruído. No entanto, antes de morrer, o demónio lança-lhe uma maldição. Ashitaka iria sofrer muito e encontrar a morte. O jovem príncipe decide deixar seu povo e seguir para oeste, em busca de uma solução para o seu problema e quebrar a maldição. E é no oeste que Ashitaka conhece San, uma jovem rapariga que foi adotada e criada por uma tribo de deuses-lobo. Vendo de perto a destruição da floresta desencadeada pelos humanos, San passou a odiá-los, esquecendo-se da sua própria humanidade.  Mas tudo muda quando conhece Ashitaka e este a ajuda a travar a destruição da floresta.

Conseguirá Ashitaka descobrir o verdadeiro motivo da sua maldição? Conseguirá ele quebrá-la?


 

EU, LEITOR(A), SUGIRO «OS RAPAZES DO LIXO»

 

           O meu livro preferido é «Os Rapazes do Lixo», de Andy Mulligan, publicado pela primeira vez a 3 de agosto de 2012. Eu achei o livro muito divertido.

Esta obra é uma espécie de romance policial para jovens que, de certa forma, representa a realidade de milhões de humanos na Terra. Eu considero este livro o melhor que já li, de sempre, porque tem muitas histórias com ações divertidas, mas também tristes, como no início do livro, que apresenta um miúdo chamado Raphael Fernández, cuja vida se resume a acordar todos os dias para ir apanhar lixo. 
Na sua doce cidade, há coisas difíceis de aceitar. Como haver demasiadas pessoas sem uma simples casa de banho ou água potável. Aqui, vê-se a realidade de muitos jovens que, possivelmente, terão uma vida sem escola. Eu, e muitos outros, temos essa possibilidade, mas reclamamos! Reclamamos sem pensar nos outros, em todos aqueles que gostariam de ir à escola e ter uma casa com, no mínimo, paredes e teto. Alguns de nós têm tudo isso e muito mais, como cadeiras e mesas no espaço escolar, balizas e cestos para jogar futebol e basquetebol, entre outras coisas.... Enfim, acho que nós, alunos, não temos o direito de reclamar da estrutura da escola, pois temos é que aproveitar o que existe e o que a escola nos proporciona. Algum dia, poderá acabar e, aí, vamos sentir saudades, também das conversas e das brincadeiras.
Neste livro, os jovens não têm oportunidade de brincar. Quem ler «Os Rapazes do Lixo» vai ponderar a sua vida e abrir os olhos. E irá adorá-lo, por causa de todas as ações, alegres e tristes. Mesmo que não goste de ler nada, com este livro vai ser diferente.

 Lauro Vicente, 9.º A, n.º 9

Fonte da imagem: https://www.wook.pt/livro/trash-os-rapazes-do-lixo-andy-mulligan/16016171

 

segunda-feira, 23 de maio de 2022

O TEATRO VEIO À ESCOLA

Depois de três visitas de estudo a Lisboa com os alunos dos 7.º, 8.º e 9.º anos, para assistência a representações teatrais de diferentes obras literárias estudadas na disciplina de Português, no passado dia 18 de maio, os alunos do 2.º ciclo usufruíram também de sessões de teatro presenciais, desta feita na escola, que lhes permitiram reforçar o trabalho que está a ser desenvolvido em sala de aula e compreender os processos inerentes à transformação de texto escrito em texto representado.

A Companhia Profissional de Teatro EDUCA trouxe à Escola Básica Manuel do Nascimento duas encenações de textos dramáticos referenciados nas Aprendizagens Essenciais do 2.º ciclo: «O Príncipe Nabo», de Ilse Losa, para os alunos do 5.º ano, e «Os Piratas», de Manuel António Pina, para os alunos do 6.º ano.


Recorrendo frequentemente a processos de cómico, que associaram ao texto em representação, esta companhia conseguiu captar a atenção e o interesse da jovem plateia, proporcionando animados e profícuos momentos de aprendizagem.

A assistência às diferentes representações teatrais, do 5.º ao 9.º ano, enquadra-se na atividade «Leituras e Teatro» e resulta de um trabalho de parceria entre a biblioteca escolar, o departamento de línguas e a biblioteca municipal, contando com o apoio do Município de Monchique, que cede o transporte para as deslocações a Lisboa e assegura o pagamento de todas as entradas nas sessões de teatro.


sábado, 21 de maio de 2022

+ CIÊNCIA ON - QUESTÃO 21

 NOTA PRÉVIA

O prémio Nobel é uma das principais premiações mundiais para reconhecimento de pessoas que desenvolvem trabalhos, ações e pesquisas em benefício da humanidade. A cerimónia de entrega do título é feita anualmente, no dia 10 de dezembro, em Estocolmo (Suécia) e Oslo (Noruega).

O prémio é da responsabilidade da Fundação Nobel, e os vencedores de cada categoria recebem um diploma, uma medalha de ouro de 18 quilates e uma quantia de 10 milhões de coroas suecas (aproximadamente, 10 milhões de euros). São premiadas as pessoas que se destacaram nas suas áreas de atuação no ano anterior ao da cerimónia.

Oficialmente, a Fundação Nobel premia cinco categorias: Química, Física, Fisiologia ou Medicina, Literatura e Paz.

QUESTÃO

Quem foi a única pessoa na história a receber o Prémio Nobel em áreas científicas diferentes?

A - Albert Einstein
B - Linus Pauling
C - Mahatma Gandhi
D - Marie Curie

PRESTA ATENÇÃO

Faz uma pesquisa sobre o assunto, de acordo com as indicações que constam do tutorial «Como pesquisar na Web», disponibilizado na pasta dos Tutoriais ("Serviço de Referência da Biblioteca Escolar", coluna da direita deste blogue).

Responde à questão no formulário que se segue. Clica aqui.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

«ENIGMATEMÁTICO»: DESCOBRIR UMA HISTÓRIA NUMA EXPRESSÃO NUMÉRICA

Os alunos da turma B do 5.º ano nem queriam acreditar no que estavam a ouvir e olhavam surpreendidos para a sua professora de Matemática, a professora Carolina Parreira, procurando uma confirmação para as afirmações da professora bibliotecária.

O que estava escrito no quadro era o resumo de uma história? Como assim?!

E se resolvessem a expressão numérica, descobririam todas as personagens da história?!

Mas que personagens? Quantas?

Vamos lá tentar:


Quem serão, então, as personagens?

O dez? O oito? O quatro? O doze?

Precisamente! E também as operações: a subtração, a divisão e a multiplicação.

E a história é, nada mais nada menos, do que «Passei com mais dois» (in Cinco Histórias ao Telefone - Retiradas de «Contos por Telefono») de Gianni Rodari, uma sugestão do Projeto «Newton Gostava de Ler!».

Nesta história, um dez cruza-se com a subtração que lhe surripia dois dedos, transformando-o num oito. Posteriormente, aparece a divisão que, num instante, o divide em dois, originando um quatro. Mais tarde, surge, felizmente, a multiplicação que o multiplica por três, dando origem a um fantástico doze.

Esclarecida e compreendida esta questão, os alunos foram desafiados a resolver, em grupo, vários enigmas, apelando às suas capacidades de raciocínio e de concentração e ao seu sentido de colaboração e entreajuda.

O resultado foi fantástico e TODOS OS GRUPOS conseguiram resolver o enigmas apresentados.

As casas da minha rua
O caracol
Família de tartarugas

quarta-feira, 18 de maio de 2022

SESSÕES DE TEATRO LEVARAM ALUNOS À CAPITAL

Depois de uma interrupção de dois anos imposta pela pandemia, os alunos monchiquenses do 3.º ciclo voltaram a participar em visitas de estudo a Lisboa para assistência a representações teatrais de obras cujo estudo faz parte das Aprendizagens Essenciais da disciplina de Português. 

O reinício destas iniciativas teve lugar no dia 15 de março, com as turmas do 9.º ano a assistirem à representação de «Auto da Barca do Inferno», de Gil Vicente, pela companhia de teatro O Sonho, depois de uma visita guiada ao Museu Nacional da Arte Antiga, onde puderam apreciar obras de arte relacionadas com este auto vicentino.

No dia 26 de abril foi a vez de as turmas do 7.º ano se deslocarem a Lisboa para assistência à representação da peça «Leandro, Rei da Helíria», de Alice Vieira, pela companhia Instantes D’Aplausos, e visita ao Museu Nacional dos Coches.


O ciclo das visitas terminou no passado dia 11 de maio, com os alunos do 8.º ano a assistirem à representação da peça «Aquilo que os Olhos Veem ou o Adamastor», de Manuel António Pina, depois de uma interessante aula de História, pelo professor Paulo Girão, junto à Torre de Belém.


Estas visitas de estudo, que só são possíveis graças ao apoio financeiro do Município, que cede o transporte e garante o pagamento dos bilhetes do teatro, complementam as aprendizagens realizadas em sala de aula e facultam o desenvolvimento de competências associadas à sensibilidade estética e artística, levando os alunos a valorizar o papel de várias formas de expressão artística e do património material e imaterial na vida e na cultura das comunidades.

terça-feira, 17 de maio de 2022

EU, LEITOR(A), SUGIRO «A SEREIA»

 

          O livro «A Sereia», escrito por Kiera Cass e publicado em 2009, é um livro fictício. Uma espécie de inovação do mito em relação às sereias, que nos leva a pensar se a sua existência é ou não verdadeira. De facto, a maior parte do livro decorre na água, uma das personagens mais importantes, que vai tentar acabar com um romance simples e sincero entre uma sereia e um humano.

Do meu ponto de vista, o livro tem narrações fluídas e é fácil de ler. É um romance muito emotivo, que eu classificaria como entretenimento. As pequenas pausas na leitura despertam imagens no lugar das palavras. Ler em voz alta traz uma ânsia de voltar a lê-lo mais uma vez. É o tipo de livro que não queremos finalizar.
Naturalmente, somos ligados a cada personagem involuntariamente, como se o livro abrisse uma janela na qual os nossos sentimentos caem, como se caíssem sobre as próprias personagens. Personagens essas com histórias melancólicas. Mas as frases que o livro contém dão-nos uma sensação de conforto e bem-estar, como esta, dita por Kahlen, a rapariga que tinha sido transformada em sereia pela Água: «Mais uma vez, ele não se incomodou com o meu silêncio.» O silêncio tende a ser, muitas vezes, constrangedor, mas, no caso, isso não aconteceu, mostrando, pelo contrário, uma afeição aconchegante entre Kahlen e o seu amado humano, Akinli.
Esta história tem um final espantoso, que surpreende o leitor depois de todo aquele alvoroço, do mesmo modo que um arco-íris aparece depois da tempestade. Mas não o vou contar…
Acrescento que não é um livro muito pesado. A capa é lisa, com cores claras, e as páginas são levemente rugosas, com letras bem legíveis. Portanto, recomendo-o a todos os leitores que se interessam por livros que causam sentimentos intensos e de perplexidade. 

Jéssica Ramos, 9.º C, n.º 1

Fonte da imagem:  http://www.umoceanodehistorias.com/2016/07/resenha-sereia-kiera-cass.html