segunda-feira, 27 de abril de 2020

LIVRO DA SEMANA: «O CAVALEIRO DA DINAMARCA», SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

Na primeira aula de Português para os 7.º e 8.º anos de Estudo em Casa, foi feita uma abordagem muito motivadora de O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen, o que nos levou a selecionar esta obra para dar início à rubrica deste blogue intitulada «Livro da Semana».


Se já leste a obra, recordas-te, certamente, que tudo começa quando, certa noite de Natal, um Cavaleiro comunica à sua família que irá passar o Natal seguinte em Belém, na gruta em que Jesus nasceu, comprometendo-se, no entanto, a estar de regresso dali a dois anos. A viagem de ida é rápida e tranquila, mas, no regresso, são vários os contratempos que o Cavaleiro tem de enfrentar. Conseguirá ele cumprir os seus objetivos e respeitar os seus compromissos?
Se não te recordas bem, relê a obra e aproveita para viajar por Ravena, Veneza, Florença...
Se nunca a leste, usa o tempo disponível para a ler, pois  esta é, seguramente, uma das mais bonitas obras de Sophia.
Podes, depois, fazer uma verificação autónoma dos conhecimentos que tens sobre a obra, realizando o quiz que se segue. Depois de o submeteres, terás acesso imediato ao teu resultado e à correção das questões.

sábado, 25 de abril de 2020

POESIA PARA LER E OUVIR - «LETRA PARA UM HINO», MANUEL ALEGRE

Num dia em que se comemoram 46 anos da Revolução do 25 de Abril, escolhemos um poema de Manuel Alegre, um poeta que, todos os dias, nos ensina o valor da liberdade.

Para ouvir o poema, dito por Mário Viegas, clique aqui.

LETRA PARA UM HINO


É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.

É possível viver de outro modo.
É possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.

                                                                Manuel Alegre, País de Abril

quinta-feira, 23 de abril de 2020

DIA MUNDIAL DO LIVRO: DIZ-NOS O QUE ESTÁS LER!

Sabias que hoje, dia 23 de abril, se assinala o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor?

Esta data foi instituída pela UNESCO, em 1995, com o intuito de promover o gosto pela leitura, fomentando, simultaneamente, o respeito pelos direitos dos escritores.

A data serve, ainda, para chamar a atenção para a importância do livro enquanto bem essencial para o progresso cultural e social da Humanidade, e são muitas as ações de promoção dos livros e da leitura organizadas por variadíssimas entidades.

Uma das sugestões para comemorar esta data é a partilha de leituras com os outros.

Então, vamos lá!

Que livro estás a ler? / Qual foi o último livro que leste?

O meu foi este:



É uma obra de Eça de Queirós, muito divertida, narrada pelo protagonista, Teodorico Raposo, que faz um relato memorialista das experiências que viveu, condicionado pela ambição da herança da tia Patrocínio (a titi). No entanto, por ironia do destino, as artimanhas no «nosso Raposão» não tiveram o desenlace pretendido e ele acaba por reconhecer «a inutilidade da hipocrisia».

Partilha a tua resposta no espaço «Comentários».

quarta-feira, 22 de abril de 2020

«OS LUSÍADAS»: CURIOSIDADES

Os alunos do 9.º ano do país inteiro iniciaram agora, graças ao projeto #ESTUDOEMCASA, a análise da obra Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões.
É provável que muitos dos nossos alunos não tenham uma ideia de como é a primeira edição de Os Lusíadas, publicada em 1572.
Na nossa biblioteca não temos, infelizmente, uma primeira edição desta obra. Se tivéssemos, estávamos RICOS! Há pouco mais de um ano, a Livraria Lello, no Porto, anunciou uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) no valor de 250 mil euros sobre um volume da primeira edição desta obra camoniana. Mas temos uma edição fac-similada da primeira edição, ou seja, uma edição nova que apresenta uma reprodução exata da original. A partir desta edição, podemos perceber como era a edição original.

A capa

A contracapa com as duas últimas estrofes do poema

As duas primeiras estrofes do Canto I, que fazem parte da Proposição.

As estrofes 3 a 8, ou seja, a terceira e última estrofe da Proposição, as estrofes 4 e 5, que constituem a Invocação, e as estrofes 6, 7 e 8, que já fazem parte da Dedicatória.

A primeira estrofe da Invocação (estrofe 4), em que Camões se dirige às Tágides (as ninfas do Tejo).

A estrofe que dá início à Narração (estrofe 19 - Canto I), quando a armada de Vasco da Gama já se encontrava no oceano Índico («Já no largo Oceano navegavam»).

Nesta nossa investigação sobre Os Lusíadas, descobrimos, ainda, uma edição especial da obra. É uma edição em miniatura, provavelmente de 1904 (tanto quanto nos foi possível averiguar), que resultou de uma homenagem da Tipographia Gonçalves ao Dr. António Augusto de Carvalho e Mello, fundador da Quinta da Regaleira, em Sintra, "pelo seu fervoroso culto à memória de Luiz de Camões, cantor immortal da epopeia lusiada e o maior genio poetico da Raça Latina".



Na Sala dos Reis, no Palácio da Regaleira, vimos, há anos, um exemplar desta mesma edição, com capa vermelha.

As descobertas associadas a Os Lusíadas não ficaram por aqui e fomos descobrir um conjunto de selos portugueses e das antigas colónias portuguesas com a imagem de Camões.

«Numa mão sempre a espada e noutra a pena» Os Lusíadas  VII; 79

Selo comemorativo do IV Centenário de Os Lusíadas  (1572-1972)

Selo emitido em 1969, assinalando o IV Centenário de Camões na ilha de Moçambique (1569-1969)

Selo emitido em Macau

Uma procura mais exaustiva conduziu-nos ainda a outros selos, dois dos quais emitidos em 1969, aquando das comemorações de V Centenário do Nascimento de Vasco da Gama.
Convém recordar, a propósito, que a ação principal de Os Lusíadas se centra na viagem de Vasco da Gama e na descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Selo de uma coleção sobre navegadores portugueses, homenageando Vasco da Gama. É visível a referência ao ano de 1498, ano da chegada à Índia (a 17 de maio).


Roteiro da viagem de Vasco da Gama

terça-feira, 21 de abril de 2020

POESIA PARA LER E OUVIR - «MÃEZINHA», ANTÓNIO GEDEÃO

Mãe e Criança, Pablo Picasso (1904)

Ouve, atentamente, o poema «Mãezinha», de António Gedeão, declamado por Vítor D' Andrade.
Confronta, depois, o poema declamado com o poema escrito e descobre dez palavras que estão incorretas no poema transcrito.
                                                     

Mãezinha
A terra de meu pai era pequena
e os transportes difíceis.
Não havia comboios, nem automóveis, nem camiões, nem mísseis.
Corria branda a noite e a vida era serena.

Segundo informação, concreta e exata,
dos boletins oficiais,
viviam lá na terra, a essa data,
3023 mulheres, das quais
45 por cento eram de tenra idade,
chamando tenra idade
à que vai do nascimento até à puberdade.
28 por cento das restantes
eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.
Umas, viúvas, que nunca mais (oh! Nunca mais!) tinham sequer sorrido
desde o dia da morte do extremoso marido;
outras, senhoras casadas, com filhos…
(De resto, as senhoras casadas,
pelas suas próprias condições,
não têm que ser consideradas
nestas considerações.)

Das outras, 20 por cento,
eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas,
mas que, por temperamento,
ou por outras causas mais ou menos secretas,
não se inclinavam para o casamento.

Além destas meninas
havia, salvo erro, 32,
que à meiga luz das horas vespertinas
se punham a tricotar por detrás das cortinas
espreitando, de revés, quem passava nas ruas.

Dessas havia 9 que moravam
em prédios baixos como então havia,
um aqui, outro ali, mas que todos ficavam
no troço habitual que o meu pai percorria,
calmamente, no maior sossego,
às horas em que entrava e saía do emprego.

Dessas 9 excelentes raparigas
uma fugiu com o criado da lavoura;
5 morreram jovens, de bexigas;
outra, que veio a ser grande senhora,
teve as suas fraquezas mas casou-se
e foi condessa por real mercê;
outra suicidou-se
não se sabe porquê.

A que sobeja
chama-se Mariazinha.
Foi essa que o meu pai levou à igreja.
Foi a minha mãezinha.

                                              António Gedeão

Regista as incorreções que descobriste no espaço «Comentários». Não te esqueças de indicar o teu nome, turma e ano.
                        

segunda-feira, 20 de abril de 2020

4.º DESAFIO DE ESCRITA AINDA À ESPERA DE MAIS PARTICIPANTES

Contrariamente ao que é habitual, o 4.º desafio de escrita lançado neste blogue não conquistou muitos adeptos. Será que a gramática condicionou a imaginação?

Se bem se lembram, desafiavam-se os leitores a completar o seguinte texto:
Lá fora, já se sentia o respirar da primavera. No entanto, ...», usando, pelo menos:
 - um pronome começado por n;
 - um verbo começado por e;
 - um adjetivo começado por d;
 - um nome começado do s.


Para estimular a vontade de escrever, aqui ficam algumas dicas;

Pronomes começados por n: ninguém, nós, nos, nosso / nossa / nossos / nossas (atenção que estas palavras também podem ser determinantes), nada ...

 Verbos começados por e; estar, evitar, esconder, elevar, ensinar, emocionar, entusiasmar, escutar, emergir, enviar, esticar, experimentar, ensaiar...

Adjetivos começados por d: descontente, destemido, desatento, doce, divertido, desleal, digno, dedicado, débil...

Nomes começados por s (próprios, comuns ou coletivos): sala, silêncio, saída, Sara, sentimento, saudade, Sofia, sonho, sogra, segredo, Susana, souto...

Senhores professores de Português, querem dar uma ajuda e sugerir outras palavras?

E se aproveitássemos este desafio para falarmos da nossa experiência de isolamento nestes dias difíceis que todos vivemos?

Escreve o teu texto no espaço «comentários». Não te esqueças de indicar o nome, a turma e o ano de escolaridade.
Este desafio está aberto a toda a comunidade escolar: alunos, professores, funcionários, encarregados de educação...

sexta-feira, 17 de abril de 2020

MORREU LUIS SEPÚLVEDA, O AUTOR DE «HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR»

Luis Sepúlveda, o autor de História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, obra que os nossos alunos leem habitualmente no 7.º ano de escolaridade, morreu, ontem, dia 16 de abril, aos 70 anos de idade, num hospital em Oviedo, onde se encontrava internado desde o dia 29 de fevereiro, vítima de Covid-19. Poucos dias antes,  o escritor esteve em Portugal, na Póvoa de Varzim, para participar no festival literário Correntes d'Escrita.



Luis Sepúlveda, carinhosamente chamado de "Lucho" pelos amigos, nasceu em Ovalle, no Chile, a 4 de outubro de 1949. Filho de um proprietário de um restaurante e de uma enfermeira de origem mapuche (um povo indígena chileno), estreou-se na literatura quando tinha 20 anos, começando por escrever uma coleção de contos juvenis. Aos 40 anos, publicou a obra O Velho que Lia Romances de Amor, que o tornou conhecido no mundo inteiro. Este livro vendeu milhões de exemplares, tal como História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, uma fábula recheada de valores como o respeito pela diferença, a amizade, a honra dos compromissos assumidos, o espírito de grupo, o companheirismo e a preservação do ambiente. Aliás, todos os seus livros conquistaram a admiração de milhões de leitores no mundo inteiro e estão traduzidos em mais de 60 idiomas.
Além de romancista, Luis Sepúlveda foi jornalista, argumentista, cineasta e ativista político e ambiental. 

Com a sua morte, o mundo ficou, seguramente, mais pobre.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

«MIÚDOS A VOTOS»: VOTAÇÕES ONLINE

A pandemia da COVID-19 obrigou ao encerramento das escolas, mas os «Miúdos a Votos» não terminaram e as eleições vão realizar-se na próxima terça-feira, dia 21 de abril, através de voto eletrónico.
A votação será feita na Internet, entre as 8h30 e as 18h30, através de um link que os professores enviarão aos seus alunos. 
Infelizmente, só poderão votar os alunos que tenham computador em casa e uma conta Google, o que quer dizer que não vão ser cumpridas todas as regras que se seguem numas eleições a sério. Mas o voto será secreto e cada aluno só poderá votar uma vez.

Tal como nos anos anteriores, os resultados das eleições serão divulgados numa grande festa, que está marcada para 27 de maio e que será transmitida em direto através da Internet e redes sociais.

Não te esqueças de votar no teu livro preferido!

quarta-feira, 1 de abril de 2020

PORDATA KIDS: PARA OCUPAR O TEMPO DA MELHOR FORMA

Nestes dias de isolamento em casa, a Pordata Kids pode ser um bom instrumento, simultaneamente pedagógico e lúdico, para pais e filhos organizarem, em conjunto, diferentes jogos e passatempos.

Para que os nossos leitores possam conhecer melhor esta ferramenta, aqui fica a carta endereçada pela Pordata, em parceria com a RBE, a professores, professores bibliotecários, encarregados de educação e famílias, seguida dos links para acesso a cada uma das áreas.

(Clique sobre o texto para ver melhor)

Para saber o que é a Pordata Kids, clique aqui.

Para aceder à área Pordata Escolas, clique aqui.

Para aceder à área de Jogos, clique aqui.