terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

MAIS UM/UMA LEITOR(A) MISTÉRIO!


O concurso «Adivinha quem está a ler!» está de volta à Escola Básica Manuel do Nascimento.
Consegue descobrir a identidade deste(a) leitor(a) mistério?
Uma pista? É fã da Mafaldinha!

Envie a sua resposta para o email bibescolaeb23monchique@gmail.com e habilite-se a prémios.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

LEITURAS DE ENCANTAR EM PORTUGUÊS E NÃO SÓ!

«Um livro por semana» é uma rubrica semanal de leitura que resulta de uma parceria entre o Agrupamento de Escolas de Monchique e a Rádio Foia.
Todas as semanas, é apresentado um livro aos ouvintes da nossa estação local, tarefa que é assumida por um aluno, por um grupo de alunos ou por outros elementos da comunidade escolar.
A leitura da obra ou de um excerto da obra é imprescindível. Por isso, a participação nesta rubrica exige responsabilidade, empenho e muito trabalho para que o resultado seja o melhor possível.
Ao longo dos anos, fomo-nos habituando a participações irrepreensíveis, mas, ainda assim, continuamos a ser surpreendidos pelas prestações de alguns alunos.

O mês de fevereiro trouxe-nos uma novidade: pela primeira vez na história desta rubrica, a leitura fez-se em língua inglesa, com duas alunas do 3.º ano da Escola EB1 N.º 2 (a Lia Marques e a Sofia Duarte) a apresentarem a obra The Gruffalo, com uma desenvoltura, uma correção linguística e um «british accent» de fazer inveja e que deixaram a jornalista Idalete Marques estupefacta.


Seguiu-se outra dupla de meninas, do 2.º ano da mesma escola, formada pela Margarida António e pela Matilde Messia, que se estrearam na Rádio Foia com a obra O elefante cor-de-rosa, de Luísa Dacosta. Apesar de terem apenas sete anos, as duas meninas estavam muito bem preparadas e começaram por apresentar um resumo da obra, deixando bem claro que esta é uma história de sonho e fantasia, que aborda valores importantes como a amizade, a solidariedade e a entreajuda. A leitura que se seguiu foi simplesmente encantadora, tornando ainda mais cor-de-rosa a obra de Luísa Dacosta.


E as leituras de encantar continuaram na semana seguinte, com mais duas meninas, a Lisa Ferreira e a Tatiana Duarte, do 3.º ano, a partilharem a leitura da obra A Fadinha do Lago, de Teresa Lobato de Faria, com os ouvintes da rádio local. Ansiosas com a sua estreia aos microfones, as duas meninas fizeram questão de justificar a sua escolha, salientando que esta é uma história que nos ajuda «a lidar com a responsabilidade». E responsabilidade foi o que não faltou a estas pequenas grandes leitoras cuja leitura foi colhendo olhares de aprovação dos adultos que estavam no estúdio.
No final, a Lisa acabou por dar razão ao tal colega que lhe dissera: «Quando fores à rádio, já não queres outra coisa!».


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

ESCOLA EB1 N.º 1 APOSTA EM CARTAZES PARA A SUA CAMPANHA DE «MIÚDOS A VOTOS»

Na Escola EB1 N.º 1 de Monchique, os cartazes são o ponto forte da campanha de «Miúdos a Votos», com várias obras a disputarem a preferência dos leitores (e eleitores).
A turma do 1.º ano aposta, em força, na obra O Cuquedo, de Clara Cunha; os alunos do 2.º ano fazem campanha pela obra A Flor vai ver o Mar, de Alves Redol, e o 3.º ano divide-se entre as obras O senhor do seu nariz e outras histórias, de Álvaro Magalhães, e Porque é que os animais não conduzem?, de Pedro Seromenho.

 


A decoração da porta da biblioteca foi a estratégia escolhida pelos defensores da obra de Pedro Seromenho, que puxaram pela imaginação, pela criatividade e pela capacidade artística para apelarem ao voto.



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

AO JEITO DE MIGUEL TORGA

SEGREDO

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

Miguel Torga (1907 – 1995), in Diário VIII.


O PÁSSARO

Que fale comigo
Por entre as ondas dos sonhos
Que cante, que dance.
Que me diga que somos amigos
Ao meu ouvido enquanto estou a sonhar.

Mas lá no fundo sinto pena,
Por não o ter ajudado:
Deixei-o estar por entre os ramos
Deitado ao luar, ao frio e à chuva,
Sentindo-o chorar.

Contudo, não posso voltar atrás!
Não dá! O que está feito está feito!
Agora sou feliz
E imagino o pássaro a esvoaçar…

Beatriz Marreiros Alves Francisco - 7.º B
(Texto construído a partir do poema “Segredo”, de Miguel Torga.)

  Pablo Picasso, “Criança com Pomba”, 1901

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A HISTÓRIA INFINITA DO π

A história infinita do π

Em 1992, os irmãos Chudnowsky calcularam o valor de π com mais de dois mil milhões de casas decimais!

Julgando o fim a chegar,
o π deu de começar
a preocupar-se consigo.
E um dia fez a bagagem
e partiu numa viagem
ao fundo do seu umbigo.

Mas o umbigo era mais fundo
do que o umbigo do mundo
e o π regressou mais
baralhado que à partida,
de cabeça confundida
com cálculos decimais…

Hoje o π, já muito velho,
senta os netos nos joelhos
e fala-lhes de Alexandria,
da China, de Chung Zhi,
de Al-Kashi, de Al-Kwarismi,
da Casa da Sabedoria.

E dos milhares de milhão 
de casas onde viveu
na sua aventurosa existência,
desde o dia em que nasceu
da estranha relação
dum diâmetro e uma circunferência.
2
Manuel António Pina, Pequeno Livro de Desmatemática


O poema de Manuel António Pina foi o ponto de partida para uma atividade prática, na Biblioteca Escolar, sobre o valor do π, dirigida às três turmas do 6.º ano, numa parceria com a professora Sónia Petreques.

Reconstituídos os versos do poema, onde faltavam algumas das palavras de rima, a leitura fez-se, em voz alta, individualmente e em grupo, de forma alternada, mas envolvendo todos os alunos... e as professoras.

Seguiu-se a leitura da história «O π», do mesmo autor, num jogo de «passo a leitura». O π foi- se apresentando e o seu valor (3,1416...) foi ficando na memória.

Mas faltava testar as informações transmitidas no poema e na história de Manuel António Pina, ou seja, descobrir a relação entre o perímetro de uma circunferência e o seu diâmetro. Feitas as medições e os cálculos, o resultado foi sempre 3, ..... (qualquer coisa). Nas medições mais exatas, o resultado aproximou-se mesmo do 3,1416... .

É caso para se concluir: 
Afinal, Matemática e Poesia rimam em harmonia!




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

É UMA FATIA DE BOLO OU É UMA FRAÇÃO?

                
Começou por ser um bolo. Depois, foi uma fatia de bolo. Na realidade, foram duas... quatro... oito... dezasseis... trinta e duas fatias de bolo. Acabou por ser 1/32 de um bolo.


E aqui está o que sobrou, depois de os dezanove alunos da turma e as duas professoras comerem, cada um deles, o seu 1/32.
Mas o bolo estava delicioso e soube a pouco! Não havendo mais uma fatia para cada um dos alunos, as fatias restantes foram divididas ao meio e cada aluno ainda comeu 1/64.

Afinal, quanto sobrou?

Esta foi uma estratégia divertida (e saborosa) pensada pela professora Emília Gonçalves, e apoiada pela equipa da Biblioteca Escolar, para consolidar o estudo das frações.

Antes disso, a aula começara com poesia, com a leitura do poema «Uma história de dividir» de Manuel António Pina.

Um divisor dividia
muitíssimo devagar.
A divisão bem podia,
dizia ele, esperar.

O dividendo, mais lesto,
não podendo perder tempo, 
dia a dia ia perdendo
a paciência e o resto.

E, encarando o amigo, 
falava-lhe duramente:
«Não posso contar contigo,
és um inquociente!»

E a aula terminou da melhor maneira, com os alunos a discutirem frações num salutar jogo de dominó na Biblioteca Escolar.




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

PROBLEMA DO MÊS - FEVEREIRO DE 2019

DANÇA DOS NAMORADOS
Quatro pares de namorados foram a uma festa.
A certa altura, o Afonso reparou que os pares estavam todos trocados:
- O Santiago dançava com a Catarina;
- O Pedro estava a dançar com a namorada do Xavier;
- A Maria dançava com o namorado da Joana;
- O Pedro não dançava com a Inês;
- A Inês estava a dançar com o Afonso;
- O Afonso é o namorado da Maria;
- A Joana e o Xavier são namorados.

Quem namora com quem? 
(Explica como chegaste à tua resposta. Podes fazê-lo usando palavras, esquemas ou cálculos.)

Envia a tua resposta para o e-mail bibescolaeb23monchique@gmail.com e habilita-te a prémios.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

CAMPANHA DA ESCOLA EB1 N.º 2 JÁ CHEGOU À VISÃO JÚNIOR.

A campanha de «Miúdos a votos: quais os livros mais fixes?» da Escola EB1 N.º 2 já chegou a todo o país através do site da Visão Júnior.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

CAMPANHA DE «MIÚDOS A VOTOS: QUAIS OS LIVROS MAIS FIXES?» VAI «DE VENTO EM POPA» NAS ESCOLAS DE MONCHIQUE

Os alunos do 1.º ciclo do Agrupamento de Escolas de Monchique estão já muito empenhados no apelo ao voto nos seus livros preferidos.

O Cuquedo, de Clara Cunha, e Poemas da Mentira e da Verdade, de Luísa Ducla Soares, dividem os meninos do 3.º ano da Escola EB1 N.º 2, que apostam na produção de marcadores e de crachás para tentarem convencer os seus colegas.



«Quem não tem medo vota Cuquedo!» são as palavras de ordem de um grupo, ao que os outros respondem «Vota com vontade nos Poemas da Mentira e da Verdade!».

Na turma do 2.º ano, a decisão foi unânime e todos os meninos e meninas apelam ao voto na obra de José Eduardo Agualusa, A girafa que comia estrelas.

Aqui, a campanha começa logo à entrada da sala, com uma porta decorada a condizer. Lá dentro, há cartazes, muitos marcadores e até um painel para fotografias com pescoço e cabeça de girafa.





E o apelo ao voto também já passou pela rádio local, a Rádio Foia, num dia em que a leitura foi uma arma publicitária muito importante.




sábado, 2 de fevereiro de 2019

VIAGEM NO TEMPO

Eram exatamente sete horas e quinze minutos do dia 30 de janeiro de 2019 quando 40 alunos e 4 professores partiram de Monchique rumo a Lisboa, numa épica viagem que os faria recuar no tempo.

E mal o autocarro chegou a Lisboa, desligaram-se os motores, esqueceu-se o frenesim do trânsito, as filas nas portagens e o custo do gasóleo e a viagem fez-se por entre coches, berlindas, seges, liteiras e cadeirinhas, charabãs e carruagens.


Quatrocentos anos da História de Portugal, ali, no Museu Nacional do Coches, recontados num excecional conjunto de viaturas, muitas das quais se apresentam como objetos de arte por excelência e onde a tecnologia se confunde com a estética.


De lápis e guião na mão, os alunos assumiram o papel de detetives, observaram, seguiram pistas, procuraram reis e rainhas, príncipes e princesas, descobriram pormenores, descodificaram enigmas, resolveram questões… Enfim, viajaram no tempo e chegaram aos finais do século XVIII, época em que surge a Mala-Posta, o primeiro transporte público entre vilas e cidades para passageiros, correio e bagagens.


Mas a viagem no tempo ainda mal começara. E, depois de um curto intervalo para almoço, a odisseia recomeçou, já no outro lado da cidade.

Desta feita, os alunos trocaram o papel de detetive pelo de espetador e, confortavelmente instalados no auditório do colégio Pedro Arrupe, viajaram até à Grécia Antiga para acompanharem, de perto, o atribulado regresso de Ulisses a Ítaca, depois da célebre guerra de Troia. À mercê da crueldade dos deuses, que se divertiam num original jogo de computador, Ulisses debateu-se, lutou, excedeu-se e foi ultrapassando níveis, navegando de aventura em aventura, por entre ciclopes e sereias encantatórias, ninfas e feiticeiras, até ao encontro com a sua fiel Penélope.




Os aplausos finais trouxeram a assistência, de novo, para a realidade do século XXI.

Lá fora, o frenesim recomeçou, a aragem fria e agreste despertou os mais sonhadores.
Adivinhava-se a hora de ponta. Estava na hora de regressar a Monchique.

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