quinta-feira, 16 de junho de 2022

DESAFIO DE ESCRITA: BARALHO DE CARTAS - TEXTO II «AMOR ESQUELÉTICO»

TEXTO II - AMOR ESQUELÉTICO

Numa bela noite, um esqueleto apaixonou-se por uma rapariga de nariz grande e de olhos verdes. Ela tinha um leão de estimação com nariz azul e uma juba amarela e laranja.

Às três horas da tarde encontravam-se junto à janela do quarto dela. Dali avistava-se uma gruta. Dentro dela havia uma carroça abandonada e lá vivia uma serpente falante, que guardava uma espada de um rei. Eles decidiram ir à gruta, falar com a serpente, que lhes disse que lá havia uma fonte dos desejos.
Então, como estava a ficar tarde, decidiram lá ficar. Como fazia muito frio, eles pediram à fonte uma fogueira.
Como o esqueleto amava a rapariga, ofereceu-lhe uma mala rosa e ficaram juntos para sempre. 

Autores do texto:

Grupo 1 (5.º B): Afonso Maio, n.º 1; Beatriz  Pessoa, n.º 3; João Marques, n.º 12; Maria João, n.º 16. 

DESAFIO DE ESCRITA: BARALHO DE CARTAS - TEXTO III «O MENINO»

TEXTO III - O MENINO

Numa noite de luar, uma criança dormia no seu leito e sonhava que era um artista. No mesmo sonho, imaginava que cortava um ligeiro e macio tecido,  com uma tesoura, e fazia uma bela fatiota. De repente, ouviu um sino e acordou.

Nessa bela manhã, colorida e brilhante, comeu ao pequeno almoço uma maçã deliciosa. Depois, a sua mãe mandou-o varrer a casa, pois ia trabalhar. Também lhe disse que a comida estava a cozinhar e que, quando fervesse, apagasse o fogão, mas ele esqueceu-se e, quando se lembrou, já estava bastante queimada. Nem pensou no que iria fazer para remediar. Só pensou em ir buscar as suas coisas, para ir no comboio para a escola. No caminho, de repente, começou a nevar e, entretanto, foi acalmando, até que chegou à escola.
Na escola, iriam apresentar uma peça de teatro sobre uma igreja, que se localizava no cimo de um monte, onde morava um cão muito meigo e valente que, ao luar, uivava sem parar. O cão estava sempre a olhar para uma montanha até que, um dia, desapareceu. Todos os aldeões o procuraram e foi, por sorte, que um menino, chamado Júlio, o salvou. Coincidentemente, era o nome do menino do início da história. Quem iria fazer o papel da personagem da peça da escola era o menino.
Quando foi à casa de banho, o menino encontrou uns sapatos molhados e ficou curioso para saber  de quem eram. Depois, viu um vulto a mexer, a ligar e desligar as luzes, ficou muito assustado. De seguida, uma caneta levantou-se e escreveu no espelho: «ATÉ AO  PRÓXIMO EPISÓDIO».

Autores do trabalho:

Grupo 2 (5.º B): Beatriz Duarte, n.º 2; Guilherme Guerreiro, n.º 10; Dinis Marques, n.º 4; Francisco Petreques, n.º 7.

DESAFIO DE ESCRITA: BARALHO DE CARTAS - TEXTO IV «UM DESAFIO ESPECIAL»

TEXTO IV - UM DESAFIO ESPECIAL

Era uma vez um  cavaleiro chamado Henrique que foi a um torneio de tiro ao alvo. Um dos desafios desse torneio era montar uma tenda com materiais naturais. Quando estava à procura dos materiais de que ia precisar, encontrou uma caixa, abriu- -a e encontrou lá uma chave e um bilhete que dizia:« Procura a porta secreta e abre-a antes do anoitecer».

Procurou, procurou, até que encontrou uma porta verde, que estava fechada, pegou na chave e abriu-a. Lá dentro estava um homem com um chapéu grande e preto, que tinha uma carta na mão que dizia: «Vai até ao mar e pesca o maior peixe que encontrares».
Quando foi pescar encontrou um ovo gigante. Como viu que era oco, começou a abri-lo. Lá dentro tinha um desafio: «Encontra os binóculos mágicos e, com a sua ajuda, encontra a garrafa perdida».
Depois de algum tempo, avistou os binóculos mágicos. Quando olhou lá para dentro, viu a garrafa perdida ao pé de uma janela de uma fábrica. Na outra janela estava uma velha, com uma ar muito suspeito, a pentear-se com um pente e a abanar- -se  com um leque.
Quando o cavaleiro ia abrir a porta da fábrica, a velha abriu-a antes dele, e ele caiu. A velha levava um carrinho de bebé que parecia ser roubado e o Henrique correu atrás da velha. Quando a alcançou a velhota disse:
- Desafio completado.
O Henrique,  quando ouviu isto, percebeu que era um desafio. E assim ganhou um troféu.

Autores do texto:

Grupo 3 (5.º B): Diogo Quinta, n.º 5; Eva Santos, n.º 6; Margarida António, n.º 15; Martim Duarte, n.º 17; Lara Ramos, n.º 13.

DESAFIO DE ESCRITA: BARALHO DE CARTAS - TEXTO V «A HISTÓRIA DE UMA FORMIGA»

TEXTO V - A HISTÓRIA DE UMA FORMIGA


Um dia, uma formiga estava a passear nos bosques da floresta quando, de repente, encontrou uma árvore enorme e mais bonita do que o resto das árvores, o que chamou a sua atenção.

Quando chegou mais perto da árvore, já era quase de noite e, no momento em que viu um buraco, pensou para si mesma que era naquele lugar que ia ficar a noite. Encontrou um resto de tecido e um pouco de penas para fazer uma almofada para passar a noite.
Quando amanheceu, decidiu ir explorar aquela parte da floresta, agarrou-se a uma folha e esperou que viesse uma ventania que a levasse para algum lado. Quando aterrou, visitou uma casa pequena e silenciosa, com um lago pequeno, cheio de nenúfares com muitas flores. Como a formiga lia muitos livros mágicos, lembrou-se de um livro que tinha lido, havia cerca de vinte dias, que dizia que se entrasse num nenúfar ia parar dentro de uma casa com paredes brancas e um rato que a ia levar para um castelo brilhante e cor de rosa… Como a formiga gostava de arriscar por coisas desnecessárias, ela saltou para cima do nenúfar, mas faltou-lhe impulso e caiu dentro do lago, que para nós é pequeno, mas para a formiga era um oceano sem fim.
Foi nesse exato momento que apareceu uma mão de um humano que a segurou para não se afogar. De seguida, a mão foi-se embora, mas deixou-a em cima de um tapete com gravuras de elefantes. Logo que saiu daquela situação, olhou em volta, o tapete levantou-se e entrou num tipo de portal. No momento em que o tapete entrou e começou a andar às voltas, reparou que estava sendo seguida por uma abelha. A viagem foi muito comprida, mas, de repente, o tapete pousou num tipo de caverna com uma luz muito forte vinda do final da caverna.
Ela aproximou-se e percebeu que o que estava a brilhar era um diamante cor de rosa. Subiu logo para cima do diamante e, de um momento para o outro, começou a ouvir passos e ficou cheia de medo. Então, escavou  um buraco no diamante e viveu lá até aos dias de hoje. 
Ainda se pode ver uma seta a indicar o caminho onde está o diamante com a gravura da formiga. 

Autores do texto:

Grupo 4 (5.º B): Gil Lourenço, n.º 8 ; Guilherme Nobre, n.º 9 ; Isabela Gonçalves, n.º 11; Matilde Messia, n.º 18; Lucas Amaro, n.º 14.  
 

 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

EU, LEITOR(A), SUGIRO «O TATUADOR DE AUSCHWITZ»

  

A tatuagem foi-lhe feita em segundos, mas, para Lale, o choque é tal que o tempo parece ter parado. Segura o braço e fica a olhar o número. Como pode alguém fazer isto a outro ser humano?

(in «O Tatuador de Auschwitz», Heather Morris)
 
«O Tatuador de Auschwitz», da escritora neozelandesa Heather Morris, é, sem dúvida, o «livro da minha vida». Neste livro é-nos apresentado Lale, um dos muitos judeus que foram levados para Auschwitz, onde acaba por ser tatuado e por se tornar, à força, tatuador. É a fazer um desses trabalhos que conhece Gita, o seu grande amor. É a partir daí que a história começa, mostrando como era a vida nos campos de concentração.
Uma das coisas que me cativou bastante nesta obra foi, sem dúvida, a narrativa. Uma história de amor que tem como pano de fundo uma das piores alturas da história da humanidade, mas que consegue sobreviver a tudo. Lale tem de enfrentar imensas situações difíceis, para poder voltar aos braços da sua amada, para poder permanecer vivo e conseguir continuar a ajudar os outros, apesar de correr imenso riscos.
Este livro deveria ser lido por todos. Tem uma mensagem muito forte e importante para a sociedade e, em particular, para os dias de hoje. Esta é uma verdadeira história de compaixão, altruísmo e sobrevivência. Mesmo apesar do horrível «cenário» da Segunda Guerra Mundial, de destruição, pobreza, miséria e maus-tratos, o amor consegue prevalecer. Vence a mente sã e o pequeno sabor da felicidade depois da tragédia.
O estilo de escrita da autora também ajuda à leitura, é cativante!
Depois de ler este livro, mudei um pouco a minha forma de ver as coisas. E posso concordar plenamente quando dizem «Auschwitz, uma história tatuada na humanidade». 

Mariele Venda, 9.º A, n.º 12

 FONTE DA IMAGEM: https://sobomeuolhar7.blogspot.com/2019/01/o-tatuador-de-auschwitz-heather-morris.html

 

 

terça-feira, 14 de junho de 2022

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO: SERÁ A MÚSICA ESSENCIAL PARA AS NOSSAS VIDAS? (TEXTO II)

 

FONTE DA IMAGEM: https://www.thedj.co.uk/music/

TEXTO DE OPINIÃO 

«A música antes de tudo.»

(Paul Verlaine)

SERÁ A MÚSICA ESSENCIAL PARA AS NOSSAS VIDAS?

Realmente, são poucas as pessoas que não gostam de música. Talvez não lhes chame a atenção? No meu caso, não consigo estar um dia sem música. Isso seria como estar um dia sem beber água. Pessoalmente, eu costumo ouvir música todos os dias.
O género que mais costumo ouvir é «funk» e algo de «trap». O meu momento de tranquilidade é determinado pelo tipo de música que esteja a ouvir nesse momento. Isto varia conforme o momento que estivermos a ter. Se for um momento triste, é claro que a música não vai ser alegre, da mesma forma que se estivermos contentes não vamos ouvir música triste.
A música também pode ajudar as pessoas a ter um melhor dia e fazer esquecer os problemas durante um momento. Na minha opinião, a música às vezes funciona como uma espécie de terapia emocional, o que é bastante bom para a gente e para ajudar-nos a superar alguns obstáculos causados por um dia com um bocado mais de «stress» ou para finalizar um dia épico.
As lembranças também jogam um importante papel neste tema. Recordar e voltar a «viver» um momento em concreto é uma das funções que a música tem. Cada um com o seu género, a sua perspetiva, fazem da música um momento único e inesquecível. Assim, para ser sincero, não há dia em que não oiça música, é mesmo muito rara a vez.
Em suma, descontrair e aclarar a mente com música é importante.

 Bernardo Ferreira, 9.º A, n.º 5


sexta-feira, 10 de junho de 2022

FESTA DA LUSOFONIA! «VERÁS NA MINHA LÍNGUA A OUTRA MARGEM.» - (V)

 FESTA DA LUSOFONIA!
«Verás na Minha Língua a Outra Margem.»

 PORTUGAL

Na data em que se assinala o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e ainda no âmbito da celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa (5 de maio), queríamos convidar os leitores deste blogue a visualizar um vídeo muito interessante, realizado pelos alunos Ana Castanheira, n.º 1, e Ricardo Medronho, n.º 12, da turma B do 9.º ano, sobre o nosso país, esse «jardim à beira-mar plantado», sua história, cultura, tradições, artes, literatura, música e outras curiosidades. Muita informação num vídeo curto, mas cativante!

Sabiam, por exemplo, que Portugal tem duas línguas oficiais?

Aí verão, também, a referência à importante pintora portuguesa Paula Rego que, infelizmente, nos deixou na passa terça-feira, dia 08 de junho, aos 86 anos.


FESTA DA LUSOFONIA! «VERÁS NA MINHA LÍNGUA A OUTRA MARGEM.» - (IV)

FESTA DA LUSOFONIA!
«Verás na Minha Língua a Outra Margem.»

 

TIMOR LESTE

Quiseram separar meu coração da minha Ilha
Mas eu tinha uma fita verde de folha de palmeira
Na cabeça
E atravessei a ribeira onde
Moravam meus irmãos crocodilos. 

                                                                                      (Fernando Sylvan)

Clamavam-lhe o «Benjamim» da família lusófona, quando conquistou a sua independência em 2002 e se tornou o oitavo país membro da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP).

Foi este o país escolhido pelo Rafael Guedes, n.º 11,  e pelo Ruben Souza, n.º 13, alunos do 9.º B, para o vídeo que os alunos das três turmas do 9.º ano produziram como forma de celebrarem o Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Mais uma vez, convidamos-te a viajar connosco, agora até ao Oriente: Timor Leste!



quinta-feira, 9 de junho de 2022

ESCRIT@TOP.COM - CONTO XII «A CASA QUE ARDEU COM HEROÍSMO»

 A CASA QUE ARDEU COM HEROÍSMO

Fotografia: @Afonso Pinto

Era uma vez uma família abastada que vivia no campo, no início do século passado. Tinham cinco filhos, dos quais cuidavam com todo o seu amor e carinho. Porém, eles estavam a passar por uma grande dificuldade, tal como todas as outras pessoas, pois a vila de Monchique estava a ser vítima de uma onda de assaltos por bandidos que, além de roubarem as pessoas, as maltratavam, chegando, às vezes, ao ponto de as matar. Este grupo de malfeitores estava sempre a exigir grandes quantias de dinheiro.

Houve um dia em que um morador da nossa vila, Uriel, chegou ao seu limite. Foi, então, a correr buscar um bastão de madeira, para atacar todos os bandidos que atormentavam a sua vida e os seus familiares. Contudo, o coitado não teve sorte. O pobre morador foi morto a tiro!
No final, um dos bandidos ameaçou toda a gente:
- Ora, ora, vejam só o que aconteceu a este senhor. Armou-se em herói e morreu como um! Espero que isto sirva de lição a todos. É isto o que acontece aos heróis que põem os pés na nossa vila. Estamos entendidos?
Não tínhamos alternativa senão aceitar. Durante meses, não pararam de pedir grandes quantias, até que passaram todos os limites e pediram o impossível à nossa família.
A noite chegou e o prazo acabou.  Os bandidos entraram em nossa casa e não mais conseguiram sair. No dia seguinte, foram encontradas cinzas no lugar da casa. Os filhos conseguiram fugir, salvos pelos pais. E a paz voltou a triunfar, finalmente.
Diz a lenda que, por aqueles lados, foi visto um pequeno pássaro azul, que cantava: Uriel, Uriel…Há pessoas que acreditam, outras não.

Afonso Pinto, 9.º A, n.º 1.


ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO « QUEM SERÃO OS VERDADEIROS HERÓIS DOS DESCOBRIMENTOS: OS MARINHEIROS QUE PARTIRAM? OS FAMILIARES QUE FICARAM? (Texto II)

 

Ó doce e amado esposo,/ Sem quem não quis Amor que viver possa,/
Porque is aventurar ao mar iroso/ Essa vida que é minha e não é vossa?
 (in «Os Lusíadas», Luís Vaz de Camões.)

 QUEM SERÃO OS VERDADEIROS HERÓIS DOS DESCOBRIMENTOS:
     OS MARINHEIROS QUE PARTIRAM? OS FAMILIARES QUE FICARAM?         

         «Os Lusíadas» é uma obra épica que foi escrita por Luís Vaz de Camões. Nesta obra, os portugueses são glorificados, principalmente através dos marinheiros. Mas para mim, os verdadeiros heróis desta história são as suas famílias.
No episódio das «Despedidas em Belém», é possível verificar que os familiares dos marinheiros ficam com saudades e com muita tristeza pela sua partida. Isso dá-nos a entender que eles têm uma grande ligação emocional, sendo possível deduzir que os marinheiros foram bem instruídos, tendo aprendido grandes valores para contribuírem de forma benéfica para a sua Pátria.
Além disso, os marinheiros sabiam que as suas famílias estavam a aguardar a sua chegada. Então, eles deram o seu melhor para a viagem correr bem e para regressarem da forma mais rápida a casa. Mas os que ficaram em terra, esses viviam em constante ansiedade e preocupação.
Hoje em dia, arrisco dizer que os familiares, maioritariamente os pais, têm o papel mais importante na nossa sociedade, porque os ensinamentos e as lições de moral que nos são passados e a forma como somos criados definem a nossa pessoa. Por exemplo, se uma criança sofrer maus-tratos, as possibilidades de quando ela crescer se tornar mais agressiva são maiores. No entanto, se os pais criarem os seus filhos de forma saudável, por norma, a criança vai ser mais pacífica e respeitosa, podendo desempenhar um grande papel na nossa sociedade.
Por todos os motivos mencionados acima, eu acho que os familiares são grandes heróis, tanto n’«Os Lusíadas», como na sociedade contemporânea.

 André Sampaio, 9.º B, n.º 2

PINTURA: «Miranda e a Tempestade», John William Waterhouse, 1916.

FONTE DA IMAGEM: https://pt.wikipedia.org/wiki/Miranda_-_A_Tempestade


quarta-feira, 8 de junho de 2022

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO: QUEM SERÃO OS VERDADEIROS HERÓIS DOS DESCOBRIMENTOS: OS MARINHEIROS QUE PARTIRAM? OS FAMILIARES QUE FICARAM? (TEXTO I)

 

 Cesse tudo o que a Musa antiga canta,/
Que outro valor mais alto se alevanta.
 (in «Os Lusíadas», Luís Vaz de Camões.)

QUEM SÃO OS VERDADEIROS HERÓIS DOS DESCOBRIMENTOS:
OS MARINHEIROS QUE PARTIRAM? OS FAMILIARES QUE FICARAM?

O conceito de «heroicidade» é bastante complicado, visto que depende muito do ponto de vista de cada indivíduo. É raro o caso em que se vê a cem por cento quem é bom e quem é mau.
Na minha opinião, nem sempre há o lado bom e o lado mau, há diferentes modos de ver as coisas. N’«Os Lusíadas», eu acho que os heróis são os marinheiros, porque arriscam as suas vidas e abdicam de tudo o que têm por algo maior que eles próprios, a nação, e, do meu ponto de vista, isso é um ato heroico, bondoso e nobre.
Outro motivo para eu achar os marinheiros os heróis é que apesar de os familiares não concordarem com a ida deles, eles vão. Porque têm um objetivo a cumprir e mesmo que custe, eles sabem que é o melhor.
Para mim, o herói que escolhi tem correspondência nos dias de hoje e encontra-se nas pessoas que abdicam do conforto e da companhia dos seus entes queridos para cumprirem objetivos que têm na sua vida, o que pode significar, por exemplo, emigrar.
Concluindo, eu considero os marinheiros os heróis da história, porque são os que mais se sacrificaram pelo bem dos outros.

David Nobre, 9.º B, n.º 7

PINTURA: «A Partida de Vasco da Gama para a Índia em 1497», Alfredo Roque Gameiro, c.1900.

Fonte da imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:A_partida_de_Vasco_da_Gama_para_a_%C3%8Dndia_em_1497.jpg


EU, LEITOR(A), SUGIRO «MARIA, OS SEGREDOS DA IRMÃ MAIS VELHA

 

Na minha opinião, e tendo em conta os livros que já li, o meu favorito é «Maria, os Segredos da Irmã Mais Velha», da coleção dos Sete Irmãos. É escrito por Maria João Lopo de Carvalho e Margarida Fonseca Santos.

Gostei bastante deste livro, porque ela, Maria, apaixonou-se por um rapaz novo na escola, o João Pedro, mas não sabe se terá sido «mesmo a valer». Além disso, há Hugo, um outro rapaz que os quer separar. Maria era uma rapariga insegura, achava-se feia e, por isso, pensava que um rapaz daqueles nunca iria olhar para ela da mesma forma que ela olhava para ele… Eu acabei por me identificar com esta personagem, pois, na adolescência, todos, ou quase todos, temos esses problemas, ambos os sexos, masculino e feminino. E o amor é uma coisa que nos pode ajudar. Ou não.
Por outro lado, a história pode tornar-se um pouco confusa, com a Maria e os segredos da irmã (ou então, fui eu que a li da forma errada). Li-o quando era muito mais nova e achei-a um pouco complicada, o que pode ser uma desvantagem para o leitor. No entanto, e apesar disso, é um livro rápido de ler e as páginas têm uma textura áspera e rugosa, o que acaba por ser diferente. A capa podia ser aperfeiçoada, mas o que conta é o conteúdo, não a aparência.
Li este livro nas férias do natal, andava no 5.º ano, estava na casa da minha tia, em Portimão. Lembrei-me de indicar este livro, porque eu não queria ler, mas a minha tia disse que se o lesse, me levava às compras. Como sempre, adorei ir às compras. Mas a verdade é que também li o livro e o mesmo acabou por superar as minhas expectativas!

 Margarida Gaio, 9.º C, n.º 8


terça-feira, 7 de junho de 2022

A SÉTIMA ARTE NA ESCOLA! - «A TRILOGIA DA INFÂNCIA» DE REGINA PESSOA

 «O que torna as minhas histórias universais é o meu amor e compreensão pelas personagens.»

(Regina Pessoa) 

No terceiro período, teve continuidade o projeto de cinema «A Sétima Arte na Escola!», domínio de articulação curricular do 3.º ciclo entre as disciplinas de Línguas e a Biblioteca Escolar, desta vez, à volta de três curtas-metragens da realizadora portuguesa Regina Pessoa, às quais, no seu conjunto, chamou «Trilogia da Infância».

Convidamos-te a ler três poemas escritos por alunos do 9.º ano, após a visualização dos filmes, um poema para cada curta!

 A NOITE,
de Regina Pessoa.
(1999)


PEQUENA MENINA, PORQUE CHORAS?

O latir de um cão que a noite teme.
Uma escura cidade que por detrás das árvores se esconde.
A falta de afeto que em mim navega como um leme.
A interna mágoa que no meu coração se esconde.

E a mãe intriga-se: «Pequena menina, porque choras?»
Talvez uma criança para dormir precise de histórias!
Grito.

O olhar triste imagina para além da realidade…
Chegam os pesadelos, com monstros e ilusões,
que ninguém merece ver com tão tenra idade…

Fechar os olhos não posso,
pois o sentimento de abandono se liberta!
Porém, passo a passo,
uma harmonia doce o meu ouvido interpreta…

Mas o que será tudo isto?
Um rosto e uma voz surgem à luz de uma vela.
Aí o meu coração ficou mudo e morno.
Será carinho aquilo que se revela?

Já de coração cheio,
Sentir-me melhor creio.
Assim adormeço,
com o afeto e o amor que bem mereço.

Riana Venda, 9.º C, n.º 12


HISTÓRIA TRÁGICA COM FINAL FELIZ,
de Regina Pessoa.
(2005)


SOU APENAS EU

Sou apenas eu, aqui tão sozinha.
Sinto-me mal pelo barulho que faço,
Queria apenas dormir até de manhãzinha,
Sem incomodar ninguém, nem o seu espaço.
 
O meu diferenciado coração de pássaro
Bate como algo inexplicável…
Sinto que isto é tão raro,
Que nem é sequer comunicável…
 
Eu fujo como se não houvesse amanhã.
Só me quero esquecer de mim,
Até voltar no outro dia de manhã
Para de novo não enlouquecer!
 
Finalmente hoje vou partir
Para uma vida mais alegre e nova.
Agora já posso sorrir
E voar para a quem me chamava de louca
Poder
Servir
De
Prova.
 
Marília António, 9.º B, n.º 10.

KALI, O PEQUENO VAMPIRO,
de Regina Pessoa.
(2012)

CRIATURA DO MAL CRIATURA DO BEM

Ver as crianças brincar alegremente
deixa-me com diversas coisas em mente. 
Porque é que não posso ser como elas?
Porque é que não posso aproveitar as tardes belas?
Queria poder sentir o calor,
mas o que sinto é apenas dor.
Faria tudo para ser uma criatura normal,
mas sou, para muitos, uma criatura do mal.
 
O sol eu queria ser,
mas isso nunca vai acontecer.
Não nasci para brilhar,
mas sim para o sangue sugar.
Vejo os pequenos sorrir,
Será que um dia vou conseguir?
E se eu disso nunca for capaz,
Espero um dia encontrar a minha paz.
 
Ana Marques, 9.º A, n.º 3 

SELO CURIOSO 28 - CIÊNCIA (ALBERT EINSTEIN)

         Na coleção de selos antigos da biblioteca escolar fomos descobrir, imaginem, um selo suíço de Albert Einstein, emitido em 1972, que conduziu um grupo de alunos da turma A do 6.º ano, orientados pela professora Débora Boto, a um  trabalho de pesquisa sobre este cientista, que a seguir se apresenta.

 Albert Einstein nasceu no dia 14 de março de 1879, na cidade de Ulm, na Alemanha, tendo ficado com a nacionalidade alemã. Morreu a 18 de abril de 1955, aos 76 anos, devido a um aneurisma da aorta abdominal.

 A sua família era judia e os seus pais chamavam-se Hermamn Einstein e Pauline Einstein.

Estudou na escola Luitpold-Gymnasium em 1888-1894, na escola de Alte Kantonsschule Aarau, em 1895-1996. Einstein estudou também na ETHZ em 1897-1900 e formou-se na Universidade de Zurique na Suíça, em 1905. Durante todo o seu percurso académico, Einstein sempre se destacou no estudo de física, matemática e filosofia. 

Quando acabou o seu doutoramento em 1905, decidiu divulgar quatro dos seus ensaios científicos, um deles fundamental para o desenvolvimento da física. No seu primeiro ensaio publicado, fez uma análise teórica do movimento browniano; o segundo abordava uma nova teoria da luz; no terceiro expôs a formulação inicial da teoria da relatividade e no quarto propôs uma fórmula para a equivalência entre a massa e energia.

A partir do ano de 1919, ficou famoso no mundo todo porque a sua teoria foi confirmada. Dois anos depois, ganhou o prémio Nobel da Física.

Em 1993 casou-se pela primeira vez com Mileva Marić, mãe dos seus três filhos: Lieserl Einstein, Hans Albert Einstein e Eduard Einstein. Em 1919, Albert Einstein casa-se pela segunda vez com Elsa Einstein.

         Trabalho elaborado por:  Darlene Vicente, 6.º A, n.º 4; João Martins, 6.º A, n.º 8;  Lia Marques, 6.º A, n.º 11 e Sofia Duarte, 6.º A, n.º 19.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO: SERÁ IMPORTANTE APOSTAR NA EXPLORAÇÃO DO UNIVERSO? (TRXTO II)

 

«Em algum lugar, alguma coisa incrível está à espera de ser conhecida.»

(Carl Sagan)

 SERÁ IMPORTANTE APOSTAR NA EXPLORAÇÃO DO UNIVERSO?

          
         Do certo ponto de vista, parece-me bom e importante apostar na exploração do universo, mesmo que exija muitos recursos financeiros. Por outro lado, penso que não.
         Podemos encontrar outros seres vivos com a exploração espacial, e isso seria bom, pois teríamos mais reconhecimento fora do planeta Terra e tecnologias novas. Ou poderíamos ficar com um planeta secundário, se realmente encontrássemos vida fora da Terra.
Mas nestas descobertas todas também existem vários «senão». Sim, seria giro e bonito viver noutro mundo e fazer viagens de planeta em planeta. Mas, se olharmos para a Terra, o nosso planeta atual, e virmos o que nós, seres humanos que nela habitamos, lhe estamos a fazer, já não é nada bonito. Por exemplo: a poluição, que é o que está a afetar mais o mundo; a extinção de várias espécies animais; o aquecimento global… É isso que nós lhe estamos a fazer e tudo isso já não é assim tão bonitinho! Se fizemos isso ao nosso planeta atual, certamente faremos o mesmo a outro planeta ou até ao Universo inteiro, que é matá-lo e, ao longo do tempo, matar tudo o que está à nossa volta, o sistema solar e a via láctea. Por estes motivos é que é bom pensarmos muito bem no futuro.
Em suma, sim, é bom investir no futuro, na exploração do universo, mas com muito cuidado e pensamento, porque podemos acabar com tudo à nossa volta.

Manuel Rosa, 9.º C, n.º 7.

Fonte da imagem: https://inspirationfeed.com/spaceship-designs/ 

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO: SERÁ IMPORTANTE APOSTAR NA EXPLORAÇÃO DO UNIVERSO? (TEXTO I)

 

«Há menos grãos de areia na Terra, do que estrelas no espaço.»

(Paul Verlaine)

SERÁ IMPORTANTE APOSTAR NA EXPLORAÇÃO DO UNVERSO?

            Na minha opinião, o ser humano deve apostar na exploração do universo.
Do meu ponto de vista, isso é desejável, porque podemos encontrar planetas habitáveis com diversos recursos que na Terra não existem, como por exemplo, o facto de haver água potável noutros planetas, e os humanos não saberem. Este é um argumento para explorar o espaço.
Outro argumento é o facto de poder haver vida noutros planetas. Pode haver planetas habitados por outras espécies, ou até mesmo por humanos de outra natureza, e as pessoas da Terra não fazerem, absolutamente, a mínima ideia de que existem.  O simples facto de se poder viver noutro planeta pode ser bastante bom para todos nós, porque aí podem existir muitas matérias primas, muitas mais formas de aceder a outros recursos, para viver, e até mais população e oportunidades para fazermos coisas que na Terra ainda não foram criadas.
Em resumo, eu acho que deveríamos continuar a explorar o universo, por muitas razões, algumas das quais já referi. Pode ser bom para o desenvolvimento da raça humana e também para a nossa expansão por outros espaços. Isso seria excelente para os habitantes da Terra, porque teríamos uma nova vida!

 Francisco Jesus, 9.º B, n.º 8

Fonte da imagem: 

EU, LEITOR(A), SUGIRO «SEXTA-FEIRA OU A VIDA SELVAGEM»

  

            O livro que eu mais gostei de ler até hoje foi «Sexta-feira ou a Vida Selvagem», de Michel Tournier, autor que já faleceu, em 2016. Comecei a ler este livro para a atividade «À Roda dos Livros», quando andava no 8.º ano, como sugestão da professora Paula, Coordenadora da biblioteca da escola de Monchique.

            «Sexta-feira ou a Vida Selvagem» é um livro muito bom, que se lê bem, porque fala de uma «nova vida», protagonizada por Robinson Crusoe, numa ilha deserta. Ou quase deserta. Aí, começa tudo do zero, e é interessante ver como a personagem principal, Robinson, se consegue manter tanto tempo vivo (porque ele estava sozinho).
            Neste livro de aventura, a natureza é o pano de fundo, mantendo-nos ligados à história, página após página. Um dos melhores momentos é quando Robinson encontra outra pessoa na ilha, um nativo, ao qual chamou de «Sexta-feira», e desenvolve com ele uma amizade que os põe à prova, pois têm que se ajudar um ao outro.
Resumindo, é um livro de fácil leitura e compreensão. Uma história de ficção agradável e interessante para nós, jovens que gostam de aventuras. Se tivesse que comprar algum livro para oferecer, certamente, «Sexta-feira ou a Vida Selvagem» seria um deles.

           Tomás Albano, 9.º C, n.º 14 

sábado, 4 de junho de 2022

PROBLEMATIK 18 - FÉRIAS COM OS PRIMOS

O ano letivo está quase a chegar ao fim.

Esta será, portanto, a última oportunidade para participar nos nossos desafios, apelando à concentração e à capacidade de raciocínio.

Vamos a isso?


Achas que o teu palpite está correto?

Então, deixa a tua resposta no formulário em anexo. Clica aqui.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

EU, LEITOR(A), SUGIRO «UM PERITO EM BUSCA DA VERDADE»

 

            De todos os livros que eu li (que não foram muitos, pois sou um leitor muito pouco ativo), tenho o meu preferido: «Um perito em Busca da Verdade», de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

            É um livro que aborda uma história e um tema de que eu gosto: investigações de roubos, neste caso, obras de arte valiosas. Tem aproximadamente duzentas páginas, mas não nos devemos deixar enganar, pois apesar de ter muitas páginas é um livro rápido de ler e tem um vocabulário simples. Às vezes, os livros pequenos são os mais difíceis de ler!
            Uma das personagens de que mais gostei foi o Diogo, que ajudou muito no final, pois é um miúdo especial e muito inteligente, que sabe espiar na perfeição toda a gente, com recurso a câmaras.
            O livro em si não transmite uma mensagem particular ou sequer uma moral, é um simples livro de mistério e desenho animado. A capa é muito bonita e as páginas, que contêm marcas de cada capítulo, também. A letra é bem fácil de se ver e está bem construído verbalmente.
            Na minha opinião, o livro é adequado para quem tem interesse em temas de mistério. Eu sou uma dessas pessoas. Recomendo esta leitura para, por exemplo, uma apresentação na escola ou mesmo para ler por conta própria, pois é fácil, divertido e está bem estruturado.

 André Revés, 9.º A, n.º 4

quinta-feira, 2 de junho de 2022

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO: SERÁ A MÚSICA ESSENCIAL PARA AS NOSSAS VIDAS?


 Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível 
é a música.
 (Aldous Huxley)

SERÁ A MÚSICA ESSENCIAL PARA AS NOSSAS VIDAS? 

            Chamo-me Mayan, estou no 9.º ano e adoro música. Acho que a música é alguma coisa de fundamental na vida dos homens. Mas isso é uma opinião nova. Há um ano, não gostava tanto de música. Nunca pensava: «Ah! Agora é um bom momento para ouvir música.» E era assim, porque ainda não tinha descoberto os tipos de música que me faziam sentir alguma coisa.
Recentemente, descobri que gosto muito de música clássica, de Metal e também de «reggae». De Pop, ou música popular, é difícil de gostar, porque, na minha opinião, utiliza tanto «auto-tune» que dá às vozes alguns aspetos de eletrónica que são horríveis.
O caso mais comum é ouvir música com amigos, quando andamos de bicicleta ou a pé, ou quando estou a fazer alguma coisa com as mãos que é repetitiva.
Há pessoas que podem ouvir música e fazer trabalho da escola ao mesmo tempo, mas eu não consigo fazê-lo. Acho que a música é muito importante, porque nos facilita expressar as nossas emoções, o que na vida real é considerado uma coisa estranha e anormal.
A música é uma coisa quase espiritual, que pode criar uma conexão entre jovens em todo o mundo. Espero que nunca percamos a diversidade de música que temos e nunca percamos a cultura de ouvir música. 

Mayan Goller, 9.º A, n.º 10

 Fonte da imagem:: https://www.portalc3.net/dia-internacional-da-musica/