POEMA 30
terça-feira, 30 de março de 2021
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! - «SER PENTE OU SERPENTE»
SELO CURIOSO 19 - HISTÓRIA (D. MARIA II)
O selo antigo que hoje publicamos foi emitido em 1953 para assinalar o 1.º Centenário do Selo Postal em Portugal e, tal como o primeiro (1853), apresenta o busto da Rainha D. Maria II.
Este selo deu origem a um meticuloso trabalho de pesquisa realizado por três alunos do 6.º ano, que a seguir se publica, e cuja leitura nos dará a conhecer alguns pormenores interessantes da vida desta monarca portuguesa.
Na disciplina de HGP falamos da independência do
Brasil e da Guerra Civil em Portugal, entre Liberais e Absolutistas, o que nos
levou a falar do nosso rei D. Pedro IV, da sua filha D. Maria da Glória e de algumas outras personalidades históricas importantes desse período.
Assim, nas aulas de apoio ao estudo, fizemos uma pesquisa sobre aquela que foi apenas a segunda rainha reinante do nosso país! Aproveitamos essa pesquisa para vos apresentar este selo curioso. Eis alguma informação que aprendemos sobre D. Maria da Glória, que ficou conhecida entre os portugueses como D. Maria II:
- Nasceu no Rio de Janeiro em 4 de abril de 1819;
- Morreu em Lisboa, em 15 de novembro de 1853 (morreu ao dar à luz pela décima primeira vez!);
- Era filha de D. Pedro IV, rei de Portugal (primeiro imperador do Brasil) e da sua primeira mulher, D. Leopoldina de Áustria;
- Não chegou a casar com o seu tio, D. Miguel (como D. Pedro tinha prometido, ao abdicar do trono de Portugal);
- Ficou conhecida pelo cognome de “A Educadora";
- Em 28 de janeiro de 1835 casa com o príncipe Augusto de Leuchtberg, que morreria dois meses depois. A 9 de abril de 1836 casa pela segunda vez, com D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota. Desse casamento nasceram onze filhos, entre os quais D. Pedro e D. Luís, futuros reis de Portugal;
- Esta rainha governou num período particularmente difícil da História portuguesa.
Trabalho realizado por: Rodrigo Gaspar, Miguel Souza e Afonso Varela, 6.º B.
Supervisão e colaboração: Professora Daniela Caramalho.
segunda-feira, 29 de março de 2021
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! - «A MULHER II»
POEMA 29
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| Paula Rego, «The Shakespeare Room», 2005. |
A MULHER II
Ó mulher!
Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosas duma imagem
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca ri alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doces almas de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
Florbela Espanca
SELO CURIOSO 18 - HISTÓRIA (S. MARTINHO DE DUME)
A coleção de selos antigos da nossa biblioteca continua a dar origem a interessantes trabalhos produzidos alunos com a colaboração e supervisão dos docentes.
O selo que hoje se publica, emitido em 1953 no âmbito do XIV Centenário da Chegada de S. Martinho de Dume à Península Ibérica, representando o Santo com o traje de Bispo, despertou o interesse de dois alunos do 5.º ano que, depois de um apurado trabalho de pesquisa, produziram o interessante texto que a seguir se transcreve.
Joana – Tiago, conheces São Martinho de Dume?
Tiago
– Sim, conheço! Não te lembras que falamos dele em HGP, quando estudamos as
invasões bárbaras?
Joana
– Lembro! Por isso é que te perguntei… É que, depois dessa conversa com a
professora, fomos pesquisar mais coisas sobre ele. Sabias que não tem só um
sobrenome?
Tiago
– Isso, não… Quais são?
Joana
– Olha, por exemplo: Martinho de Braga, Martinho
Dumiense e Martinho Bracarense… E tu, sabes mais sobre ele? Quero ver quem, de
nós os dois, pesquisou mais coisas 😝
Tiago
– Sim, sei. Sabias que ele foi um bispo de Braga e de Dume considerado santo
pela Igreja Católica e pela Igreja Ortodoxa? E nasceu longe! Na Panónia, Hungria,
no século VI… Mas descobri mais coisas… Ele também ficou conhecido como o "apóstolo
dos suevos", porque foi quem os converteu ao Cristianismo. Também é
conhecido por dominar os dias da semana em língua portuguesa. Vê lá tu que
ainda nem Portugal existia como reino, já havia pessoas a falar a nossa língua!
E tu, descobriste mais alguma coisa?
Tiago – Podes-me contar?
Joana – Sim, claro. Vi que estudou grego
e ciências eclesiásticas no Oriente. De volta ao Ocidente, dirigiu-se para Roma
e para a França, para continuar os estudos. Era um homem muito viajado e culto.
Tiago – Acho que ganhamos os dois este
jogo de aprender mais com novas pesquisas. Temos de fazer isto mais vezes!
Trabalho realizado
por: Joana Dimas e Tiago Faustino, 5.º B.
Supervisão e colaboração: Professora Daniela Caramalho.
domingo, 28 de março de 2021
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! - «TEMNHO TENTO SENTIMENTO»
POEMA 28
sábado, 27 de março de 2021
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! - «O SOL»
Na infância o sol era um companheiro mais
alto,
Que aparecera primeiro
no campo de futebol, e aí, parado,
Guardava as costas da
baliza e a erva que se tornava quente.
Como se o sol fosse de
facto um instrumento de cozinha,
Aperfeiçoado, antigo,
mas instrumento, matéria
Que os meninos agarravam
com os dedos e cuja
Intensidade podiam por
vontade própria regular.
Por exemplo: quando a
luz era excessiva
Os dedos protegiam os
olhos. Outras vezes
O corpo parecia a
conclusão
Natural, instintiva, do
calor que vinha de cima:
Recebíamos o sol como o
ponto final recebe
Uma frase. Fazia mais
sol quando eu tinha seis anos
(quem o fazia?) ou com o
tempo e o tédio
Me fui distraindo?
Gonçalo M. Tavares
Poema recomendado por: Francisco Duarte, 9.º ano / Turma B.
Imagem: «Pôr do sol». Fotografia de Francisco Duarte.
sexta-feira, 26 de março de 2021
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! «A CAVALO NO TEMPO»
POEMA 26
EU, LEITOR(A), SUGIRO «A LIBERTAÇÃO DO TIGRE»
Eu, leitora, sugiro a obra
«A libertação de Tigre», de Kate DiCamillo, porque é um livro fantástico que
nos conta a história de Rob Horton, um rapaz que vivia com o seu pai num motel.
Rob tinha um problema de
pele e, como o Diretor da Escola pensou que era uma doença infecciosa,
proibiu-o de frequentar as aulas e, por isso, ele teve de ir trabalhar com o
pai.
Um dia, Rob conhece
Sistina, uma rapariga que, devido à separação dos pais, tinha acabado de chegar
e ainda não estava ambientada. Esta amiga destemida ajuda Rob a ganhar mais
confiança e desafia-o para muitas aventuras. Juntos, vão tentar libertar um
tigre enjaulado que Rob encontrara dias antes no bosque.
Esta história fez-me
pensar que, tal como o tigre, há pessoas que vivem “enjauladas” numa vida que
não escolheram, até que um verdadeiro amigo como Sistina os ajuda a serem mais
livres.
Eu sugiro este livro, não
só por contar uma história agradável, mas também por ter aventuras emocionantes
e por me ter ensinado que nem sempre o que pensamos ser certo é o que está
certo.
Inês Duarte, 7.º ano / Turma B
A DASH OF POETRY «MY BIG FAT CAT»
My Big Fat Cat
I own a big fat
cat-
The fattest for miles around.
Wherever there's lots of food,
That's where he'll be found.
He's really good at eating.
It's a talent, I suppose.
I'm sure if he keeps at it
He'd win the talent shows.
I own a big fat cat-
He weighs at least a ton.
He couldn't run to save his life.
Yes, he isn't much fun.
His favourite room's the kitchen.
(I'm sure we all know why.)
He eats just about everything,
So that's why, with a sigh...
I'd like to tell you, Teacher,
I'd like to tell you straight,
I might have "accidentally" dropped
My homework in his plate.
quinta-feira, 25 de março de 2021
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! - «AUSÊNCIA»
POEMA 25
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| Paul Cézanne, «Man Smoking a Pipe», c. 1902. |
AUSÊNCIA
Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa
terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma
ausência é mais funda do que a tua.
Poema e imagem recomendados por: Diana Vicente, 9.º ano / Turma A.
EU, LEITOR(A), SUGIRO «O MUNDO É UMA BOLA»
Eu, leitor, sugiro um livro do autor português de que gosto bastante, Álvaro Magalhães, O mundo é uma bola, que é o primeiro livro da coleção «Os Indomáveis FC».
A história fala-nos de dois
irmãos que mudaram de cidade pelo divórcio dos pais. Como praticavam o seu desporto
favorito, o futebol, procuraram na sua nova zona de residência um clube onde
pudessem jogar. No entanto, viram-se confrontados com a desilusão de não serem
escolhidos pelo clube nos testes que fizeram, porque os escolhidos foram os
miúdos que eram os filhos de amigos dos treinadores. Não sendo escolhidos,
juntamente com outros miúdos da rua, formaram uma equipa, um clube de bairro começado
do zero.
O livro retrata uma
realidade com as suas desilusões e as suas dificuldades, mas também transmite
esperança e a ideia de que existe sempre uma alternativa, que não nos devemos
resignar, mas, sim, que podemos construir o nosso caminho e que nada é
impossível.
Esta obra tem uma linguagem
clara e real e, apesar de ser um livro sobre futebol, não é de todo exclusivo
para rapazes! A motivação, a iniciativa, a coragem e principalmente a LIBERDADE
é o que nos contagia e nos deixa rendidos a esta obra de Álvaro Magalhães.
«Lês e esqueces que estás a
ler. Pensas que estás a jogar, a viver».
A DASH OF POETRY «PURPLE COW»
The Purple Cow
Poema recomendado e lido por: Vasco Costa, 6.º ano / Turma B.
👉 Para ouvir a leitura na voz do Vasco, clica aqui.
quarta-feira, 24 de março de 2021
À DESCOBERTA DO PI (𝝅)
A LEITURA, a LITERATURA e a MATEMÁTICA juntaram-se para uma séria investigação sobre o 𝝅.
Tudo começou com uma interessante leitura do texto «O 𝛑» (in Pequeno Livro de Desmatemática, de Manuel António Pina), que levou alunos e professores numa curiosa viagem no tempo, pelos quatro cantos do mundo, em busca dessa fascinante e misteriosa «personagem» da realidade matemática.
A POESIA veio dar uma ajuda à investigação com o poema «A história infinita do 𝛑» e acabou por revelar que essa dita «personagem» «... nasceu / da estranha relação de um diâmetro e uma circunferência».
Avaliada a perspicácia (e os conhecimentos) dos jovens «investigadores» com a realização de um desafiante Kahoot, foi tempo de confirmar esta «estranha relação de um diâmetro e uma circunferência»
Munidos de papel, lápis, borracha, régua, tesoura e de um recipiente cilíndrico e de fio, os nossos «investigadores» passaram à ação.
As tarefas multiplicaram-se para lá dos écrans, com mais ou menos destreza, com mais ou menos rigor: usar um fio para contornar o objeto cilíndrico, de modo a obter a medida do perímetro do círculo; medir o diâmetro da base do cilindro...
| Clica sobre a imagem para a veres melhor. |
E os resultados foram surgindo: 3,1416... . Estava, finalmente, descoberto o valor do 𝛑!
E o resultado foi sempre, sempre o mesmo? Pois... sim... mais ou menos... nem sempre! Então, a professora de Matemática lá ajudava (do lado de lá do écran): tenta lá outra vez; presta atenção às medições; para medires o diâmetro tens de passar mesmo pelo centro do círculo; agora tenta novamente a divisão...
Apetecia chegar lá, ajudar a medir, mas, por mais que se esticasse a mão... o écran não deixava!
O que interessa mesmo é que foi uma investigação concluída com sucesso. Agora, todos sabem: o 𝛑 é um número irracional cujo valor é 3,1415926358979323846..., ou seja, uma sequência infinita de dígitos.
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! - «A PESCA»
POEMA 24
A DASH OF POETRY «FIRE AND ICE»
terça-feira, 23 de março de 2021
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! - «DESINFERNO II»
POEMA 23
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| Leonora Carrington, «Pastoral» (1950). |
DESINFERNO II
Caísse a montanha e do oiro o brilho
O meigo jardim abolisse a flor
A mãe desmoesse as carnes do filho
Por botão de vídeo se fizesse amor
O livro morresse, a obra parasse
Soasse a granizo o que era alegria
A porta do ar se calafetasse
Que eu de amor apenas ressuscitaria
Luiza Neto Jorge
Poema e imagem recomendados por: Layla Hawcroft, 8.º ano / Turma A.
A DASH OF POETRY «DESPITE THE STORMS
Despite The Storms
Despite the storms,
beauty arrives like
it was always going to.
Despite the darkness,
the light returns.
Despite your loss,
your heart will be
full again.
Despite the breaking,
your heart will feel
like it belongs in the
land of joy once more.
This is how it will
always be. Keep living.
Poema recomendado e lido por: Gabriel Furtado, 9.º ano / Turma A.
👉 Para ouvir o poema na voz do Gabriel, clica aqui.
segunda-feira, 22 de março de 2021
DIA MUNDIAL DA ÁGUA
Celebra-se hoje, dia 22 de março, o Dia Mundial da Água, data que visa alertar as populações e os governos para a urgente necessidade de preservação e poupança deste recurso natural tão valioso.
Para assinalar esta data, partilhamos com os nossos leitores um texto coletivo produzido, em março de 2019, pelos alunos do 3.º ano da Escola EB1 N.º 2, e que está publicado nas Histórias da Ajudaris' 19.
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| Fotografia de Luís Duarte |
Monchique, 19 de março de 2019
Olá, meninos do mundo inteiro!
O meu nome é Chic. Sou uma gota de água muito pequenina da serra de Monchique. Sou vivaça, ladina e muito curiosa. Vivo em algumas das ribeiras, nos riachos e nas fontes. Também salto das torneiras e, volta e meia, chego ao mar.
No mar, encontro muitas gotinhas de água de todas as partes do mundo que me contam histórias terríveis. Dizem-me que a água doce está em perigo e que um dia pode acabar.
Meninos, preciso da vossa ajuda!
É urgente poupar água: em casa, na escola, nos jardins, na rua… em toda a parte.
Poupar água é uma lição que todos temos que aprender, para que não haja meninos sem água para beber.
Um grande abraço molhado,
Chic
Sou uma gota pequenina
Sou vivaça e sou ladina,
Deram-me o nome de Chic.
As fontes vou visitar,
Também salto das torneiras,
Volta e meia chego ao mar.
Que também vos vou contar.
E um dia pode acabar.
P’ra que não haja meninos
Sem água para beber.
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! - «A MINHA CIDADE»
POEMA 22
Poema recomendado por: Daniela Reis, 6.º ano / Turma B.
👉 Para ouvir o poema na voz da Daniela, clica aqui.
A DASH OF POETRY «YOU WERE THERE»
You Were There
When tears fell from my eyes,
you were there to brush them away.
When I was lost in confusion,
you were there to say that everything would be okay.
When I stood before you falling apart,
you were there to lend your heart.
When I felt like no one could understand,
you were there to take my hand.
When no one else was left to care,
you were there.
domingo, 21 de março de 2021
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! - «POEMA QUOTIDIANO»
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| José Malhoa, «As promessas», 1933. |
POEMA QUOTIDIANO
É tão depressa
noite neste bairro
Nenhum outro porém senhor administrador
goza de tão eficiente serviço de sol
Ainda não há muito ele parecia
domiciliado e residente ao fim da rua
O senhor não calcula todo o dia
que festa de luz proporcionou a todos
Nunca vi e já tenho os meus anos
lavar a gente as mãos no sol como hoje
Donas de casa vieram encher de sol
cântaros alguidares e mais vasos domésticos
Nunca em tantos pés
assim humildemente brilhou
Orientou diz-se até os olhos das crianças
para a escola e pôs reflexos novos
nas míseras vidraças lá do fundo
Há quem diga que
o sol foi longe demais
Algum dos pobres desta freguesia
apanhou-o na faca misturou-o no pão
Chegaram a tratá-lo por vizinho
Por este andar… Foi uma autêntica loucura
O astro-rei tornado acessível a todos
ele que ninguém habitualmente saudava
Sempre o mesmo indiferente
espetáculo de luz sobre os nossos cuidados
Íamos vínhamos entrávamos não víamos
aquela persistência rubra. Ousaria
alguém deixar um só daqueles raios
atravessar-lhe a vida iluminar-lhe as penas?
Mas hoje o sol
morreu como qualquer de nós
Ficou tão triste a gente destes sítios
Nunca foi tão depressa noite neste bairro
Ruy Belo
Poema e imagem recomendados por: Simão Manuel, 9.º ano / Turma A
A DASH OF POETRY: «LET'S CHANGE OUR THOUGHTS»
Let’s change our thoughts
Maybe no one would be afraid to say their sexuality
And if there weren’t racist people
Maybe no one would get hurt
But if we try to change our thoughts
Maybe everyone will be happier
So let’s change once and for all
Because it will be better for everyone!
sábado, 20 de março de 2021
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! - «CHUVA»
POEMA 20
A DASH OF POETRY: «WHY I RUN»
WHY I RUN
I run just because
to feel my heart pump
to know I exist
to feel my hair whip around me
to feel the wind sting my eyes
and to slow my chest burning
just to know I did something
(written by Katie Wiles)
Poema recomendado e lido por: Maria Laura Alves, 9.º ano / Turma B
👉 Para ouvir o poema na voz da Maria Laura, clica aqui.
sexta-feira, 19 de março de 2021
MARÇO, MÊS DA POESIA - UM POEMA POR DIA?! QUE BEM QUE NOS FARIA! - «BLUES DA MORTE DE AMOR»
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| Fotografia de Riana Venda |
BLUES DA MORTE DE AMOR
já ninguém morre de amor, eu uma vez
Vasco Graça Moura
Poema recomendado por: Riana Venda, 8.º ano / Turma C
Imagem: Fotografia de Riana Venda.








