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sábado, 9 de dezembro de 2023

A ALEGRIA DE LER E PARTILHAR BONS LIVROS!

A atividade «À Roda dos Livros» continua a ser uma «caixinha de surpresas». É verdade que há sempre um ou outro aluno que se esqueceu de ler o seu livro, ou que diz não ter tido tempo, mas a maioria assume com responsabilidade a tarefa e muitos alunos surpreendem-nos com as suas escolhas.

No 9.º ano, a “fasquia” está elevadíssima e já é evidente, nalguns casos, uma maturidade leitora, que se foi construindo gradualmente. Consequentemente, os alunos têm noção dos seus excelentes desempenhos e sente-se no ar a contagiante alegria de ler e de partilhar bons livros.

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

«À RODA DOS LIVROS» VOLTA A RODAR!

Há novos alunos na escola e novos professores de Português, mas a atividade «À Roda dos Livros» já roda e vai rodar por todas as turmas do 5.º ao 9.º ano.

Quem conhece a atividade reconhece o seu inquestionável contributo para a promoção da leitura e para o desenvolvimento das competências que lhe estão associadas, inclusive no domínio da oralidade. Quem a não conhece deixa-se convencer. E os alunos, que já estão familiarizados com a atividade, dão uma ajuda preciosíssima! Muitos deles continuam a surpreender-nos com a qualidade das leituras e apresentações excecionais; outros, porém, ainda precisam de melhorar o seu desempenho. E para melhorar, basta querer e investir na leitura.



segunda-feira, 6 de novembro de 2023

ESCRIT@TOP.COM - TEXTO DE OPINIÃO - IMPORTÂNCIA DOS PROJETOS COLETIVOS DESENVOLVIDOS NA ESCOLA

 

O meu ponto de vista sobre a importância de projetos coletivos desenvolvidos na escola é bem positivo e, para demonstrar isso, tenho duas razões que podem justificar a sua importância.
A minha primeira razão é que esses projetos podem ser divertidos, movimentados ou até intrigantes. Um exemplo de um projeto não movimentado, mas intelectual, é «À Roda dos Livros». Este consiste em lermos um livro à nossa escolha e fazermos um pequeno resumo sobre o mesmo, mas tem de ser mesmo pequeno, já que só temos três minutos para o apresentar.
A minha segunda razão é que nem todos os projetos são pouco movimentados. Um exemplo disso é o campeonato de futebol, em que eu, inclusive, já participei. É preciso correr muito e é muito cansativo, mas vale a pena, porque é muito divertido. Infelizmente, a minha turma perdeu, mas estava uma grande plateia a assistir e havia barulho por todo o lado.
A minha conclusão é que os projetos coletivos desenvolvidos na escola podem ser divertidos, sociais, intelectuais ou muito mais, mas o mais importante é divertirmo-nos sempre.

Rodrigo Almeida, 8.º B.
NOTA: Texto produzido em sala de aula (avaliação sumativa).

quarta-feira, 10 de maio de 2023

ESCOLA A LER - PROJETO PESSOAL DE LEITURA

 

São várias as atividades que os nossos alunos estão a desenvolver no corrente ano letivo no âmbito do  projeto pessoal de leitura.

Há duas, no entanto, que nos merecem uma referência particular: «Março, Mês da Poesia», implementada ao longo de todo o mês de março, e «À Roda dos Livros», considerada pelas quatro docentes que lecionam a disciplina de Português como a atividade mais expressiva em termos de promoção da leitura e de desenvolvimento das competências leitoras, a que se associam competências ao nível da oralidade e da atitude cívica: saber ouvir, respeitar o outro, avaliar o colega com rigor e isenção.

Relativamente à atividade «Março, Mês da Poesia», que deu origem à publicação diária, neste blogue, de um poema sugerido por um aluno, acompanhado da gravação da sua leitura desse poema e também, quase sempre, de um quadro de um pintor célebre, que o aluno considerou estar relacionado com o poema, há que salientar o enorme contributo desta iniciativa para:

- Criar redes de leitura na escola, envolvendo toda a comunidade escolar;

- Incentivar o gosto pela poesia e o conhecimento de vários poetas e da sua obra;

- Incentivar à descoberta de sinergias entre diferentes manifestações artísticas;

- Valorizar a componente estética no ato de escuta;

- Melhorar a fluência e expressividade da leitura.

Clique sobre a imagem para aceder aos poemas sugeridos pelos alunos.

A atividade «À Roda dos Livros», que foi desenvolvida com todas as turmas dos 2.º e 3.º ciclos, no 1.º e no 2.º períodos, envolvendo os 185 alunos da Escola Básica Manuel do Nascimento, vai voltar a ser implementada no 3.º período.







Depois de visitas à biblioteca escolar para seleção de obras a ler de forma autónoma, os alunos estão, agora, dedicados à sua leitura individual, pois já há sessões agendadas para as últimas semanas do mês de maio.

segunda-feira, 27 de março de 2023

LER+ COM HISTÓRIA E EXPRESSÃO: PRODUÇÃO ESCRITA I (O RACISMO)


O projeto «Ler+ com História e Expressão», implementado no 9.º ano na modalidade de DAC (Domínio de Articulação Curricular), envolvendo as disciplinas de Educação Visual, Português e História, começou com atividades de leitura e está a evoluir para a produção escrita. 


Depois da leitura e ilustração de alguns excertos da obra O Caderno do Avô Heinrich, de Conceição Dinis Tomé, na disciplina de Educação Visual, os alunos passaram para a leitura autónoma de obras associadas aos conteúdos estudados na disciplina de História - II Guerra Mundial / Holocausto. Na atividade «À Roda dos Livros», que resulta de uma parceria entre a Biblioteca Escolar e a docente de Português, foram apresentados diferentes títulos sobre esta temática, o que permitiu a consolidação/aprofundamento dos conhecimentos adquiridos anteriormente.








Posteriormente, os alunos passaram para atividades de escrita sobre diferentes temáticas relacionadas com este conteúdo.


Publica-se, a seguir, um texto que aborda a problemática do racismo, produzido pelo aluno Bruce Dias, da turma B do 9.º ano, no âmbito da disciplina de História. 

O racismo ainda é uma triste realidade em muitos lugares do mundo. Apesar dos avanços nos últimos anos de luta contra a discriminação racial, ainda há muitos desafios a serem enfrentados para alcançar uma sociedade mais justa e igual.
Infelizmente, o racismo está presente em muitas áreas do mundo, no mercado de trabalho, na educação, na justiça e até mesmo no dia a dia. Muitas vezes essa discriminação é subtil e pode passar despercebida, mas os seus efeitos são muito prejudiciais.
O racismo não afeta só aqueles que são diretamente discriminados, mas também prejudica toda a sociedade. Quando pessoas são excluídas ou discriminadas por causa da cor da sua pele, origem étnica ou nacionalidade, isso prejudica a integração e coesão social, além de limitar as oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.
É importante lembrar que o combate ao racismo não é apenas responsabilidade das vítimas de discriminação, mas sim da sociedade em geral. Todos nós temos um papel na luta contra a discriminação racial e devemos trabalhar juntos para criar um mundo onde a igualdade e a diversidade sejam valorizadas e respeitadas.
Por fim, é fundamental que as políticas públicas e as leis trabalhem para combater o racismo e promover a igualdade de oportunidades. As empresas e organizações também devem adotar medidas para garantir que não haja discriminação racial nas suas práticas e processos de contratação.
Devemos todos esforçar-nos para construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde o racismo não tem lugar.

Autor do trabalho: Bruce Dias, 9.º B.

sábado, 17 de dezembro de 2022

EU, LEITOR(A) SUGIRO «UMA AVENTURA NA ILHA DESERTA»

 

Na atividade «À RODA DOS LIVROS», apresentei o livro Uma Aventura na Ilha Deserta, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, de que gostei muito, porque adoro aventuras.

Este livro conta-nos uma história em que participam as seguintes personagens: o Chico, o Pedro, o João, com o seu cão Faial, e as gémeas Teresa e Luísa com o seu cão Caracol.
Certo dia, estavam eles a brincar, quando veem algumas pessoas a fazer uma apresentação para participar num filme e, nesse momento, decidiram tentar participar. Passados uns dias, receberam a resposta e foi um belíssimo SIM.
Eles, curiosos, perguntaram logo onde iria ser gravado o filme e a resposta foi que iria ser na ilha Ko-Similan, situada na Tailândia.
Chegaram. A ilha era tão linda, mas tão linda, que quase ardiam os olhos. Mas nem tudo era perfeito. Havia uma mata muito densa e, diziam os tailandeses, quem entrasse lá dentro não saía.
No grupo havia cinco portugueses, uma chinesa e um peruano. Eles foram os primeiros a chegar à ilha. Passaram-se várias horas e, como não havia sinal da equipa de filmagem, começaram a preocupar-se.
Na manhã seguinte, acordaram e avistaram o barco da equipa a chegar. As filmagens começaram. Filmaram o quanto puderam e, quando anoiteceu, foram jantar, mas não correu muito bem, pois a chinesa e o peruano comeram alguma coisa que lhes fez mal, adoeceram e tiveram de ir embora.
Os cinco companheiros portugueses ficaram, participaram nas filmagens, juntamente com atores profissionais (Tarak e Amarilde), que envolveram mergulhos no mar e tubarões, mas nem tudo era o que parecia.
Depois de muitas peripécias, os cinco amigos vão à floresta proibida em busca de Amarilde e encontram aí o Tarak pendurado numa rede. Ao puxarem a rede foram parar a um compartimento secreto do palácio de Tosakan.
Descobrem, com alguma dificuldade, uma saída e voltam à praia, onde encontram Nívea e Kim, da equipa de filmagem, que transportavam umas caixas. Dentro de uma das caixas havia uma bomba de verdade, que seria usada para destruir as máquinas de filmagem, com o intuito de prejudicar Steve, que era o realizador.
Conseguirão os cinco companheiros sobreviver a tantos estratagemas?
Eu aconselho a leitura deste livro para quem gosta de aventuras e de emoção.

Anita Martins Pereira, 5.º A, n.º 2.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

EU, LEITOR(A), SUGIRO «O VERÃO SECRETO DO ZÉ»

 

            Eu li um livro que achei bastante divertido, interessante e com muitos outros aspetos positivos, chamado O Verão Secreto do Zé, de Jack Ryder, com uma continuação, O Mundo Misterioso do Zé, que também já li.

Este livro fala sobre um rapaz que ficou em casa, chegadas as férias do verão. Estava triste, porque os pais trabalhavam e não tinha amigos com quem brincar. Até que os seus vizinhos, Bruno e Raul, o convidaram para se aventurar com eles. E aí tudo mudou. O Zé ficou muito feliz. Fizeram uma amiga, numa estranha casa abandonada, uma «rapariga sem memória», e ajudaram-na a encontrar uma pessoa. Além, de muitas outras aventuras!
Eu li-o, porque o ganhei nos meus anos e porque achei a capa bonita e cativante.
Um aspeto positivo que eu encontrei neste livro foi: a fácil leitura, o que me ajudou a apresentar os dois livros numa atividade escolar chamada «À Roda dos Livros». Como o livro era de fácil compreensão e bastante divertido, isso fez com que me motivasse a ler sempre mais e a pensar no que vinha a seguir…
Eu acho que os jovens deviam ler este livro, porque motiva para a leitura, é interessante e porque a história está bem desenvolvida. Se lerem o primeiro livro, aconselho imenso a comprarem o segundo, caso contrário, ficaria um vazio no leitor e não conseguiriam acabar com a «fome» de ler.

 Diogo Luz, 8.º C, n.º 3.

Fonte da imagem: 

terça-feira, 22 de novembro de 2022

EU, LEITOR(A), SUGIRO «O PEQUENO LIVRO DOS MEDOS»

 

O PEQUENO LIVRO DOS MEDOS     

O melhor livro que já li chama-se «O pequeno livro dos medos» e foi escrito por Sérgio Godinho, que também é cantor. Eu li este livro para uma atividade da minha escola chamada «À Roda dos Livros» e, desde o início até ao fim, fiquei maravilhada com a história.

Como o título indica, o livro fala sobre medos. O narrador foi tentar descobrir o que isso era, pois ele tinha muitas dúvidas. Foi ao dicionário e, no início, a palavra «medo» não lhe dizia nada, mas depois foi procurar sinónimos e começou a ter sensações fortes e lembranças do passado que não eram nada boas. Até que começou a dar exemplos de situações e coisas que no passado o tinham assustado e, ao mesmo tempo que ia contando, ia percebendo que não valia a pena ter medo.
Este livro é a melhor história que eu já li, porque me identifiquei um pouco com as situações que relata. Muitas vezes temos medo e ficamos nervosos, mas depois percebemos que não vale a pena. Uma boa estratégia é falar sobre os nossos medos com as outras pessoas, pois vai ajudar a superá-los.
Creio que este livro é muito bom. Todos aqueles que têm medos deveriam lê-lo, pois considero que iria ajudar bastante.

 Lia Marques, 7.º B, n.º 9.

Fonte da imagem: https://www.bertrand.pt/livro/o-pequeno-livro-dos-medos-sergio-godinho/11237048

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

«À RODA DOS LIVROS» EM DESTAQUE NO BLOGUE DA RBE

A atividade «À Roda dos Livros», desenhada pela nossa biblioteca escolar e implementada regularmente, nas turmas dos 2.º e 3.º ciclos, desde fevereiro de 2012, continua a colher simpatias.

Replicada em várias escolas por professores que aqui se familiarizaram com esta forma de promover a leitura e de levar os alunos a falar dos livros que leram autonomamente, a atividade mereceu a atenção da Rede de Bibliotecas Escolares, que, no passado mês de julho, apresentou, no seu blogue, uma interessante publicação sobre esta iniciativa.

Clique sobre a imagem para ler a publicação da RBE.

No corrente ano letivo, a atividade vai manter-se no Agrupamento de Escolas de Monchique e há já sessões agendadas para todos os períodos.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

EU, LEITOR(A), SUGIRO «SEXTA-FEIRA OU A VIDA SELVAGEM»

  

            O livro que eu mais gostei de ler até hoje foi «Sexta-feira ou a Vida Selvagem», de Michel Tournier, autor que já faleceu, em 2016. Comecei a ler este livro para a atividade «À Roda dos Livros», quando andava no 8.º ano, como sugestão da professora Paula, Coordenadora da biblioteca da escola de Monchique.

            «Sexta-feira ou a Vida Selvagem» é um livro muito bom, que se lê bem, porque fala de uma «nova vida», protagonizada por Robinson Crusoe, numa ilha deserta. Ou quase deserta. Aí, começa tudo do zero, e é interessante ver como a personagem principal, Robinson, se consegue manter tanto tempo vivo (porque ele estava sozinho).
            Neste livro de aventura, a natureza é o pano de fundo, mantendo-nos ligados à história, página após página. Um dos melhores momentos é quando Robinson encontra outra pessoa na ilha, um nativo, ao qual chamou de «Sexta-feira», e desenvolve com ele uma amizade que os põe à prova, pois têm que se ajudar um ao outro.
Resumindo, é um livro de fácil leitura e compreensão. Uma história de ficção agradável e interessante para nós, jovens que gostam de aventuras. Se tivesse que comprar algum livro para oferecer, certamente, «Sexta-feira ou a Vida Selvagem» seria um deles.

           Tomás Albano, 9.º C, n.º 14 

domingo, 13 de março de 2022

SEMANA DA LEITURA 2022: «À RODA DOS LIVROS» DÁ INÍCIO À SEMANA

A Semana da Leitura 2022, que se comemorou de 7 a 11 de março, começou da melhor forma na Biblioteca Escolar com os alunos do 5.º B reunidos em círculo para falar de livros e de leituras. Estamos, já se adivinhou, a falar da nossa atividade «À Roda dos Livros», que consiste na apresentação individual de um livro lido autonomamente por cada aluno, iniciativa que se repetiu com a turma do 5.º A no dia 10 de março.


Apesar de os alunos do 5.º ano ainda não estarem muito familiarizados com esta atividade, já assistimos a apresentações surpreendentes, reflexo de leituras cuidadas e responsáveis e de uma seleção criteriosa dos livros, as quais se constituíram como um bom exemplo para iniciativas futuras.


quinta-feira, 3 de março de 2022

EU, LEITOR(A), SUGIRO «A PÉROLA»

 

O meu livro preferido é A Pérola, de John Steinbeck. Foi um livro que apresentei na atividade «À Roda dos Livros», no oitavo ano, e que me tocou de maneira especial.

O principal motivo para ser o meu livro preferido é o contraste de situações e conceitos nele presentes. Por exemplo: selva e cidade; pobreza e riqueza; felicidade e tristeza. Trata-se de uma família indígena que, quando o filho adoece, procura e encontra uma pérola. A pérola servia para pagar o tratamento do filho. Ao longo da história, a família envolve-se no «mundo dos ricos», algo que só lhes veio piorar a vida. Ao lermos o livro, vemos que a pérola, símbolo de riqueza, funcionava como um símbolo de má sorte. Nem todas as histórias têm um final feliz.
Também gostei em particular deste livro pelo simples motivo de ser bastante realista, facilmente lia um acontecimento destes numa notícia de jornal. Este livro ensina-nos que, por vezes, a ganância pode consumir-nos de uma maneira terrível. Por isso, às vezes, temos de ter alguma humildade e ceder aos «outros».
Este livro transmite uma sensação diferente ao leitor. Assim que comecei a ler, não consegui parar, tinha de saber como ia acabar… É um livro de leitura fácil e de fácil compreensão.

Pedro Alves, 9.ºA, N.º 13.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

«À RODA DOS LIVROS» VOLTA A TRAZER AS TURMAS À BIBLIOTECA

A atividade «À Roda dos Livros» inventou-se, reinventou-se nas modalidades  de ensino a distância e ensino híbrido e voltou quase ao normal no final deste 1.º período, pese embora o distanciamento físico que é recomendado, a imprescindível desinfeção das mãos e o uso obrigatório da máscara.

Pela biblioteca passaram a turma do 5.º B e todas as turmas do 3.º ciclo, nesta atividade que a maioria dos alunos já conhece bem, mas que foi uma estreia para as novas professoras.

A opinião, no entanto, é geral entre os professores: é uma atividade que promove efetivamente a leitura e o desenvolvimento de capacidades associadas à oralidade. Há ainda um conjunto de valores que estão implícitos na sua dinâmica: responsabilidade, empenho, autonomia, saber ouvir, respeitar o outro, saber avaliar.

E há sempre alunos que nos surpreendem com leituras sérias, rigorosas, e apresentações memoráveis. Não são todos, obviamente, mas «o caminho faz-se caminhando» e, na maior parte da vezes, para conseguir, basta querer e... LER.




sábado, 20 de novembro de 2021

ESCRIT@TOP.COM: MONCHIQUE E OS SEUS LUGARES AMADOS III

 

Fotografia; @N. Lemos

«No outono, é um deslumbramento. Pelas encostas da serra alastram rios de lava – a derradeira beleza das folhas quando os castanheiros se despem. Os medronhos, em tons de amarelo e vermelho, ardem em cachos ao lado da brancura perfumada do candeio. Surgem os cogumelos e as castanhas, os diospiros e as romãs. Por vezes, a bruma passeia-se pelas ruas e pelos vales, envolvendo a vila e a serra num arrepio de nostalgia e mistério e incendiando-se, à noite, na luz amarela dos lampiões.»

(António da Silva Carriço, «Memória das Coisas», 2.ª ed.,
s/l, «O Monchiqueiro», [2008], p.167.)

O SOFÁ
Fotografia; @Riana Venda

No Pico do Algarve, acima dos 900 metros de altitude, quase no cimo daquele monte de pedras na Foia, encontram-se umas pedras misteriosas. Não são misteriosas como a pedra filosofal de Harry Potter, mas têm muito para contar.

Deram o nome de sofá a estas pedras, alguns também a chamam de «Pedra Lisa», mas é mais utilizado o nome «Sofá». Mas porque é que foram dar este nome a umas pedras? Ninguém sabe ao certo, mas é porque a sua forma é completamente lisa como um livro requisitado numa biblioteca e as pedras em volta, dando privacidade aos jovens e adultos que lá vão, também são confortáveis como o berço de um recém-nascido.

 E o que torna este sítio ainda mais belo é a paisagem azul da serra, da cidade e mais à frente do mar. Faz lembrar os livros escritos por Sophia de Mello Breyner devido à nitidez com a qual se vê a água…

Estas pedras misteriosas têm muito para contar. Muitos jovens de Monchique passam por acontecimentos interessantes naquele sofá, como o seu primeiro beijo, passar uma noite de cinema com os seus amigos, cantar com uma guitarra, numa roda, uma canção que os anime, e muito mais. O sofá está sempre a fazer a sua magia, a dar recordações às pessoas que lá vão, a trazer encantamento às suas vidas.

O segredo por trás daquela pedra ninguém o conhece muito bem, mas tem que haver algum!

Riana Venda,  9.º C, N.º 12.

FORNALHA

Fonte da imagem: https://blog.algarveholidaylets.com/fonte-santa-da-fornalhe-thermal-springs/

Com vista para a costa algarvia, a Fornalha é uma das sete maravilhas de Monchique, na minha opinião.

Fornalha é uma pequena e humilde aldeia. Tem o privilégio de ter uma das fontes mais belas e conhecidas de Monchique, a Fonte Santa, um ponto turístico bastante conhecido por lá. Os residentes da Fornalha têm uma vista espetacular para praticamente o Algarve todo, tendo também uma das maiores barragens algarvias: a barragem de Odelouca.

Um outro ponto turístico da Fornalha, este não tão conhecido, é o Castelo de Alferce. Apesar de ter esse nome, penso que se situa lá na Fornalha... Nesse castelo, habitam os maiores veados da serra de Monchique… e já foram vistos muitas vezes!

Lourenço Rio, 9.º C, N.º 4.

A VARANDA

Fotografia; @Manuel Rosa

Quando entro na minha varanda, bate o sol! Ouve-se o vizinho de baixo a tocar flauta, os pássaros a cantar, tudo em sintonia. Quando se olha para a frente, vê-se a fachada da Picota, com uns pontos brancos espalhados, são as casas! Quando fecho os olhos, vem-me à cabeça verde e mais verde, porque aquilo é muito bonito e respiro o ar puro da floresta… Os pássaros a passarem à minha frente … é extraordinário! Também sinto o poder que a Natureza tem.

Manuel Rosa, 9.º C, N.º 7.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

«À RODA DOS LIVROS» MEDIADA POR DISPOSITIVOS ELETRÓNICOS

Os ambientes mudaram. A realidade escolar está agora inevitavelmente associada ao écran, de um computador, de um telemóvel, de um tablet. O distanciamento físico impõe-se, mas o isolamento social não! E a vida, a aprendizagem, a leitura não podem parar. Mantêm-se, por isso, muitas das atividades escolares desenvolvidas no regime presencial, agora com as necessárias adaptações para uma modalidade de ensino a distância.

A atividade «À Roda dos Livros» continua a marcar presença. Faltam, é certo, os círculos de alunos na biblioteca escolar, a agitação da chegada, o entusiasmo na saída. Mas o essencial está lá, do lado de lá dos écrans: os leitores, os livros, as leituras, as partilhas. E as obras continuam a rodar nas vozes dos alunos e alunas, retratando posturas, responsabilidades (algumas ainda por desenvolver), competências e muitas emoções. Sim, porque a leitura também é isso. O ato de ler está inevitavelmente associado a um redemoinho de emoções que nos fazem crescer como leitores e como cidadãos.

No entanto, «ser leitor é um processo muito longo, porque ser leitor não é apenas saber ler» (Cerrillo, 2018). E é isso que os alunos vão descobrindo na atividade «À Roda dos Livros». Cada nova edição é sempre uma surpresa e, nesta modalidade de ensino a distância, a grande surpresa chegou-nos das turmas do 8.º ano com a revelação de muitos alunos que começam a investir no seu percurso como leitores.

sábado, 19 de dezembro de 2020

«À RODA OS LIVROS» VOLTA AO NORMAL NAS TURMAS DO 7.º ANO

A atividade «À Roda dos Livros» sofreu, necessariamente, algumas adaptações na maior parte das turmas da nossa escola. No entanto, nas turmas do 7.º ano, constituídas por um reduzido número de discentes, foi possível corresponder às expectativas dos alunos e voltar a realizar a atividade na biblioteca escolar, garantindo o devido distanciamento físico.
Apesar de ter decorrido cerca de um ano desde a última «À Roda dos Livros» presencial, os alunos continuavam familiarizados com a atividade e muitos deles revelaram-se preparadíssimos para o desempenho da sua tarefa e surpreenderam colegas e professoras com livros interessantes e apresentações estruturadas e motivadoras.


Alguns dos livros apresentados pelos alunos do 7.º ano

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

«À RODA DOS LIVROS» MUDOU, MAS NÃO PAROU!

 A atividade «À Roda dos Livros» volta a estar presente na rotina escolar, apesar de todas as limitações impostas pela pandemia.

O formato é agora muito diferente: os círculos de alunos na biblioteca escolar foram suspensos e a atividade passou a conjugar o regime presencial com a modalidade a distância. Assim, alunos e professores, todos participam, incluindo os que se encontram em isolamento profilático. 

A atividade começa na sala de aula, onde são relembradas as regras e distribuídas as fichas de auto e heteroavaliação. Pequenos grupos de alunos (4 ou 5 alunos) dirigem-se depois, faseadamente, à biblioteca escolar e, a partir daí, interagem, via Google Meet, com os colegas que estão na sala de aula e com os que  (colegas e/ou professores) estão ausentes por motivos de saúde.



Os livros, esses, continuam a desfilar nas mãos e nas vozes dos alunos e vão contando histórias, revelando sentimentos e emoções e conquistando adeptos. Cada livro apresentado convida à leitura, com maior ou menor convicção, com mais ou menos empenho. Há, no entanto, sugestões extraordinárias e apresentações surpreendentes que nos enchem o coração.




segunda-feira, 29 de junho de 2020

À RODA DOS LIVROS: ATIVIDADE REINVENTADA PARA A MODALIDADE DE ENSINO A DISTÂNCIA

A atividade «À Roda dos Livros» é, provavelmente, uma das principais estratégias para promover a leitura junto dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos no Agrupamento de Escolas de Monchique, contribuindo, também, inquestionavelmente, para o desenvolvimento das competências associadas ao domínio da oralidade.


Com o encerramento das escolas, esta atividade, que reúne todos os alunos de uma turma na biblioteca escolar para aí partilharem as suas leituras, tornou-se, obviamente, inexequível.
No entanto, os professores demonstraram, ao longo do 3.º período, uma capacidade extraordinária para se adaptarem a uma nova modalidade de ensino a distância e souberam ultrapassar barreiras, adequar estratégias e reinventar atividades. «À Roda dos Livros» viu-se também reinventada, com surpreendente sucesso, pelas professoras Filipa Batista e Marília Alfredo, que convidaram os alunos a dar continuidade à atividade, gravando a apresentação de um livro, a qual pode, posteriormente, ser partilhada com a turma, nomeadamente com recurso a QR Code.

Para ouvir a apresentação da Mariana Santos, da turma C do 9.º ano, sobre a obra O Tatuador de Auschwitzclique aqui.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

HÁ SEMPRE VOLUNTÁRIOS PARA MAIS «UM LIVRO POR SEMANA»!

A rubrica de leitura «Um Livro por Semana», que todas as quintas-feiras vai para o ar na Rádio Foia, faz-se ininterruptamente, porque há sempre alunos que se voluntariam para participar ou que aceitam o convite que lhes é dirigido.

A Matilde Duarte, da turma A do 8.º ano, começou bem cedo nestas lides da Rádio Foia, quando ainda estava no 1.º ciclo. Tomou-lhe o gosto e, agora, está sempre disponível para partilhar livros e leituras aos microfones da nossa rádio local. Desta vez, escolheu A Pérola, de John Steinbeck, para apresentar aos ouvintes, avisando, no entanto, que este livro poderá não ser aconselhável a leitores mais suscetíveis. O excerto que selecionou para ler em direto comprovou o alerta da aluna e foi estrategicamente escolhido com o objetivo de revelar a atitude do médico da cidade, que se recusou a tratar o bebé, o Coyotito, picado por um escorpião, porque a família não tinha dinheiro para lhe pagar.


Já a Daniela Dimas, da turma B do 6.º ano, recebeu o convite, depois de uma excelente apresentação na atividade «À Roda dos Livros», com alguma apreensão. Para se sentir mais confiante e apoiada, ela própria desafiou as colegas de turma, a Clara Jorge e a Anastácia Azarova, para a acompanharem numa leitura dialogada da obra Os Piratas, de Manuel António Pina. Digamos que foi uma equipa perfeita. A Daniela iniciou a sessão com uma sinopse da obra. Depois, as três meninas fizeram uma expressiva e cativante leitura dialogada a três vozes, deixando transparecer todo o cuidado e empenho que colocaram na preparação do texto.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

FALANDO DE LIVROS COMO QUEM GOSTA DE LER!

O Martim Amaro e o Bruno Varela não gostam de ler. Eles próprios admitiram isso aos microfones da Rádio Foia no passado dia 9 de janeiro. Então o Bruno, se lhe dissessem há uns dias que iria falar de um livro na rádio local... Impossível! Nem em sonhos!
Mas há livros que têm esta capacidade de nos fazer mudar de ideias... que mexem connosco. O Caderno do Avô Heinrich, de Conceição Dinis Tomé, é um desses livros.


O Martim procurava um livro «bem fininho» para uma atividade de leitura na escola. A professora  bibliotecária levava  O Caderno do Avô Heinrich na pasta, acabadinho de ler. A sugestão ficou. O Martim agarrou-a, satisfeito com o reduzido número de folhas e entusiasmado com a sinopse.
O dia prometia! Afinal, não é todos os dias que vamos de Monchique a Lisboa para um treino no Seixal, na academia do Benfica. A viagem ainda é longa e um livrinho até podia dar jeito. A mãe achou estranho o silêncio do filho e culpou o telemóvel: Mas o motivo era outro: o filho estava a ler! A ler? E continuava a ler! Até deu direito a uma fotografia inimaginável para enviar para uma colega.

No caso do Bruno, a leitura fez-se pouco a pouco, devagarinho, de forma faseada. Mas a apresentação do livro na atividade «À Roda dos Livros» foi surpreendente. O Bruno superou-se e surpreendeu os colegas e as professoras com a sua prestação.

O convite foi feito. O Martim comprometeu-se logo em dezembro: a primeira edição de 2020 de «Um Livro por Semana» seria responsabilidade sua. 
Mas a insegurança chegou em janeiro: já tinha lido o livro havia algum tempo... pensava que era só na semana seguinte. E se convidássemos o Bruno para o acompanhar? Parecia uma boa ideia! Entre os dois, poderiam fazer uma boa apresentação. 
Pensam que foi fácil convencer o Bruno?! Deu luta! Foi bem difícil, mas o resultado superou as expectativas. O Bruno resumiu parte da história, o Martim leu (e que bem!) um excerto bastante comovente e os ouvintes ficaram a conhecer O Caderno do Avô Heinrich. A jornalista Idalete Marques aproveitou e fez, logo ali, a requisição de um exemplar da obra, incentivada pela apresentação dos dois rapazes.



No fim, ao ser questionado sobre a leitura, o Martim admitiu que aquele livro... aquele, sim, tinha gostado de ler!
À saída do estúdio, recordou que a leitura daquela obra o tinha motivado para a escrita de um bonito texto sobre a história da sua avó paterna.
O texto, que já foi publicado neste blogue, é este:

MISTÉRIO NO RAMELAU

Havia no Ramelau, a mais alta montanha de Timor Leste, uma família cujo pai provinha de Macau. Homem de poucas palavras, este. A mãe, essa era escurinha, filha da natureza, provinha do Ramelau. Um dia, tiveram uma filha a quem deram o nome de Crescência. Parecia uma chinesinha, a menina, escurinha e baixinha, como até hoje é.
Mas quem diria, o mistério ainda estava por chegar. Um soldado português, de seu nome Manuel, envolveu-se com a “Chinesinha”, que conheceu por alturas da guerra colonial, e por lá ficou. Tiveram filhos. Belos filhos, que um dia viriam a ser a minha família.
O mistério maior foi quando quiseram vir para Portugal. Já antes, o pai de Crescência tinha tido o sonho de conhecer a metrópole, mas já a mãe não queria sair da ilha onde tinha nascido e criado os seus filhos. Na altura de partirem, a família recebeu a triste notícia que o pai não tinha aguentado a dor e viera a falecer. Crescência e Manuel partiram de barco com os seus filhos, abalados pela saudade. Dois anos depois, já nesta linda vila de Monchique, tiveram um filho que, de entre todos os sete que tiveram, viria a ser o meu pai. Pedro, foi o nome que recebeu.