domingo, 1 de novembro de 2020

À CONVERSA COM PEDRO SEROMENHO

O escritor e ilustrador Pedro Seromenho esteve virtualmente presente em todos os estabelecimentos de ensino do Agrupamento de Escolas de Monchique, nos passados dias 27, 28, 29 e 30 de outubro, no âmbito do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares.

O autor falou das suas raízes algarvias, contou várias histórias, apresentou algumas das suas obras, incluindo uma que está prestes a ser lançada, e reservou uma parte da sessão para a ilustração em direto. Os momentos da ilustração foram os preferidos dos alunos e, por isso mesmo, Pedro Seromenho digitalizou e enviou para a escola alguns dos trabalhos produzidos.



Apesar de certos inconvenientes técnicos, no final de algumas sessões os alunos puderam colocar questões a este autor cuja obra já conheciam, nomeadamente Porque é que os animais não conduzem?, livro que tem sido um dos mais votados na últimas edições de «Miúdos a votos: quais os livros mais fixes?».

A Biblioteca Escolar agradece a colaboração da Biblioteca Municipal de Monchique e o patrocínio do Município de Monchique por terem tornado possível a realização desta atividade.


sexta-feira, 30 de outubro de 2020

+ CIÊNCIA ON - QUESTÃO 1

Começa aqui uma nova rubrica deste blogue que desafia os alunos a exercitarem as suas competências de pesquisa na Web para descobrirem a resposta a uma questão sobre um conteúdo científico. 

Por cada desafio, os alunos podem somar 2 pontos: 1 ponto pela resposta correta  + 1 ponto pela indicação adequada do(s) site(s) consultados. No final de cada período letivo, serão atribuídos prémios aos alunos que somarem um maior número de pontos.

QUESTÃO 1

NOTA PRÉVIA

Uma vacina é uma preparação antigénica que, quando administrada num indivíduo, induz uma resposta imunitária protetora específica de um ou mais agentes infeciosos. Em 1812 é publicada a primeira recomendação para vacinação universal gratuita em Portugal (vacina contra a varíola), sendo disponibilizada na região de Lisboa. Mais tarde o Programa Nacional de Vacinação (PNV) arrancou em Portugal, incluindo vacinas contra a tuberculose, tosse convulsa, poliomielite, varíola, difteria e tétano. Foi criado nesta altura o Boletim Individual de Saúde que faria prova da vacinação.

O PNV recomenda as vacinas que devem ser tomadas numa base de rotina, bem como as respetivas idades de vacinação. As vacinas incluídas no PNV são administradas universal e gratuitamente ao maior número possível de cidadãos.

QUESTÃO


Clica sobre a imagem para a veres melhor.

PRESTA ATENÇÃO:

👉 Faz uma pesquisa cuidada sobre o assunto, de acordo com as indicações que constam do guião «Como pesquisar na Web», que a seguir se disponibiliza.

       Clica aqui.

👉 Responde à questão no formulário que se segue.

      Clica aqui.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

SELO CURIOSO 9 - MONUMENTOS

 

Selo com a imagem da Janela do Convento de Cristo, em Tomar, emitido em 1973.

A imagem que vemos neste selo é muito conhecida. Sabem do que se trata? É a Janela do Capítulo, num monumento muito importante na História de Portugal, que se chama Convento de Cristo. Podemos visitá-lo na cidade de Tomar.

Esta famosa janela pertence ao estilo arquitetónico Manuelino, que estudamos no 5.º ano, e tem presentes figuras associadas à Expansão Marítima: a madeira, o cordame, as bóias, a cruz heráldica, a esfera armilar, o brasão do reino…

 O Convento da Ordem de Cristo, cuja construção decorreu entre os séculos XII e XVII, foi edificado no interior do antigo castelo dos Templários da cidade de Tomar e foi classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Conta muita História da Arte, porque é extremamente rico em estilos arquitetónicos de séculos diferentes: desde o Românico, passando pelo Gótico, pelo Classicismo, até ao Barroco. A importância histórica, política e artística deste Convento consagrou-o como um dos mais paradigmáticos monumentos de Portugal.

Se um dia fores visitar a cidade de Tomar, não te esqueças que este é o principal ponto histórico que deves conhecer! 

Conteúdo produzido pela Professora Daniela Caramalho (HGP)

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

ESCRIT@TOP.COM - O ENSINO À DISTÂNCIA II

 Texto de opinião - O ensino à distância


            O ensino à distância é uma metodologia um pouco diferente. Eu, como aluna, vi algumas desvantagens e também algumas vantagens nessa modalidade de aprendizagem.

Na minha opinião, nós, alunos, conseguimo-nos adaptar razoavelmente, no entanto, tivemos mais dificuldades na compreensão da matéria, porque trabalhar a partir de um ecrã não é a mesma coisa que estar presencialmente na sala a interagir. Nós também estávamos sobrecarregados, pois a maioria dos professores optava por dar as suas aulas de forma assíncrona e isso fazia com que nós tivéssemos muitos trabalhos e na maioria das vezes tínhamos de os entregar todos no mesmo dia. Também acho que com este método de ensino peculiar, para os alunos da minha escola, a participação diminuiu drasticamente, porque os alunos tinham vergonha.

Mas este ensino também nos permitiu viver uma experiência nova, permitiu-nos crescer enquanto pessoas, fez-nos perceber que estar em casa é bom, mas que temos de socializar e conviver, e que a liberdade tem de ser valorizada. Com tudo isso, o ensino à distância também nos permitiu melhorar o nosso comportamento em sala de aula, já que nós estávamos sozinhos e não tínhamos ninguém com quem conversar.

Concluindo, o ensino à distância permitiu-nos ver e viver uma era da história que poucas pessoas viveram e que trabalhar em casa não é tão bom quanto parece. Ao estar longe da escola também percebi que a interação entre aluno professor, professor aluno, é muito importante para a nossa aprendizagem.

Autora do texto: Matilde Duarte - 9.º A

   

LÍNGUA APURADA: PODER OU PUDER?

A palavra poder existe na Língua Portuguesa como nome e como verbo.

Exemplos:

👉 O poder subiu-lhe à cabeça. (nome)

👉Tenho de fazer uma boa pesquisa para poder realizar este trabalho convenientemente. (verbo)

No entanto, na flexão do verbo poder, vamos encontrar a forma verbal puder, no futuro do conjuntivo (1.ª e 3.ª pessoa do singular).

Exemplos:

👉 Amanhã, se eu puder, vou contigo ao cinema.

👉 Se ele puder, optará pela disciplina de Francês.

 

Aliás, a dificuldade sobre o uso de o ou u, mantém-se noutras formas verbais.

Vejamos:

👉 Hoje não podemos ir à praia porque faz muito frio e ontem também não pudemos porque chovia.

Verificamos, neste exemplo, que usámos a letra o na forma verbal do presente do indicativo e a letra u no pretérito perfeito do indicativo.

Então, presta atenção à forma como pronuncias a letra e que vem a seguir ao d.

Se a pronunciares de uma forma mais aberta, é porque antes se usou um u.

Repara: 

👉 Ontem não pudemos ir à praia porque chovia.

👉  Se eu puder, vou contigo.

No entanto, se a letra e se pronuncia de uma forma mais fechada, antes usou-se a letra o.

Repara:  

👉 Preciso de autorização para poder sair da escola na hora de almoço.      

👉 Agora não podemos sair porque o portão está fechado.    

Conseguiste perceber a diferença na pronúncia da letra e?

 Aproveita para recordar alguns tempos verbais do verbo poder.

Clica sobre as imagens para as veres melhor.

Queres verificar se percebeste bem?


terça-feira, 27 de outubro de 2020

AS «ESTÓRIAS DA HISTÓRIA» ESTÃO DE VOLTA

A Biblioteca Escolar desafiou a nova professora de História e Geografia de Portugal a dar continuidade à atividade «Estórias da História», que visa aprofundar ou consolidar conteúdos trabalhados na disciplina a partir da leitura recreativa de livros simples e divertidos, seguida da realização de um quiz em suporte físico ou digital. A proposta agradou à professora, que já deu início à atividade e que nos fez chegar o testemunho que se segue.

«Após trabalharmos em sala de aula os conteúdos da União Ibérica e da Restauração da Independência de Portugal, partimos para a leitura de uma obra muito interessante, que pertence a uma coleção lançada pelo jornal "Expresso", chamada "Portugal, 10 séculos, 10 histórias". A obra escolhida intitula-se Século XVII - Restauração, enfim! e foi lida em grupo-turma. Tivemos ainda a oportunidade de ouvir e cantar todos juntos a música a ela associada. De seguida, e de forma individual, respondemos a um questionário de compreensão da história no Google Forms. Foi uma maneira diferente de trabalhar a História de Portugal através da literatura».


A coleção destes livros está disponível na biblioteca escolar, incluindo o exemplar acima apresentado, e os nossos leitores podem aceder ao quiz, clicando aqui.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

OFERTA DE LIVROS A ASSINALAR O DIA DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES

A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Monchique associou-se à Biblioteca Municipal e assinalou hoje, dia 26 de outubro, o Dia das Bibliotecas Escolares (que todos os anos é comemorado na quarta segunda-feira de outubro) com a oferta de livros a trinta e quatro jovens autores de turmas cujos textos coletivos foram publicados na edição de 2019 das Histórias da Ajudaris.

A entregas dos livros, que só foi possível graças ao patrocínio do Município de Monchique, contou com a presença da bibliotecária municipal, Dra. Isabel Louro, e da professora Ana Balsinha, que orientou a produção de um dos textos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

CÚMPLICES NA LEITURA


«Cúmplices na Leitura» é uma nova estratégia da Biblioteca Escolar, desenvolvida em parceria com a professora de Português do 2.º ciclo e os professores dos 3.º e 4.º anos de todas as escolas do concelho, que visa envolver a família e os amigos nas dinâmicas de leitura dos alunos, acompanhando as suas atividades e motivando-os a ler.

Tudo começa com a escolha de «um cúmplice» pelos alunos. O «cúmplice» pode ser o pai, a mãe, um irmão mais velho, um avô, uma avó, ou alguém que esteja próximo do aluno e do seu agregado familiar. Em última instância, o «cúmplice» poderá ser um professor ou um funcionário da escola.

O que se pede aos «cúmplices na leitura» é, por exemplo, que ouçam a leitura de um poema lido pelo aluno, que os incentivem a ler as obras que estão a trabalhar em sala de aula e outros livros de leitura autónoma, que naveguem com eles pelo blogue da biblioteca, que leiam os pequenos textos que produzam, que falem com eles sobre livros e sobre leitura, ou seja, que promovam diferentes oportunidades de leitura, lendo mais e convidando os alunos a ler. Depois, é só fazer um pequeno registo da atividade desenvolvida numa ficha criada para o efeito, que os alunos entregarão à professora quando tiver os dez espaços preenchidos.

Esperamos, com esta atividade, que os alunos desenvolvam o prazer de ler e que melhorem as suas competências leitoras, na certeza de que estaremos a contribuir para o seu sucesso educativo. 


terça-feira, 20 de outubro de 2020

PROBLEMATIK 5 - AS FRUTAS E A PESAGEM

Os «PROBLEMATIK» estão de volta para estimular a perspicácia e fortalecer a capacidade de raciocínio. 

Estão preparados para mais um desafio?

Então, vamos lá!

👉 Duas meloas e uma pera pesam tanto como oito bananas.

👉 Uma meloa pesa tanto como uma pera e uma banana.

👉 Quantas bananas pesam tanto como uma meloa?


Para apresentares a tua resposta, clica aqui.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

ESCRIT@TOP.COM - O ENSINO À DISTÂNCIA I

 Texto de opinião - O ensino à distância

O ensino à distância durante o período de confinamento foi a solução possível, mas do meu ponto de vista não é o desejável para que consigamos aprender.

Na minha opinião, o início foi um pouco atribulado. Eu senti-me um pouco confusa, pois no começo da quarentena os professores começaram a enviar muitos trabalhos dispersos e com prazos para entrega muito apertados. Mas depois tudo se começou a organizar, já com tempos específicos para cada disciplina. A utilização da plataforma Google Classroom ajudou a clarificar melhor o que os professores pretendiam e os prazos que tínhamos para executar as tarefas. A aplicação «#Estudo em Casa» de início até era engraçada, mas com o passar dos dias confesso que foi perdendo o interesse, os temas nem sempre eram adequados ao que trabalhávamos nas disciplinas e as atividades propostas também nem sempre eram aliciantes.
Como é normal, nós, alunos, mas penso que também os professores, já tínhamos saudades de trabalhos “físicos”, da presença na sala de aula. Senti que a imagem dos meus colegas, que muitos mantinham desligada, que via no ecrã do meu computador, não era o mesmo que estarmos juntos na sala de aula. As sessões síncronas por videoconferência tornavam-se cansativas, às vezes a internet falhava, a qualidade da imagem e do som nem sempre era boa… Mas valeu o esforço dos professores e o nosso.
Senti a falta dos meus colegas, até das pequenas discussões e desentendimentos que por vezes ocorrem. Sem dúvida que juntos conseguimos aprender mais e melhor, com os professores e até uns com os outros.
Em suma, eu acho que o ensino à distância teve os seus pontos altos e baixos. Penso que não é a mesma coisa que uma aula presencial. De uma maneira geral, considero que me adaptei bem a essa nova realidade e que apesar de ter sido cansativo, me obrigou a ser mais responsável, a estar atenta aos trabalhos pedidos, a cumprir rigorosamente os prazos de entrega dos mesmos, a estruturar o meu estudo de maneira diferente.

Autora do texto: Beatriz Francisco - 9.º B 


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

CONCURSO «SLOGAN/CARTAZ POR UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL»

Tens bons conselhos para nos dares sobre ALIMENTAÇÃO?
Então, participa no concurso que te propomos e cria um slogan original, apelando a uma alimentação saudável.
Há prémios para os três melhores slogans de cada ciclo.

Se ainda tens dúvidas em relação às características de um slogan, deixamos-te aqui algumas dicas

Clica sobre a imagem para a veres melhor.

Clica sobre a imagem para veres melhor o regulamento do concurso.
Formulário de participação: clica aqui.

Se quiseres, aproveita o teu slogan e produz um bonito e interessante cartaz. Haverá prémios para os 10 melhores cartazes.
Antes de iniciares o teu trabalho, aproveita para recordares alguns aspetos a ter em atenção, consultando o tutorial que a seguir se disponibiliza. 



Clica sobre as imagens para as veres melhor.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

7.º DESAFIO DE ESCRITA

Os desafios de escrita estão de volta no corrente ano letivo.

No ano passado, os desafios revelaram escritores motivados e criativos, que produziram textos surpreendentes em diferentes línguas. Continuaremos, por isso, a apostar nesta iniciativa, que visa promover o gosto pela escrita e o desenvolvimento das competências que lhe estão associadas.

E a proposta para este mês de outubro é a seguinte:

Clica sobre a imagem para a veres melhor.

Pronto(a) para o desafio?

Então, dá asas à imaginação!

Publica o teu texto no espaço «Comentários». Não te esqueças de o rever e de corrigir possíveis gralhas. 

Se preferires, podes escrever primeiro o teu texto no Word e copiá-lo, depois, para o espaço «Comentários».

Não te esqueças de indicar o teu nome, número e turma, mas, se quiseres, podes optar por um pseudónimo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

QUINO, O CRIADOR DE MAFALDA, DEIXOU-NOS AOS 88 ANOS

Clica sobre a imagem para a veres melhor

Joaquín Salvador Lavado Téjon, conhecido por Quino, o cartoonista argentino que criou a figura da Mafalda, uma insubmissa menina de seis anos, respondona e politicamente incorreta, deixou-nos ontem, aos 88 anos de idade, na sequência de um acidente vascular cerebral.

Imaginada para um anúncio publicitário de uma marca de eletrodomésticos que não chegou a avançar, a personagem Mafalda foi, mais tarde, recuperada por Quino e apresentada ao público a 29 de setembro de 1964, no semanário argentino Primera Plana. Rapidamente, a inconformada e rebelde criança, que tanto contestava a obrigatoriedade de comer a sopa, como debatia o futuro da humanidade, conquista a atenção dos leitores e a admiração dos amantes de banda desenhada.

Em 1973, porém, admitindo estar extenuado com a exigência de entrega diária de tiras aos jornais, Quino deixou de desenhar Mafalda, mas continuou a publicar outros desenhos de humor para um público adulto, que estão compilados em diversos álbuns. No entanto, foi graças à contestatária Mafalda que Quino se tornou o autor de banda desenhada em língua espanhola mais vendido de todos os tempos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

LÍNGUA APURADA - ADESÃO OU ADERÊNCIA?

Como prometido, a «Língua Apurada» está de volta e, desta vez, para esclarecer uma confusão muito frequente.

As palavras «adesão» e «aderência» parecem sinónimas, pois ambas estão ligadas à ideia de ligação. No entanto, devem ser utilizadas em contextos distintos.

 Qual destas hipóteses escolherias:

a) A adesão do público aos filmes portugueses é boa.

                                                ou

b) A aderência do público aos filmes portugueses é boa.

 A hipótese a) é a correta!

O termo «adesão» é utilizado normalmente em relação a pessoas, enquanto a palavra «aderência» se utiliza em relação a coisas, a substâncias.

De facto, «aderência» é uma caraterística física dos objetos, que permite aderirem, isto é, ligarem-se, colarem-se entre si.

Ex.: Estes pneus têm boa aderência à estrada.

 Já «adesão» indica o resultado da vontade das pessoas de se associarem ou ligarem a ideias, causas, doutrinas, instituições, partidos, eventos, etc.

Ex.: Houve uma grande adesão por parte dos alunos à ideia de fazer um jornal escolar.

 Queres treinar esta diferença? 

Clica aqui e faz o quiz que te propomos.


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

ESCRIT@TOP.COM - A CAMINHADA

Há alunos, na nossa escola, que nos habituámos a conhecer como bons leitores. Cruzam-se connosco em várias atividades de leitura, participam em concursos, representam o Agrupamento em diversos eventos e vão crescendo como pessoas e como leitores. Um dia, descobrimos o seu talento para a escrita, um talento que não pode ser alheio a um percurso de leitura persistente e gradualmente mais complexo e exigente. O texto que se segue é prova disso e há, decerto, tantos outros jovens escritores por descobrir. 

Decidimos, por isso, criar uma nova rubrica neste blogue, Escrit@Top.com, para divulgação de textos produzidos pelos nossos alunos, individualmente ou em grupo, e também por outros elementos da comunidade educativa, como forma de motivar para a escrita.

      A CAMINHADA

    A água batia levemente no meu corpo encaminhando-me para a corrente, o sal espalhava-se pela minha cara deixando-me relaxada, o som tranquilizava-me fazendo com que eu não quisesse sair nunca mais dali. Perdi o fôlego. Subi à superfície, olhei em volta e reparei que estava sozinha. O silêncio apoderou-se de mim.
    Comecei a caminhar na praia aproveitando cada movimento. As gotas salgadas atravessavam o meu rosto, caindo depois na areia como folhas de outono. Fechei os olhos, respirei bem fundo e senti o vento invadindo o meu corpo, fazendo-me sentir mais leve que uma pena. Agachei-me. Peguei na água e vi-a cair aos poucos, entre os meus dedos, enquanto me levantava lentamente. Continuei caminho, mas desta vez fui sentindo a areia macia que pisava, onde afundava os meus pés. Parecia que caminhava sobre nuvens.
    O cheiro a mar apaixonava-me intensamente, fazendo-me querer cheirar aquilo pelo resto da minha vida. Apenas ouvia os sons das ondas batendo na areia e o leve vento que me arrepiava a pele. Com um pouco de esforço, já conseguia ouvir, bem lá ao fundo, algumas crianças brincando com uma bola, o cantarolar dos pássaros e até o barulho das minhas próprias pegadas enquanto afundavam lentamente na areia fofinha.
    Os meus olhos, mais abertos do que nunca, viam o mundo de todas as maneiras e cores. Olhei o horizonte, as montanhas verdes como relva, o azul do mar, o amarelado da areia, o avermelhado das algas… acalmei-me.
    Naquele momento, ao poder sentir, cheirar, tocar e ver, senti-me melhor do que nunca! Amei cada parte do meu corpo, amei a minha alma e os defeitos que me fazem ser única. Ao mesmo tempo, tinha a consciência de que um dia eu já não poderia fazer aquilo, por isso aproveitei cada momento, mesmo estando sozinha.
    Quem disse que estar sozinha é solidão? Eu, visualmente, estava sozinha, mas, na realidade, estava acompanhada pelos meus diversos pensamentos. Normalmente, quando estou sozinha, é quando a criatividade me ataca! Não posso e nem consigo controlar, simplesmente acontece.
    O caminho ainda está no começo, mas as conchas e pedras já começam a aparecer. Dói. As pedras ferem os meus pés, enquanto as conchas vão cortando. Alguém que me visse de frente, nem imaginaria as feridas que trago comigo.
    O destino fica contra a corrente, a dificuldade começa a aumentar. O corpo fica pesado e as minhas forças são gastas para conseguir caminhar contra a corrente. Gotas salgadas encontram-se na minha cabeça, mas desta vez é suor, símbolo de resistência e trabalho. Pensei em desistir, parecia que tudo estava contra mim: a corrente, as pedras, as conchas e até o vento. Avisto pessoas. Algumas, em quem confiava, apenas ficaram olhando, enquanto outras, as fiéis, me ajudaram.
    Continuo caminhando, umas vezes sozinha, outras vezes acompanhada. Pretendo continuar a caminhar o resto da minha vida. Por agora, vou de carro até casa!
Autora do texto: Carolina Morais

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

«LER+ PARA VENCER» EM TEMPO DE PANDEMIA

 

A atividade «Ler+ para Vencer», que há já 12 anos marca o início do ano escolar nas turmas dos 1.º e 5.º anos, regressou no corrente ano letivo, mas, agora, num registo um pouco diferente.

Habitualmente, as turmas deslocavam-se à biblioteca para participarem numa mini formação sobre a BE, que contava com a presença do Presidente da Junta de Freguesia de Monchique, e os alunos recebiam, depois de responderem acertadamente a uma questão sobre os conteúdos da formação, um exemplar de uma obra para leitura autónoma.

No corrente ano letivo, e tendo em atenção o Plano de Contingência do Agrupamento e as recomendações da DGS, a oferta dos livros foi feita na sala de aula, à exceção da turma do 5.º A, que se deslocou à biblioteca subdividida em pequenos grupos.

Para o 1.º ano, foi selecionada a obra A ovelhinha preta, de Elizabeth Shaw, que consta da listagem de obras indicadas no domínio de Educação Literária para este ano de escolaridade e que os alunos irão trabalhar como leitura orientada.. No 5.º ano, manteve-se a obra A cavalo no tempo, de Luísa Ducla Soares, um livro de poemas que também será trabalhado em sala de aula.



Recordamos que esta atividade se mantém graças a uma parceria entre a Biblioteca Escolar e a Junta de Freguesia de Monchique, que financia a aquisição de todos os exemplares.


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

«HISTÓRIAS DA AJUDARIS» NA 1.ª VISITA DO 5.º ANO À BIBLIOTECA ESCOLAR

O dia 17 de setembro marcou o reinício das atividades letivas no Agrupamento de Escolas de Monchique. Seis meses depois, os alunos regressaram à escola. Apesar das novas regras e das recomendadas precauções, sentiu-se um contagiante entusiasmo que as máscaras não conseguiram esconder. E nem mesmo os meninos do 5.º ano se mostraram muito incomodados com a nova realidade. Na Biblioteca Escolar, que visitaram em pequenos grupos e com o devido distanciamento físico, esperava-os uma interessante surpresa: duas dezenas de exemplares das Histórias da Ajudaris preenchiam a vitrine à entrada. Numa das páginas, propositadamente aberta, podia ler-se uma bonita história escrita coletivamente por uma das turmas, quando os meninos estavam no 3.º ano.  E como o mérito e a criatividade devem ser reconhecidos, os jovens autores receberam um merecido diploma pela sua participação nesta iniciativa da Ajudaris.

Nesta obra encontramos ainda um interessante poema construído pela então turma do 6.º A, agora 8.º A, que aborda a temática da proteção da vida marinha e que os alunos apresentaram à comunidade na forma de canção. 


Os livros Histórias da Ajudaris estão à venda na Biblioteca Escolar pelo preço de 5,00€.

domingo, 26 de julho de 2020

SEGURAS-TE NA NET?

«Seguras-te na Net?» é uma nova rubrica da biblioteca escolar, criada a partir de tiras de banda desenhada disponibilizadas pela SeguraNet (www.seguranet.pt), que visa trabalhar as literacia da informação e dos media, numa estreita ligação com a literacia digital.
A proteção de dados, as mensagens desconhecidas, o plágio e a veracidade do que se encontra na Net foram temas abordados nesta rubrica, propondo-se aos alunos a concretização de atividades diversificadas.

Numa das edições, depois de ter sido apresentada uma breve informação sobre «Plágio», os alunos foram convidados a completar uma tira de banda desenhada, recriando o conteúdo de três balões de fala propositadamente apagado.
Setenta e um alunos corresponderam ao solicitado, apresentando propostas muito divertidas, que evidenciaram a compreensão da mensagem e, acima de tudo, a sua criatividade e o seu sentido crítico. 
Aqui ficam algumas delas.

1. — Estou tramado!
2. — Ainda bem que não o ouvi!
3. — Já me safei!
             Ricardo Mira – 7.º A

1. — Que medo! A professora vai descobrir que copiei o poema do livro!
2. — Bem feito! Não quiseste trabalhar…
3. — Agora, vais ser apanhado! Ih, ih, ih!
             Afonso Pinto – 7.º A

1. — Não devíamos ter copiado.
2. — Não devia ter ido na tua conversa…
3. — Copiar não é certo!
                Vasco Santos – 5.º B

1. — Ai! Já estou tramado…
2. — Ainda bem que não fiz o que aquele cromo tinha dito!
3. — Eh, eh, eh, agora está tramado!
               Daniela Dimas – 6.º B

1. — Meu Deus, mas foi esse que eu copiei! O que faço?
2. — Ainda bem que não fiz batota! Pelo menos, fiz o meu próprio poema.
3. — Até fiquei com pena dele, mas agora aprende a não fazer batota.
               Anastácia – 6.º B

1. — Ups! O que eu fui fazer! Estou tramado!
2. — Ainda bem que não fiz o que ele disse, ia-me meter em maus lençóis.
3. — Nunca irei copiar os trabalhos dos outros, mesmo que seja muito difícil.
                 Clara Furtado – 6.º B

1. — Pronto, estou em sarilhos!
2. — Ah, ele pensava mesmo que eu ia copiar…
3. — Cada pessoa deve ter imaginação. Agora vê-se quem é que está aflitinho!
                  Pedro Alves – 7.º A

1. — Ai, mãezinha, que agora vou ser apanhado!
2. — Ainda bem que não segui o conselho do Rafael!
3. — Vou-me safar! 
                    Gustavo Casaca – 6.º A 

Com um total de 192 participações nas quatro edições, esta será, seguramente, uma atividade que estará de volta no próximo ano letivo.



Para aceder ao infográfico, clique aqui.

«LÍNGUA APURADA» VAI VOLTAR EM SETEMBRO

A «Língua Apurada», rubrica deste blogue criada durante o período do E@D com o objetivo de trabalhar dificuldades evidenciadas sistematicamente pelos alunos no uso da Língua Portuguesa, suplantou todas as expectativas iniciais, levando os alunos e outros elementos da comunidade educativa a investir de forma autónoma e/ou orientada na sua autoaprendizagem.

As atividades letivas terminaram no dia 26 de junho, mas há alunos que, no mês de julho, continuaram a participar nos quizzes e que já apelaram à continuidade da atividade.

Com um total de 395 participações, registadas até à presente data, esta é, de facto, uma atividade que merece ter continuidade e, por isso, aqui fica o compromisso de regressarmos em setembro com novos desafios.


Para aceder ao infográfico, clique aqui.


sexta-feira, 3 de julho de 2020

A QUE SABEM AS FÉRIAS?

Depois de um 3.º período terrivelmente atípico, os alunos do 2.º ciclo da Escola Básica Manuel do Nascimento deixaram-nos uma nuvem de expectativas para as suas férias, num interessante trabalho proposto pela professora Filipa Batista.
Aproveitando as palavras dos nossos meninos, desejamos a todos os leitores deste blogue umas excelentes férias.
Clique sobre a imagem para a ver melhor.