sábado, 14 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: FRUSTRAÇÃO

FRUSTRAÇÃO

Na conversa com o jardineiro
Pierre-Auguste Renoir (1841-1919)
Foi bonito
O meu sonho de amor.
Floriram em redor
Todos os campos em pousio.
Um sol de abril brilhou em pleno estio,
Lavado e promissor.
Só que não houve frutos
Dessa primavera.
A vida disse que era
Tarde demais.
E que as paixões tardias
São ironias
Dos deuses desleais.

            Miguel Torga 
            Poema sugerido por: Patrícia Moreira - 5.º A

sexta-feira, 13 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: EPIGRAMA

A morte do avarento
Hieronymus Bosch (1450?-1516)

EPIGRAMA


Levando um velho avarento
Uma pedrada num olho,
Pôs-se-lhe no mesmo instante
Tamanho como um repolho.

Certo doutor, não das dúzias,
Mas sim médico perfeito,
Dez moedas lhe pedia
Para o livrar do defeito. 

«Dez moedas! (diz o avaro)
Meu sangue não desperdiço:
Dez moedas por um olho!
O outro dou eu por isso.»

                       Bocage
                   Poema sugerido por: Pedro Dinis - 7.º B

quinta-feira, 12 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: BARCA BELA


Impressão, nascer do sol
Claude Monet (1840-1926)
BARCA BELA

Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?
Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador! 

Deita o lanço com cautela.
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!

Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela,
Só de vê-la ,
Ó pescador!
Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Ó pescador!
                                    Almeida Garrett
                             Poema sugerido por: Carolina Jesus - 6.º B

quarta-feira, 11 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: O FUTURO PERFEITO

George Bernard O'Neill
(1828-1917)
O FUTURO PERFEITO

A neta explora-me os dentes,
Penteia-me como quem carda.
Terra da sua experiência,
Meu rosto diverte-a, parda
Imagem dada à inocência.

Finjo que lhe como os dedos,
Fura-me os olhos cansados,
Íntima aos meus próprios medos
Deixa-mos sossegados.
E tira, tira puxando
Coisa de mim, divertida.
Assim me vai transformando
Em tempo de sua vida.
 
               Vitorino Nemésio
               Poema sugerido por: Mariana Joaquim . 5.º A 

terça-feira, 10 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: UMA HISTÓRIA DE DIVIDIR

UMA HISTÓRIA DE DIVIDIR

Laranjas
Fernando Botero (1932-)
Um divisor dividia
muitíssimo devagar.
A divisão bem podia,
dizia ele, esperar.

O dividendo, mais lesto,
não podendo perder tempo, 
dia a dia ia perdendo
a paciência e o resto.

E, encarando o amigo, 
falava-lhe duramente:
«Não posso contar contigo,
és um inquociente!»

                     Manuel António Pina
                     Poema sugerido por: Ricardo Reis - 7.º A

HÁ LIVROS QUE NÃO QUEREM DORMIR

O livro que não queria dormir é o interessante título do livro que o José Carlos Duarte, do 4.º ano da Escola EB 1 n.º 2, apresentou aos microfones da Rádio Foia numa das duas emissões do mês de fevereiro.
Do autor Pedro Teixeira Neves, que já esteve de visita ao nosso agrupamento de escolas, esta obra conta-nos a história de um livro que não queria acordar "simplesmente porque durante anos e anos ninguém o quis ler". Desiludido com o desprezo dos leitores, o livro viu-se, certo dia, nas pequenas mãos de um menino. Fora, finalmente, escolhido! Mas como os livros, tal como as pessoas, têm reações estranhas, fez uma birra e tentou impedir que o menino o lesse, fazendo força, comprimindo as páginas. 

Simpático e comunicativo, o José Carlos presenteou-nos com uma expressiva leitura de parte da obra e resumiu, depois, o resto da história, esclarecendo que, no final, o livro se deixou vencer pela insistência do menino e desistiu da birra, receando que as suas folhas se  rasgassem. Vitorioso, o menino deu início à leitura. Começava assim: "Era uma vez um livro que não queria dormir. Esse livro era muito feliz porque os dias inteiros, de manhã à noite, passava de mão em mão, de boca em boca, fazendo ecoar as suas palavras, contando e partilhando a sua história e os seus ensinamentos".

Quem não deixa mesmo dormir os livros é a Maria Gervásio, que deu voz à nossa rubrica pela sétima vez e que está sempre pronta para participar nas atividades de leitura promovidas pela BE. 
A rapariga rebelde tem uma amiga foi o título escolhido para o programa deste ano letivo, explicando-nos a Maria que a sua escolha está relacionada com o facto de se identificar muito com a protagonista da obra.
No entanto, a nossa leitora reservou-nos uma agradável surpresa para esta edição e deu-nos a conhecer um texto da sua autoria "Amor de perdição à monchiquense", que partilhou com os ouvintes da Rádio Foia.

segunda-feira, 9 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: CÃO

CÃO

Natureza-morta com três cães
Paul Gauguin (1848-1903)
Cão passageiro, cão estrito
cão rasteiro cor de luva amarela,
apara-lápis, fraldiqueiro,
cão liquefeito, cão estafado
cão de gravata pendente,
cão de orelhas engomadas,
de remexido rabo ausente,
cão ululante, cão coruscante,
cão magro, tétrico, maldito,
a desfazer-se num ganido,
a refazer-se num latido,
cão disparado: cão aqui,
cão ali, e sempre cão.
Cão marrado, preso a um fio de cheiro,
cão a esburgar o osso
essencial do dia a dia,
cão estouvado de alegria,
cão formal de poesia,
cão-soneto de ão-ão bem martelado,
cão moído de pancada
e condoído do dono,
cão: esfera do sono,
cão de pura invenção,
cão pré-fabricado,
cão-espelho, cão-cinzeiro, cão-botija,
cão de olhos que afligem,
cão-problema…

Sai depressa, ó cão, deste poema!

                              Alexandre O'Neill
                              Poema sugerido por: Carolina Silva - 6.º B

domingo, 8 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: QUEM ÉS TU?

QUEM ÉS TU?

Retrato de Walter Rathenau
Edvard Munch (1863-1944)
 

- Tenho uma mota vermelha
com um leitor de CD,
computador, Internet
e uma nova TV.

Uso só roupa de marca,
na melhor loja comprada,
tenho cartão multibanco,
ando na escola privada.

Tenho piscina aquecida,
um cavalo para montar,
e como sempre marisco
no restaurante, ao jantar.

Tenho sete namoradas,
as sete com moradias,
as sete com lindos olhos,
as sete com ricas tias.

Tenho um pai com muitas notas
e mãe cheia de pulseiras,
são de prata os meus talheres,
e de ouro as minhas torneiras.

- Afinal tu não existes,
és só aquilo que tens,
um zero todo coberto
de uma montanha de bens.

                         Luísa Ducla Soares
                         Poema sugerido por: Anita Páscoa - 5.º B

sábado, 7 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: FUNDO DO MAR

FUNDO DO MAR


As «Pirâmides» de Port-Coton
Claude Monet (1840-1926)
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.

                Sophia de Mello Breyner Andresen
                Poema sugerido por: Tatiana João - 8.º B

sexta-feira, 6 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: O PASTOR


O PASTOR
Rebanho de ovelhas
Ernest Ludwing Kirchner (1880-1938)


Pastor, pastorinho,
onde vais sozinho?

Vou àquela serra
buscar uma ovelha.

Porque vais sozinho,
pastor, pastorinho?

Não tenho ninguém
que me queira bem.

Não tens um amigo?
Deixa-me ir contigo.

        Eugénio de Andrade
        Poema sugerido por: Rafael Silva - 7.º A

quinta-feira, 5 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: O TEMPO

A persistência da memória
Salvador Dalí (1904-1989)
O TEMPO


Pelas areias da praia
o tempo fui procurar.
Mas onde moras, ó tempo,
que não te consigo achar?

Pelos verdes da floresta
o tempo fui procurar.
Mas onde moras, ó tempo,
que não te consigo achar?

Pelas pedrinhas da rua
o tempo fui procurar.
Mas onde moras, ó tempo,
que não te consigo achar?

Tiquetaque, o coração
é um relógio a bater.
O tempo que não achei
já me fez envelhecer.

                                     Luísa Ducla Soares
                                     Poema sugerido por: Leonardo Silva - 5.º B

quarta-feira, 4 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: LÁGRIMA DE PRETA

 Oswaldo Guayasamín (1919-1999)
LÁGRIMA DE PRETA

Encontrei uma preta  
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume                                                  
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

                           António Gedeão
                           Poema sugerido por: Madalena Duarte e Margarida Correia - 9.º B

 

terça-feira, 3 de março de 2015

UM POEMA POR DIA: O COMETA



A noite estrelada
Van Gogh (1853-1890)
O COMETA
 
Lá vem o cometa
tem a cauda branca
a cabeça preta

Que não se intrometa
na sua rota
nenhum planeta

E que ninguém tente
cortar-lhe o cabelo
ou não fosse de gelo

Nunca noiva alguma
teve um vestido assim
feito de espuma

Lá vai lá vai o cometa
tem a cauda branca
a cabeça preta

Se não o viste passar
daqui a cem anos
ele há de voltar

                Jorge Sousa Braga
                Poema sugerido por: Beatriz Francisco - 6.º B
 

segunda-feira, 2 de março de 2015

MARÇO - MÊS DA POESIA

A Escola Básica Manuel do Nascimento elegeu o mês de março como o mês da poesia e desafiou os seus alunos a lerem um poema por dia.
O nosso blogue aderiu ao slogan "Um poema por dia?! Nem sabes o bem que te faria!" e dá hoje início à publicação diária de um poema.

 
AUTOPSICOGRAFIA
 
Caricatura de Almada Negreiros
 
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
 
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve
Mas só a que eles não têm.
 
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
que se chama coração.
   
                                            Fernando Pessoa



sábado, 28 de fevereiro de 2015

DESCOBRINDO A MITOLOGIA GRECO-ROMANA


O estudo da obra Ulisses, de Maria Alberta Menéres, conduziu os alunos da turma B do 6.º ano a um interessante trabalho de pesquisa sobre diferentes deuses da mitologia grega. Dada a curiosidade que este tema habitualmente suscita, partilham-se, a seguir, alguns dos pequenos textos produzidos pelos alunos.

APOLO
Apolo era conhecido como deus da luz e do sol. Era filho de Zeus e de Lato e tinha uma irmã gémea chamada Ártemis. Foi um dos principais seres mitológicos da mitologia greco-romana.
 (Carolina Silva e Joana Lopes)

DEMÉTER
Deméter é a deusa da agricultura na mitologia grega. O seu nome romano é Ceres. Esta deusa nutria a terra. Era também a protetora do casamento, a deusa da gestão e das leis sagradas. Uma das doze divindades do Olimpo, Deméter era filha de Cronos.
(Rui Fernandes e Samuel Silva)

DIONÍSIO
Dionísio era o deus do vinho, pois possuía os segredos do plantio e da colheita da uva e da produção do vinho. Associado também às festas e atividades relacionadas ao prazer material, Dionísio era filho de Zeus (o deus dos deuses). Os romanos chamavam-lhe Baco.
(António Guerreiro, Francisco Duarte e Marcelo Maio)

HERA
Hera é uma deusa grega (Juno na mitologia romana). É a deusa do casamento, da maternidade e das mulheres. Era também esposa e irmã de Zeus, mas muito ciumenta e agressiva com as relações do marido. Perseguia as amantes do marido e os seus filhos e tudo fez para tentar matar Hércules.
(Alice Marreiros e Carolina Jesus)

HERMES
Na mitologia grega, Hermes, associado ao deus romano Mercúrio, era filho de Zeus e de Maia. É o deus mensageiro, encarregue de levar as mensagens de Zeus, conhecido como Júpiter na mitologia romana.
 (Alice Jesus e Teresa Penteado)
 

ADIVINHA QUEM ESTÁ A LER!

O concurso “Adivinha quem está a ler!” é regularmente desenvolvido na Escola EB1 nº 2 de Monchique e vai-se afirmando como uma das atividades de leitura preferidas dos alunos. Embora não contribua diretamente para o desenvolvimento das competências leitoras, esta atividade tem o mérito de chamar a atenção dos alunos para a leitura, levando-os, todos os meses, a tentar descobrir a identidade de um leitor mistério.
Os sorteios dos vencedores da cada edição são sempre momentos de entusiasmo e de euforia e uma excelente oportunidade para que os alunos possam ir construindo a sua biblioteca pessoal.
(Os vencedores da última edição com os respetivos professores)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

AMOR DE PERDIÇÃO À MONCHIQUENSE

A Maria Gervásio, que frequenta a turma A do 6.º ano, empenhou-se seriamente na leitura de uma adaptação do Amor de Perdição, a fim de preparar a sua participação na primeira fase do concurso “Pares da Leitura”, de que saiu vencedora.
Embora seja uma frequentadora assídua da biblioteca e uma excelente leitora, esta obra não é, seguramente, a que mais se adequa aos seus interesses literários e, por isso, de uma forma espontânea e brincalhona, a Maria resolveu criar uma versão pessoal da obra, que intitulou “Amor de Perdição à Monchiquense”.
Preparem-se os leitores, pois, na opinião da jovem autora, esta “comédia trágica poderá não se adequar a pessoas mais sensíveis”.
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          Era uma vez uma rapariga muito bonita chamada Rosália Rosalinda das Rosas, mas que toda a gente tratava por Rosinha.
          Abel das Couves gostava de Rosinha, mas nunca fora capaz de o admitir, pois sabia que o seu melhor amigo, Zé Bacia, amava Rosinha e que este amor era correspondido.
          Certo dia, Zé Bacia pediu Rosinha em casamento e esta aceitou. Abel das Couves, ciente do perigo de perder a sua amada para o seu melhor amigo, declarou-se a Rosinha, mas esta disse que por ele apenas sentia amizade e que o seu verdadeiro amor era Zé Bacia.
          Abel das Couves jurou a Rosinha que, se ela não ficasse com ele, não havia de ficar com mais ninguém. Mais tarde, chegou à conclusão de que, para poder ficar com Rosinha, teria de se livrar do seu melhor amigo, por mais que gostasse dele.
          Abel das Couves matou Zé Bacia e livrou-se o corpo, lançando-o ao rio. Rosinha, que estava a lavar a roupa, viu o corpo do seu amado e atirou-se à água. Como não sabia nadar, afogou-se.
          Abel das Couves, não aguentando a culpa de ter assassinado o melhor amigo e a mulher que amava, enforcou-se.
          O cão de Rosinha acabou por morrer em cima da campa da dona, à espera que esta voltasse.
          Zé Bacia e Rosinha acabaram por ficar juntos, não nesta vida, mas no Paraíso. Por sua vez, Abel das Couves ficou a arder no Inferno.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

PUBLICAÇÕES DE E SOBRE MONCHIQUE EM DESTAQUE NA BE

Porque há obras e autores que nos identificam como comunidade, a Biblioteca Escolar colocou em destaque, no mês de fevereiro, as publicações que constam do seu fundo local e que estão à disposição dos utilizadores para consulta em presença e empréstimo domiciliário.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

JOVEM ESCRITOR MONCHIQUENSE VOLTA A SER PREMIADO

O escritor monchiquense Eduardo Duarte foi um dos cinco vencedores do Concurso de Contos - O Desassossego da Liberdade com o conto Acromegalia e verá, em breve, o seu texto publicado pela editora Livros de Ontem numa coletânea que junta os cinco autores premiados a Luís Miguel Rocha, Manuel Jorge Marmelo, Carla M. Soares, Nuno Nepomuceno, Samuel Pimenta e Pedro Medina Ribeiro.
A capa do livro, que já foi divulgada pela editora (e que a seguir apresentamos), ficou a cargo do artista João Pedro Fonseca.

 
Esta é a segunda vez que o jovem escritor vê um trabalho seu premiado a nível nacional, o que nos enche de orgulho, adivinhando-se o início de um promissor percurso literário.
 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

SEIS ALUNOS EMBARCARAM NO «EXPRESSO DA TARDE» E DERAM VOZ ÀS LEITURAS DE JANEIRO

Foram seis os alunos que, no mês de janeiro, embarcaram no Expresso da Tarde para dar voz à rubrica «Um livro por Semana».
Na primeira edição de 2015, quatro alunos da turma B do 6.º ano (o Francisco Duarte, o Marcelo Maio, o Samuel Silva e a Teresa Penteado) chegaram à Rádio Foia com a obra Os meus amigos, de António Torrado, e apresentaram-nos a interessante história do Gato Teodósio, personagem principal do conto "A prima Elisa".
Os nossos leitores de serviço adiaram, propositadamente, a leitura do final da história, tal como o autor a quis escrever, e foram-nos surpreendendo com finais alternativos imaginados pela Teresa e pelo Marcelo. Apesar de muito diferentes, todas as leituras tiveram em comum um desenlace feliz.
 
 
 
 
 
 No dia 12, a Leonor Baltazar, da turma A do 5.º ano, optou pela obra Século XIV - Em Aljubarrota não há derrota!, da coleção 10 Séculos, 10 Histórias, e, com uma leitura fluente e expressiva, deu-nos uma interessante lição de História de Portugal. Foi tempo de relembrarmos o inteligente e heroico desempenho dos Portugueses na Batalha de Aljubarrota frente ao poderoso exército castelhano e de recordarmos figuras como D. João, Mestre de Avis, e D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável.
 
 
A encerrar o mês de janeiro, a Mariana Santos, que frequenta o 4.º ano na Escola EB 1 n.º 2, apresentou-nos a magnífica obra de Guido Visconti, O espantalho enamorado.
Descontraída, desinibida e animada, a Mariana presenteou-nos com uma excecional leitura da história de amor do espantalho Gustavo, que contava com a ajuda dos seus amigos pássaros, que supostamente deveria espantar, para levaram mensagens de amor a Amélia, a menina-espantalho que vivia no topo da colina.
Com nove anos apenas, a Mariana mostrou-se completamente familiarizada com os microfones e com o ambiente em estúdio e deu ao texto de Visconti uma graciosidade suplementar.
 
 
 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA: MONCHIQUE JÁ TEM REPRESENTANTES

O Agrupamento de Escolas de Monchique já selecionou os três alunos do 3.º ciclo que representarão o nosso concelho na fase distrital do Concurso Nacional de Leitura.
A prova relativa à 1.ª fase deste concurso teve lugar no passado dia 22 de janeiro e centrou-se na obra 35 quilos de esperança de Anna Gadalva.

 
 
Ficaram apuradas para a 2.ª fase as seguintes alunas:
1.º lugar – Sara Diogo da Silva (9.ºB);
2.º lugar – Bárbara Páscoa (8.ºA);
3.º lugar – Ana Teresa Nunes Alves (8.ºA).
Aguarda-se, agora, a indicação da Biblioteca Municipal que organizará, no corrente ano, a fase distrital deste concurso, a quem compete a seleção das obras que os alunos deverão ler e a elaboração das provas de apuramento para a final nacional.

UMA HISTÓRIA, VÁRIOS FINAIS!

Lembram-se da história do gato TEODÓSIO, aquele pobre gato que, por já não ter serventia alguma, foi posto na rua?

A Teresa Penteado, da turma B do 6.º ano, resolveu dar um final feliz à história e concluiu-a assim:

Clique sobre o texto para o ampliar.

domingo, 25 de janeiro de 2015

«A AVENTURA DE ULISSES» LEVA ALUNOS A LISBOA

As duas turmas do 6.º ano da Escola Básica Manuel do Nascimento assistiram, no passado dia 22 de janeiro, no auditório do colégio Pedro Arrupe, em Lisboa, à representação da peça «A aventura de Ulisses», uma interessante e original adaptação da Odisseia de Homero.

Este trabalho, criado e desenvolvido pela companhia de teatro Cultural Kids, transforma o regresso de Ulisses a Ítaca numa espécie de jogo de computador, programado em função dos caprichos dos Deuses reunidos no Olimpo. As etapas da viagem surgem, aqui, como níveis de um videojogo, cabendo ao herói contornar os obstáculos que o afastam do seu objetivo: reencontrar a mulher, Penélope, e o filho, Telémaco. Ulisses tem, assim, de enfrentar a fúria das tempestades e a força dos Ciclopes e tem de resistir aos feitiços de Circe, ao canto das Sereias e à sedução da ninfa Calipso até atingir o último nível.
A peça, que termina com a expressão GAME OVER projetada no ecrã ao fundo do palco, recebe, em cada mudança de cena, entusiásticos aplausos da vasta assistência de jovens alunos, familiarizados com as aventuras do herói grego, graças à leitura da obra Ulisses de Maria Alberta Menéres.


 
Esta atividade, proposta pelos professores de Português e pela Biblioteca Escolar, contou com o apoio da Câmara Municipal de Monchique, que cedeu o transporte, e da Junta de Freguesia de Monchique, que financiou grande parte do custo dos bilhetes.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

7.ª EDIÇÃO DOS "PARES DA LEITURA" ENCHE AUDITÓRIO NA ESCOLA BÁSICA MANUEL DO NASCIMENTO

No passado dia 16 de janeiro, o auditório da Escola Básica Manuel do Nascimento foi pequeno para acolher os 32 pares que participaram na 7.ª edição do Concurso «Pares da Leitura» e os seus familiares e amigos.
 
 
A concurso estavam as obras Amor de perdição - Adaptado para os mais novos por Pedro Teixeira Neves, leitura indicada para os alunos, e O fantasma de Canterville, de Oscar Wilde, livro selecionado para os adultos.
 
Alunos realizando a sua prova
 
 
Adultos realizando a sua prova
 
Como já vem sendo hábito, a grande maioria dos concorrentes revelou um sério investimento na leitura e não foi fácil o apuramento dos dez pares que passaram à 2.ª fase.
Somadas as pontuações de cada elemento do par, foi necessário, de acordo com o regulamento, recorrer ao fator tempo para se desfazerem os empates que se registaram do 9.º ao 12.º lugar.
Ficaram então apurados para a final, que está agendada para o dia 20 de março, às 20h30, os seguintes pares:
Maria Gervásio (6.ºA) e Maria Luísa Salvador;
João Melo (6.ºA) e Rafael Melo ;
Ana Constança Reis (5.ºA) e Maria Manuela Andrez;
Filipa Justo (6.ºB) e Carlos Silva;
Leonardo Silva (5.ºB) e Fernanda Canelas Silva;
Joana Filipa Rosa (5.ºA) e Maria Fernanda Martins; 
Mariana Gabriel (6.ºB) e Lúcia Costa;
Teresa Penteado (6.ºB) e Anabela Martins;
Carolina Jesus (6.ºB) e Eduardo Duarte;
Duarte Gouveia (6.ºA) e Ana Gouveia.
Suplentes:
Beatriz Francisco (6.ºB) e Filipe Alexandre Duarte;
Catarina Ginjeira (5.ºB) e Teresa Ginjeira.
Na 2.ª fase, os alunos deverão ler a obra Os heróis do 6.º F, de António Mota, e os adultos, O velho e o mar, de Ernest Hemingway.
Esta atividade contou com o patrocínio da Junta de Freguesia de Monchique, cuja presidente premiou o bom desempenho dos alunos com a atribuição de vales para assistência a sessões de cinema.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

PRESÉPIOS COM ARTE E CRIATIVIDADE

Até hoje, dia de Reis, a comunidade educativa pode visitar, na Sala Multiusos da Junta de Freguesia de Monchique, uma interessante exposição de presépios elaborados nos diferentes estabelecimentos de ensino do Agrupamento de Escolas de Monchique, com recurso a técnicas e materiais muito diversificados, dando conta de uma extraordinária sensibilidade artística e capacidade criativa.
 
 
 

 
 
Este trabalho resultou de uma estratégia de articulação curricular entre ciclos acertada no Departamento de Expressões, no início do ano letivo, e pretendia, sobretudo, sensibilizar a comunidade para a reutilização de materiais.