sexta-feira, 11 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «OLHO PARA O LIVRO QUE ME EMPRESTASTE»

 POEMA 11/31

We shall overcome, Joan Miró (1893 - 1983)

Data de consulta: 28 de fevereiro de 2022.

OLHO PARA O LIVRO QUE ME EMPRESTASTE

Olho para o livro que me emprestaste
e que nunca devolvi. Também ele olha para mim.
Tem as marcas da tua leitura, certos vincos
no branco das páginas, manchas subtis e difusas
como nuvens, restos das tuas mãos ou do teu olhar.
Espero que não penses sobre mim o que penso
sobre as pessoas que nunca me devolveram
os livros que emprestei. O que pensarás tu
sobre mim? Nunca li o livro que me emprestaste,
preferi sempre imaginá-lo. Suponho que ainda
se sinta estrangeiro entre os meus livros,
mas agora é demasiado tarde para devolvê-lo,
há tanto tempo que não falamos, não sei
se ainda guardo o teu número de telefone.
O que pensarias se agora, a despropósito,
te quisesse devolver o livro? Havias de pensar
que queria alguma coisa. Sabes, fico com o teu
livro porque não quero nada. Provavelmente,
nunca te devolverei este livro, fará parte do
meu espólio, é a última ligação que temos.
José Luís Peixoto (1974 -   )
 
Fonte: https://www.joseluispeixoto.net/tag/poemas+de+jos%C3%A9+lu%C3%ADs+peixoto
Data de consulta: 28 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugerido por: Ricardo Medronho, 9.º B, n.º 12.
Leitura do poema: Ricardo Medronho.

 

PROBLEMATIK 15 - PESAGEM DE MOEDAS

Confias na tua capacidade de raciocínio?

E na tua concentração/atenção? Na tua persistência/resiliência?

Então, este desafio é para ti!

Vamos tentar?

Clica sobre a imagem para a veres melhor.

Queres descobrir se o teu palpite está correto?

Deixa a tua resposta no formulário em anexo. Clica aqui.

ESCRIT@TOP.COM - CONTINUAÇÃO DE TEXTO «NWETI E O MAR»

 

Excerto da obra

        Chegaram as férias. [Nweti] foi com os pais, de carro, até uma praia muito longe da cidade. Os pais tinham alugado uma casa, em madeira, muito pequenina, toda pintada de branco. Parecia uma casa de bonecas. Anoitecia quando chegaram. A mãe cozinhou uma omelete. Comeram e foram-se deitar. Um enorme mosquiteiro protegia a cama de Nweti. A menina gostou daquilo. Sentia-se uma rainha num palácio.

       Despertou na manhã seguinte com o cantar dos pássaros. Os pais ainda dormiam. Levantou-se sem fazer ruído, abriu a porta e saiu. A areia da praia cintilava, tocada pela luz dos primeiros raios de sol. Não se via ninguém. O ar cheirava a maresia. O mar parecia um vidro azul-esverdeado, iluminado por dentro.
        Nweti afastou-se, caminhando junto à água. Avançara um bom bocado quando viu uma mulher sentada na areia, de pernas cruzadas. Era alta e elegante, de uma beleza sem esforço, como imaginamos que devem ser as princesas dos contos de fadas.
        – Ah, chegaste, Lua! – murmurou a mulher, sorrindo. – Estávamos à tua espera.
        A menina estranhou:
        – Lua?!
        – Não sabes que o teu nome significa Lua?
        Sim, Nweti sabia. O pai dizia-lhe isso muitas vezes.
         – Sim. Como sabes o meu nome?
        A mulher voltou a sorrir. Sorria e era como se o Sol nascesse do sorriso dela:
        – Nós somos teus amigos.
        – Nós?!
        – Eu e este pequeno senhor aqui.
       Enquanto falava, a mulher estendeu a mão direita. E foi então que Nweti o viu. Não podia ser, mas estava ali:
        – Eustáquio?!
   Sim, seria capaz de reconhecer o seu amigo entre um milhão de outros caranguejos‑eremitas. Era Eustáquio. O animalzinho não falou. Caranguejos-eremitas não falam. Todavia, Nweti escutou dentro de si, um pouco como se tivesse engolido um telemóvel, a voz alegre do minúsculo caranguejo:
        – Bom dia, Nweti!
        Nweti esfregou os olhos, espantada:
         – Tu existes mesmo? Pensei que fosse só um sonho…
        A mulher voltou a sorrir:
        – Se existimos nos teus sonhos, então existimos realmente. Existimos enquanto tu dormes. Aliás, tudo o que existe nos sonhos existe em algum lado.

José Eduardo Agualusa, Nweti e o Mar (Exercícios para Sonhar Sereias), Alfragide, Publicações Dom Quixote, 2011. 
(Texto com supressões)

Continuação da história

        No dia seguinte, ainda mal o sol nascera, já Nweti tinha chegado à praia, porque estava ansiosa por encontrar o seu amigo Eustáquio. Ela andou, andou, andou… procurou atrás das dunas, mas não o viu. Ficou desapontada, mas não desistiu.
        Após ter percorrido mais algumas centenas de metros, distinguiu ao longe, atrás de uma duna, uma velha cabana abandonada, com um telhado de olmo e janelas partidas e cheias de teias de aranha. A cabana não tinha porta e Nweti espreitou. Caído no chão, no meio da sala, estava um enorme javali. A menina entrou para ver se o javali precisava de ajuda, mas ele já não respirava. Quando ela estava debruçada, uma enorme sombra apareceu, bloqueando a luz. Era um enorme animal, metade leão e metade águia, mais conhecido como grifo.
        Quando viu a menina, o grifo perguntou com uma voz terrível:
        − Quem ousou entrar na minha cabana?
        Muito surpreendida, mas sem mostrar nenhum medo, Nweti disse:
        − Eu só vim à procura do Eustáquio. Conhece-lo? Viste-o?
        O grifo, feliz por a menina conhecer o seu melhor amigo, respondeu-lhe, já calmo:
      − Sim, conheço muito bem o Eustáquio, porque, quando eu tinha muitos pesadelos, ele e a sua companheira ajudaram-me com uma receita de chá milagroso que me fez dormir como um bebé!
        − Ah! Que giro! Podes levar-me até ele, por favor?
     Como sentiu que o Eustáquio ficaria muito feliz por encontrar Nweti, o grifo carregou-a nos seus ombros e voou velozmente até à gruta onde se encontrava o caranguejo.

Mayan Goller, 9.º C, n.º 10

CAMPANHA ELEITORAL DE «MIÚDOS A VOTOS - 2022»: «O DIÁRIO DE ANNE FRANK»

No ano em que se comemoram os 75 anos da primeira publicação de  O Diário de Anne Frank, a  turma B do 7.º ano da Escola Básica Manuel do Nascimento, Monchique está empenhadíssima na defesa desta obra, apresentando argumentos que não nos deixam ficar indiferentes e que podemos ouvir no podcast que a seguir se publica.


Correção ao texto gravado: onde se ouve «... que obrigou a família de Anne a fugir para a Polónia.», devia ser «... que obrigou a família de Anne a mudar-se para Amesterdão, nos Países Baixos».

MARCH 2022: A DASH OF POETRY - « A JELLY FISH»

    A JELLY FISH 

Visible, invisible,
A fluctuating charm,
An amber-colored amethyst
Inhabits it; your arm
Approaches, and
It opens and
It closes;
You have meant
To catch it,
And it shrivels;
You abandon
Your intent—
It opens, and it
Closes and you
Reach for it—
The blue
Surrounding it
Grows cloudy, and
It floats away
From you.

Marianne Moore

Fonte: https://poets.org/poem/jelly-fish

Poema sugerido e lido por uma aluna do 7.º A


quinta-feira, 10 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «AMIGO»

 POEMA 10/31

The girls on the bridge, Edvard Munch (1863 -1944)
Fonte: 
Data de consulta: 01 de março de 2022.

AMIGO 

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill (1924 - 1986)

Data de consulta: 01 de março de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: Rafael Guedes, 9.º B, n.º 11.
Leitura do poema: Rafael Guedes.

 

quarta-feira, 9 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «NATAL CHIQUE»

POEMA 9/31
A Natividade Mística, Sando Botticelli (1445 - 1510)
Data de consulta: 25 de fevereiro de 2022.

                                               NATAL CHIQUE

Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.

Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.

Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado...
Só esse pobre me pareceu Cristo.

Vitorino Nemésio (1901 - 1978)

Fonte: https://www.citador.pt/poemas/natal-chique-vitorino-nemesio
Data de consulta: 25 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: Lauro Vicente, 9.º A, n.º 9.
Leitura do poema: Lauro Vicente.

MARÇO, MÊS DA POESIA: A POESIA À NOSSA PORTA!

Continuamos a celebrar a poesia, neste mês de MARÇO.

Ler poesia, escrever poesia, ouvir poesia faz-nos bem TODOS OS DIAS!

E há quem queira ter a POESIA sempre à sua porta.

É o caso dos meninos, das meninas e da professora Celina Gonçalves, do 2.º ano da Escola EB1 n.º 1 de Monchique, que, através da poesia, nos anunciam a chegada da PRIMAVERA.




terça-feira, 8 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «A GUERRA»

 POEMA 8/31

Três de Maio ( 1814), Francisco de Goya (1746 - 1828)
Data de consulta: 27 de fevereiro de 2022.

A GUERRA!

Desfilam diante de mim as civilizações guerreiras...
As civilizações guerreiras de todos os tempos e lugares...
Num panorama confuso e lúcido,
Em quadras misturadas e não misturadas, separadas e compactas, mas só quando
Em desfile sucessivo e apesar disso ao mesmo tempo,
Passam...
Passam e eu, eu que estou estendido na erva
E vi os carros passarem, passarem — cessarem depois para nós mesmos
Vejo-os e o meu espanto nem é muito calmo nem interessado
Nem os vê nem os deixa de ver,
E eles passam por mim como um pó ou leve vento sobe pelos ares.
Ah a pompa antiga, e a pompa moderna, os uniformes dos engenhos de guerra,
A fúria terna e [...] dos combates
Os mortos sempre a mesma misteriosa vida — o corpo no chão (e o que é o mundo, afinal, e aonde?)
A ferida [...]
E o céu, o eterno céu insensível sobre isso tudo!

Fernando Pessoa (1888 - 1935) Álvaro de Campos (1890 - 1935)

Fonte: https://www.escritas.org/pt/t/50024/ii-a-guerra
Data de consulta: 27 de fevereiro de 2022.

Poema e imagem sugeridos por: Joel José, 9.º A, n.º 8.
Leitura do poema: Joel José..

segunda-feira, 7 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «MAR PORTUGUÊS»

 POEMA 7/31

Naufrágio de um Cargueiro, William Turner (1775 - 1865)

Data de consulta: 21 de fevereiro de 2022.

MAR PORTUGUÊS


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

 Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa ( 1888 - 1935)

Data de consulta: 21 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: André Sampaio, 9.º B, n.º 2.
Leitura do poema: André Sampaio.

domingo, 6 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! - «O AMOR QUANDO SE REVELA»

 POEMA 6/31

Os Amantes, René Magritte ( 1898 - 1967)
Data de consulta: 27 de fevereiro de 2022.

O AMOR QUANDO SE REVELA

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

 Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
 
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa (1888 - 1967)

Data de consulta: 27 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: Ana Marques, 9.º A, n.º 3.
Leitura do Poema: Ana Marques.


CAMPANHA ELEITORAL DE «MIÚDOS A VOTOS - 2022» LEVADA A SÉRIO NA EB1 N.º 2


Na Escola EB1 n.º 2 de Monchique, a campanha eleitoral de «Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?» está a ser levada muito a sério. As quatro turmas estão empenhadíssimas na promoção do seu livro preferido e há trabalhos surpreendentes por toda a escola: painéis gigantes, cartazes, portas decoradas, marcadores de livros, trabalhos em cartão, jogos...

A julgar pela qualidade dos trabalhos, adivinha-se uma votação muito equilibrada. 

Que candidato, isto é, que livro irá ganhar nesta escola? 

Os meninos de uma turma conseguirão conquistar votos nas outras turmas?

Até ao dia 23 de março, as intenções de voto ainda podem mudar muito!

Até lá, dê uma olhadela nos materiais da campanha desta escola.

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sábado, 5 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! «O SORRISO»

POEMA 5/31
Mona Lisa, Leonardo da Vinci (1452-1519)

Data de consulta: 26 de fevereiro de 2022.

O SORRISO

Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.

Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.

Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

 Eugénio de Andrade (1923 - 2005)

Data de consulta: 26 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: Marília António, 9.º B, n.º 10.

Leitura do poema: Marília António.


SEMANA DA LEITURA 2022: DE 7 A 11 DE MARÇO

As atividades associadas à leitura intensificam-se de 7 a 11 de março  para comemorarmos a «Semana da Leitura» e festejar o ato de ler como espaço de fruição, de encontro, de partilha, de criatividade, de arte e de conhecimento.

Para além das atividades habituais, há surpresas e novidades para todos os ciclos/níveis.

Veja o programa.


sexta-feira, 4 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! - «RIOS»

 POEMA 4/31

A Cidade Incerta, Nadir Afonso (1920-2013)

Data de consulta: 26 de fevereiro de 2022.

RIOS

Se te enganam as ruas de Lisboa
como tropos dum estilo conhecido
hipérboles desfeitas
áridas metonímias

nos rios do verão metáforas ainda
procura do metal do corpo o velho mito
Talvez olhando em torno
não vejas os indícios

da água que desfaz devagar estas vias
talvez ela não corra
nos seus leitos fictícios

Desse espelho molhado colhe o brilho
como as folhas de julho alheio à
velocidade da vida

Gastão Cruz (1941 -   )

Data de consulta: 26 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: André Revés, 9.º A, n.º 4.
Leitura do poema: André Revés.

quinta-feira, 3 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NEM SABES O BEM QUE TE FARIA! - «HOMEM»

POEMA 3/31

Davi com a Cabeça de Golias, Caravaggio (1571-1610) 
Data de consulta: 16 de fevereiro de 2022.

 HOMEM 


Inútil definir este animal aflito.

Nem palavras,

nem cinzéis,

nem acordes,

nem pincéis

são gargantas deste grito.

Universo em expansão.

Pincelada de zarcão

desde mais infinito a menos infinito.

António Gedeão (1906-1997)

Fonte: https://www.fenprof.pt/Download/FENPROF/SM_Doc/Mid_115/Doc_1597/Anexos/15%20Poemas%20de%20Antonio%20Gede%C3%A3o.pdf

Data de consulta: 16 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: Simão Jesus, 9.º B, n.º 14.
Leitura do poema: Simão Jesus.

EU, LEITOR(A), SUGIRO «A PÉROLA»

 

O meu livro preferido é A Pérola, de John Steinbeck. Foi um livro que apresentei na atividade «À Roda dos Livros», no oitavo ano, e que me tocou de maneira especial.

O principal motivo para ser o meu livro preferido é o contraste de situações e conceitos nele presentes. Por exemplo: selva e cidade; pobreza e riqueza; felicidade e tristeza. Trata-se de uma família indígena que, quando o filho adoece, procura e encontra uma pérola. A pérola servia para pagar o tratamento do filho. Ao longo da história, a família envolve-se no «mundo dos ricos», algo que só lhes veio piorar a vida. Ao lermos o livro, vemos que a pérola, símbolo de riqueza, funcionava como um símbolo de má sorte. Nem todas as histórias têm um final feliz.
Também gostei em particular deste livro pelo simples motivo de ser bastante realista, facilmente lia um acontecimento destes numa notícia de jornal. Este livro ensina-nos que, por vezes, a ganância pode consumir-nos de uma maneira terrível. Por isso, às vezes, temos de ter alguma humildade e ceder aos «outros».
Este livro transmite uma sensação diferente ao leitor. Assim que comecei a ler, não consegui parar, tinha de saber como ia acabar… É um livro de leitura fácil e de fácil compreensão.

Pedro Alves, 9.ºA, N.º 13.

quarta-feira, 2 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! - «AS ROSAS»

POEMA 2/31
Still Life: Pink Roses in a Vase, Vincent Van Gogh (1853-1890)

Fonte: http://art-vangogh.com/saint-remy_138.html

Data de consulta: 20 de fevereiro de 2022.

AS ROSAS

Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.

 Sophia de Mello Breyner Andresen (1919 - 2004)
Poema e pintura sugeridos por: Leonor Valério, 9.º A, n.º 11.
Leitura do poema: Leonor Valério.


terça-feira, 1 de março de 2022

MARÇO, MÊS DA POESIA!

 

Com os propósitos de promover a leitura de poesia e de familiarizar os alunos com poetas nacionais e estrangeiros, o Agrupamento de Escolas de Monchique adotou o mês de MARÇO como o MÊS DA POESIA.

Esperamos que, ao longo deste mês, alunos e professores se deixem cativar pela sensibilidade estética das palavras, pela criatividade, pela diversidade e pela profundidade de emoções que a poesia nos permite.

Aqui, neste blogue, os nossos leitores encontrarão, diariamente, a publicação de um poema sugerido por um aluno, acompanhado de um quadro, que ilustra a sua interpretação desse poema. 

Sempre que possível, esse trabalho será complementado com uma gravação da leitura do poema.

 

MARÇO, MÊS DA POESIA: UM POEMA POR DIA? NÃO SABES O BEM QUE TE FARIA! - «SEI UM NINHO»

 POEMA 1/31

O Nascimento de Vénus, Sandro Botticelli (1445-1510)
Data de consulta: 26 de fevereiro de 2022.

SEI UM NINHO
 

Sei um ninho.

E o ninho tem um ovo.

E o ovo, redondinho,

Tem lá dentro um passarinho

Novo.

 

Mas escusam de me atentar:

Nem o tiro, nem o ensino.

Quero ser um bom menino

E guardar

Este segredo comigo.

E ter depois um amigo

Que faça o pino

A voar…

Miguel Torga (1907-1995)

Data de consulta: 26 de fevereiro de 2022.

Poema e pintura sugeridos por: Mayan Haye-Goller, 9.º C, n.º 1.
Leitura do poema: Mayan Haye-Goller. 


ESCRIT@TOP.COM - NOTÍCIAS INCRÍVEIS

 

O CÃO DESAPARECIDO

Quinta-feira, dia 10 de dezembro de 2021, às oito e meia da noite, no centro de Beja, um cão, de raça pastor-alemão, chamado Quico, desapareceu e o seu dono ficou muito preocupado.

O ladrão deixou um bilhete que dizia assim: «Olá, se quiseres o teu cão de volta, tens de pagar mil euros».

O dono do cão, com medo, decidiu telefonar à polícia. Por agora, a polícia aconselhou- -o a não dar o dinheiro ao ladrão e está a investigar este caso. Só têm uma pista: a morada do ladrão. Estão a tentar capturá-lo e salvar o pastor-alemão.

Maria João, 5.º B

 DUAS CADELAS SURPREENDEM OS DONOS

A Luna e a Daisy salvaram uma Águia-de-Bonelli, na tarde de ontem, na encosta da Foia.

A Luna é uma cadela de raça podengo e a Daisy, de raça breton; são cães de caça. Quando foram dar um passeio, avistaram uma águia que se encontrava ferida e, em vez de a atacarem, trouxeram-na para junto dos seus donos, que a ajudaram a recuperar. 

 Guilherme Nobre, 5.º B 

PAI NATAL É PROCESSADO

O Pai Natal foi processado, neste último dia de Reis, por confundir crianças com animais de estimação e de quinta.

A queixa foi feita por alguns moradores da vila de Monchique. A situação mais estranha foi registada na parte mais agrícola da vila, onde 20 galinhas receberam de presente 20 casas da Barbie e uma Playstation 5.

Os moradores da vila de Monchique ficaram revoltados por este tipo de prendas ter sido entregue num galinheiro.

Matilde Messia, 5.º B