sexta-feira, 24 de maio de 2019

QUANDO UM LIVRO GANHA CORPO E OS OLHARES SE MULTIPLICAM: HISTÓRIA(S) DE UMA VISITA

Acordei bem cedo, pela manhã, ainda o sol não raiava. Chateado por ter saído do mundo dos sonhos, onde podemos nadar no mais fundo dos oceanos ou sobrevoar a mais alta de todas as montanhas, barafustei.
De repente, oiço uns pequenos passos. Abro os olhos e vejo uns longos bigodes, ao mesmo tempo, oiço um suave miado, e logo uma leve pata, com umas pequenas e delicadas almofadinhas, pisa a minha cara. É a minha gata, Cal! Assim que viro os meus pensamentos para o dia, percebo que é tempo de viajar de outra forma. Apenas me levanto pela motivação que a viagem me dá, desço as escadas velozmente e, num abrir e fechar de olhos, estou vestido.
Num ápice, encontro-me na cozinha e já os meus pais estão a preparar o pequeno-almoço. Rapidamente, devoro a minha taça de cereais e, noutro instante, estou na casa de banho. Lavo os dentes com movimentos regulares.
Pego na bagagem, equipo-me e o meu pai leva-me ao heliporto. Descemos a Fóia rapidamente pois àquela hora não havia trânsito... Chegados ao heliporto, o meu pai deixa-me e eu entro no autocarro.
Rafael Mira Mendes, 7.º B

A maior parte da viagem, fui a observar a paisagem, os pássaros a voarem no céu como aviões, os carros vizinhos que andavam na autoestrada com destinos desconhecidos e o rio Tejo, que baloiçava de um lado para o outro, calmamente, como os caracóis que levam uma eternidade a viajar de um prado para o outro. Além disso, também ouvi música.
Quando chegámos a Lisboa, senti um bafo de calor na minha cara, como se uma bola de fogo me tivesse atingido. Depois ...
Inês Isabel Duarte Inácio , 7.º A

Parámos num jardim muito bonito, com muitos bancos espalhados pelo espaço, muitas plantas e uma espécie de lago com um canal de água que atravessava o jardim de uma ponta à outra. Aí, dividimo-nos em grupos e fizemos uma atividade que consistia em ler um capítulo da obra «Leandro, Rei da Helíria», de Alice Vieira, e depois contar aos restantes ... No meu grupo, fui eu a porta-voz!
Inês Silva Inácio , 7.º A

De seguida, tivemos de arranjar um par, da outra turma, para imaginarmos e escrevermos o final da história, pois só tínhamos lido o primeiro ato!
Caminhámos, depois, todos juntos ao longo do rio Tejo, no Parque das Nações, para almoçarmos. Tem uma vista lindíssima! Quando acabámos de comer, apanhámos o autocarro e fomos assistir à peça de teatro no auditório do Colégio Pedro Arrupe. O objetivo da visita era mesmo esse! Ao chegarmos, entrámos, sentámo-nos e ofereceram-nos uns cartões para o telemóvel. Então, assistimos à peça, foi muito divertido!
Rita Nobre Gonçalves , 7.º B

A história falava de um rei que tinha três filhas e queria dividir o reino por elas. Para isso,  pediu às filhas que lhe dissessem quanto o amavam. Amarílis disse que o amava tanto como ao sol; a Hortênsia disse que o amava tanto como ao ar que respirava e a Violeta disse que o amava tanto como a comida precisa de sal. E assim continuou a história ...
Filipa Reis Marques , 7.º B

Eu achei que a sala era grande e confortável. O teatro, por sua vez, teve muitos pontos positivos e poucos negativos. Quando nós chegámos, os senhores que lá estavam certificaram-se que ninguém tinha pastilhas e isso foi bom porque contribuiu para a higiene do teatro. Outro ponto positivo foi a boa atuação dos atores, pareciam muito profissionais. Como ponto negativo, só achei o facto de o teatro ter sido um pouco curto...
Miguel Ramos , 7.º A

A única coisa de que não gostei foi a parte em que o suposto marido da Violeta estava a cantar falsete, mas, na realidade, nem sabia o que isso era! De resto, gostei muito e gostei do pormenor de estarmos a falar por “skype” com William Shakespeare. Isso foi muito engraçado, porque ele até teve de fingir que estava a dormir para a mulher o deixar ver o teatro!
Guilherme Carvalho, 7.º B

Terminado o teatro, voltámos para o autocarro. Seguimos viagem e as raparigas começaram a pôr música, depois parámos a meio do caminho para lanchar. Comemos muito, especialmente as bolachas e «palmiers» que os professores tinham levado! Depois seguimos viagem, já estávamos cansados!
Beatriz Francisco , 7.º B

Durante a viagem de regresso a Monchique, refleti um pouco sobre os ensinamentos que a peça de teatro me transmitiu. Que devemos ser sempre nós mesmos, como Violeta, que não seguiu o mau exemplo das irmãs; também que não devemos forçar as coisas para que aconteçam, pois tudo tem um momento certo para acontecer, como com o rei de Helíria, que só descobriu que as palavras de Violeta não tinham sido um insulto muito tempo depois...
Inês Isabel Duarte Inácio , 7.º A

Mal cheguei a casa, vesti o pijama e fui «amalhar-me». Foram poucos os minutos que fiquei na cama acordada...
Carolina Morais , 7.º B

Eu gostei muito da visita de estudo, o teatro foi muito giro e engraçado, mas tenho pena que tenha sido tão curto. Espero que tenhamos mais visitas de estudo assim, talvez já não este ano, pois está quase a terminar, mas para o próximo!
Beatriz Vaze , 7.º B









(Fotografias: Professora Natividade Lemos)

quinta-feira, 23 de maio de 2019

UMA MALA ASSOMBRADA NA RÁDIO FOIA

A Mala Assombrada, de David Machado, tem um título bem assustador e a história até pode causar grandes arrepios a quem tem medo de fantasmas.
No entanto, este é um livro cheio de humor, que aborda, de uma forma muito divertida, o medo na infância e as traquinices entre dois irmãos: um de nove anos com medo de tudo e um de cinco anos que não tem medo de nada.
Para o António Duarte, da turma B do 5.º ano, este é um livro muito especial, que lhe foi oferecido pelo tio, o escritor Eduardo Duarte, e que o tem acompanhado ao longo da sua vida.
A história foi-lhe lida pelos pais, dezenas de vezes, quando ainda era bebé. Agora, é ele que a lê, com entusiasmo e fascínio e com a compreensível malícia de quem conhece o desfecho. 
Mal a leitura começou, o suspense apoderou-se do estúdio da Rádio Foia, o suposto fantasma saltou da mala e fomos envolvidos no enredo criado pelo irmão mais novo que, sem dó nem piedade, explorava, ao limite, o medo do seu irmão mais velho.
A leitura fluía agradável, rápida e cativante, e os olhos do nosso leitor brilhavam, satisfeitos com o ambiente de mistério e a curiosidade dos presentes.
Era impensável deixar a leitura a meio! O António fez-nos a vontade. Leu a história toda e deixou-nos encantados com esta obra de David Machado.



domingo, 12 de maio de 2019

quarta-feira, 8 de maio de 2019

PARES DA LEITURA 2018-19: UMA FINAL ANIMADA E DIVERTIDA

Eram 20 horas do dia 7 de maio de 2019 e o auditório da Escola Básica Manuel do Nascimento já estava preparado para receber a final do Concurso «Pares da Leitura»: a 11.ª final deste concurso, que começou no ano letivo 2008-2009.
Ao fundo, dez cadeiras aguardavam pelos concorrentes: primeiro dez alunos, depois dez adultos, que iriam responder alternadamente a três séries distintas de questões (verdadeiro/falso; escolha múltipla; frase lacunar).


E o auditório encheu para assistir à prova e celebrar a leitura.


Depois de ouvir atentamente as questões sobre a obra O Mistério do Colar Desaparecido, de Enid Blyton, os alunos foram registando as suas opções e recolhendo uma valiosa «moeda de oiro» por cada resposta certa.





No final de cada série, os alunos cediam os lugares aos seus pares, os adultos, e as questões centravam-se, então, na obra A Lua de Joana, de Maria Teresa Maia Gonzalez.


Para relaxar e fazer lembrar que a leitura é mesmo o mais importante neste concurso, no final de cada série, a Carolina Morais e a Beatriz Reis presentearam a assistência com excelentes leituras de alguns dos seus poemas preferidos.



Um dos momentos mais animados da noite foi a apresentação de uma canção da autoria da turma A do 6.º ano,composta no âmbito das Histórias da Ajudaris 19, sob a orientação das professoras Carla Travessa e Velma Costa.


No final, fizeram-se contas às moedas arrecadadas.
Verificado um empate no 1.º lugar, com duas equipas a totalizarem 28 pontos (num conjunto de 30 questões), os alunos de cada par responderam a mais três questões (uma de cada tipo). Mantendo-se o empate, recorreu-se à estratégia de «morte súbita». Lançados os dados, o aluno com valor superior, o Gil Matos, optou por responder, sem qualquer hesitação. A resposta certa valeu-lhe o 1.º lugar, tendo revalidado «o título» do ano anterior.




Os cinco primeiros lugares foram ocupados pelas seguintes equipas:
1.º lugar - Gil Matos (6.º A) / Carla Alfarrobinha (mãe);
2.º lugar - Maria Gonçalves Nunes (5.º A) / Sónia Nunes (mãe);
3.º lugar - Inês Calapez Duarte (5.º A) / Paula Calapez (mãe);
4.º lugar - Anita Marques (5.º B) / Teresa Campos (mãe);
5.º lugar - Rodrigo Simões (5.º A) / Sónia Martinho (mãe).

No entanto, todas as equipas foram premiadas com vales oferecidos pelo Presidente da Junta de Freguesia de Monchique.

Esta sessão contou também com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Monchique, que premiou os alunos monchiquenses que representaram o concelho na fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura: Alícia Costa Duarte e Daniela Reis (1.º ciclo), Anita Marques e Gil Matos (2.º ciclo), Beatriz Reis e Carolina Morais (3.º ciclo).
O Presidente da Câmara premiou, ainda, os finalistas de Monchique que participaram na final do Concurso «Momentos de Leitura»: Simão Correia (1.º ciclo), Mariele Venda (2.º ciclo) e Beatriz Reis (3.º ciclo).


segunda-feira, 6 de maio de 2019

«A FADA ORIANA» TODA EM POUCO MAIS DE MEIA HORA

Quem não conhece A Fada Oriana perdeu uma excelente oportunidade de, em pouco mais de meia hora, ficar a conhecer, na íntegra, esta magnífica obra de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Na última edição de Um Livro por Semana, que foi para o ar no dia 2 de maio, a Lara Jaime e a Maria Xavier Gouveia, ambas da turma B do 5.º ano, fizeram uma apresentação irrepreensível desta obra, que acabaram de estudar nas aulas de Português.

A Lara Jaime começou por ler o primeiro capítulo, «Oriana», apresentando-nos a personagem principal - uma fada boa.

Não havendo tempo para a leitura integral do livro, a Lara revelou-nos uma parte significativa da história com o seguinte resumo:
A personagem principal desta história é uma fada chamada Oriana, que tomava conta de uma floresta, tarefa esta que lhe tinha sido dada pela Rainha das Fadas.
Ela cuidava das plantas, dos animais e dos homens, mas tinha uma atenção especial por uma velhinha, que vivia sozinha na floresta, ajudando-a em várias tarefas.
Certo dia, Oriana aproximou-se do rio e viu um peixe que estava quase a morrer fora de água. Quando foi colocá-lo na água, viu a sua imagem refletida e ficou deslumbrada com a sua beleza.
A partir de então, ficou muito vaidosa, deixou de cuidar da floresta e acabou por se esquecer completamente da velhinha.
Quando a Rainha das Fadas viu o abandono da floresta, ficou muito zangada, castigou Oriana e tirou-lhe as suas asas e a varinha de condão.
Oriana ficou muito triste. A Rainha das Fadas disse-lhe, então, que só lhe devolveria as asas e a varinha de condão quando ela fizesse alguma ação que o justificasse.
Passado algum tempo, Oriana viu a velhinha, muito cansada e quase cega, a caminhar em direção a um abismo. Oriana correu, correu…

Satisfazendo a curiosidade dos ouvintes, que queriam, certamente, ficar a saber o desfecho da história, a Maria fez, então, uma excelente leitura do último capítulo, intitulado «O Abismo».


Será que Oriana conseguiu salvar a velhinha?
Terá ela recuperado as suas asas e a sua varinha de condão?

Pois... Quem não acompanhou o programa terá, agora, de ler este último capítulo para descobrir o que aconteceu.
Mas o melhor é ... aproveitar a oportunidade e ler toda a obra. Vai valer a pena!

sábado, 4 de maio de 2019

«MOMENTOS DE LEITURA» 2019


A final da 7:ª edição do Concurso «Momentos de Leitura» decorreu hoje na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes, em Portimão, reunindo representantes de todos os agrupamentos de escolas dos concelhos de Monchique e Portimão.
Monchique esteve representado pelo Simão Correia (1.º ciclo), pela Mariele Venda (2.º ciclo) e pela Beatriz Reis (3.º ciclo).
Numa competição marcada por um expressivo conjunto de excelentes leituras, os nossos meninos não conquistaram o troféu do 1.º lugar, mas deixaram-nos muito orgulhosos com as suas prestações.





segunda-feira, 22 de abril de 2019

CONVITE: FINAL DO CONCURSO «PARES DA LEITURA»


A Biblioteca Escolar convida toda a comunidade escolar para a grande final do Concurso «Pares da Leitura», que terá lugar no dia 7 de maio, às 20h30, no auditório da Escola Básica Manuel do Nascimento.
A concurso estarão as obras O Mistério do Colar Desaparecido de Enid Blyton (alunos) e A Lua de Joana de Maria Teresa Maia Gonzalez (adultos).
Recordamos que, nesta fase, a prova é pública e será disputada por dez pares finalistas apurados na 1.ª fase de um total de 31 duplas.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

HARRY POTTER VOLTA À RÁDIO FOIA

Harry Potter e a Pedra Filosofal é o primeiro volume de uma série de romances de fantasia escritos pela autora britânica J. K. Rowling. A série narra as aventuras de um jovem chamado Harry Potter, que descobre, aos onze anos de idade, que é um bruxo, ao ser convidado para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts,
Mais de 20 anos depois do seu primeiro lançamento, em junho de 1997, esta obra continua a cativar leitores de todas as idades, conforme se comprovou com a passagem da Ana Rita Castanheira pelos estúdios da Rádio Foia.
Fã assumida das obras de J. K. Rowling, a Ana Rita Castanheira explicou que gosta do mistério e suspense que presidem à leitura e partilhou com os ouvintes um excerto bem sugestivo.



terça-feira, 2 de abril de 2019

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - FASE INTERMUNICIPAL - ALBUFEIRA 2019

A fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura 2019 decorreu, hoje, em Albufeira, no Auditório Municipal.

Monchique esteve lá com seis alunos, representando os três ciclos de escolaridade do ensino básico: Alícia Costa Duarte e Daniela Morales dos Reis (1.º ciclo); Anita Campos Marques e Gil de Alfarrobinha e Matos (2.º ciclo); Beatriz Morales dos Reis e Carolina Gonçalves Morais (3.º ciclo).


A Anita Marques e a Beatriz Reis foram apuradas para a prova de palco e acabaram ambas no 3.º lugar, com uma merecida MENÇÃO HONROSA.







segunda-feira, 1 de abril de 2019

OS LIVROS QUE RODARAM NA «À RODA DOS LIVROS»

A atividade «À Roda dos Livros» é, seguramente, uma das estratégias que mais contribui para a promoção da leitura e para o desenvolvimento das competências leitoras dos nossos alunos. Basta acompanhar a atividade numa das turmas do 9.º ano para percebermos a maturidade, a competência e o rigor presentes em muitas das intervenções. Desenvolvida com regularidade, persistência e resiliência, e devidamente acompanhada (e valorizada) pelo docente da turma, é uma atividade que dá frutos, alguns imediatos, outros a médio e longo prazo.

E são tantos e tão variados os títulos que rodam nas diferentes sessões da atividade! José Saramago, Rui Zink, Alice Vieira, Maria Teresa Maia Gonzalez, Ondjaki, Álvaro Magalhães, Manuel Alegre, Afonso Cruz, John Boyne, Sophia de Mello Breyner, José Mauro de Vasconcelos, Neil Gaiman, Isabel Allende, Lois Lowry, Ilse Losa, Mário de Carvalho, John Steinbeck, Luis Sepúlveda, Eça de Queirós e Ana Saldanha foram alguns dos muitos autores que desfilaram pela biblioteca nas muitas e interessantes leituras dos alunos do 3.º ciclo.










No entanto, também é importante que os docentes saibam gerir a frustração, lidando com um número significativo de alunos que continua a negar-se à leitura e a comparecer na atividade sem a tarefa cumprida. Desistir não é opção. Por isso, há que tentar motivar, dar oportunidades, criar espaços e tempos. Muitos, sim, aproveitarão. Outros…