MONCHIQUE E OS SEUS LUGARES AMADOS
«Vale
a pena atravessar o largo e o passeio, junto à estrada, para se descobrir o
que, na vila, há de mais bonito.
Só
debruçados do muro se poderá admirar o vale, a geometria dos canteiros, a mancha
líquida do tanque, a mistura dos verdes, as sombras avolumando a luz, a
araucária como impressão digital identificando a vila, e a serra ao fundo,
mudando de cor a todas as horas, ora vestida de cinzentos-esverdeados, ora de
verdes-azulados. E a Picota coroada de pedra, de granitos faiscantes, como
rainha e senhora da paisagem, quase logo ali, ao estender da mão ou ao erguer
dos olhos.»
(António da Silva Carriço, «Memória
das Coisas», 2.ª ed.,
s/l, «O Monchiqueiro», [2008], p.19.)
CALDAS DE MONCHIQUE
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| Fotografia: @N. Lemos |
O tom esverdeado, o som
das águas, os inúmeros pequenos bancos, que facilmente são encontrados
espalhados pelo lindo terreno.
Os diferentes tipos de
carros estacionados por quase todo o local, o vento que bate no rosto enquanto
damos voltas, ao explorar o bonito lugar que são as Caldas de Monchique.
Muita natureza
envolvida, o que nos oferece uma paz imensa e inexplicável. Somente uma pessoa
de grande sorte tem o enorme privilégio de ser de Monchique e a belíssima
oportunidade de visitar o Paraíso: as Caldas.
Ana Laura Marques 9.º A, N.º 3
A VILA
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Fotografia; @N. Lemos
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Caminhando
ou pedalando muito, chego a um lindo lugar: o centro da vila de Monchique. Não
tenho sítio fixo, pois lá encontramos um campo, espaço livre, a piscina, e o
espaço net, entre outros. À frente do espaço net, posso andar de
bicicleta. Depois, posso deixar a bicicleta de lado, dar cinco passos pela
descida e ir até à piscina. Ou dar dois passos para o lado e chegar ao campo ou
ter acesso a um computador. Ou ir até ao jardim! Em alternativa, posso
manter-me à frente do espaço net e olhar para a Picota, São Roque, o
Miradouro, a piscina … E tudo isto são paisagens! Sítios lindos para admirar.
Posso até
comparar isto com a famosa Foia ou com a histórica Alferce. Mas prefiro ficar
aqui. Em tempos de verão normais, como em 2019, é divertido, pois vê-se muita
gente e bastantes amigos! Fico feliz por saber que vêm muitos turistas para
admirar e provar a nossa água.
Lauro Dinis Vicente, 9.º A,
N.º.9
A FOIA
Na
guardada serra de Monchique, que em tempos já foi mais verde, antes do fogo que
arrasou a serra, podíamos encontrar muitos eucaliptos, pinheiros e
medronheiros, azevinhos e adelfeiras. Quando subimos, começamos a sentir o
sabor do vento, e já no topo, às vezes, quase parece que vamos levantar voo! No
caminho, podemos encontrar medronhos, com os seus tons de amarelo, laranja e
vermelho. No outono, a serra fica toda em tons de verde, amarelo, encarnado e
castanho. Vemos cogumelos aos milhares, alguns mais brancos, outros castanhos e
alguns com picos e bolas!
No verão,
começam a estar prontos para serem colhidos os orégãos, e não de plantações,
mas todos naturais, selvagens, crescendo livres pelos campos sem a mão do homem
a ajudar.
Se formos
pelos caminhos certos, podemos encontrar as lindíssimas cameleiras, que todos
os anos participam no Festival das Camélias. Na primavera, as árvores abrem em
flor e proporcionam passeios muito relaxantes.
No
inverno, quando respiramos, os nossos pulmões enchem-se de ar puro e fresco. E
dependendo das condições climatéricas e da sorte, até podemos ver neve. Hoje em
dia, ainda podemos ver as águas límpidas, que raramente congelam.
E é
assim, o segredo mais bem guardado do Algarve.
Mariele Garcia Venda, 9.º A,
N.º 12