domingo, 15 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: CONTEMPLANDO O LAGO MUDO
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| Melancolia Edvard Munch (1863-1944) |
Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
O lago nada me diz.
Não sinto a brisa mexê-lo.
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
Não sinto a brisa mexê-lo.
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
Trémulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?
Fernando Pessoa
Poema sugerido por: Mina Estevão - 5.º B
sábado, 14 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: FRUSTRAÇÃO
FRUSTRAÇÃO
Foi bonito
Miguel
Torga
Poema sugerido por: Patrícia Moreira - 5.º A
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| Na conversa com o jardineiro Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) |
O meu sonho de amor.
Floriram em redor
Todos os campos em pousio.
Um sol de abril brilhou em pleno estio,
Lavado e promissor.
Só que não houve frutos
Dessa primavera.
A vida disse que era
Tarde demais.
E que as paixões tardias
São ironias
Dos deuses desleais.
Floriram em redor
Todos os campos em pousio.
Um sol de abril brilhou em pleno estio,
Lavado e promissor.
Só que não houve frutos
Dessa primavera.
A vida disse que era
Tarde demais.
E que as paixões tardias
São ironias
Dos deuses desleais.
Poema sugerido por: Patrícia Moreira - 5.º A
sexta-feira, 13 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: EPIGRAMA
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| A morte do avarento Hieronymus Bosch (1450?-1516) |
EPIGRAMA
Levando um velho avarento
Levando um velho avarento
Uma pedrada num olho,
Pôs-se-lhe no mesmo instante
Tamanho como um repolho.
Certo doutor, não das dúzias,
Mas sim médico perfeito,
Dez moedas lhe pedia
Para o livrar do defeito.
«Dez moedas! (diz o avaro)
Meu sangue não desperdiço:
Dez moedas por um olho!
O outro dou eu por isso.»
Bocage
Poema sugerido por: Pedro Dinis - 7.º B
quinta-feira, 12 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: BARCA BELA
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| Impressão, nascer do sol Claude Monet (1840-1926) |
Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?
Onde vais pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?
Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!
Deita o lanço com cautela.
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!
Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela,
Só de vê-la ,
Ó pescador!
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!
Deita o lanço com cautela.
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!
Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela,
Só de vê-la ,
Ó pescador!
Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Ó pescador!
Foge dela,
Ó pescador!
Almeida Garrett
Poema sugerido por: Carolina Jesus - 6.º B
Poema sugerido por: Carolina Jesus - 6.º B
quarta-feira, 11 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: O FUTURO PERFEITO
| George Bernard O'Neill (1828-1917) |
O FUTURO PERFEITO
A neta explora-me os dentes,
Penteia-me como quem carda.
Terra da sua experiência,
Meu rosto diverte-a, parda
Imagem dada à inocência.
Finjo que lhe como os dedos,
Fura-me os olhos cansados,
Íntima aos meus próprios medos
Deixa-mos sossegados.
Fura-me os olhos cansados,
Íntima aos meus próprios medos
Deixa-mos sossegados.
E tira, tira puxando
Coisa de mim, divertida.
Assim me vai transformando
Em tempo de sua vida.
Coisa de mim, divertida.
Assim me vai transformando
Em tempo de sua vida.
Vitorino Nemésio
Poema sugerido por: Mariana Joaquim . 5.º A
Poema sugerido por: Mariana Joaquim . 5.º A
terça-feira, 10 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: UMA HISTÓRIA DE DIVIDIR
UMA HISTÓRIA DE DIVIDIR
Um divisor dividia
muitíssimo devagar.
A divisão bem podia,
dizia ele, esperar.
O dividendo, mais lesto,
não podendo perder tempo,
dia a dia ia perdendo
a paciência e o resto.
E, encarando o amigo,
falava-lhe duramente:
«Não posso contar contigo,
és um inquociente!»
Manuel António Pina
Poema sugerido por: Ricardo Reis - 7.º A
Manuel António Pina
Poema sugerido por: Ricardo Reis - 7.º A
HÁ LIVROS QUE NÃO QUEREM DORMIR
O livro que não queria dormir é o interessante título do livro que o José Carlos Duarte, do 4.º ano da Escola EB 1 n.º 2, apresentou aos microfones da Rádio Foia numa das duas emissões do mês de fevereiro.
Do autor Pedro Teixeira Neves, que já esteve de visita ao nosso agrupamento de escolas, esta obra conta-nos a história de um livro que não queria acordar "simplesmente porque durante anos e anos ninguém o quis ler". Desiludido com o desprezo dos leitores, o livro viu-se, certo dia, nas pequenas mãos de um menino. Fora, finalmente, escolhido! Mas como os livros, tal como as pessoas, têm reações estranhas, fez uma birra e tentou impedir que o menino o lesse, fazendo força, comprimindo as páginas.
Simpático e comunicativo, o José Carlos presenteou-nos com uma expressiva leitura de parte da obra e resumiu, depois, o resto da história, esclarecendo que, no final, o livro se deixou vencer pela insistência do menino e desistiu da birra, receando que as suas folhas se rasgassem. Vitorioso, o menino deu início à leitura. Começava assim: "Era uma vez um livro que não queria dormir. Esse livro era muito feliz porque os dias inteiros, de manhã à noite, passava de mão em mão, de boca em boca, fazendo ecoar as suas palavras, contando e partilhando a sua história e os seus ensinamentos".
Quem não deixa mesmo dormir os livros é a Maria Gervásio, que deu voz à nossa rubrica pela sétima vez e que está sempre pronta para participar nas atividades de leitura promovidas pela BE.
A rapariga rebelde tem uma amiga foi o título escolhido para o programa deste ano letivo, explicando-nos a Maria que a sua escolha está relacionada com o facto de se identificar muito com a protagonista da obra.
A rapariga rebelde tem uma amiga foi o título escolhido para o programa deste ano letivo, explicando-nos a Maria que a sua escolha está relacionada com o facto de se identificar muito com a protagonista da obra.
No entanto, a nossa leitora reservou-nos uma agradável surpresa para esta edição e deu-nos a conhecer um texto da sua autoria "Amor de perdição à monchiquense", que partilhou com os ouvintes da Rádio Foia.
segunda-feira, 9 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: CÃO
CÃO
Cão passageiro, cão estrito
cão rasteiro cor de luva amarela,
apara-lápis, fraldiqueiro,
cão liquefeito, cão estafado
cão de gravata pendente,
cão de orelhas engomadas,
de remexido rabo ausente,
cão ululante, cão coruscante,
cão magro, tétrico, maldito,
a desfazer-se num ganido,
a refazer-se num latido,
cão disparado: cão aqui,
cão ali, e sempre cão.
Cão marrado, preso a um fio de cheiro,
cão a esburgar o osso
essencial do dia a dia,
cão estouvado de alegria,
cão formal de poesia,
cão-soneto de ão-ão bem martelado,
cão moído de pancada
e condoído do dono,
cão: esfera do sono,
cão de pura invenção,
cão pré-fabricado,
cão-espelho, cão-cinzeiro, cão-botija,
cão de olhos que afligem,
cão-problema…
Sai depressa, ó cão, deste poema!
Alexandre O'Neill
Poema sugerido por: Carolina Silva - 6.º B
| Natureza-morta com três cães Paul Gauguin (1848-1903) |
cão rasteiro cor de luva amarela,
apara-lápis, fraldiqueiro,
cão liquefeito, cão estafado
cão de gravata pendente,
cão de orelhas engomadas,
de remexido rabo ausente,
cão ululante, cão coruscante,
cão magro, tétrico, maldito,
a desfazer-se num ganido,
a refazer-se num latido,
cão disparado: cão aqui,
cão ali, e sempre cão.
Cão marrado, preso a um fio de cheiro,
cão a esburgar o osso
essencial do dia a dia,
cão estouvado de alegria,
cão formal de poesia,
cão-soneto de ão-ão bem martelado,
cão moído de pancada
e condoído do dono,
cão: esfera do sono,
cão de pura invenção,
cão pré-fabricado,
cão-espelho, cão-cinzeiro, cão-botija,
cão de olhos que afligem,
cão-problema…
Sai depressa, ó cão, deste poema!
Alexandre O'Neill
Poema sugerido por: Carolina Silva - 6.º B
domingo, 8 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: QUEM ÉS TU?
QUEM ÉS TU?
- Tenho uma mota vermelha
com um leitor de CD,
computador, Internet
e uma nova TV.
Uso só roupa de marca,
na melhor loja comprada,
tenho cartão multibanco,
ando na escola privada.
Tenho piscina aquecida,
um cavalo para montar,
e como sempre marisco
no restaurante, ao jantar.
Tenho sete namoradas,
as sete com moradias,
as sete com lindos olhos,
as sete com ricas tias.
Tenho um pai com muitas notas
e mãe cheia de pulseiras,
são de prata os meus talheres,
e de ouro as minhas torneiras.
- Afinal tu não existes,
és só aquilo que tens,
um zero todo coberto
de uma montanha de bens.
Luísa Ducla Soares
Poema sugerido por: Anita Páscoa - 5.º B
| Retrato de Walter Rathenau Edvard Munch (1863-1944) |
- Tenho uma mota vermelha
com um leitor de CD,
computador, Internet
e uma nova TV.
Uso só roupa de marca,
na melhor loja comprada,
tenho cartão multibanco,
ando na escola privada.
Tenho piscina aquecida,
um cavalo para montar,
e como sempre marisco
no restaurante, ao jantar.
Tenho sete namoradas,
as sete com moradias,
as sete com lindos olhos,
as sete com ricas tias.
Tenho um pai com muitas notas
e mãe cheia de pulseiras,
são de prata os meus talheres,
e de ouro as minhas torneiras.
- Afinal tu não existes,
és só aquilo que tens,
um zero todo coberto
de uma montanha de bens.
Luísa Ducla Soares
Poema sugerido por: Anita Páscoa - 5.º B
sábado, 7 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: FUNDO DO MAR
FUNDO DO MAR
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.
Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Poema sugerido por: Tatiana João - 8.º B
| As «Pirâmides» de Port-Coton Claude Monet (1840-1926) |
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.
Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Poema sugerido por: Tatiana João - 8.º B
sexta-feira, 6 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: O PASTOR
| Rebanho de ovelhas Ernest Ludwing Kirchner (1880-1938) |
Pastor, pastorinho,
onde vais sozinho?
Vou àquela serra
buscar uma ovelha.
Porque vais sozinho,
pastor, pastorinho?
Não tenho ninguém
que me queira bem.
Não tens um amigo?
Deixa-me ir contigo.
Eugénio de Andrade
Poema sugerido por: Rafael Silva - 7.º A
quinta-feira, 5 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: O TEMPO
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| A persistência da memória Salvador Dalí (1904-1989) |
o tempo fui procurar.
Mas onde moras, ó tempo,
que não te consigo achar?
Pelos verdes da floresta
o tempo fui procurar.
Mas onde moras, ó tempo,
que não te consigo achar?
Pelas pedrinhas da rua
o tempo fui procurar.
Mas onde moras, ó tempo,
que não te consigo achar?
Tiquetaque, o coração
é um relógio a bater.
O tempo que não achei
já me fez envelhecer.
Luísa Ducla Soares
Poema sugerido por: Leonardo Silva - 5.º B
quarta-feira, 4 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: LÁGRIMA DE PRETA
| Oswaldo Guayasamín (1919-1999) |
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
António Gedeão
Poema sugerido por: Madalena Duarte e Margarida Correia - 9.º B
terça-feira, 3 de março de 2015
UM POEMA POR DIA: O COMETA
Lá vem o cometa
tem a cauda branca
a cabeça preta
Que não se intrometa
na sua rota
nenhum planeta
E que ninguém tente
cortar-lhe o cabelo
ou não fosse de gelo
Nunca noiva alguma
teve um vestido assim
feito de espuma
Lá vai lá vai o cometa
tem a cauda branca
a cabeça preta
Se não o viste passar
daqui a cem anos
ele há de voltar
tem a cauda branca
a cabeça preta
Que não se intrometa
na sua rota
nenhum planeta
E que ninguém tente
cortar-lhe o cabelo
ou não fosse de gelo
Nunca noiva alguma
teve um vestido assim
feito de espuma
Lá vai lá vai o cometa
tem a cauda branca
a cabeça preta
Se não o viste passar
daqui a cem anos
ele há de voltar
Jorge Sousa Braga
Poema sugerido por: Beatriz Francisco - 6.º B
segunda-feira, 2 de março de 2015
MARÇO - MÊS DA POESIA
A Escola Básica Manuel do Nascimento elegeu o mês de março como o mês da poesia e desafiou os seus alunos a lerem um poema por dia.
O nosso blogue aderiu ao slogan "Um poema por dia?! Nem sabes o bem que te faria!" e dá hoje início à publicação diária de um poema.
O nosso blogue aderiu ao slogan "Um poema por dia?! Nem sabes o bem que te faria!" e dá hoje início à publicação diária de um poema.
AUTOPSICOGRAFIA
| Caricatura de Almada Negreiros |
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
que se chama coração.
Fernando Pessoa
sábado, 28 de fevereiro de 2015
DESCOBRINDO A MITOLOGIA GRECO-ROMANA
O estudo da obra Ulisses,
de Maria Alberta Menéres, conduziu os alunos da turma B do 6.º ano a um interessante
trabalho de pesquisa sobre diferentes deuses da mitologia grega. Dada a
curiosidade que este tema habitualmente suscita, partilham-se, a seguir, alguns
dos pequenos textos produzidos pelos alunos.
APOLO
Apolo era conhecido
como deus da luz e do sol. Era filho de Zeus e de Lato e tinha uma irmã gémea
chamada Ártemis. Foi um dos principais seres mitológicos da mitologia
greco-romana.
(Carolina Silva e Joana Lopes)
DEMÉTER
Deméter é a deusa da
agricultura na mitologia grega. O seu nome romano é Ceres. Esta deusa nutria a
terra. Era também a protetora do casamento, a deusa da gestão e das leis
sagradas. Uma das doze divindades do Olimpo, Deméter era filha de Cronos.
(Rui
Fernandes e Samuel Silva)
DIONÍSIO
Dionísio era o deus
do vinho, pois possuía os segredos do plantio e da colheita da uva e da
produção do vinho. Associado também às festas e atividades relacionadas ao
prazer material, Dionísio era filho de Zeus (o deus dos deuses). Os romanos
chamavam-lhe Baco.
(António
Guerreiro, Francisco Duarte e Marcelo Maio)
HERA
Hera é uma deusa
grega (Juno na mitologia romana). É a deusa do casamento, da maternidade e das
mulheres. Era também esposa e irmã de Zeus, mas muito ciumenta e agressiva com
as relações do marido. Perseguia as amantes do marido e os seus filhos e tudo
fez para tentar matar Hércules.
(Alice
Marreiros e Carolina Jesus)
HERMES
Na mitologia grega,
Hermes, associado ao deus romano Mercúrio, era filho de Zeus e de Maia. É o
deus mensageiro, encarregue de levar as mensagens de Zeus, conhecido como
Júpiter na mitologia romana.
(Alice Jesus e Teresa Penteado)
ADIVINHA QUEM ESTÁ A LER!
O concurso “Adivinha
quem está a ler!” é regularmente desenvolvido na Escola EB1 nº 2 de Monchique e
vai-se afirmando como uma das atividades de leitura preferidas dos alunos.
Embora não contribua diretamente para o desenvolvimento das competências
leitoras, esta atividade tem o mérito de chamar a atenção dos alunos para a
leitura, levando-os, todos os meses, a tentar descobrir a identidade de um
leitor mistério.
Os sorteios dos
vencedores da cada edição são sempre momentos de entusiasmo e de euforia e uma
excelente oportunidade para que os alunos possam ir construindo a sua biblioteca
pessoal.
(Os vencedores da última edição com os respetivos professores)
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
AMOR DE PERDIÇÃO À MONCHIQUENSE
A Maria Gervásio,
que frequenta a turma A do 6.º ano, empenhou-se seriamente na leitura de uma
adaptação do Amor de Perdição, a fim de preparar a sua participação na
primeira fase do concurso “Pares da Leitura”, de que saiu vencedora.
Embora seja uma
frequentadora assídua da biblioteca e uma excelente leitora, esta obra não é,
seguramente, a que mais se adequa aos seus interesses literários e, por isso, de
uma forma espontânea e brincalhona, a Maria resolveu criar uma versão pessoal da
obra, que intitulou “Amor de Perdição à Monchiquense”.
Preparem-se os
leitores, pois, na opinião da jovem autora, esta “comédia trágica poderá não se
adequar a pessoas mais sensíveis”.
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Era uma vez uma rapariga muito bonita chamada Rosália
Rosalinda das Rosas, mas que toda a gente tratava por Rosinha.
Abel das Couves gostava de Rosinha, mas nunca fora capaz de o admitir, pois sabia que o seu melhor amigo, Zé Bacia, amava Rosinha e que este amor era correspondido.
Certo dia, Zé Bacia pediu Rosinha em casamento e esta aceitou. Abel das Couves, ciente do perigo de perder a sua amada para o seu melhor amigo, declarou-se a Rosinha, mas esta disse que por ele apenas sentia amizade e que o seu verdadeiro amor era Zé Bacia.
Abel das Couves jurou a Rosinha que, se ela não ficasse com ele, não havia de ficar com mais ninguém. Mais tarde, chegou à conclusão de que, para poder ficar com Rosinha, teria de se livrar do seu melhor amigo, por mais que gostasse dele.
Abel das Couves matou Zé Bacia e livrou-se o corpo, lançando-o ao rio. Rosinha, que estava a lavar a roupa, viu o corpo do seu amado e atirou-se à água. Como não sabia nadar, afogou-se.
Abel das Couves, não aguentando a culpa de ter assassinado o melhor amigo e a mulher que amava, enforcou-se.
O cão de Rosinha acabou por morrer em cima da campa da dona, à espera que esta voltasse.
Zé Bacia e Rosinha acabaram por ficar juntos, não nesta vida, mas no Paraíso. Por sua vez, Abel das Couves ficou a arder no Inferno.
Abel das Couves gostava de Rosinha, mas nunca fora capaz de o admitir, pois sabia que o seu melhor amigo, Zé Bacia, amava Rosinha e que este amor era correspondido.
Certo dia, Zé Bacia pediu Rosinha em casamento e esta aceitou. Abel das Couves, ciente do perigo de perder a sua amada para o seu melhor amigo, declarou-se a Rosinha, mas esta disse que por ele apenas sentia amizade e que o seu verdadeiro amor era Zé Bacia.
Abel das Couves jurou a Rosinha que, se ela não ficasse com ele, não havia de ficar com mais ninguém. Mais tarde, chegou à conclusão de que, para poder ficar com Rosinha, teria de se livrar do seu melhor amigo, por mais que gostasse dele.
Abel das Couves matou Zé Bacia e livrou-se o corpo, lançando-o ao rio. Rosinha, que estava a lavar a roupa, viu o corpo do seu amado e atirou-se à água. Como não sabia nadar, afogou-se.
Abel das Couves, não aguentando a culpa de ter assassinado o melhor amigo e a mulher que amava, enforcou-se.
O cão de Rosinha acabou por morrer em cima da campa da dona, à espera que esta voltasse.
Zé Bacia e Rosinha acabaram por ficar juntos, não nesta vida, mas no Paraíso. Por sua vez, Abel das Couves ficou a arder no Inferno.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
PUBLICAÇÕES DE E SOBRE MONCHIQUE EM DESTAQUE NA BE
Porque há obras e autores que nos identificam como comunidade, a Biblioteca Escolar colocou em destaque, no mês de fevereiro, as publicações que constam do seu fundo local e que estão à disposição dos utilizadores para consulta em presença e empréstimo domiciliário.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
JOVEM ESCRITOR MONCHIQUENSE VOLTA A SER PREMIADO
O escritor monchiquense Eduardo Duarte foi um dos cinco vencedores do Concurso de Contos - O Desassossego da Liberdade com o conto Acromegalia e verá, em breve, o seu texto publicado pela editora Livros de Ontem numa coletânea que junta os cinco autores premiados a Luís Miguel Rocha, Manuel Jorge Marmelo, Carla M. Soares, Nuno Nepomuceno, Samuel Pimenta e Pedro Medina Ribeiro.
A capa do livro, que já foi divulgada pela editora (e que a seguir apresentamos), ficou a cargo do artista João Pedro Fonseca.
Esta é a segunda vez que o jovem escritor vê um trabalho seu premiado a nível nacional, o que nos enche de orgulho, adivinhando-se o início de um promissor percurso literário.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
SEIS ALUNOS EMBARCARAM NO «EXPRESSO DA TARDE» E DERAM VOZ ÀS LEITURAS DE JANEIRO
Foram seis os alunos que, no mês de janeiro, embarcaram no Expresso da Tarde para dar voz à rubrica «Um livro por Semana».
Na primeira edição de 2015, quatro alunos da turma B do 6.º ano (o Francisco Duarte, o Marcelo Maio, o Samuel Silva e a Teresa Penteado) chegaram à Rádio Foia com a obra Os meus amigos, de António Torrado, e apresentaram-nos a interessante história do Gato Teodósio, personagem principal do conto "A prima Elisa".
Os nossos leitores de serviço adiaram, propositadamente, a leitura do final da história, tal como o autor a quis escrever, e foram-nos surpreendendo com finais alternativos imaginados pela Teresa e pelo Marcelo. Apesar de muito diferentes, todas as leituras tiveram em comum um desenlace feliz.
No dia 12, a Leonor Baltazar, da turma A do 5.º ano, optou pela obra Século XIV - Em Aljubarrota não há derrota!, da coleção 10 Séculos, 10 Histórias, e, com uma leitura fluente e expressiva, deu-nos uma interessante lição de História de Portugal. Foi tempo de relembrarmos o inteligente e heroico desempenho dos Portugueses na Batalha de Aljubarrota frente ao poderoso exército castelhano e de recordarmos figuras como D. João, Mestre de Avis, e D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável.
A encerrar o mês de janeiro, a Mariana Santos, que frequenta o 4.º ano na Escola EB 1 n.º 2, apresentou-nos a magnífica obra de Guido Visconti, O espantalho enamorado.
Descontraída, desinibida e animada, a Mariana presenteou-nos com uma excecional leitura da história de amor do espantalho Gustavo, que contava com a ajuda dos seus amigos pássaros, que supostamente deveria espantar, para levaram mensagens de amor a Amélia, a menina-espantalho que vivia no topo da colina.
Com nove anos apenas, a Mariana mostrou-se completamente familiarizada com os microfones e com o ambiente em estúdio e deu ao texto de Visconti uma graciosidade suplementar.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
CONCURSO NACIONAL DE LEITURA: MONCHIQUE JÁ TEM REPRESENTANTES
O Agrupamento de Escolas de Monchique já
selecionou os três alunos do 3.º ciclo que representarão o nosso concelho na
fase distrital do Concurso Nacional de Leitura.
A prova relativa à 1.ª fase deste
concurso teve lugar no passado dia 22 de janeiro e centrou-se na obra 35
quilos de esperança de Anna Gadalva.
Ficaram apuradas para a 2.ª fase as
seguintes alunas:
1.º lugar – Sara Diogo da Silva (9.ºB);
2.º lugar – Bárbara Páscoa (8.ºA);
3.º lugar – Ana Teresa Nunes Alves
(8.ºA).
Aguarda-se, agora, a indicação da
Biblioteca Municipal que organizará, no corrente ano, a fase distrital deste
concurso, a quem compete a seleção das obras que os alunos deverão ler e a
elaboração das provas de apuramento para a final nacional.
UMA HISTÓRIA, VÁRIOS FINAIS!
Lembram-se da história do gato TEODÓSIO, aquele pobre gato que, por já não ter serventia alguma, foi posto na rua?
A Teresa Penteado, da turma B do 6.º ano, resolveu dar um final feliz à história e concluiu-a assim:
Clique sobre o texto para o ampliar.
domingo, 25 de janeiro de 2015
«A AVENTURA DE ULISSES» LEVA ALUNOS A LISBOA
As duas turmas do 6.º ano da Escola Básica Manuel do Nascimento assistiram, no passado dia 22 de janeiro, no auditório do colégio Pedro Arrupe, em Lisboa, à representação da peça «A aventura de Ulisses», uma interessante e original adaptação da Odisseia de Homero.
Este trabalho, criado e desenvolvido pela companhia de teatro Cultural Kids, transforma o regresso de Ulisses a Ítaca numa espécie de jogo de computador, programado em função dos caprichos dos Deuses reunidos no Olimpo. As etapas da viagem surgem, aqui, como níveis de um videojogo, cabendo ao herói contornar os obstáculos que o afastam do seu objetivo: reencontrar a mulher, Penélope, e o filho, Telémaco. Ulisses tem, assim, de enfrentar a fúria das tempestades e a força dos Ciclopes e tem de resistir aos feitiços de Circe, ao canto das Sereias e à sedução da ninfa Calipso até atingir o último nível.
A peça, que termina com a expressão GAME OVER projetada no ecrã ao fundo do palco, recebe, em cada mudança de cena, entusiásticos aplausos da vasta assistência de jovens alunos, familiarizados com as aventuras do herói grego, graças à leitura da obra Ulisses de Maria Alberta Menéres.
Esta atividade, proposta pelos professores de Português e pela Biblioteca Escolar, contou com o apoio da Câmara Municipal de Monchique, que cedeu o transporte, e da Junta de Freguesia de Monchique, que financiou grande parte do custo dos bilhetes.
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