quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A GALINHA VERDE LEVA TRÊS ALUNAS À RÁDIO FOIA

A Galinha Verde, de Ricardo Alberty, chegou aos microfones da Rádio Foia pelas vozes da Beatriz Francisco, da Filipa Justo e da Leonor Guerreiro, que frequentam o 4º ano na Escola EB 1 nº 2 de Monchique.
As três meninas já haviam selecionado e preparado os excertos da sua preferência e leram-nos, em direto, com ritmo e fluência, sem evidenciar  qualquer nervosismo. No entanto, pressionadas pela jornalista Idalete Marques, que ficou curiosa com a história, acabaram por prolongar a leitura, dando a conhecer como termina a bonita história da Galinha Verde.
No final, ficámos a saber que, contrariamente ao que as galinhas amarela e preta afirmavam, a cor verde não estava relacionada nem com bruxedo, nem com doença, e que, apesar da diferença, a Galinha Verde era uma mãe muito dedicada e carinhosa. Por isso, os seus filhotes  amavam-na incondicionalmente, sem se importarem com a sua cor.
As três meninas debateram, então, a questão das aparências e das diferenças, considerando que as devemos aceitar e respeitar, pois o aspeto exterior não é o mais importante.
 
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

REABRIU A ÉPOCA DA "CAÇA À LEITURA"


As turmas do 6ºA e 5ºB reabriram a "Caça à Leitura" do corrente ano letivo, provando que há alunos que investem seriamente na modalidade de leitura autónoma.
A Carolina Correia, da turma A do 6º ano, foi "caçada" na leitura de Ulisses, livro que ganhou no final do ano letivo transato, numa atividade de "Leitura em Linha". Desta vez, escolheu a obra Os Heróis do 6ºF, de António Mota, a qual vai, decerto, corresponder aos seus gostos de leitura.
Já a Cristina Lourenço, da turma B do 5º ano,  optou por uma coleção mais desportiva e vai descobrir as aventuras de Raban, o Herói.
A "Caça à Leitura" continua a revelar-se uma excelente oportunidade para os alunos trocarem opiniões sobre livros e leitura, num contexto mais formal de comunicação, e faculta-lhes a possibilidade de acederem a novos livros para a sua biblioteca particular.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

"UM LIVRO POR SEMANA" DE NOVO NO AR

A rubrica "Um Livro por Semana" voltou hoje à Rádio Foia. Na primeira edição deste ano letivo, a Mariana Duarte, do 3º ano da Escola EB 1 nº 2 de Monchique relembrou a sua primeira intervenção na rádio local, há dois anos atrás, com a história "O Ratinho", pouco tempo depois de aprender a ler. 
Mais crescida e muito segura na leitura, a Mariana selecionou, desta vez, uma obra de José Fanha, Esdrúxulas, Graves e Agudas - Magrinhas e Barrigudas, que requisitou na Biblioteca da Escola, e presenteou os ouvintes com leituras bastantes divertidas. "Cantiga Aguda" e "Cantiga em Maluquês" foram os textos escolhidos pela Mariana e a sua desenvoltura na leitura de palavras bem complicadas (em maluquês) levaram a jornalista Idalete Marques a afirmar que não seria capaz de ler um texto daqueles sem se preparar previamente. Garanto-vos que eu também não!
A Mariana explicou então que se preparou muito bem, lendo e relendo os textos, à noite, na cama, mesmo antes de dormir. E com leituras assim, só podemos adormecer divertidos e dormir muito melhor!


terça-feira, 23 de outubro de 2012

ESCRITOR FILIPE FARIA VISITA MONCHIQUE

O escritor Filipe Faria esteve, hoje, dia 23 de outubro, a assinalar o Dia da Biblioteca Escolar na Escola EB 2,3 de Monchique, onde foram agendados encontros com todas as turmas do 2º e 3º ciclos.
À conversa com os alunos, este jovem escritor confidenciou que foi o pai que lhe abriu as portas para o mundo literário, ao incitá-lo a concorrer ao Prémio Branquinho da Fonseca, com que foi galardoado em 2001, na sequência do qual viria a publicar o 1º volume da série Crónicas de Allaryia: A Manopla de Karasthan.
Considerando ter uma imaginação viva e um vocabulário colorido, Filipe Faria, que na sua juventude preferia o desenho à leitura e à escrita,  começou a imaginar o mundo exótico de Allaryia aos 12 anos, mas só aos 16 passou as suas ideias para o papel. Estas histórias fantásticas  foram escritos reservados, cuja leitura esteve vedada a familiares e amigos  até ao momento da publicação do livro, o que levou Filipe Faria a sentir-se devassado, violado, quando se viu confrontado com a exposição de A Manopla de Karasthan nas montras das maiores livrarias do país.
O sucesso alcançado pelo 1º volume lançou o escritor para a edição de outros volumes das Crónicas de Allaryia. Dez anos depois da primeira publicação, esta série conta já com sete volumes: A Manopla de Karasthan, Os Filhos do Flagelo, Marés Negras, A Essência da Lâmina, Vagas de Fogo, Fado da Sombra e Oblívio.
O escritor, pioneiro da história fantástica em Portugal, diz ter sido fortemente influenciado pelos livros de J. K. Rowling (Harry Potter) e J. R. R. Tolkien (O Senhor dos Anéis), confessando um fascínio  especial pelo período da Idade Média. 
A sua última obra, O Perrautimato, da série Felizes Viveram Uma Vez, assinala uma nova etapa na sua carreira literária, conduzindo-nos à (des)construção do mundo fantástico das histórias tradicionais e dos contos populares.

Questionado pela jovem audiência da Escola EB 2,3 de Monchique sobre a possibilidade de escrever uma obra diferente, Filipe Faria revelou, em primeira mão, a sua intenção de escrever um romance histórico sobre piratas portugueses no Bangladesh.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

PROVÉRBIOS RELACIONADOS COM A ALIMENTAÇÃO

Os provérbios, expoente máximo da sabedoria popular, podem conduzir-nos a interessantes reflexões sobre o nosso quotidiano.
Aqui ficam alguns exemplos, que resultaram da pesquisa efetuada por alunos de vários anos de escolaridade, no âmbito do Dia Mundial da Alimentação:


A galinha da vizinha é melhor do que a minha.

A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata.

A paciência é amarga, mas o seu fruto é doce.

Água e pão, comida de cão.

Água fria e pão quente nunca fizeram bem ao ventre.

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

Águas passadas não movem moinhos.

Anzol sem isca o peixe não belisca.

Batata e pão, juntos dão má digestão.

Bicho que eu como não me come a mim.

Burro com fome até cardos come.

Cada ovo comido é um pinto perdido.

Cada um colhe o que semeou.

Criança comilona embrutece e é mandriona.

Com papas e bolos se enganam os tolos.

De mau grão nunca bom pão.

Deus dá nozes a quem não tem dentes.

Deus dá-nos as nozes, mas não as quebra.

Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és.

É grande saber calar e comer.

Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

Fidalgo sem pão é vilão.

Grão a grão enche a galinha o papo.

Guardar que comer, não guardar que fazer.

Mais vale pão duro do que figo maduro.

Não há carne sem osso nem fruta sem caroço.

Não se vive para comer, come-se para viver.

No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho.

O pão levanta e o vinho derruba.

O que não mata engorda.

Pão e figos, merenda de amigos.

Pão de hoje, carne de ontem e vinho de outro verão fazem o homem são.

Pela boca morre o peixe.

Peixe não puxa carroça.

Por cima de melão, vinho a meio tostão.

Quando não há pão, até migalhas vão.

Quem carne come carne cria.

Quem dá o pão dá a educação.

Quem lhe comeu a carne que lhe roa os ossos.

Quem não come por já ter comido não tem doença de perigo.

Quem não trabuca não manduca.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

16 DE OUTUBRO - DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

Comemorou-se ontem, dia 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação.
Visando chamar a atenção da comunidade educativa para a importância de uma alimentação saudável e equilibrada, o Agrupamento de Escolas de Monchique desenvolveu um conjunto de atividades que incluíram a oferta de frutos variados na forma de espetadas e sala de fruta, numa iniciativa do PES (Projeto de Educação para a Saúde).
Aderindo às comemorações, a Biblioteca Escolar propôs aos alunos dos três ciclos de escolaridade de todas as escolas do concelho uma pesquisa de textos da literatura oral (provérbios, adivinhas, lengalengas, trava-línguas...) e lançou um concurso, cujo sorteio será realizado no dia 18 de outubro às 10h no Polivalente da Escola EB 2,3.
Além de livros, canetas e t-shirts alusivas à leitura, os alunos poderão ainda ganhar vales para lanches em pastelarias e cafés das freguesias de Monchique e Marmelete, os quais foram gentilmente oferecidos pelas Juntas de Freguesia destas localidades.

Os alunos do curso EFA de nível secundário (Técnico de Turismo Ambiental e Rural em Monchique) inspiraram-se nestas iniciativas e produziram um texto coletivo que é, antes de mais, um excecional convite para uma visita a Monchique:

Se vieres a Monchique
Come presunto com pão
Não abuses do medronho
Faz-te mal ao coração.

P’ra boa alimentação
A serra tens de subir
Come arroz com bom feijão
Bebe melosa a seguir.

No Barranco dos Pisões
Petiscos podes fazer
Traz a couve e os feijões
E um bom dia vais ter.

P’ra apreciares a paisagem
À Fóia terás de ir
Aproveita a viagem
Noutro dia a repetir.

E quando a serra desceres
Nas Caldas tens de passar
Vai à Fonte dos Amores
Que saúde te vai dar.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

LER MANUEL DO NASCIMENTO NUMA PAUSA PARA CAFÉ

No ano em que assinala o centenário de Manuel do Nascimento, nascido em Monchique a 27 de dezembro de 1912, os leitores têm à sua disposição, em vários locais públicos da vila de Monchique, exemplares da obra O Último Espectáculo, que integra um conjunto de contos de extensão reduzida, adequados a uma curta e agradável leitura numa pausa para café.
 
 
Num desses espaços, é normal encontrarmos um outro escritor, o geógrafo Eduardo Duarte (que, há precisamente um ano, ganhou um concurso de escrita promovido pelo Santander Totta, com o conto "Pedras Queimadas"), a ler e a reler Manuel do Nascimento.
Incansável na leitura e na defesa do valor literário de Manuel do Nascimento, Eduardo Duarte é, provavelmente, um dos melhores conhecedores da obra deste escritor neorrealista.
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

COZINHAR TAMBÉM É FAZER CIÊNCIA

Os alunos do 7º e 8º ano da Turma PCA meteram mãos à obra na disciplina de Ciências Físicas e Naturais e concluíram que através da culinária também se pode fazer ciência, aplicar matemática e investir num tipo diferente de leitura.
Aqui ficam algumas das receitas testadas por estes alunos.




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

DIA DO PROFESSOR - 5 DE OUTUBRO

Ser professor é, presentemente, uma missão nem sempre fácil, nem sempre compreendida, nem sempre valorizada!
Neste contexto, a iniciativa da Turma A do 9º ano é duplamente significativa, pois veio provar ao corpo docente da Escola EB 2,3 de Monchique que ainda há quem reconheça o mérito desta profissão.
Com a colaboração da sua diretora de turma, a professora Sílvia Sousa, estes alunos prepararam uma inesperada e carinhosa homenagem aos professores, a quem ofereceram, no período do intervalo, saborosas maçãs e tentadoras bolachas, que fizeram acompanhar de reconfortantes e motivadoras mensagens.
 



Aqui deixamos algumas dessas mensagens, a que não conseguimos ficar indiferentes:

Professor ... a única profissão que nos prepara para as outras.
Obrigado por nos prepararem para um futuro melhor!

Professor, obrigado por ter criado em mim uma semente de aprendizagem que continua a crescer.
Obrigado por me ter tornado uma pessoa cheia de talentos e qualidades!
 
Professor, agradecemos muito pela sua compreensão e pelos ensinamentos que, ao longo de todo este percurso, nos tem transmitido.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

29 DE SETEMBRO - DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO

Comemorou-se, no dia 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração.
Por ser sábado, a comemoração deste dia foi adiada, no nosso Agrupamento de Escolas, para hoje, segunda-feira.
A professora Alexandra Gonçalves, responsável pelo PES (Programa de Educação para a Saúde), estabeleceu uma parceria com uma farmácia local e desenvolveu uma atividade de avaliação da condição física da comunidade escolar, que incluiu a verificação da pressão arterial e a medição do índice de massa corporal, contando com a colaboração exemplar dos alunos da turma de Percurso Curricular Alternativo.
Os alunos do 2º ciclo produziram um conjunto muito interessante de trabalhos sobre o CORAÇÃO, que vieram dar cor e vida ao Polivalente da Escola EB 2,3, onde assistimos, ainda, a um desfile de t-shirts decoradas pelos alunos mais criativos da nossa escola.




A Biblioteca Escolar aderiu à iniciativa e disponibilizou um conjunto de livros, que estão expostos no espaço da exposição e que permitem aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do aparelho circulatório e do nosso CORAÇÃO.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

LER+ PARA VENCER


No corrente ano letivo, o Agrupamento de Escolas de Monchique e a Junta de Freguesia de Monchique relançaram a atividade LER+ para VENCER, garantindo a oferta de um livro a todos os alunos do 1º e do 5º ano que frequentam as escolas da Freguesia de Monchique.
Esta iniciativa, que foi lançada pelo PNL no ano letivo de 2009/2010, é uma excelente oportunidade para garantir igualdade de oportunidades no acesso ao livro e à leitura, esperando-se que possa contribuir significativamente para estimular o prazer de ler junto dos nossos alunos.

Montra de livros para a atividade "LER+ para VENCER  na Escola EB 2,3
Oferta de livros na Escola EB 1 nº2


A ESCOLA VOLTA, DE NOVO, A SER ESCOLA


Terminadas as férias, os espaços escolares voltaram a animar-se com a presença dos alunos de todos os níveis de escolaridade. Os alunos do 1º e 5º ano tiveram, porém, direito a uma receção especial que incluiu uma visita  guiada à Biblioteca Escolar, onde receberam um livro, no âmbito da atividade Ler+ para vencer.
Os pais/encarregados de educação também foram recebidos na BE e puderam ficar a  par das atividades desenvolvidas e dos serviços e recursos que estão à disponibilidade da comunidade educativa.
5ºA
 
5ºB
 
A Biblioteca Escolar deseja a todos os alunos um BOM ANO LETIVO.
 

sábado, 18 de agosto de 2012

AINDA MANUEL DO NASCIMENTO: "EU QUERIA VIVER!"

Embora Mineiros tenha sido o primeiro romance escrito por Manuel do Nascimento, Eu queria viver! marca a sua estreia literária, ao ser publicado pela  Editorial "Inquérito" no início de 1943.
Conjunto de obras de Manuel do Nascimento com as duas edições de Eu queria viver! ao centro

A leitura das primeiras páginas apanha-nos desprevenidos, ao sermos confrontados com uma narrativa construída, toda ela, na primeira pessoa, numa perspetiva feminina e a partir do ponto de vista de uma jovem datilógrafa que, subitamente, se vê confrontada com a tuberculose.
A doença e a proximidade da morte vão, progressivamente, apurando o sentido crítico da protagonista/narradora (cujo nome nunca chegamos a saber), que, a par do seu drama pessoal, faz desfilar um conjunto de flashes da sociedade da época, pondo em evidência vários desequilíbrios sociais e questionando o papel de submissão e dependência que estava reservado à mulher.

 Manuel do Nascimento surpreende-nos, nesta obra, pela sua capacidade de pensar e de escrever no feminino e  pela destreza com que acede aos anseios e inquietações da mulher, revelando-se um profundo conhecedor da psicologia feminina.

Quase setenta anos depois da sua publicação, Eu queria viver! induz-nos, ainda, a sucessivos exercícios de reflexão sobre as incongruências do comportamento humano que tantas vezes vemos espelhadas na sociedade atual:
"Aborrece-me a mentira, embora a veja necessária, às vezes. Mas a mentira em pormenor é indigna, profissional." (Eu queria viver!, 2ª ed., pág. 21)

"Explicar é sempre difícil a uma mulher, porque os homens entenderam explicar-nos por eles." (Eu queria viver!, 2ª ed., pág. 25)

"Tenho horror aos velhos pela rigidez com que encaram os novos. Loucuras da mocidade... Um remate herdado por gerações sucessivas. E eles? Foram como nós. Hoje são cálculo para tudo, velhacaria." (Eu queria viver!, 2ª ed., pág. 94)
  
"Pensei no elogio fúnebre que se faz ao homem sem valor. Qualidades que não ofuscam as nossas qualidades, porque o elogiado está morto." (Eu queria viver!, 2ª ed., pág. 100)
  
"Ele compara-se com coisas mortas, passadas, porque deve ter medo do confronto com a vida, a vida que corre e tira certezas por onde passa." (Eu queria viver!, 2ª ed., pág. 100)

Dedicatória de Manuel do Nascimento ao Dr. António Leal na 1ª edição de Eu queria viver!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

BIBLIOTROCAS MARCOU PRESENÇA NA FEIRA DO LIVRO MUNICIPAL

Habituado ao rebuliço normal de uma escola do Ensino Básico, o nosso BIBLIOTROCAS não convive bem com a falta de movimento (e de leitores) nos meses de julho e agosto. Por isso, e tal como aconteceu no ano transato, fizemos-lhe as malas e reservámos-lhe um espaço na Feira do Livro Municipal, que decorreu no Largo dos Chorões, de 14 de julho a 12 de agosto.


E, claro, o BIBLIOTROCAS fez sucesso, conquistou leitores, divulgou publicações e escritores locais e saiu renovado do evento.


domingo, 22 de julho de 2012

SUGESTÃO DE LEITURA: "HISTÓRIAS DE MINEIROS"

No ano em que se comemora o centenário de Manuel do Nascimento, nunca é demais apresentar como sugestão de leitura uma das suas obras.


Histórias de mineiros foi a última obra que li. E como habitualmente me acontece nos livros de que gosto, demorei a leitura das últimas páginas, lamentando que o final estivesse tão perto. Pode-se sempre reler, há sempre mais qualquer coisa para descobrir, mas falha  o fator surpresa.
Estas Histórias de mineiros conduziram-me para a dura realidade da vida dos mineiros, narrada na primeira pessoa por um engenheiro de minas, incapaz de conviver com as injustiças sociais associadas ao trabalho mineiro.
Num conjunto de histórias curtas, o narrador retrata o dia a dia da mina, cruzando alegrias e tristezas, esperanças e deceções dos homens que nela trabalham. A densidade dramática que atravessa todas as histórias esbate-se na figura da personagem Janete, a companheira ideal, sensível, compreensiva e humana, e só ela confere suavidade ao tom soturno que caracteriza o espaço e os ambientes.
No narrador autodiegético adivinha-se o escritor Manuel do Nascimento e não faltam alusões às suas origens monchiquenses:
 “Há bocado apontaste aquele moinho que parecia o da Portela do Vento. Gostaria de voltar lá. Foi por isso que perguntei se tinhas escrito à tua mãe.” (In Histórias de Mineiros, pág.141)

LER+ ATRAVÉS DA ARTE

Ao longo dos últimos três anos letivos, o projeto aLeR+ possibilitou à comunidade escolar o desenvolvimento de um conjunto de atividades que visam promover o gosto pela leitura.
As atividades mais visíveis e coloridas são as que têm contribuído para o embelezamento dos espaços, dando uma atenção muito especial à poesia e aos nossos poetas.
Depois da “Alameda dos Poetas”, na escadaria que dá acesso à Biblioteca Escolar, e dos painéis de azulejos no “Canto dos Poetas”, a BE dispõe agora de uma “Galeria dos Poetas” que nos traz à memória os mais belos poemas de Florbela Espanca, Almeida Garrett, Marquesa de Alorna e Bocage.
A maestria artística de um grupo de alunos do 6º ano, orientados pelas professoras Fernanda Gomes e Carla Pontes, dá visibilidade à poesia e confere ao espaço escolar uma métrica mais harmoniosa e sensível.




terça-feira, 3 de julho de 2012

MONCHIQUE MARCA PRESENÇA DO IV ENCONTRO DE ESCOLAS ALER+

O IV Encontro de Escolas aLer+ decorreu hoje, em Lisboa, na Escola Secundária Eça de Queirós.
Tal como nas edições anteriores, esta foi uma excelente oportunidade para partilhar experiências no âmbito da promoção da leitura e ficar a par do que de melhor se faz no nosso país.
O nosso agrupamento de escolas marcou presença neste encontro e pôde divulgar e partilhar as suas atividades mais relevantes com recurso a fotografias, a um PowerPoint e a um Poster.

domingo, 24 de junho de 2012

"ADIVINHA QUEM ESTÁ A LER!" LEVA PRÉMIOS A DIFERENTES ESCOLAS

 A atividade "ADIVINHA QUEM ESTÁ A LER!" continua a ser uma das mais apreciadas nas várias escolas do nosso agrupamento e o momento do sorteio é sempre de grande expetativa, pois os prémios são fantásticos. No final do ano letivo, além dos livros e das canetas "gordas", que recordam que Ler+ é Saber+, os alunos do 1º ciclo puderam ainda escolher uma fabulosa t-shirt com uma imagem de Fernando Pessoa desenhada pela Catarina Furtado, da Turma A do 8º ano.

DUAS JOANAS, DOIS LIVROS NA RÁDIO FÓIA

A última edição do programa "Um Livro por Semana" do corrente ano letivo foi para o ar no passado dia 14. E acabou em alta com duas "Joanas" de escolas diferentes a apresentarem livros diferentes.
A Joana Albano, da escola EB 1 nº 1, selecionou o livro Pedro no supermercado (que ganhou na atividade Caça à Leitura) e a Joana Bernardo, da escola EB 1 nº 2, optou pela obra Uma estranha dor de barriga. Alunas do 2º ano de escolaridade, estas duas meninas fizeram leituras irrepreensíveis em direto, provando  que é fácil aprender a ler, com fluência e expressividade, quando se descobre o prazer da leitura.


sexta-feira, 8 de junho de 2012

À RODA DOS LIVROS NA BE

"À Roda dos Livros" é outra atividade que movimenta as turmas na Biblioteca Escolar em torno da leitura.
A partir de uma determinada palavra, um aluno previamente sorteado é convidado a falar do livro que está a ler, relacionando-o, de alguma forma, com essa palavra. A primeira atitude dos alunos é, muitas vezes, assumirem que não há qualquer relação possível. No entanto, incentivados pelos colegas e pelos professores, chegam, normalmente, a análises bastante interessantes e surpreendentes.
Perfeitamente adequada aos Novos Programas da Língua Portuguesa, esta atividade associa a leitura à expressão oral e propicia espaços e tempos para a intervenção dos alunos em contextos de comunicação formal.

"A MENINA DO MAR" PÕE A LEITURA EM LINHA

A obra A Menina do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen, trouxe todas as turmas do 5º ano da nossa escola à Biblioteca Escolar para colocarem a "LEITURA EM LINHA".
Esta continua a ser uma atividade que envolve todos os alunos da turma e que permite fazer a verificação da compreensão da leitura de uma forma lúdica e divertida.
Enquanto dois alunos, sorteados previamente, se defrontam no jogo "4 em linha", recebendo uma peça por cada resposta certa, os restantes alunos vão registando numa ficha de trabalho a hipótese correta (A, B ou C) para cada uma das questões.
No final, há prémios para os vencedores. E os prémios são livros ou canetas especiais.